Camilo de Oliveira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa


NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde agosto de 2013). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Camilo de Oliveira
Camilo de Oliveira em 2012
Nome completo Camilo Venâncio de Oliveira
Nascimento 23 de julho de 1924
Buarcos, Portugal
Nacionalidade Portugal português
Morte 2 de julho de 2016 (91 anos)
Lisboa, Portugal
Ocupação Ator, Encenador
Cônjuge Paula Marcelo (até 2016)
IMDb: (inglês)

Camilo Venâncio de Oliveira (Buarcos, Figueira da Foz, 23 de julho de 1924Lisboa, 2 de julho de 2016) foi um ator, encenador e argumentista português.

Vida[editar | editar código-fonte]

O Teatro Caras Direitas em Buarcos, fundado em 1907

Nasceu nos camarins[1] do Teatro do Grupo Caras Direitas, localizado em Buarcos, na altura o único teatro existente no concelho da Figueira da Foz, filho de Camilo Arjona de Oliveira, falecido em 1981, e de sua primeira mulher Ester Venâncio de Oliveira. Em finais de Setembro de 2012, houve rumores da sua morte, um boato que os jornais se apressaram a desmentir.[2] Morreu a 2 de julho de 2016, aos 91 anos de idade, no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, onde estava internado na unidade de cuidados paliativos devido a cancros na próstata e nos intestinos.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Camilo estreou-se na companhia itinerante da família com apenas nove anos. Muda-se da Figueira da Foz para Lisboa. A primeira revista em que participou foi Lisboa é Coisa Boa em 1951.

Obtém grande êxito em "Abaixo as Saias" (1958) e "Ó Pá, Não Fiques Calado" (1963). Na RTP participou em "O Senhor Que Se Segue", em conjunto com Artur Agostinho e Carmen Mendes. Em 3 de Abril de 1965 recebe, em conjunto com Florbela Queirós, o Prémio Imprensa 1964 para os Melhores Atores de teatro de revista.[4]

Em 1969 é o protagonista do filme "O Ladrão de Quem se Fala" de Henrique Campos onde desempenha dois papéis.

No teatro continuam os sucessos como "Alto Lá Com Elas" (1970), "As Coisas Que Um Padre Faz (1976)" e "Aldeia da Roupa Suja" (1978). Participa na série "O Espelho dos Acácios" da RTP.

Em 1981 protagoniza com Ivone Silva o programa "Sabadabadu" que foi um grande sucesso e onde apareceram personagens como os Agostinhos e o Padre Pimentinha. Em 1982 grava um single com os temas "Sapateado" , "Soutien" e "Publicidade", todos da autoria de Fernando Guerra e Varela Silva.

Em Abril de 1983 aparece na RTP com o programa "Allegro". Ainda em 1983 é sucesso no teatro com "Há Mas São Verdes". Conhece Paula Marcelo com quem viria a casar.

Em finais de 1989 protagoniza a peça "Ai Cavaquinho" no Teatro ABC. Em agosto de 1990 o ABC sofreu um grande incendio e a companhia teve de mudar-se para o Teatro Capitólio[5]. Em 1992 destaca-se em "Isto É Que Vai Uma Crise".

A SIC contrata-o para a série "Camilo & Filho, Lda" que foi uma grande sucesso em 1995. No teatro apresenta "Camilo & Filhas" (1996). Em 1997 reaparece na SIC com a série "As Aventuras do Camilo". Nos anos seguintes é a vez de "Camilo na Prisão e "A Loja do Camilo".

Em 2002 transita para a RTP onde é o protagonista da série "Camilo, o Pendura".

Em 2005 regressa à SIC onde voltam os êxitos "Camilo em Sarilhos" (2005/2006). Em 2008 apresenta-se ao vivo com a peça "O Meu Rapaz é Rapariga". A SIC realizou em Setembro de 2008 uma Gala de homenagem a Camilo[6]

Em 2009 lança, através da editora Esfera dos Livros, o livro "As regras da minha vida: Camilo de Oliveira, o actor do povo".

Após o fim das gravações de "Camilo, o Presidente" (2009/2010) decidiu reformar-se passando a conceder poucas entrevistas a órgãos de comunicação.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Era filho de Camilo Arjona de Oliveira e de Ester Venâncio e estreou-se na companhia itinerante da avó paterna Júlia Arjona (filha de Camilo Ximenes Arjona, ator espanhol itinerante, e de Olinda Ribeiro, natural de Marco de Canaveses). Era irmão de César de Oliveira, autor de teatro de revista.

Foi casado com a enfermeira Maria Luísa Reis Oliveira[7], de quem nunca se divorciou. Depois viveu com Io Apolloni, atriz italiana, radicada em Portugal, desde 1965, de que houve um filho, Camilo Humberto Appolloni de Oliveira, nascido em 1969. Foi também pai de Camilo Luís Bettencourt de Oliveira, nascido em 1981, do seu relacionamento com Maria Luísa Bettencourt.

À data da sua morte, vivia há alguns anos com a atriz Paula Marcelo.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Em relação ao teatro, Camilo de Oliveira fez 47 revistas à portuguesa e outros papéis.

  • 1951 - Lisboa é Coisa Boa
  • 1951 - Ó Papão Vai-te Embora
  • 1952 - Portugal Espanha
  • 1953 - Saias Curtas
  • 1954 - Cala o Bico
  • 1954 - Viva o Homem
  • 1955 - Melodias de Lisboa
  • 1956 - Daqui Fala o Zé
  • 1956 - A Torre Encantada
  • 1957 - Já Cá Canta
  • 1957 - Música, Mulheres e...
  • 1958 - Abaixo as Saias
  • 1958 - Uma Nora Ideal
  • 1959 - Champanhe Saloio
  • 1960 - Acerta o Passo
  • 1961 - De Pé Atrás
  • 1961 - Não Brinques Comigo
  • 1961 - O Trunfo é Espadas
  • 1962 - Com Sal e Pimenta
  • 1962 - O Gesto é Tudo
  • 1963 - Ó Pá, Não Fiques Calado
  • 1963 - Vamos à Festa
  • 1964 - Todos ao Mesmo
  • 1965 - E Viva o Velho
  • 1965 - Sopa no Mel
  • 1966 - Esta Lisboa Que Eu Amo
  • 1966 - Tudo à Mostra
  • 1967 - Duas Pernas... Um Milhão
  • 1967 - Como Vencer na Vida Sem Fazer Força
  • 1968 - Lisboa é Sempre Mulher
  • 1969 - Ri-te Ri-te
  • 1970 - Quando Ela se Despiu
  • 1970 - Alto Lá Com Elas
  • 1971 - Frangas na Grelha
  • 1972 - Uma Cama Para Toda a Gente
  • 1973 - Mulheres é Comigo
  • 1973 - Um Padre à Italiana
  • 1973 - O Príncipe e a Corista
  • 1974 - Isso Não Se Faz à Tia
  • 1975 - Pascoal
  • 1976 - As Coisas Que Um Padre Faz
  • 1978 - Aldeia da Roupa Suja
  • 1979 - Alô Lisboa, Daqui Porto
  • 1979 - Isso é Que Era Bom
  • 1980 - Não Deites Foguetes
  • 1981 - Virgem Até Certo Ponto
  • 1983 - Há Mas São Verdes
  • 1985 - Coronel em Dois Atos
  • 1987 - Cá Estão Eles
  • 1989 - As Calcinhas Amarelas
  • 1990 - Ai... Cavaquinho
  • 1992 - Isto É Que Vai Uma Crise
  • 1992 - Toma Lá Que É Democrático
  • 1993 - O Padre Pimentinha
  • 1994 - Ao Que Nós Chegámos
  • 1996 - Camilo & Filhas
  • 2000 - Certinho e Direitinho
  • 2003 - O Padre Camilo
  • 2008 - O Meu Rapaz é Rapariga

Cinema[editar | editar código-fonte]

  • Ao Que Nós Chegámos... - 1995
  • O Ladrão de Quem Se Fala - 1969

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.