Cambridge Analytica

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Cambridge Analytica
Razão social Cambridge Analytica (UK), Ltd.
Fundação 2013
Encerramento 01 de maio de 2018 (de facto)
18 de maio de 2018 (de jure)
Sede Londres
Pessoas-chave Alexander Nix (CEO),[1] Robert Mercer
Serviços Mineração de dados, Análise de dados
Empresa-mãe SCL Group, Ltd.
Website oficial https://cambridgeanalytica.org/ (Website Central)

https://ca-political.com/ (Divisão Política)

https://ca-commercial.com/ (Divisão Comercial)

Cambridge Analytica (UK), Ltd. (CA) foi uma empresa privada que combinava mineração e análise de dados com comunicação estratégica para o processo eleitoral. Foi criada em 2013, como um desdobramento de sua controladora britânica, a SCL Group para participar da política estadunidense.[2] Em 2014, a CA participou de 44 campanhas políticas. A empresa é, em parte, de propriedade da família de Robert Mercer, um estadunidense que gerencia fundos de cobertura e que apoia muitas causas politicamente conservadoras. A empresa mantinha escritórios em Nova York, Washington, DC e Londres.

Em 2015, tornou-se conhecida como a empresa de análise de dados que trabalhou inicialmente para campanha presidencial de Ted Cruz. Em 2016, após a derrota de Cruz, a CA trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump,[3] e também para a do Brexit, visando a saída do Reino Unido da União Europeia. O papel da CA e o impacto sobre essas campanhas tem sido contestado e é objeto de investigações criminais em andamento tanto nos Estados Unidos quanto no Reino Unido.[4][5][6]

Em 18 de maio de 2018, a empresa registrou seu pedido de falência na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York, que foi assinado em nome do conselho de administração da Cambridge Analytica por Rebekah e Jennifer Mercer, filhas do bilionário Robert Mercer, encerrando assim suas operações tanto nos EUA quanto no Reino Unido. Com o escândalo do vazamento de dados do Facebook, a empresa juntamente com sua controladora britânica "SCL Elections Ltd", já haviam dito que fechariam imediatamente e começariam os procedimentos de falência após uma forte queda nos negócios.[7][8]

Logo após a falência legal da Cambridge Analytica, ela se dividiu em 2 empresas, uma chamada CA Political, responsável pela parte política da empresa, e a CA Commercial, responsável pela parte comercial.

Dados do Facebook[editar | editar código-fonte]

Em 17 de Março de 2018, os jornais The New York Times e The Observer reportaram que a Cambridge Analytica usou informações pessoais de 50 milhões de perfis que foram obtidas por um pesquisador externo. Ele alegou estar coletando dados para fins acadêmicos. Em resposta, o Facebook baniu a Cambridge Analytica e proibiu a empresa de fazer publicidade em sua plataforma.[9][10] O jornal The Guardian também informou que o Facebook tinha conhecimento que essa violação de segurança aconteceu por dois anos, mas não fez nada para proteger seus usuários.[11]

Em 4 de abril do mesmo ano o Facebook anunciou que as contas de pelo menos 87 milhões de pessoas foram atingidas em 10 países, e, segundo suas estimativas, os dados pessoais de 443 117 brasileiros foram usados sem consentimento prévio. Nos Estados Unidos foram atingidas mais de 70 milhões de pessoas.[12] O jornal The Guardian questionou a nota em que o Facebook anunciou essas informações porque ela divulgava principalmente as iniciativas da rede social para reverter os problemas de privacidade e apresentava os dados apenas no seu penúltimo parágrafo.[13]

A atuação da empresa tem sido considerada como uma ameaça global à democracia.[14]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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