Campeonato Brasileiro de Futebol de 2022 - Série A

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Brasileirão Assaí – Série A 2022
Brasileirão 2022 - Série A
Dados
Participantes 20
Organização CBF
Período 10 de abril – 13 de novembro
◄◄ 2021 Soccerball.svg 2023 ►►
atualizado em 15 de novembro

A Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2022, oficialmente Brasileirão Assaí – Série A 2022 por motivos de patrocínio,[1] vai ser a 66.ª edição da principal divisão do futebol brasileiro. A disputa tem o mesmo regulamento dos anos anteriores, quando foi implementado o sistema de pontos corridos. Com a Copa do Mundo FIFA de 2022 ocorrendo somente entre 21 de novembro a 18 de dezembro, a competição iniciará um mês antes do habitual, em abril, com término previsto para 13 de novembro.[2][3][4]

Regulamento[editar | editar código-fonte]

A Série A de 2022 é disputada por vinte clubes em dois turnos. Em cada turno, todos os clubes jogam entre si uma única vez. Os jogos do segundo turno serão realizados na mesma ordem do primeiro, apenas com o mando de campo invertido. Não há campeões por turnos, sendo declarado campeão brasileiro o clube que obtiver o maior número de pontos após as 38 rodadas. Ao final da competição, os seis primeiros clubes se classificam à Copa Libertadores de 2023, os seis clubes subsequentes se classificam à Copa Sul-Americana de 2023, e os quatro últimos serão rebaixados para a Série B do ano seguinte.[5] O campeão se classificará para a Supercopa do Brasil de 2023.

Introduzido em 2019, o árbitro assistente de vídeo ou VAR (do inglês Video Assistant Referee), estará disponível em todas as 380 partidas do campeonato, tendo seus custos com tecnologia e infraestrutura pagos pela Confederação Brasileira de Futebol.[5]

Esse será o segundo Campeonato Brasileiro com limite de troca de técnicos, com duas mudanças possíveis, a primeira vez aconteceu em 2021.[6]

Critérios de desempate[editar | editar código-fonte]

Em caso de empate por pontos entre dois clubes, os critérios de desempate foram aplicados na seguinte ordem:[5]

  1. Número de vitórias;
  2. Saldo de gols;
  3. Gols pró (marcados);
  4. Confronto direto;
  5. Menor número de cartões vermelhos;
  6. Menor número de cartões amarelos;
  7. Sorteio.

Participantes[editar | editar código-fonte]

Equipe Cidade Estado Em 2021 Estádio (mando) Capacidade[7] Títulos
América Mineiro Belo Horizonte Minas Gerais MG Independência 23 018 0 (não possui)
Athletico Paranaense Curitiba Paraná PR Arena da Baixada 42 370[8] 1 (2001)
Atlético Goianiense Goiânia Goiás GO Antônio Accioly 10 501 0 (não possui)
Atlético Mineiro Belo Horizonte Minas Gerais MG Mineirão[9] 61 846 2 (1971, 2021)
Avaí Florianópolis Santa Catarina SC 4º (Série B) Ressacada 17 800 0 (não possui)
Botafogo Rio de Janeiro Rio de Janeiro RJ 1º (Série B) Nilton Santos 44 661 2 (1968[nota 1], 1995)
Ceará Fortaleza Ceará CE Arena Castelão 52 552 0 (não possui)
Corinthians São Paulo São Paulo SP Neo Química Arena 47 605 7 (1990, 1998, 1999, 2005, 2011, 2015, 2017)
Coritiba Curitiba Paraná PR 3º (Série B) Couto Pereira 40 502 1 (1985)
Flamengo Rio de Janeiro Rio de Janeiro RJ Maracanã 78 838 7 (1980, 1982, 1983, 1992, 2009, 2019, 2020)[nota 2]
Fluminense Rio de Janeiro Rio de Janeiro RJ Maracanã 78 838 4 (1970, 1984, 2010, 2012)
Fortaleza Fortaleza Ceará CE Arena Castelão 52 552 0 (não possui)
Goiás Goiânia Goiás GO 2º (Série B) Serrinha 16 500 0 (não possui)
Internacional Porto Alegre Rio Grande do Sul RS Beira-Rio 50 842 3 (1975, 1976, 1979)
Palmeiras São Paulo São Paulo SP Allianz Parque 43 713 10 (1960, 1967[nota 1], 1967[nota 3], 1969, 1972, 1973, 1993, 1994, 2016, 2018)
Red Bull Bragantino Bragança Paulista São Paulo SP Nabi Abi Chedid 15 010[21] 0 (não possui)
Santos Santos São Paulo SP Vila Belmiro 16 068 8 (1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968[nota 3], 2002, 2004)
São Paulo São Paulo São Paulo SP Morumbi 72 039 6 (1977, 1986, 1991, 2006, 2007, 2008)

Estádios[editar | editar código-fonte]

América Mineiro Athletico Paranaense Atlético Goianiense Atlético Mineiro Avaí Botafogo
Independência Arena da Baixada Antônio Accioly Mineirão Ressacada Nilton Santos
Capacidade: 23 018 Capacidade: 42 370 Capacidade: 12 500 Capacidade: 61 846 Capacidade: 17 826 Capacidade: 44 661
Arena Independência - indoors - panoramio.jpg Panoramica CAP x SEP.JPG Estadio antonio accioly reinauguracao atletico x coritiba.jpg Mineirao Stadium.jpg Ressacada 2.JPG Estádio Nilton Santos 2017.jpg
Ceará
Localização das equipes participantes da Série A de 2022.
Corinthians
Arena Castelão Neo Química Arena
Capacidade: 52 552 Capacidade: 47 605
Castelão Arena (3).jpg SCCP X CAP 2017.jpg
Coritiba Flamengo
Couto Pereira Maracanã
Capacidade: 40 502 Capacidade: 78 838
Estádio Couto Pereira.jpg Arena Maracanã (indoors) - panoramio.jpg
Fluminense Fortaleza
Maracanã Arena Castelão
Capacidade: 78 838 Capacidade: 52 552
Aspecto interno do Maracanã.jpg Castelão Arena (3).jpg
Goiás Internacional
Serrinha Beira-Rio
Capacidade: 16 500 Capacidade: 50 842
Estádio Haile Pinheiro (Serrinha) em 2020.jpg Estádio Beira-Rio 2020.jpg
Palmeiras Red Bull Bragantino Santos São Paulo
Allianz Parque Nabi Abi Chedid Vila Belmiro Morumbi
Capacidade: 43 713 Capacidade: 15 010 Capacidade: 16 795 Capacidade: 72 039
Allianz Parque - indoors - panoramio.jpg Estádio Nabi Abi Chedid.jpg Vila Belmiro pre-match Santos vs Grêmio 2021.jpg Estadio morumbi.png

Outros estádios[editar | editar código-fonte]

Além dos estádios de mando usual, outros estádios foram utilizados devido a punições de perda de mando de campo impostas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva ou por conta de problemas de interdição dos estádios usuais ou simplesmente por opção dos clubes em mandar seus jogos em outros locais, geralmente buscando uma melhor renda.

Transmissão televisiva[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2021, a WarnerMedia anunciou que deixaria de transmitir o Brasileirão a partir desta edição, valendo-se de uma cláusula presente no contrato assinado com os clubes.[22] Com isso, eles tiveram que negociar os direitos de transmissão para TV por Assinatura com outros canais, já se valendo da Lei nº 14205/21.[23] Alguns clubes os venderam ao Grupo Globo para o triênio 2022-2024,[24][25] enquanto o Athletico Paranaense e o Palmeiras, até dezembro de 2021, não haviam negociado com nenhum canal. O clube paranaense também é o único que não possuí contrato para exibição em pay-per-view através do Premiere.

Relação de emissoras que detêm os direitos de transmissão dos clubes da Série A 2022
AMM ATP ATG ATM AVA BOT CEA COR CTB FLA FLU FOR GOI INT PAL RBB SAN SAO
TV aberta TV Globo
TV fechada SporTV ASA SporTV ASA SporTV
Pay-per-view Premiere Premiere

Classificação[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 25 de novembro.
Pos. Equipes P J V E D GP GC SG % M Classificação ou rebaixamento
1 Minas Gerais América Mineiro 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável Fase de grupos da Copa Libertadores de 2023
2 Paraná Athletico Paranaense 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
3 Goiás Atlético Goianiense 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
4 Minas Gerais Atlético Mineiro 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
5 Santa Catarina Avaí 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável Segunda fase da Copa Libertadores de 2023
6 Rio de Janeiro Botafogo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
7 Ceará Ceará 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável Fase de grupos da Copa Sul-Americana de 2023
8 São Paulo Corinthians 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
9 Paraná Coritiba 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
10 Rio de Janeiro Flamengo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
11 Rio de Janeiro Fluminense 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
12 Ceará Fortaleza 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
13 Goiás Goiás 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
14 Rio Grande do Sul Internacional 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
15 São Paulo Palmeiras 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
16 São Paulo Red Bull Bragantino 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
17 São Paulo Santos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável Zona de rebaixamento à Série B de 2023
18 São Paulo São Paulo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
19 Flag of None.svg 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável
20 Flag of None.svg 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Estável

Premiação[editar | editar código-fonte]

Campeonato Brasileiro 2022
Série A
Brasil
A definir
Campeão
(?º título)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. a b Taça Brasil
  2. Em 1987, a CBF passava por uma grave crise financeira e anunciou que não poderia organizar o Campeonato Brasileiro nos mesmos moldes. Como resultado, os então treze grandes clubes do Brasil da época fundaram o Clube dos 13 para organizaram seu próprio campeonato chamado de Copa União. Vendo o sucesso que o novo torneio já demonstrava ter, a CBF decidiu que o campeão e vice-campeão da Copa União (Troféu João Havelange/Módulo Verde) enfrentaria o campeão e o vice-campeão do Troféu Roberto Gomes Pedrosa (Módulo Amarelo — que foi disputado por outras equipes) em um quadrangular. O Clube dos 13 não aceitou o regulamento e não permitiu que Flamengo e Internacional (campeão e vice-campeão da Copa União) jogassem o quadrangular. O Flamengo ganhou a Copa União, que foi disputada pelos maiores clubes do Brasil,[10] sendo reconhecida pelo Clube dos 13 e pelo Conselho Nacional de Desportos (CND), contrariando a resolução do CND e a maioria dos juízes do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em 1988, que na época eram as maiores instâncias do futebol nacional e mais tarde, em 2011 pela CBF que eventualmente revogou a decisão por uma decisão judicial. Note-se que, para a CBF, o Flamengo é considerado, de forma não oficial*, ao lado de Sport, campeão brasileiro de 1987, como demonstrado em 2011, não podendo homologá-lo por conta da decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF).[11][12] Em 24 de novembro de 2019, quando o Flamengo ganhou o Campeonato Brasileiro daquele ano, a entidade pôs, em seu site oficial, o título da Copa União na lista de conquistas do clube carioca, mas diferenciando os títulos em "Brasileiro" e "Copa União".[13] No dia seguinte, a CBF informou que acata a decisão do STF de que o Sport é o único campeão brasileiro de 1987 e, por isso, considera oficialmente o Flamengo como hexacampeão brasileiro — e não hepta.[14][15] Mas, em uma nota enviada a imprensa, a entidade informou que, "a título de opinião, sob o ponto de vista esportivo, o Flamengo é merecedor da designação de heptacampeão brasileiro".[16][17] Além disso, quando foi entregar o troféu de Campeão Brasileiro de 2019 ao clube, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, ergueu o troféu sete vezes, segundo o Globoesporte.com, ratificando novamente a opinião da CBF sobre a conquista de 1987.[18][19][20]
  3. a b Torneio Roberto Gomes Pedrosa

Referências

  1. «CBF e Assaí renovam patrocínio do Brasileirão Série A por mais 3 anos». CBF. 7 de agosto de 2020. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  2. Marcel Rizzo (18 de agosto de 2021). «Ano de Copa: Brasileirão-22 vai acabar mais cedo; veja esboço de calendário». UOL. Consultado em 27 de novembro de 2021 
  3. «CBF apresenta calendário do futebol brasileiro em 2022». CBF. 4 de novembro de 2021. Consultado em 27 de novembro de 2021 
  4. «CBF apresenta calendário de 2022 com início dos Estaduais em Data Fifa e Brasileirão até novembro». LANCE!. 4 de novembro de 2021. Consultado em 27 de novembro de 2021 
  5. a b c «Regulamento específico da competição – Campeonato Brasileiro Série A de 2020» (PDF). CBF. 14 de abril de 2021. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  6. «Campeonato Brasileiro terá limite para troca de técnicos dentro do torneio». GloboEsporte.com. 24 de março de 2021. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  7. «CNEF Cadastro Nacional de Estádios de Futebol» (PDF). CBF. 18 de janeiro de 2016. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  8. «Aprovados? Veja as notas recebidas pelos estádios paranaenses». Gazeta do Povo. 28 de janeiro de 2016. Consultado em 11 de maio de 2016 
  9. «Atlético-MG define Mineirão como casa em 2020 e se inspira no Vasco para novo programa de sócios». GloboEsporte.com. 11 de dezembro de 2019. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  10. Ubiratan Leal (7 de novembro de 2007). «Crise, revolução e traição: a história da Copa União de 1987». Trivela. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  11. «CBF volta atrás e reconhece o Flamengo como campeão em 1987». iG. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  12. «CBF reconhece Sport como 'único' campeão brasileiro de 1987». iG. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  13. «Flamengo é campeão do Brasileirão 2019». CBF. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  14. «CBF põe Copa União na lista de títulos, mas acata Justiça e diz que clube é hexacampeão brasileiro». ESPN. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  15. «CBF decide respeitar STF e considera Flamengo hexacampeão brasileiro». UOL. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  16. «CBF opina: Flamengo merece ser chamado de hepta brasileiro». O Globo. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  17. «Após citar Fla como hexa, CBF esclarece: "a título de opinião, é hepta"». UOL. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  18. «Presidente da CBF levanta a taça do Brasileirão sete vezes antes de entregá-la ao Flamengo». GloboEsporte.com. 28 de novembro de 2019. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  19. «Brasileirão de 1987 em disputa?». Brasil de fato. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  20. «1987: transitado em julgado (de novo)». Diario de Pernambuco. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  21. Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. «Estádio Nabi Abi Chedid-Laudo de Segurança, página 8» (PDF). Federação Paulista de Futebol. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  22. «Reportagem: Diego Garcia - Warner anuncia que não transmitirá Brasileirão de 2022; acordo ia até 2024». www.uol.com.br. Consultado em 4 de dezembro de 2021 
  23. «L14205». www.planalto.gov.br. Consultado em 20 de setembro de 2021 
  24. «Globo fecha acordo para transmitir jogos do Brasileirão de mais cinco clubes em TV fechada». ge. Consultado em 22 de novembro de 2021 
  25. «Globo fecha acordo com o Bahia para transmissão dos jogos do Brasileirão em TV fechada». ge. Consultado em 22 de novembro de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]