Campeonato Brasileiro de Futebol

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Campeonato Brasileiro de Futebol
Brasileirão
Campeonato Brasileiro Série A logo.png
Logotipo oficial da competição.
Dados gerais
Organização CBF
Edições 60 (14 na modalidade de pontos corridos)
Outros nomes Brasileirão
Local de disputa Brasil
Número de equipes 20
Sistema Pontos corridos
Divisões
Série A • Série BSérie CSérie D
Soccerball current event.svg Edição atual
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O Campeonato Brasileiro de Futebol, simplesmente Campeonato Brasileiro, ou ainda Brasileirão - Série A, é a liga brasileira de futebol profissional entre clubes do Brasil, sendo a principal competição futebolística no país. É por meio dela que são indicados os representantes brasileiros para a Copa Libertadores da América (juntamente com o campeão da Copa do Brasil). Atualmente é também chamada oficialmente de Brasileirão Chevrolet, por motivos de patrocínio.

Devido às peculiaridades históricas e a grande dimensão geográfica do país, o Brasil tem uma história relativamente curta de competições nacionais de futebol. Apenas em 1959, como estabelecido em 1955,[1][2] foi criado um torneio nacional, a Taça Brasil. Em 1967, o Torneio Rio-São Paulo foi expandido para incluir equipes de outros estados, ficando conhecido como Torneio Roberto Gomes Pedrosa, e passando a ser considerado uma competição nacional. Em 1971, a CBD iniciou um novo torneio nacional, o Campeonato Nacional de Clubes, torneio este, que foi considerado, entre 1974 e 2010, pela entidade máxima do futebol brasileiro como sendo a primeira edição do Campeonato Brasileiro. Em seus boletins oficiais entre 1971 e 1973, a CBF colocava as edições do "Robertão" em igualdade de condições com as edições posteriores do Campeonato Brasileiro, apenas mantendo os nomes próprios, excluindo esta informação a partir do boletim de 1974.[3][4] Em dezembro de 2010, a CBF unificou a Taça Brasil, disputada de 1959 a 1968, e as edições de 1967 a 1970 do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata ao Campeonato Brasileiro pós 1971.[5] O primeiro campeão brasileiro foi o Bahia em 1959.[6]

Uma das características históricas do Campeonato Brasileiro foi a falta de uma padronização no sistema de disputa, que mudava a cada ano, assim como as regras e o número de participantes. Dentre os vários formatos já adotados incluem-se sistema eliminatório (1959-1968) e sistemas mistos de grupos (1967-2002). Após o início do sistema de pontos corridos em 2003, 7 clubes já conquistaram o título, Corinthians, Cruzeiro e São Paulo (3), Fluminense (2), Flamengo, Palmeiras e Santos (1), o que demonstra o nível de competitividade do campeonato.[7][8] O Palmeiras é o time com maior número de títulos brasileiros, com nove conquistas; já foram campeões brasileiros 17 clubes, 12 por mais de uma vez, de 7 estados e 9 cidades diferentes, sendo que apenas o Estado de São Paulo teve campeão por mais de uma cidade, 3 no total (Campinas, Santos e São Paulo), e apenas a cidade do Rio de Janeiro teve mais de 3 clubes campeões, 4 deles (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama).

O Campeonato Brasileiro é uma das ligas mais fortes do mundo, contando entre seus integrantes habituais com a participação do maior número de clubes detentores de títulos de "campeões mundiais", com onze campeonatos ganhos por 7 clubes,[9] o segundo em termos de quantidade de títulos da Copa Libertadores da América, com dezessete títulos conquistados por 10 clubes e ainda outros 3 finalistas, atrás em títulos apenas da Primera División Argentina, com 24 títulos conquistados por 8 clubes e um nono clube finalista. A liga é também classificada como a sexta mais valiosa com um patrimônio de mais de US$ 1,43 bilhão, sendo um dos campeonatos mais ricos, com um volume de negócios anual de mais de US$ 1,17 bilhão em 2012. O Campeonato Brasileiro é o torneio de futebol mais visto no continente americano e um dos mais expostos internacionalmente, transmitido em 155 países, tendo sido classificado no top 10 como uma das ligas mais fortes do mundo (para o período 2001-2012) pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), ficando na quarta colocação, atrás apenas da Premier League (Inglaterra), La Liga (Espanha) e Serie A (Itália).[10] O Brasileirão é a competição de futebol preferida dos brasileiros (51%), pelo equilíbrio e imprevisibilidade, bem a frente da Copa Libertadores da América (22,3%), a segunda colocada na preferência popular.[11]

História

Origens

Como o futebol brasileiro tornou-se mais estabelecido na década de 1920, o interesse em realizar uma competição interestadual cresceu.

A primeira destas competições envolvendo muitos estados e não considerando as competições interclubes oficiais iniciadas com a Taça Ioduran e outros torneios de clubes que a sucederam, foi o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, que foi disputado pela primeira vez em 1922, e reuniu seleções de futebol de alguns estados, tendo como o primeiro vencedor São Paulo e maior vencedor o Rio de Janeiro.

Citando as dificuldades em reunir jogadores, os clubes do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e São Paulo, optaram por colocar as suas melhores equipes umas contra as outras.

O Torneio Rio-São Paulo (1933–1966)

Elenco do Palestra Itália, primeira equipe campeã do Torneio Rio-São Paulo em 1933.

O Torneio Rio-São Paulo, realizado pela primeira vez em 1933 e retomado em 1950 (com duas edições interrompidas em 1934 e 1940, devido ao então baixo interesse), foi a primeira escolha como um torneio interestadual relevante, que reunia grandes clubes do Brasil. Em 1950, começou a ser disputado de maneira quase ininterrupta até 1966 (somente em 1956 não houve a competição). A despeito de contar com times apenas de Rio de Janeiro e São Paulo, o torneio chegou a ser tratado como título brasileiro oficioso.[12]

A partir de 1954,[13] o torneio recebeu o nome oficial de Torneio Roberto Gomes Pedrosa, em homenagem ao goleiro da seleção na Copa do Mundo de 1934 e presidente da Federação Paulista de Futebol, que morreu naquele ano, no exercício do cargo. Entretanto, o torneio permaneceu sendo chamado por seu nome popular, "Rio-São Paulo".

Em 1967, o antigo Torneio Rio-São Paulo, ainda sob organização das federações carioca e paulista, foi ampliado com a inclusão de clubes do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, passando a ser chamado apenas por seu nome oficial, Torneio Roberto Gomes Pedrosa, e ficando conhecido popularmente de "Robertão" (devido a sua ampliação e caráter nacional). A partir de 1968, o certame passou a ser organizado pela CBD, e também recebeu da entidade a denominação oficial de Taça de Prata[4] em função do troféu dado ao vencedor.

Depois da ampliação do Torneio Rio-São Paulo, em 1967, com a entrada de dois clubes gaúchos, dois clubes mineiros e um clube do Paraná, as duas fases da competição, o Torneio Rio-São Paulo e o Robertão foram apresentadas na versão dos boletins oficiais da CBD entre 1970 e 1973, como integrantes do texto Progresso do Campeonato Nacional, em que os campeões do Torneio Rio-São Paulo eram listados como campeões interestaduais e os do Robertão já eram apontados como campeões nacionais no mesmo patamar dos primeiros campeões do Campeonato Nacional de Clubes,[4] sem haver qualquer citação nos boletins oficiais da CBD aos campeões da Taça Brasil, reconhecidos como campeões brasileiros recentemente pela atual Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

No dia 6 de agosto de 1971, véspera do início do primeiro Campeonato Nacional de Clubes,[14] o jornal O Estado de S. Paulo dedicou sua página 24 ao torneio trazendo a matéria "A ideia já tem quase 40 anos". Nesta matéria, o Torneio Rio-São Paulo e o "Robertão" são citados como antecessores do Campeonato Nacional, sem haver menção à Taça Brasil.[15]

O início dos campeonatos nacionais: Taça Brasil e Robertão (1959 - 1970)

Troféu da Taça Brasil.

Apesar da primeira proposta para a criação da Taça Brasil datar de 1951, como forma de conciliar e integrar os clubes de outros estados, pois questionava-se o fato de apenas clubes cariocas e paulistas terem a chance de participar do Torneio Rio-São Paulo e da Copa Rio Internacional,[16] e da competição ter sido instituída em 1954 pela CBD, com a finalidade de apontar o clube campeão brasileiro da temporada e, de ter seu regulamento definido no ano seguinte. Entretanto, a primeira edição da Taça Brasil não pôde ocorrer em 1955, como o planejado, devido o calendário do futebol brasileiro de 1955 a 1958 já está aprovado e não podendo sofrer alterações por causa da Copa do Mundo de 1958. Sendo assim, ficou definido naquela época para a Taça Brasil começar somente em 1959.[1][2] Também, devido a decisão da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), em 1958, de criar a Copa dos Campeões da América, ficando mais tarde conhecida como Copa Libertadores, uma competição que deveria reunir os campeões nacionais de cada liga sul-americana. Jus a isso, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), viu mais uma necessidade para a realização de uma competição para definir o campeão brasileiro para ser indicado como o representante do Brasil na competição sul-americana. Desta maneira, em 1959, a CBD deu início à Taça Brasil, trazendo representantes de cada estado brasileiro para competir neste torneio nacional.

A edição de 1959, a primeira competição nacional de clubes do país, contou com dezesseis participantes: ABC, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Auto Esporte, Bahia, Ceará, CSA, Ferroviário, Grêmio, Hercílio Luz, Manufatora, Rio Branco, Santos, Sport, Tuna Luso e Vasco da Gama; Santos e Vasco, como campeões paulista e carioca, respectivamente, entraram na competição na fase semifinal; os demais foram agrupados geograficamente. Os vencedores das zonas Norte e Sul também se classificavam para as semifinais.

A decisão entre Santos e Bahia teve um jogo extra para decidir o título; o Bahia venceu a primeira partida e o Santos a segunda; no entanto, devido a algumas partidas da Seleção Brasileira, que tinha como base a equipe do Santos, obrigou o jogo a ser disputado três meses depois, consagrando o Bahia como o primeiro campeão da competição. A segunda edição teve como final o jogo entre Fortaleza e Palmeiras, conhecido na época como Academia de Futebol, equipe que tinha jogadores como Ademir da Guia, Dudu, Djalma Santos e Emerson Leão, e que venceram a final por 11 a 3 no placar agregado.

A partir daí o Santos, liderado por Pelé, Coutinho, Zito, Mauro Ramos, entre outros, começou a despontar. O clube venceu a edição de 1961, com Pelé e Coutinho marcando um duplo hat-trick na final contra o Bahia. Pelé foi o artilheiro daquela edição, com nove gols. O Santos tornando-se bicampeão em 1962, ao derrotar o Botafogo por 5 a 0 diante de 70.324 espectadores no Estádio do Maracanã, equipe carioca que tinha em seu elenco jogadores como Mário Zagallo, Garrincha, Nílton Santos e Amarildo. O Santos conseguiu conquistar o seu terceiro título consecutivo após derrotar novamente o Bahia, desta vez com um placar agregado de 8 a 0, com quatro gols de Pelé. No ano seguinte, um hat-trick de Pelé ajudou na vitória do Santos sobre o Flamengo pelo placar de 4 a 1 no primeiro jogo da final da edição de 1964, no Estádio do Pacaembu e, empatou pelo placar de 0 a 0 no Rio de Janeiro. O Santos chegou ao marco do pentacampeonato em 1965, com Dorval e Toninho, a equipe bateu o Vasco da Gama na final, vencendo por 6 a 1 no placar agregado dos dois jogos. O Santos chegou a sua sexta final consecutiva em 1966, porém, desta vez, perdeu para o Cruzeiro pelo placar de 9 a 4 no agregado.

Em 1967 o Palmeiras conquistou o seu segundo título, ao vencer o Náutico na final que teve três jogos, com um placar agregado de 6 a 3. E, em 1968, o campeão foi o Botafogo, ao vencer o Fortaleza na final por 6 a 2 no placar agregado.

Com a estruturação do futebol e dos meios de transporte que permitiam deslocamentos maiores em menor tempo, somado ao sucesso de público e renda da primeira edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ocorrida em 1967, a CBD logo assumiu a organização do torneio, que tinha recebido a alcunha de "Robertão", e passou a denominar oficialmente esse certame de Taça de Prata a partir de 1968, sendo incluído em seus boletins oficiais.[4]

Foram campeões do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Palmeiras, em 1967 e 1969, o Santos em 1968 e o Fluminense em 1970, havendo forte similaridade entre as fórmulas de disputa das edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa e as das primeiras edições do Campeonato Nacional de Clubes.

O Internacional, vice campeão em 1967 e 1968, o seu rival Grêmio e os mineiros Atlético e Cruzeiro, foram os clubes de fora do Eixo Rio-São Paulo que se posicionaram entre os quatro primeiros colocados neste período.

O Campeonato Nacional de Clubes e a Copa Brasil (1971–1979)

Devido à experiência bem-sucedida com as quatro edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, em 1971, a CBD anunciou a transformação do Robertão em Campeonato Nacional de Clubes, com grande influência política.[17][18][19][20] Esse torneio ficaria conhecido, a partir de 1974, como a primeira edição do Campeonato Brasileiro, excluindo a versão anterior, apesar de disputado sob formato similar ao Robertão[21][17] — em seus boletins oficiais entre 1971 e 1973, a CBD colocava as edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em igualdade de condições com as edições do Campeonato Nacional de Clubes, apenas mantendo os nomes próprios, excluindo esta informação a partir do boletim de 1974.[22][4] Alguns autores consideram que "a história do futebol brasileiro, a partir desse momento, foi deixada para trás".[17] O primeiro campeão da nova competição foi o Atlético Mineiro. A Taça Brasil tinha acabado em 1968, o Robertão que desde sua segunda edição adotava o nome oficial de Taça de Prata, englobava apenas times dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraná e Pernambuco o disputaram. O campeonato tinha, a partir desse ano, primeira e segunda divisões que tinham participantes de vários estados brasileiros,[23] sem promoção e rebaixamento por critérios técnicos[24] — no entanto, acabou havendo promoção: foi o vice-campeão da segunda divisão, o Remo, e não o campeão Villa Nova, que ficou com a vaga para disputar o Campeonato Nacional de Clubes de 1972[17][25] —, o que só aconteceria a partir de 1988. Na primeira divisão, a única inclusão de outro estado na disputa foi a do Ceará Sporting Club (Ceará), por ter a maior torcida do Ceará.[26] Nesse primeiro ano não houve grandes mudanças em relação ao Robertão do ano anterior, apenas se deu mais uma vaga para Pernambuco, o vice campeão, mais uma vaga para Minas Gerais, o terceiro colocado. Nesse primeiro ano, 20 clubes disputaram o Brasileiro, contra 17 do Robertão de 1970, não sofrendo nenhuma mudança drástica em relação à edição anterior.[27][28][29][30] Durante vários anos, os interesses da ARENA, braço político da ditadura militar, nortearam o aumento do número de clubes que participariam da competição.[31][25][32]

Em 1975, chegou ao fim a era João Havelange na CBD: ele deixou a entidade brasileira para assumir o comando da FIFA. Em um período em que a ditadura intervinha frequentemente no futebol brasileiro e forçava o inchaço do principal campeonato do País, não apenas para tornar o esporte realmente nacional, mas também para agradar os coronéis da política brasileira em regiões onde o futebol não era exatamente uma potência, a CBD ganhou um novo presidente, o almirante Heleno Nunes, de forte atuação na política do governo militar.[20] Neste ano, a CBD instituiu um novo troféu mais elaborado, o Troféu Copa Brasil, produzido pelo designer Maurício Salgueiro e o certame que desde a edição de 1971 era denominado de Campeonato Nacional de Clubes, sofre uma nova reformulação e passa a ser chamado oficialmente de Copa Brasil (lembrando que, assim como a Taça Brasil, a Copa Brasil não tem nada a ver com a atual Copa do Brasil).[25]

De 1972 a 1987 os campeonatos estaduais deveriam ser classificatórios para o Campeonato Brasileiro, embora houvesse vários clubes que foram convidados quando não iam bem no estadual, ou se criava um acesso da segunda divisão para a primeira no mesmo ano, como aconteceu com o Corinthians em 1982.

Em 1979, todos os grandes clubes de São Paulo, exceto o Palmeiras, retiraram-se da competição. Eles protestaram contra o confuso sistema de classificação, o que fez seus rivais, Palmeiras e Guarani, disputassem apenas a fase final (devido a condição de serem finalistas no ano anterior). O Guarani terminou entre os 12 primeiros, mesmo jogando apenas três partidas, e o Palmeiras em quarto, apesar de ter jogado apenas cinco, em um torneio com 96 participantes.

Palmeiras, Vasco da Gama, Internacional, São Paulo e Guarani foram os campeões desse período.

A criação da CBF, novas reformulações e crises (1980–1988)

Em 1980, devido ao desmembramento da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) ocorrido no ano anterior, o futebol brasileiro passou a contar com sua própria entidade, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).[33] Com a nova entidade, o futebol nacional também ganhou um novo campeonato nacional totalmente reformulado, que foi nomeado de "Taça de Ouro" e contou com um formato com duas divisões — três em sua segunda edição —, além de criar um novo troféu que era oferecido pela CBF ao seu campeão. Entretanto, a Caixa Econômica Federal continuou a enviar uma réplica do troféu da antiga competição realizada pela CBD entre 1975 e 1979, a Copa Brasil.[34] A reformulação do campeonato nacional, além da criação da própria CBF, foi principalmente devido a derrocada das bases financeiras que mantinha o futebol nacional e consequentemente a queda da influência do governo militar que intervinha regularmente no campeonato e a cada ano aumentava o número de clubes participantes. Na virada da década de 1970, chegou ao Brasil os efeitos da crise do petróleo, que abalou a economia mundial a partir de 1973 e, que teve efeito retardado no país. O regime militar bancou o congelamento do preço da gasolina, mas foi afetado pelos efeitos colaterais com o estouro da crise econômica nos anos 1980. Os clubes e as federações, presos a esse sistema, foram atingidos pelo agravamento da situação.[20]

Em 1987, a CBF anunciou que era financeiramente incapaz de organizar o campeonato nos mesmos moldes, apenas algumas semanas antes de ter sido programado para começar. A Confederação prometeu encontrar um patrocinador para bancar as finanças, sem sucesso, tentaria um acordo com os clubes para que bancassem as suas próprias despesas com as viagens ou realizaria um certame regionalizado (como era na época da Taça Brasil). Como resultado, os treze clubes de futebol mais populares do Brasil criaram uma nova entidade, apelidada de Clube dos 13, para organizar um campeonato próprio. Este torneio recebeu o nome de Copa União.[35][36]

Para conciliar os interesses da CBF com o Clube dos 13, a Copa União recebeu o nome de Módulo Verde da Copa Brasil pela CBF que formulou o Módulo Amarelo e um quadrangular. No final, ficou determinado um cruzamento entre os campeões e vice-campeões de ambos os módulos (grupos), donde sairia os dois representantes do Brasil para a Copa Libertadores de 1988.[36]

Flamengo e Internacional se recusaram a participar desse cruzamento sendo eliminados por W.O.. Sport e Guarani fizeram o quadrangular com apenas dois jogos finais, que consagraram o Sport como campeão brasileiro de 1987.[37][38]

Oficialmente pela CBF, o Módulo Amarelo e Módulo Verde, ambos com dezesseis clubes, formaram o Campeonato Brasileiro de 1987, com 32 clubes no total.

Em 1988, depois da enorme confusão na edição anterior do campeonato nacional, a CBF decidiu fazer um enxugamento na quantidade de participantes na segunda Copa União, para realizar um campeonato mais competitivo com apenas 24 equipes. Além disso, pela primeira vez, a competição contou com um verdadeiro sistema de acesso e descenso, conforme exigido pela FIFA. Finalmente, desta vez, o regulamento foi cumprido, pois os quatro últimos colocados da primeira divisão (Bangu, Santa Cruz, Criciúma e America) caíram para a segunda divisão em 1989, sendo substituídos por Inter de Limeira e Náutico, respectivamente campeão e vice-campeão da "Divisão Especial" de 1988.[39]

Nesta fase foram campeões, Flamengo, Grêmio, Fluminense, Coritiba, São Paulo, Sport e Bahia.

Novas mudanças na CBF e no campeonato (1989–2002)

Em 16 de janeiro de 1989, Ricardo Teixeira assume a presidência da CBF.[39] Ele passou a comandar a entidade em uma época em que a mesma enfrentava graves problemas financeiros, Teixeira conseguiu transformar a entidade em superavitária através de contratos milionários envolvendo a Seleção Brasileira. Durante sua gestão, o Campeonato Brasileiro tornou-se mais reorganizado e as receitas geradas pelos clubes foram ampliadas, tanto com cotas de televisão quanto com patrocínios. Entretanto, desde a primeira década de sua gestão, Ricardo Teixeira foi envolvido em diversas denúncias de corrupção.[40]

O Campeonato Brasileiro já havia sido testado com inúmeras fórmulas e nomes diferentes, sendo bastante inchado e confuso em várias edições. Porém, a partir de 1987, com a criação da Copa União, aconteceu uma diminuição do número de participantes do campeonato. Com isso, vários clubes de regiões menos populares que entravam na competição nacional por ser campeão estadual, deixaram de enfrentar os clubes considerados "grandes" e com isso algumas agremiações corriam o risco até mesmo de se extinguirem. Para acalmar o descontentamento destes clubes e das federações de menor expressão, a CBF viu-se obrigada a criar uma "copa" nos moldes das europeias. Em 1989, a entidade cria uma competição nacional secundária, a Copa do Brasil, que permitia a entrada de clubes de todos os estados.[41][42] Com a criação deste novo certame, a CBF decide, pela primeira vez, nomear oficialmente o principal torneio nacional de futebol do país de Campeonato Brasileiro. A entidade tomou esta iniciativa para deixar claro qual era o torneio de caráter nacional do Brasil que daria ao seu vencedor o título de campeão brasileiro e, também, para evitar confusões entre Copa do Brasil com Copa Brasil, um dos antigos nomes do Brasileirão utilizado entre as décadas de 1970 e 1980.[39][43][44]

Mesmo com a troca de comando da CBF, em 1989, a segunda divisão do Campeonato Brasileiro continuou sendo disputada e tendo seus regulamentos modificados periodicamente para beneficiar as "equipes mais tradicionais".[39] Em 1999, um novo sistema de rebaixamento foi adotado, semelhante ao usado na Primeira Divisão da Argentina. Os dois clubes com as piores campanhas na primeira fase e na temporada anterior eram rebaixados. No entanto, este sistema só durou uma única temporada.

Durante a primeira fase, foi descoberto que o jogador Sandro Hiroshi foi registrado de forma irregular. Devido a este escândalo, a CBF decidiu punir a equipe do jogador, o São Paulo, anulando jogos em que participou, alternando imediatamente os resultados: Internacional e Botafogo ganharam pontos[45][46] e com isto, o Gama foi rebaixado.

O clube imediatamente processou CBF, que foi impedida de organizar o Brasileirão de 2000, e garantiu vaga nesta competição. Jus a isso, o Clube dos 13 organizou o campeonato daquele ano, sob o nome de Copa João Havelange, tendo a participação de Fluminense e Bahia, ambos da Série B, pois o campeonato foi organizado por convites, por conta das ações judiciais do imbróglio envolvendo Gama, São Paulo e Botafogo, que impediram a continuidade do Campeonato Brasileiro.[47][48]

Neste período foram campeões, Vasco da Gama, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Botafogo, Atlético Paranaense e Santos.

Crescimento (2003–2016)

Uma das características históricas do Campeonato Brasileiro foi a falta de uma padronização no sistema de disputa, que mudava a cada ano, assim como as regras e o número de participantes. Isto durou até 2003, quando o formato de pontos corridos foi adotado.

As partidas são divididas em dois turnos, e a equipe que somar o maior número de pontos é declarada campeã. Os critérios de desempate variam, de sequência de gols a número de vitórias. O Cruzeiro se consagrou campeão desta temporada.

A edição de 2005 ficou marcada por um evento negativo, o escândalo da Máfia do Apito. Durante o campeonato, o árbitro Edílson Pereira de Carvalho foi preso em uma operação da polícia por manipular resultados de jogos em que atuou para que empresários de sites de apostas pudessem lucrar mais. Em uma decisão polêmica e inédita em toda a história do futebol, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou a anulação dos 11 jogos apitados pelo árbitro.

Romildo Corrêa, um dos árbitros citados nas investigações do "escândalo do apito", fez um protesto no meio da partida entre Santos e Botafogo pela 41.ª rodada do campeonato. O árbitro abandonou a partida e se aposentou, alegando ter sido punido injustamente pela CBF, uma vez que seu envolvimento não ficou provado pelos investigadores.[49][50]

Para a temporada de 2006, o número de participantes foi reduzido para 20, o que a própria CBF confirma como "formato definitivo", com as quatro melhores equipes se classificando para a Copa Libertadores, e as quatro piores sendo rebaixadas para a Série B. E, desde 2007, cada temporada decorre entre maio e dezembro, tendo 38 rodadas com dez partidas cada, totalizando 380 partidas.

Em dezembro de 2010, a CBF unificou a Taça Brasil, disputada de 1959 a 1968, e as edições de 1967 a 1970 do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata com as edições do Campeonato Brasileiro pós 1971.[6]

O ranking da IFFHS de 2012 apontou que o Brasileirão é o segundo melhor campeonato de futebol do mundo, superado apenas pelo Campeonato Espanhol.[51][52][53]

Com a adoção do novo sistema de disputa em 2003, até agora somente Cruzeiro, Santos, Corinthians, São Paulo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras conseguiram sagrar-se campeões.

Formato da competição

Vinte clubes participam do Campeonato Brasileiro. Durante o decorrer da temporada (de maio a dezembro), cada clube joga duas vezes contra os outros (em um sistema de pontos corridos), uma vez em seu estádio e a outra no de seu adversário, em um total de 38 jogos. As equipes recebem três pontos por vitória e um por empate. Não são atribuídos pontos para derrotas.

As equipes são classificadas pelo total de pontos, depois pelo saldo de gols e, em seguida, pelos gols marcados.[54] Em caso de empate entre dois ou mais clubes, os critérios de desempate são os seguintes: maior número de vitórias; maior saldo de gols; maior número de gols pró; confronto direto; menor número de cartões vermelhos recebidos; menor número de cartões amarelos recebidos.

Qualificação para as competições internacionais

A partir da temporada de 2016, os seis melhores times do Brasileirão se qualificam para a Copa Libertadores, com os quatro melhores times entrando diretamente na fase de grupos..[55] Anteriormente, apenas as três melhores equipes eram qualificadas automaticamente. O quinto e sexto colocado disputam duas fases eliminatórias com confrontos de ida e volta em ambas as fases, para então entrarem na fase de grupos. Se os vencedores da Copa do Brasil, da Copa Libertadores e/ou da Copa Sul-Americana estiverem na zona de classificação, aquele lugar vai para a próxima equipe melhor colocada no campeonato.[56] As equipes do sétimo ao décimo-segundo lugar se classificam para a Copa Sul-Americana.[57]

Os clubes brasileiros que vencerem a Libertadores têm a oportunidade de disputar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, a Recopa Sul-Americana (jogo disputado entre os vencedores da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana), assim como a Copa Suruga Bank, uma competição amigável realizada pela CONMEBOL em parceria com a Associação de Futebol Japonesa disputada pelo vencedor do Campeonato Japonês (J-League) e da Copa Sul-Americana em um único jogo realizado no local do participante japonês.[58]

Finanças

O Campeonato Brasileiro é classificado como a sexta liga de futebol mais valiosa do mundo, a primeira fora do "top cinco Europeu",[59] com um patrimônio de mais de US$ 1,43 bilhão, além de ter um volume de negócios anual de mais de US$ 1,24 bilhão em 2013,[60] sendo que o valor total de cada clube nesta temporada era de US$ 1,07 bilhão.[61] Em 2013, o Corinthians fez parte da lista dos clubes de futebol mais ricos, figurando na décima sexta colocação.[62] Os direitos televisivos do Brasileirão valiam mais de US$ 610 milhões em 2012, o que representa 57% do valor na América Latina como um todo.[63]

Em 2015, dos vinte clubes brasileiros com maior faturamento, dezoito faziam parte da primeira divisão. O faturamento total desses clubes foi de 3,6 bilhões de reais. Os prejuízos foram estimados em 373 milhões, enquanto os superávits, em 390,7 milhões. O Cruzeiro foi a equipe com o maior faturamento desse ano (363,8 milhões),[64] enquanto o Corinthians teve o maior prejuízo (97 milhões),[65] o Flamengo teve o maior superávit (130,4 milhões).[66] No entanto, apesar do alto faturamento, os clubes brasileiros possuem um problema incomum: as dívidas. O endividamento dos clubes da primeira divisão em 2015 foi de 4,8 bilhões de reais (mais que o dobro em relação a 2011). O endividamento operacional foi estimado em R$ 980 milhões, enquanto o bancário chegou a 1,48 bilhão, o fiscal atingiu a marca recorde de 2,33 bilhões, com um aumento de mais de 500 milhões em relação a 2014.[67][68]

Transmissão televisiva

Valor dos contratos de televisão
Temporada(s) Valor TV
2009–2011 R$ 1,4 bilhão[69] Globo
2012–2015 R$ 2,96 bilhões[70] Globo
2016–2019 R$ 4,11 bilhões[71] Globo

Atualmente, o dinheiro da televisão representa uma parte significativa das finanças dos clubes brasileiros. Os direitos de exibição do campeonato pertencem, com exclusividade, ao Grupo Globo, que distribui as partidas ao vivo para suas emissoras: Rede Globo (na televisão aberta), SporTV (na televisão por assinatura) e Premiere (no sistema de pay-per-view). A transmissão das partidas são repassadas ao Fox Sports, que desde 2013 tem direito de exibir apenas os melhores momentos e reprises dos jogos.[72] A Globo passou a transmitir o campeonato pela primeira vez em 1987, quando o primeiro contrato de televisão foi negociado junto com o Clube dos 13, que idealizou a organização do módulo verde do campeonato daquele ano, também conhecido como Copa União. Os direitos televisivos foram vendidos por US$ 3,4 milhões.[73][74][75][76][77] O SBT transmitiu a partida final do campeonato de 1987 entre Sport e Guarani,[78] na Ilha do Retiro, já que a Globo também não considerou o cruzamento entre os clubes dos módulos verde e amarelo.[79][80][81] Em 1990, apenas a Rede Bandeirantes adquiriu os direitos de transmissão. Esta edição marcou o primeiro título brasileiro do Corinthians, segunda equipe mais popular do país, e chamou a atenção da mídia e do público, com destaque a partida final, que registrou um Ibope de 53 pontos na Grande São Paulo.[82] Desde então, a Globo passou a priorizar a competição a partir da edição seguinte.[82]

Em 1997 passou a ser restrita a transmissão dos jogos ao vivo em cidades onde eram realizadas as partidas (com exceção da fase final). No mesmo ano, o Clube dos 13 fechou mais um contrato com a Globo como detentora dos direitos televisivos do Brasileirão por US$ 50 milhões (valor que incluiu também as edições de 1998 e 1999), sendo que a própria resolve dividir os direitos com a Band durante esse período. A edição de 1997 foi a primeira a ser exibida no sistema de pay-per-view, através do Premiere,[83] além de ser a primeira a ter jogos transmitidos para a televisão por assinatura, através do SporTV, após o Clube dos 13 ter assinado um controverso contrato com a Globosat.[84] Anteriormente, em 1993, a TVA/Editora Abril assinou um contrato que garantia a exibição das partidas para a televisão por assinatura entre 1997 e 2001 para o seu canal, a ESPN Brasil.[85] No entanto, o acordo foi desfeito após a proposta da Globo ser muito superior ao oferecido, garantindo, assim, a exibição dos jogos para a SporTV.[86]

Em 2000, apenas a Globo transmitiu a Copa João Havelange, em contrato negociado por US$ 50 milhões. No entanto, a segunda partida da final da competição ocorreu em 2001, entre Vasco e São Caetano, e protagonizou algo bem incomum: a equipe cruzmaltina foi a campo estampando a logomarca do SBT em seu uniforme, segunda maior emissora de televisão do país naquela época, como forma de provocação a Globo, a qual o presidente Eurico Miranda responsabilizava pela suspensão do segundo jogo decisivo em São Januário. A situação foi embaraçosa para emissora, já que a partida teve um público estimado em 60 milhões de telespectadores.[87] Apesar do número elevado, esta edição foi marcada pela baixa audiência, que fez com que a Globo cancelasse a exibição de algumas partidas.[88]

Partida entre Atlético Paranaense e Flamengo em 2004.

Em 2001 o Clube dos 13 dividiu os clubes em quatro grupos para definir as quotas de transmissão.[89] No ano seguinte, a Globo revendeu os direitos de transmissão a Record, que manteve a parceria por quatro anos. Em 2003, quando ocorreu a primeira edição disputada por pontos corridos, o valor foi ampliado por um montante considerável, superando pela primeira vez os três dígitos. O contrato foi assinado novamente pela Globo com valor de US$ 130 milhões por ano,[90] sendo renovado em 2005 por US$ 300 milhões, válido para triênio 2005-2008.[91]

A partir de 2009, uma negociação mais democrática passou a ser exigida pelos meios de comunicação. Pela primeira vez, os direitos foram abertos em licitação para a comercialização da transmissão do Campeonato Brasileiro. Todos os veículos foram convidados a apresentarem propostas para pacotes de televisão aberta e por assinatura, PPV, internet e transmissão para o exterior.[92] A Globo firmou o maior contrato da história do futebol brasileiro até a época por R$ 1,4 bilhão nas edições de 2009, 2010 e 2011.[69] Ao final deste contrato, a maioria dos membros do Clube dos 13 indicaram que iriam negociar os direitos de transmissão independentemente.[93][94][95][96][97][98] Em 2012, o contrato dos clubes foram divididos em quatro grupos: Flamengo e Corinthians recebendo de 84 a 120 milhões de reais; São Paulo, Palmeiras, Santos e Vasco recebendo de 70 a 80 milhões de reais; Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Fluminense e Botafogo recebendo de 45 a 55 milhões de reais; e os demais clubes da primeira divisão recebendo de 18 a 30 milhões de reais.[99][100][101]

Em 2016, a Band deixou de transmitir em parceria com a Globo a competição após 7 anos na TV aberta.[102] Além disso, o canal Esporte Interativo, do grupo Turner, fez negócio com Atlético-PR, Bahia, Ceará, Coritiba, Internacional, Joinville, Palmeiras[103], Paysandu, Sampaio Corrêa, Santos, Criciúma, Fortaleza, Paraná, Ponte Preta e Santa Cruz os direitos de transmissão da competição na televisão por assinatura para a competição entre 2019 e 2024, se opondo ao canal SporTV.

Clubes

Participações dos clubes

Um total de 156 clubes já participaram do Campeonato Brasileiro desde a sua primeira edição, em 1959. A tabela a seguir apresenta os vinte clubes que mais participaram dos torneios que compõe o Campeonato Brasileiro de Futebol desde 1959 a 2017.[104] Os clubes em negrito indicam as equipes que jogarão a Série A de 2017. O Cruzeiro detém a maior participação consecutiva entre 1966 e 2017: 54 edições (o clube mineiro participou de todas as edições disputadas no período entre 1966 e 2017, inclusive nas duas edições de 1967 e de 1968).[105] Em relação ao modelo atual, de pontos corridos, apenas Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Santos e São Paulo participaram de todas as edições, de 2003 a 2017.[106]

Participações na Série A no modelo atual
Clube UF Participações
Cruzeiro Minas Gerais MG 15
Flamengo Rio de Janeiro RJ 15
Fluminense Rio de Janeiro RJ 15
Santos São Paulo SP 15
São Paulo São Paulo SP 15
Atlético Mineiro Minas Gerais MG 14
Atlético Paranaense Paraná PR 14
Corinthians São Paulo SP 14
Grêmio Rio Grande do Sul RS 14
Internacional Rio Grande do Sul RS 14
Botafogo Rio de Janeiro RJ 13
Palmeiras São Paulo SP 13
Coritiba Paraná PR 12
Vasco da Gama Rio de Janeiro RJ 12
Figueirense Santa Catarina SC 11
Goiás Goiás GO 11
Ponte Preta São Paulo SP 9
Vitória Bahia BA 9
Sport Pernambuco PE 8
Bahia Bahia BA 6
Clubes Temporadas
(1959-2017)
Melhor campanha Estreia Última R Baixa Notas
Rio Grande do Sul Grêmio 58 Campeão (1981 e 1996) 1959 2017 2
Minas Gerais Cruzeiro 57 Campeão (4 vezes) 1960 2017
São Paulo Santos 57 Campeão (8 vezes) 1959 2017
Minas Gerais Atlético Mineiro 54 Campeão (1971) 1959 2017 1
São Paulo Palmeiras 54 Campeão (9 vezes) 1960 2017 2
Rio de Janeiro Botafogo 53 Campeão (1968 e 1995) 1962 2017 2 [nota 1]
Rio de Janeiro Flamengo 52 Campeão (5 vezes) 1964 2017 [nota 2]
Rio de Janeiro Fluminense 51 Campeão (4 vezes) 1960 2017 1 [nota 3][nota 2]
Rio Grande do Sul Internacional 51 Campeão (1975, 1976 e 1979) 1962 2016 1
São Paulo São Paulo 50 Campeão (6 vezes) 1967 2017
Rio de Janeiro Vasco da Gama 50 Campeão (4 vezes) 1959 2017 3
São Paulo Corinthians 49 Campeão (6 vezes) 1967 2017 1
Bahia Bahia 45 Campeão (1959 e 1988) 1959 2017 3
Paraná Atlético Paranaense 41 Campeão (2001) 1959 2017 3
Paraná Coritiba 39 Campeão (1985) 1960 2017 4
Goiás Goiás 39 3º colocado (2005) 1967 2015 5
Pernambuco Sport 39 Campeão (1987) 1959 2017 4
Bahia Vitória 38 Vice-campeão (1993) 1965 2017 5
São Paulo Portuguesa 35 Vice-campeão (1996) 1967 2013 3 [nota 2]
Pernambuco Náutico 34 Vice-campeão (1967) 1961 2013 4

Estádios

O Maracanã é maior estádio do Campeonato Brasileiro.

Em 2016, o Ministério do Esporte lançou um sistema que avalia os estádios de futebol no Brasil, o Sisbrace.[113] O critério de avaliação se baseia com uma nota que varia de uma bola até cinco bolas, sendo uma a pior nota. Entre os estádios da primeira divisão em 2016, a média foi de 3 bolas por estádio, sendo que sete foram avaliados com cinco bolas: Maracanã, Arena Corinthians, Mineirão, Beira-Rio, Arena da Baixada, Arena do Grêmio e Allianz Parque.[114] Barradão, Arruda e Moisés Lucarelli foram os piores avaliados, com duas bolas cada.[115] Neste mesmo ano, a CBF investiu R$ 2,2 milhões em um sistema de padronização do tamanho do gramado de 43 estádios das séries A e B, que passaram a ter 105 metros de comprimento e 68 metros de largura.[116][117]

Na atual temporada, a capacidade combinada total dos estádios da primeira divisão é de 688 919, com capacidade média de 34 445.[118][nota 4] Em 2017, o Congresso Técnico da CBF definiu algumas mudanças em relação aos estádios no Campeonato Brasileiro.[119] Foram proibidas a venda de mando de campo (já a partir da atual temporada, proposto pelo Atlético Mineiro e aprovado pela maioria dos clubes)[120] e a utilização de gramado sintético (a partir da próxima temporada, proposto pelo Vasco da Gama).[121] Essas alterações afetaram clubes como o Flamengo (em relação a venda de mando de campo)[122] e diretamente ao Atlético Paranaense (em relação ao uso de gramado sintético).[123] Com a proibição aos clubes de mandar jogos fora do estado de origem, alguns estádios construídos para a Copa do Mundo FIFA de 2014 ficarão sem receber jogos, como o Mané Garrincha, em Brasília.[124][125]

Treinadores

Luís Alonso Pérez é o treinador que por mais vezes conquistou o título brasileiro (ao lado de Luxemburgo).

No futebol brasileiro, nota-se que há uma intensa cobrança por resultados imediatos com os treinadores, o que acaba resultando em uma cultura de demissões e contratações, onde os clubes trocam de treinador regularmente até mesmo durante as competições. Na Série A de 2015 houve 32 trocas de treinador em 38 rodadas, número que só não superou as edições de 2003 e 2004 (41 trocas em 45 rodadas cada) e de 2005 (35 trocas em 42 rodadas). A edição com menos trocas foi a de 2012 (20 em 38 rodadas).[126] De acordo com um estudo do jornal mexicano El Economista feito entre 2002 e 2014, o tempo médio de um treinador no Campeonato Brasileiro é de quatro meses no cargo - mais curto que em qualquer outra liga de futebol no mundo.[127]

Em relação ao desempenho, Luís Alonso Pérez (mais conhecido como Lula) e Vanderlei Luxemburgo são os treinadores mais vitoriosos do Campeonato Brasileiro, com cinco conquistas cada.[128][129] Luxemburgo foi campeão comandando Palmeiras (em 1993 e 1994), Corinthians (em 1998), Cruzeiro (em 2003)[130] e Santos (em 2004), enquanto Lula foi campeão comandando o Santos por cinco anos consecutivos (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965), até então o único a conseguir este feito. Rubens Minelli (comandando o Internacional em 1975/1976[131] e o São Paulo em 1977) e Muricy Ramalho (comandando o São Paulo em 2006, 2007 e 2008) foram os únicos treinadores tricampeões em anos consecutivos.[132] Lula (1963, 1964 e 1965 pelo Santos), Osvaldo Brandão (1960 pelo Palmeiras), Ayrton Moreira (1966 pelo Cruzeiro) e Ênio Andrade (1979 pelo Internacional) foram os únicos treinadores campeões de forma invicta.[133] Barbatana também terminou uma edição do campeonato invicto, embora tenha sido vice-campeão comandando o Atlético Mineiro em 1977, perdendo a decisão para o São Paulo nos pênaltis.[134]

Entre os clubes da primeira divisão, Dorival Júnior é o que está a mais tempo no cargo de treinador.

Os atuais treinadores do Campeonato Brasileiro são:

Treinador Clube Contratado/efetivado em Tempo no cargo
Dorival Júnior Santos 9 de julho de 2015[135] 1 anos e 230 dias
Paulo Autuori Atlético Paranaense 7 de março de 2016[136] 354 dias
Marcelo Cabo Atlético Goianiense 9 de maio de 2016[137] 291 dias
Guto Ferreira Bahia 24 de junho de 2016[138] 245 dias
Zé Ricardo Flamengo 14 de julho de 2016[139] 225 dias
Mano Menezes Cruzeiro 26 de julho de 2016[140][141] 213 dias
Paulo César Carpegiani Coritiba 5 de agosto de 2016 203 dias
Jair Ventura Botafogo 13 de agosto de 2016[142] 195 dias
Claudinei Oliveira Avaí 24 de agosto de 2016[143] 184 dias
Argel Fucks Vitória 12 de setembro de 2016[144] 165 dias
Renato Gaúcho Grêmio 18 de setembro de 2016[145][146] 159 dias
Daniel Paulista Sport 13 de outubro de 2016[147] 134 dias
Rogério Ceni São Paulo 24 de novembro de 2016[148] 92 dias
Cristóvão Borges Vasco da Gama 29 de novembro de 2016[149] 87 dias
Roger Machado Atlético Mineiro 30 de novembro de 2016[150] 86 dias
Abel Braga Fluminense 1 de dezembro de 2016 85 dias
Eduardo Baptista Palmeiras 2 de dezembro de 2016[151] 84 dias
Felipe Moreira Ponte Preta 2 de dezembro de 2016[152] 84 dias
Vágner Mancini Chapecoense 8 de dezembro de 2016[153] 78 dias
Fábio Carille Corinthians 22 de dezembro de 2016[154] 64 dias

Campeões

No período em que o Campeonato Brasileiro era disputado em sistema eliminatório (1959-1968), foram campeões invictos, Palmeiras (1960), Santos (1963, 1964 e 1965) e Cruzeiro (1966).[157] No período em que era adotado sistemas mistos (1967-2002), o único campeão invicto foi o Internacional em 1979. Desde que passou para o sistema de "todos contra todos" (2003), nenhuma equipe conseguiu ser campeã invicta.

Por edição

Estatísticas

Melhores campanhas

Clube Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
São Paulo Palmeiras 9 (1960, 1967[nota 8], 1967[nota 9], 1969, 1972, 1973, 1993, 1994 e 2016) 3 (1970, 1978 e 1997) 0 7 (1964, 1965, 1968,[nota 9]1979, 2004, 2005 e 2008)
São Paulo Santos 8 (1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968,[nota 9]2002 e 2004) 7 (1959, 1966, 1983, 1995, 2003, 2007 e 2016) 2 (1974 e 1998) 1 (2006)
São Paulo São Paulo 6 (1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008) 6 (1971, 1973, 1981, 1989, 1990 e 2014) 3 (2003, 2004 e 2009) 4 (1993, 1999, 2012 e 2015)
São Paulo Corinthians 6 (1990, 1998, 1999, 2005, 2011 e 2015) 3 (1976, 1994, 2002) 4 (1967,[nota 9]1969, 1993 e 2010) 5 (1971, 1972, 1982, 1984 e 2014)
Rio de Janeiro Flamengo 5 (1980, 1982, 1983, 1992 e 2009) 1 (1964) 3 (1987, 2007 e 2016) 1 (2011)
Minas Gerais Cruzeiro 4 (1966, 2003, 2013 e 2014) 5 (1969, 1974, 1975, 1998 e 2010) 6 (1967,[nota 8]1973, 1989, 1995, 2000 e 2008) 3 (1968,[nota 8]1970 e 2009)
Rio de Janeiro Vasco da Gama 4 (1974, 1989, 1997 e 2000) 4 (1965, 1979, 1984 e 2011) 3 (1959, 1968,[nota 9]1992) 1 ( 1978)
Rio de Janeiro Fluminense 4 (1970, 1984, 2010 e 2012) 0 5 (1960, 1975, 1988, 2001 e 2011) 6 (1966, 1976, 1991, 1995, 2002 e 2007)
Rio Grande do Sul Internacional 3 (1975, 1976 e 1979) 6 (1967,[nota 9]1968,[nota 9]1988, 2005, 2006 e 2009) 6 (1962, 1972, 1978, 1980, 1997 e 2014) 3 (1973, 1974 e 1987)
Rio Grande do Sul Grêmio 2 (1981 e 1996) 3 (1982, 2008 e 2013) 6 (1984, 1990, 2002, 2006, 2012 e 2015) 7 (1959, 1963, 1967,[nota 8]1967,[nota 9]1988, 2000 e 2010)
Rio de Janeiro Botafogo 2 (1968,[nota 8]1995) 3 (1962, 1972 e 1992) 2 (1963, 1971) 4 (1969, 1981, 1989 e 2013)
Bahia Bahia 2 (1959 e 1988) 2 (1961 e 1963) 0 1 (1990)
Minas Gerais Atlético Mineiro 1 (1971) 5 (1977, 1980, 1999, 2012 e 2015) 6 (1970, 1976, 1983, 1986, 1991 e 1996) 5 (1985, 1994, 1997, 2001 e 2016)
São Paulo Guarani 1 (1978) 2 (1986 e 1987) 2 (1982 e 1994) 0
Paraná Atlético Paranaense 1 (2001) 1 (2004) 1 (2013) 1 (1983)
Paraná Coritiba 1 (1985) 0 1 (1979) 1 (1980)
Pernambuco Sport 1 (1987) 0 0 1 (1962)
São Paulo São Caetano 0 2 (2000 e 2001) 0 1 (2003)
Ceará Fortaleza 0 2 (1960 e 1968[nota 8]) 0 0
Pernambuco Náutico 0 1 (1967[nota 8]) 3 (1965, 1966 e 1968[nota 8]) 1 (1961)
Bahia Vitória 0 1 (1993) 1 (1999) 0
São Paulo Bragantino 0 1 (1991) 0 1 (1992)
São Paulo Portuguesa 0 1 (1996) 0 1 (1998)
Rio de Janeiro Bangu 0 1 (1985) 0 0
Rio de Janeiro America 0 0 1 (1961) 1 (1986)
Goiás Goiás 0 0 1 (2005) 1 (1996)
Rio Grande do Sul Brasil de Pelotas 0 0 1 (1985) 0
Ceará Ceará 0 0 1 (1964) 0
Mato Grosso do Sul Operário 0 0 1 (1977) 0
São Paulo Ponte Preta 0 0 1 (1981) 0
Pernambuco Santa Cruz 0 0 0 2 (1960 e 1975)
Paraná Londrina 0 0 0 1 (1977)

Artilharia

Atualmente, Roberto Dinamite detém o recorde de maior número de gols no Campeonato Brasileiro, com 190, sendo artilheiro em duas edições (1974 e 1984). Durante a edição de 1989, ele se tornou o primeiro jogador a marcar cem gols. Desde então, quatorze jogadores atingiram essa marca.[160] Na era dos pontos corridos, Fred detém o recorde de maior número de gols, com 135.[161][162] Em 2004, Washington estabeleceu o recorde de gols marcados em uma única edição do torneio, com 34 gols.[133] Serginho Chulapa possui a maior média de gols por jogo: 0,69 (marcando 125 gols em 184 partidas).

Em dez ocasiões, a artilharia terminou empatada por dois ou mais jogadores, assim como na última edição do campeonato. Sete jogadores já foram artilheiros por mais de uma vez, sendo que Dario, Túlio, Romário e Fred são os que por mais vezes conquistaram esse título (3 cada), sendo seguidos por Zico, Roberto Dinamite e Washington (2 vezes). O Vasco foi o clube que teve mais artilheiros, com oito no total.[163] Zico é o artilheiro entre os meias (135),[164] Antônio Carlos entre os zagueiros (28),[165] e Rogério Ceni entre os goleiros (65).[166]

Edmundo é o terceiro jogador que marcou mais gols no Campeonato Brasileiro (153). Na imagem, último período em que defendeu o Vasco, clube que detém mais artilheiros na competição (8).
Maiores artilheiros (1959—2016)
Jogador Posição Gols Jogos Média
1 Roberto Dinamite[167] Atacante 190 330 0,57
2 Romário 155 252 0,61
3 Edmundo 153 316 0,48
4 Fred 138 255 0,54
5 Zico Meia 135 249 0,54
6 Túlio Atacante 129 240 0,53
7 Washington 126 201 0,62
8 Serginho Chulapa 125 184 0,69
9 Luis Fabiano 118 201 0,58
10 Dadá Maravilha 113 240 0,47

O São Paulo é o time com o melhor ataque do Campeonato Brasileiro (no período de 1971 a 2016), com 1 875 gols marcados,[168] seguido pelo Cruzeiro, que marcou 1 817 gols e é o melhor ataque da era dos pontos corridos (856 gols desde 2003).[169] Completando a lista, o Santos aparece com 1 781 gols, além de ter tido o melhor ataque em uma única edição: 103 gols em 2004.[170] O maior número de gols em uma única partida e a maior goleada ocorreu em 9 de fevereiro de 1983, quando o Corinthians derrotou o Tiradentes por 10 a 1.[171][172]

Maiores goleadas

Abaixo segue a lista das maiores goleadas da história do Brasileirão.[173]

Edição Mandante Placar Visitante Data
1 1983 Corinthians São Paulo 10–1 Piauí Tiradentes 9 de fevereiro de 1983
2 1984 Vasco da Gama Rio de Janeiro 9–0 Pará Tuna Luso 14 de fevereiro de 1984
3 1960 Fluminense Rio de Janeiro 8–0 Rio de Janeiro Fonseca 31 de agosto de 1960
1967 Grêmio Rio Grande do Sul 8–0 Santa Catarina Perdigão 19 de novembro de 1967
1981 Flamengo Rio de Janeiro 8–0 Ceará Fortaleza 4 de fevereiro de 1981
6 1968 Santos São Paulo 9–2 Bahia Bahia 10 de outubro de 1968
7 1982 Guarani São Paulo 8–1 Piauí River-PI 4 de fevereiro de 1982
1976 Flamengo Rio de Janeiro 8–1 Maranhão Sampaio Corrêa 16 de setembro de 1976
1980 Vitória Bahia 8–1 Rio Grande do Norte América de Natal 23 de março de 1980
1982 Guarani São Paulo 8–1 Ceará Ceará 7 de fevereiro de 1982
11 1977 Bahia Bahia 7–0 Espírito Santo (estado) Vitória-ES 2 de novembro de 1977
1978 Guarani São Paulo 7–0 Bahia Itabuna 30 de abril de 1978
1982 Vasco da Gama Rio de Janeiro 7–0 Maranhão Moto Club 24 de janeiro de 1982
1982 Vasco da Gama Rio de Janeiro 7–0 Rio Grande do Sul Inter de Santa Maria 10 de março de 1982
1984 Palmeiras São Paulo 7–0 Alagoas CRB 30 de março de 1984
1985 Flamengo Rio de Janeiro 7–0 Pernambuco Santa Cruz 13 de março de 1985
1997 Internacional Rio Grande do Sul 7–0 São Paulo Bragantino 8 de novembro de 1997
2003 Goiás Goiás 7–0 Rio Grande do Sul Juventude 27 de abril de 2003
2003 Bahia Bahia 0–7 Minas Gerais Cruzeiro 14 de dezembro de 2003
2004 São Paulo São Paulo 7–0 Pará Paysandu 28 de setembro de 2004
21 1960 Palmeiras São Paulo 8–2 Ceará Fortaleza 28 de dezembro de 1960
1986 Guarani São Paulo 8–2 Piauí Piauí 12 de outubro de 1986
1993 Guarani São Paulo 8–2 Pará Remo 5 de dezembro de 1993
24 1980 Coritiba Paraná 7–1 Ceará Ferroviário 16 de abril de 1980
1980 Coritiba Paraná 7–1 Espírito Santo (estado) Desportiva Ferroviária 4 de maio de 1980
1982 Atlético Mineiro Minas Gerais 7–1 Espírito Santo (estado) Desportiva Ferroviária 14 de fevereiro de 1982
1982 Vasco da Gama Rio de Janeiro 7–1 Mato Grosso do Sul Operário-MS 14 de março de 1982
1983 Flamengo Rio de Janeiro 7–1 Amazonas Rio Negro 19 de fevereiro de 1983
1997 São Paulo São Paulo 7–1 São Paulo União São João 26 de outubro de 1997
2001 Vasco da Gama Rio de Janeiro 7–1 São Paulo Guarani 5 de agosto de 2001
2001 Vasco da Gama Rio de Janeiro 7–1 São Paulo São Paulo 25 de novembro de 2001
2004 Fluminense Rio de Janeiro 7–1 Rio Grande do Sul Juventude 27 de outubro de 2004
2005 Corinthians São Paulo 7–1 São Paulo Santos 6 de novembro de 2005
2008 Figueirense Santa Catarina 1–7 Rio Grande do Sul Grêmio 24 de julho de 2008

Públicos

Levando em conta a popularidade do futebol no país, o Campeonato Brasileiro possui uma baixa média de público em comparação com outras ligas de futebol do mundo, e nem sequer figura na lista das dez maiores médias de público, atrás do Campeonato Argentino em termos continentais e até das divisões inferiores dos campeonatos Inglês e Alemão. Na edição de 2015, a média de público foi de 17 160 pessoas por jogo.[174] Apesar do número parecer baixo, foi a melhor média registrada desde 2009, que teve um público de 17 807 pessoas.[175] Nesse intervalo, o campeonato vinha amargando médias ainda mais baixas, que oscilavam entre 14 e 13 mil pessoas, contando principalmente com a ausência de estádios como Maracanã e Mineirão, reformados e utilizados para outras competições no período.[176] Entre os clubes, o Flamengo foi o que levou mais público aos estádios durante 12 temporadas, um recorde dentro da competição. Na edição de 1980, a média da equipe foi de 66 507 torcedores, até então a maior registrada por um clube brasileiro.[177] Em relação a todas as participações, o Flamengo também lidera, com média de 26 580 torcedores.[178]

O maior público da história do Campeonato Brasileiro aconteceu na partida entre Flamengo e Santos, no Maracanã, em 29 de maio de 1983, que teve a presença de 155 523 pagantes.[133] Além desse jogo, pode ser conferido mais 23 partidas com público superior a 110 000 pagantes, sendo que as 12 primeiras foram disputadas no Maracanã. O jogo entre Corinthians e Flamengo em 6 de maio de 1984 teve o maior público registrado fora do Rio de Janeiro, com 115 002 pagantes no Morumbi, em São Paulo.[179][180] O Corinthians detém o recorde de maior torcida visitante na história da competição. Em 1976, 70 mil torcedores estiveram no Maracanã para assistir a semi-final contra o Fluminense, tornando-se a maior torcida a favor de time visitante na história do futebol brasileiro.[181] O fato ficou conhecido como "invasão Corinthiana".[182][183][184][185][186]

O menor público da história aconteceu na partida entre Juventude e Portuguesa, em 3 de dezembro de 1997 no Estádio Olímpico Monumental, que teve a presença de apenas 55 pagantes.[133] Entre os jogos que decidiram os títulos brasileiros, o menor público aconteceu na partida entre Palmeiras e Botafogo, no Morumbi, com a presença de 8 210 torcedores.[187]

Premiações

Troféu oferecido ao campeão do Campeonato desde 2014.

Abaixo, a lista de premiações oferecidas usando-se como base o Campeonato Brasileiro:

Clubes

Jogadores

Ver também

Notas e referências

Notas

  1. Em 1999, pelo resultado obtido em campo na Série A, o Botafogo seria rebaixado. Houve, no entanto, uma punição ao jogador Sandro Hiroshi e ao seu clube, o São Paulo. Ela tirou seis pontos da equipe paulista nos jogos contra o Internacional e o Botafogo, e repassou-os para os adversários, fato que só ocorreu neste campeonato. Com isso, salvou o clube carioca.[107]
  2. a b c Em 2013, pelo resultado obtido em campo na Série A, o Fluminense seria rebaixado, o que o faria ser o primeiro time a ser rebaixado um ano depois de se consagrar campeão. Foi salvo, porém, depois que o STJD retirou pontos do Flamengo e da Portuguesa por escalação irregular dos jogadores Andre Santos e Héverton, respectivamente, na última rodada do campeonato. O Flamengo cairia caso a Portuguesa não perdesse pontos.[108][109] Algumas semanas depois, uma liminar na Justiça Comum determinou que a CBF devolvesse os pontos da Portuguesa, assim como antes havia sido concedida liminar ao Flamengo, colocando novamente o Fluminense no grupo dos clubes rebaixados, mas com unanimidade dos oito auditores, foi mantido o resultado da primeira instância.[110]
  3. Em 1996, pelo resultado obtido em campo na Série A, o Fluminense seria rebaixado, mas foi beneficiado pelo cancelamento dos rebaixamentos no campeonato daquele ano, em virtude de irregularidades de Corinthians e Atlético Paranaense.[111][112]
  4. Não está incluído a capacidade do Maracnã, utilizado por Flamengo e Fluminense, que pretendem mandar seus jogos na Arena da Ilha e no Giulite Coutinho, respectivamente.
  5. a b c d e Não houve partida final. Foi disputado um quadrangular final para decidir o campeão.
  6. Não houve partida final. Foi disputado um triangular final para decidir o campeão.
  7. a b c d e f g h i j k l m n Campeonato disputado por pontos corridos.
  8. a b c d e f g h Em 1967 e 1968, foram realizados dois Campeonatos Brasileiros. Esta colocação refere-se ao torneio denominado na época de Taça Brasil.
  9. a b c d e f g h Em 1967 e 1968, foram realizados dois Campeonatos Brasileiros. Esta colocação refere-se ao torneio denominado na época de Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

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