Cambridge Analytica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Cambridge Analytica
Fundação 2013
Sede Londres
Pessoas-chave Alexander Nix (CEO),[1] Robert Mercer
Serviços Mineração de dados, Análise de dados
Website oficial CambridgeAnalytica.org

Cambridge Analytica (CA) é uma empresa privada que combina mineração e análise de dados com comunicação estratégica para o processo eleitoral. Foi criada em 2013, como um desdobramento de sua controladora britânica, a SCL Group para participar da política estadunidense.[2] Em 2014, a CA participou de 44 campanhas políticas. A empresa é, em parte, de propriedade da família de Robert Mercer, um estadunidense que gerencia fundos de cobertura e que apoia muitas causas politicamente conservadoras. A empresa mantém escritórios em Nova York, Washington, DC e Londres.

Em 2015, tornou-se conhecida como a empresa de análise de dados que trabalhou inicialmente para campanha presidencial de Ted Cruz. Em 2016, após a derrota de Cruz, a CA trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump,[3] e também para a do Brexit, visando a saída do Reino Unido da União Europeia. O papel da CA e o impacto sobre essas campanhas tem sido contestado e é objeto de investigações criminais em andamento tanto nos Estados Unidos quanto no Reino Unido.[4][5][6]

Dados do Facebook[editar | editar código-fonte]

Em 17 de Março de 2018, os jornais The New York Times e The Observer reportaram que a Cambridge Analytica usou informações pessoais de 50 milhões de perfis que foram obtidas por um pesquisador externo. Ele alegou estar coletando dados para fins acadêmicos. Em resposta, o Facebook baniu a Cambridge Analytica e proibiu a empresa de fazer publicidade em sua plataforma.[7][8] O jornal The Guardian também informou que o Facebook tinha conhecimento que essa violação de segurança aconteceu por dois anos, mas não fez nada para proteger seus usuários.[9]

Em 4 de abril do mesmo ano o Facebook anunciou que as contas de pelo menos 87 milhões de pessoas foram atingidas em 10 países, e, segundo suas estimativas, os dados pessoais de 443 117 brasileiros foram usados sem consentimento prévio. Nos Estados Unidos foram atingidas mais de 70 milhões de pessoas.[10] O jornal The Guardian questionou a nota em que o Facebook anunciou essas informações porque ela divulgava principalmente as iniciativas da rede social para reverter os problemas de privacidade e apresentava os dados apenas no seu penúltimo parágrafo.[11]

A atuação da empresa tem sido considerada como uma ameaça global à democracia.[12]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Ícone de esboço Este artigo sobre uma corporação ou companhia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.