Campeonato Catarinense de Futebol

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Campeonato Catarinense de Futebol‎
Dados gerais
Organização FCF
Edições 93 desde 1924 (94 anos)
Local de disputa  Santa Catarina
Número de equipes 10
Sistema Pontos corridos
Divisões
Série ASérie BSérie C
Soccerball current event.svg Edição atual
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O Campeonato Catarinense de Futebol, também conhecido como Campeonato Catarinense, é a principal competição de futebol de Santa Catarina. É organizado pela Federação Catarinense de Futebol, responsável pelo futebol profissional no estado. O campeonato é disputado desde 1924 e é considerado um dos mais equilibrados do país.[1][2]

Teve como primeiro campeão o Avaí,[3] e seu atual campeão é o Figueirense, vencedor da edição de 2018.[4] O clube que detém o maior número de conquistas é o Figueirense com 18 títulos, seguido do Avaí com 16 títulos, Joinville com 12 títulos, Criciúma com 10 títulos e a Chapecoense com 6 títulos. Esses cinco clubes, são responsáveis por boa parte das conquistas do Campeonato Catarinense, a rivalidade entre eles está marcada na história desta competição.[5]

Outros 18 clubes já venceram a principal divisão do futebol catarinense, que contou com a participação de 125 clubes diferentes ao longo da sua história. A maioria destes clubes estão desativados nos dias atuais.[6] Desde 1972, o campeonato é dominado pelos cinco grandes – Avaí, Chapecoense, Criciúma, Figueirense e Joinville –, que ganharam todos os campeonatos desde então, exceto um (o de 1992, vencido pelo Brusque), e disputaram todas as finais entre si, exceto em dez ocasiões. Nos últimos 94 anos (desde 1924), a Série A não teve campeão definido em dois anos. Em 1933 o torneio não foi concluído e em 1946 o torneio não foi realizado.[7]

Atualmente, a Série A é disputado por 10 equipes e normalmente realizado entre os meses de janeiro e meados de maio. No Ranking Nacional das Federações, Santa Catarina aparece na 5ª colocação entre os 27 estados da federação. Tal colocação, possibilita que a Federação Catarinense de Futebol distribua 4 vagas para a Copa do Brasil e 3 vagas para a Série D do Brasileiro, geralmente, distribuídas aos melhores colocados do Campeonato Catarinense.[8]

Introdução[editar | editar código-fonte]

Fundada em 12 de abril de 1924 com o nome de Liga Santa Catharina de Desportos Terrestres, a história da regulamentação do futebol em Santa Catarina começou na Rua Esteves Júnior, no Centro da Capital, no Gymnasio Catharinense, atual Colégio Catarinense, berço da educação e da prática desportiva, onde se reuniram os representantes dos clubes Atlético Florianópolis, Figueirense, Internato, Trabalhista e Avaí, para registrar a ata de fundação da atual, Federação Catarinense de Futebol.

No princípio, a entidade organizava campeonatos das modalidades de atletismo, tiro ao alvo e também de futebol. O primeiro presidente da então Liga Santa Catharina de Desportos Terrestres foi Luiz Alves de Souza (1924–1927). Mais tarde, já em 1927, a entidade teve seu nome modificado para Federação Catarinense de Desportos. Com a consolidação do futebol como o esporte das multidões e com evolução das demais modalidades de práticas esportivas e a consequente criação de entidades regulamentadoras específicas para cada uma, em 1951 a Federação Catarinense de Desportos tornou-se a Federação Catarinense de Futebol.[9]

A história do futebol de Santa Catarina traz consigo grandes momentos protagonizados por tradicionais clubes e clássicos municipais que foram surgindo nos maiores centros do estado. Estes jogos entre equipes da mesma cidade se tornaram grandes clássicos, que ganharam reconhecimento e fama ao longo dos tempos pelo ótimo nível das equipes.[10] No Norte, em Joinville, América vs. Caxias, no Vale do Itajaí em Blumenau, Olímpico vs. Palmeiras, em Itajaí, Almirante Barroso vs. Marcílio Dias, em Brusque, Paysandu vs. Carlos Renaux. Seguindo para o Sul, em Criciúma, com Próspera, Metropol e Comerciário. No litoral Sul, em Tubarão, Ferroviário vs. Hercílio Luz, no Planalto Serrano, nas cores do Internacional de Lages, no Oeste, em Chapecó, com a Chapecoense.[11]

Com o passar dos anos e a evolução para o profissionalismo, muitas equipes pioneiras no futebol catarinense ficaram para trás, mas também surgiram imensas alegrias com o aparecimento de clubes que representam uma realidade de conquistas para os torcedores catarinenses, o Criciúma fundado em 1978, o Joinville em 1976 e a Chapecoense em 1973. A ascensão destas três agremiações e o fortalecimento da dupla da capital são responsáveis pelo desempenho honroso do futebol catarinense no cenário nacional no século XXI.[12]

Atualmente, o que se verifica desde 1972, o campeonato é dominado pelos cinco grandes – Avaí, Chapecoense, Criciúma, Figueirense e Joinville –, que ganharam todos os campeonatos desde então, exceto um (o de 1992, vencido pelo Brusque), e disputaram todas as finais entre si, exceto em dez ocasiões.

História[editar | editar código-fonte]

Década de 1920: O início[editar | editar código-fonte]

Time do Caxias, campeão do Campeonato Catarinense de 1929.

Nesta década, foram disputados seis edições. O Avaí conquistou as edições de 1924, 1926, 1927 e 1928, o Externato em 1925 e o Caxias em 1929, sendo este o primeiro campeão do interior.[13] Destaca-se também o Brasil Football Club, vice-campeão em 1927 e 1928.

Em 15 de agosto de 1927, a Liga Santa Catarina de Desportos Terrestres (LSCDT) passou a chamar-se Federação Catarinense de Desportos (FCD). No ano de 1927 os clubes do interior se interessaram em filiar-se a FCD, como o Brasil Football Club e o América de Joinville. O Avaí campeão da FCD teve que colocar o título em jogo contra o campeão do interior. O América de Joinville desistiu de filiar-se e o jogo programado para decisão do interior entre Brasil e América não aconteceu, assim, a FCD decidiu homologar o título de campeão do interior ao Brasil Football Club.

Década de 1930: Domínio da capital e o primeiro título de Itajaí[editar | editar código-fonte]

Time do Lauro Müller, campeão do Campeonato Catarinense de 1931.

Na década de 1930, começa a surgir os clubes clássicos em Santa Catarina, mas que hoje em dia grande parte estão desativados. Também foi uma década de domínio da capital. Avaí, Figueirense e Atlético Catarinense conquistaram 7 das 10 edições. Desta vez, com destaque ao Figueirense com 5 títulos (1932, 1935, 1936, 1937 e 1939).

O primeiro título de Itajaí aconteceu na edição de 1931, que terminou apenas no dia 31 de janeiro de 1932.[14] A final seria contra o Atlético Catarinense, da capital. Seria porque o time de Florianópolis não apareceu. A equipe ficou irritada porque a partida decisiva foi adiada em uma semana. A diretoria do Atlético, que já não estava em sintonia com a Federação Catarinense de Desportos, resolveu não aparecer e o Lauro Müller venceu por WO. O Atlético acabou punido e o Caxias, de Joinville, foi considerado o vice-campeão.[15]

Em agosto de 1935, os clubes de Joinville formaram a Associação Catarinense de Desportos (ACD) e realizaram o seu próprio Estadual com América, Caxias, Cruzeiro, Grêmio, Glória e São Luiz. Isso porque o interior não estava satisfeito com a Federação Catarinense de Desportos (FCD hoje FCF). As principais reclamações eram que as equipes da Capital eram beneficiadas nas competições estaduais. Disputando entre si os títulos ou sendo ajudadas pela arbitragem. A indignação já era grande antes de 1934, mas após o título homologado do Atlético Catarinense – em um campeonato sem os times de Joinville –, as equipes do interior se organizaram e criaram a ACD. Ambas as entidades tinham um objetivo idêntico: organizar o "verdadeiro" Campeonato Catarinense. A Federação Catarinense de Desportos tinha acabado de se recuperar financeiramente de uma grave crise que fez o Estadual de 1933 ser cancelado e no ano que volta a ativa perdia os times do interior. A nova liga confirmou sua legitimidade junto a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e representou Santa Catarina no Brasileiro de seleções, o que não mudou a rotina de derrotas do estado. O primeiro campeão da ACD foi o Caxias, que no ano seguinte levou mais um caneco. No último ano da disputa do interior o título ficou com o Ypiranga (de São Francisco do Sul). Somente em 1937 a ACD se filiou a FCD, tendo seus campeonatos de 1935 e 1936 reconhecidos como citadinos e não estaduais. Em 13 de Janeiro de 1942 a ACD mudou o nome para Liga Joinvilense de Futebol (LJF).[16]

No dia 16 de abril de 1939, um time de Itajaí conquistava pela segunda vez o título do Campeonato Catarinense de Futebol (a edição era a do ano anterior). O CIP, sigla para Companhia Itajaiense de Phósforos Foot-ball Club. Depois de eliminar o Avaí na semifinal, o CIP enfrentou o Atlético São Francisco, de São Francisco do Sul, que bateu o Caxias, de Joinville. A vitória por 2 a 0 fez com que os itajaienses levassem o troféu. Segundo um jornal da época, os atletas foram elogiados “pela exuberância e energia com que souberam batalhar ante a agressividade brutal dos adversários”. Foi a primeira e última participação do CIP no estadual. O time encerrou as atividades em 1944.[17]

Década de 1940: O interior surge ao futebol catarinense[editar | editar código-fonte]

Time do Lauro Müller.

A partir de meados da década de 1940, o interior catarinense se tornou hegemônico, equipes de fora da Capital se adequaram mais rapidamente à realidade do profissionalismo, caso clássico do Olímpico e do América de Joinville, ambos campeões catarinense. Desde então, começa surgir a força do interior catarinense. Contudo, entre as 10 edições disputadas, 5 foram vencidas pelas equipes de Florianópolis. Assim como na década de 1920, destaca-se o Avaí com 4 conquistas.[18]

A decisão do estadual de 1942, teve como finalistas o América, de Joinville, e o Avaí. Porém, o jogo final nunca aconteceu e o Leão ficou com a taça por conta de um decreto. Os jogadores do time joinvilense foram impedidos de jogar pelo batalhão do exército de viajar para a partida decisiva porque o América tinha no elenco atletas que faziam partida do 13º Batalhão de Caçadores. Assim, o time do Norte do Estado tentou realizar a partida em outra data, ou mesmo em Joinville — onde os jogadores que serviam o exército poderiam jogar —, mas a FCF não cedeu e decretou o Avaí campeão.[19]

A edição de 1946, não foi disputada, pois a Federação Catarinense de Desportos foi suspensa pela Confederação Brasileira de Futebol, por recusar-se a jogar com sua seleção estadual em Curitiba, pelo Campeonato Brasileiro de Seleções. A Federação Catarinense ficou impedida de realizar competições oficiais pelo período de 1 ano. Antes de concluir a pena, houve o perdão da Confederação Brasileira, mas não havia tempo hábil para as disputas do Campeonato estadual. A grande reclamação dos catarinenses foi que o árbitro anulou um gol legítimo de Saulzinho.[20]

Década de 1950: Domínio do interior[editar | editar código-fonte]

Na edição de 1950, o Carlos Renaux conquista o seu primeiro Campeonato Catarinense. Com a final disputada em dois jogos contra o Figueirense, o Carlos Renaux ganhou as duas partidas por 1–0, a primeira no dia 27 de maio de 1951 no Estádio Cônsul Carlos Renaux, em Brusque. O juiz da partida foi Artur Paulo Lange de Santa Catarina. A segunda partida ocorreu no dia 3 de junho de 1951 no Estádio Adolfo Konder, em Florianópolis. O juiz da partida foi Manoel Machado, do Rio de Janeiro.

Em 1953, o Carlos Renaux caiu na fase qualificatória contra o União de Ibirama, e aplicou logo de cara duas goleadas históricas, 9–3 e 7–2. Nas quartas de final outra goleada histórica, 7–1 em cima do Cruzeiro. O placar foi tão elástico que a equipe do Cruzeiro decidiu não comparecer ao jogo de volta.

Nas semifinais outra goleada, 6–2 sobre o Baependi, e com mais 2–0 no jogo de volta a equipe se classificou para a final. A final foi contra o América de Joinville, e após duas vitórias apertadas, 4–3 e 3–2, o Carlos Renaux conquistou o título de forma invicta pela segunda vez em sua história. Com isso se tornou bicampeão catarinense.

Em 1959, houve a maior conquista do Paula Ramos, foi a vitória no campeonato estadual de futebol em 1959. A campanha histórica do Paula Ramos naquele ano ficou marcada na memória de jogadores, dirigentes e torcedores. Foram 33 jogos, 20 vitórias, 4 derrotas, 9 empates, 74 gols marcados e 35 recebidos. O jogo da grande final, que aconteceu no estádio Adolfo Konder, em Florianópolis, conhecido como Campo da Liga, foi contra a equipe Carlos Renaux, de Brusque. No dia da grande conquista, o placar foi 2–0.[21]

Resumidamente, a década de 50 foi marcada pelo domínio do interior e o surgimento de equipes tradicionais no cenário estadual. Dentre todas as edições, apenas uma foi vencida pela Capital, a de 1959 pelo Paula Ramos. Destaca-se a cidade de Joinville na qual conquistou 5 dos 10 títulos. O Carlos Renaux sagrou-se campeão nas edições de 1950 e 1953, o América de Joinville em 1951 e 1952, o Caxias em 1954 e 1955, o Operário em 1956 e o Hercílio Luz em 1957 e 1958.

Década de 1960: Criciúma desponta no cenário estadual[editar | editar código-fonte]

Foi marcada pela aparição de Criciúma no cenário futebolístico estadual, através do Metropol. O clube ganhou as edições de 1960, 1961, 1962 ,1967 e 1969. Além do Metropol, o Criciúma EC ganhou a edição de 1968. Criciúma assim como Florianópolis e Joinville despontava como uma potência do futebol Catarinense.

No dia 25 de abril de 1965, o Olímpico de Blumenau conquistava seu segundo título estadual. Estádio da Baixada lotado completamente. O sonho começava a se tornar mais uma vez realidade, aos 26 minutos da primeira etapa. A arbitragem marcou falta em Rodrigues pouco além da risca divisória, cometida pelo lateral De Paula. Paraguaio cobra a infração com endereço certo. O centroavante paranaense salta de costas para o gol, desviando do alcance do goleiro lageano, que teve que buscar a bola no fundo das redes. O Olímpico e sua torcida comemoravam o primeiro gol, o único da primeira etapa. O Inter de Lages correu logo atrás do prejuízo sofrido na primeira etapa empatando aos 10 minutos, através de Jóia, dando um grande susto na torcida local.

Não apenas a sorte, mas a predominância nas ações davam ao Olímpico uma maior tranqüilidade, pois na maior parte do tempo estava no campo contrário, tentando ampliar o marcador. O técnico Adúcci Vidal processara uma alteração na equipe, tirando o ponteiro Lila, colocando Quatorze, deixando assim o ataque mais ofensivo, com a presença de dois centroavantes. A tentativa deu bom resultado, logo aos 13 minutos, 2–1, outra vez reanimava-se o torcedor blumenauense. O terceiro gol foi duvidoso para os jogadores do Inter. Lances que ensaiavam a violência começaram a suceder-se no final do jogo. O Inter ainda tentava o empate para levar a decisão a uma prorrogação.

Blumenau mais uma vez, comemorava em passeata, festa e bailes, o título de campeão catarinense. Para chegar ao título o Olímpico realizou uma campanha de 47 jogos. Foram 30 vitórias, 10 empates e apenas 6 derrotas, em um ano, um mês e uma semana, com 63 gols marcados a favor e 32 contra, com 70 pontos a favor e apenas 12 contra.[22]

Além destas equipes, sagraram-se campeões nesta década o Inter de Lages em 1965, SER Perdigão em 1966 e o Clube Náutico Marcílio Dias em 1963. Além do título de 1963, o Marcílio Dias também foi vice campeão em 4 ocasiões: 1960, 1961, 1962 e 1967.

Década de 1970: O surgimento dos grandes clubes[editar | editar código-fonte]

A década de 1970 foi uma das mais importantes e decisivas para a história do futebol Catarinense. Foi nessa década que grandes equipes da atualidade apareceram e tiveram seus primeiros títulos. Em 1976, após a fusão das duas equipes profissionais de Joinville, o Caxias e o América, clubes que juntos já somavam 18 finais de Campeonato Catarinense, nasceu o Joinville Esporte Clube, que no mesmo ano de nascimento já conquistou seu primeiro título estadual. Além da edição de 1976, o JEC conquistou os títulos de 1978 e 1979.

Em 1977, a Associação Chapecoense de Futebol surge para o estado sagrando-se campeã Catarinense do mesmo ano e sendo vice campeã do ano seguinte.

Em 1978, ocorre um dos mais polêmicos títulos do estado. O Avaí ficou tão irritado com um pênalti marcado a favor do Joinville, que decidiu abandonar o Catarinense de 1978. O artigo 50 do regulamento do torneio, que tratava do assunto, não esclarecia o que aconteceria com os pontos das partidas que o Leão ainda iria disputar. O JEC terminou em primeiro, porém, a Chapecoense considerou os pontos ganhou do jogo que não teve contra o Avaí e também se proclamou campeã. O caso foi acabar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Depois de quatro meses de disputa o advogado Waldomiro Falcão conseguiu levar o título para o Joinville.[23]

Década de 1980: Octacampeonato do Joinville[editar | editar código-fonte]

Nesta década, o Joinville se consolidou como um dos principais clubes do estado. Das 10 edições, 6 foram conquistados pelo recém fundado JEC. Foram 8 títulos seguidos (1978–1985), sendo a única equipe octacampeã de Santa Catarina. Além do Joinville, o Criciúma foi vencedor em 1986 e 1989, além de ter sido vice-campeão 4 vezes. O Avaí ficou com a edição de 1988.[24]

No ano de 1980, o JEC começava uma façanha inédita, histórica no estado de Santa Catarina. Para isso acontecer, o Tricolor fez grandes contratações, investindo pesado com as chegadas de Jorge Luis Carneiro, Edu Antunes, Vagner Bacharel, Carlos Alberto entre outros ótimos jogadores que conquistaram o catarinense daquele ano.

No ano de 1985, o JEC atingiu o auge. Na terceira fase da competição, venceu o Marcílio Dias pelo placar de 4–0 e foi até a final completando 17 jogos invictos. A decisão ocorreu no Estádio Doutor Hercílio Luz, agora por uma punição que foi aplicada tardiamente. Com o fato de ter que jogar a final fora de casa, a torcida do Joinville fez história e invadiu a cidade de Itajaí. Jogando um futebol convincente, bateu o Avaí por dois tentos a zero, com João Carlos Maringá abrindo o placar aos 45 segundos de jogo, e Paulo Egidio marcando o segundo gol no apagar das luzes, aos 45 minutos do segundo tempo. O Joinville era Octacampeão Estadual, uma supremacia que poucos clubes conseguiram conquistar.[25]

Década de 1990: Polêmicas e rivalidades mais acirradas[editar | editar código-fonte]

Com o Criciúma ganhando 5 edições (1990, 1991, 1993, 1995 e 1998) e sendo vice-campeão em 1994, marcou a retomada de Criciúma ao cenário estadual.

No ano de 1996, houve uma das decisões mais polêmicas, por diversas vezes mudou-se a partida que iria apontar o campeão catarinense. Com direito a gol anulado nos últimos segundos, batalhas judiciais e diversas datas marcadas para a grande final, que só foi acontecer em dezembro.

A véspera da final, marcada para o dia 13 de julho, o Joinville ficou hospedado em um hotel que ficava bem no centro da cidade de Chapecó. Durante a noite, um grupo de torcedores da Chapecoense ficou soltando fogos perto do hotel. A polícia foi chamada, dava uma volta próximo do local e, quando ia embora, os fogos retornavam. Assim seguiu durante toda a madrugada. Na manhã seguinte, o então presidente do Joinville, Vilson Florêncio, decidiu deixar Chapecó e não ir a campo, pelas condições emocionais do time e por temer pela segurança física dos seus atletas. O árbitro Dalmo Bozzano, então, declarou a Chapecoense vencedora por W.O.

O Joinville recorreu da decisão do árbitro e pediu um novo jogo, em campo neutro. Depois de batalhas judiciais, uma nova decisão foi marcada para o dia 18 de dezembro. No entanto, o duelo ocorreu no Oeste do Estado. A Chape havia perdido o primeiro jogo por 2 a 0 e precisava vencer para levar a decisão para a prorrogação. Fez 1 a 0 no tempo normal, com Marquito, e chegou aos 2 a 0 na prorrogação, com Gilmar Fontana, e ficou com a taça.[26]

A partir daí, podemos ver a superioridade de 5 equipes: Figueirense, Avaí, Criciúma, Joinville e a Chapecoense. A Chapecoense foi vice campeã em 1991 e 1995, e ganhou a edição de 1996. O Brusque foi o campeão em 1992. Destaca-se também o Tubarão F.C, vice em duas oportunidades (1997 e 1998).

Década de 2000: O jejum de títulos no Norte do estado[editar | editar código-fonte]

Filipe Luís, atual Atlético de Madrid, atuou e foi bicampeão do Campeonato Catarinense.

O Joinville chegou ao seu 12˚ título estadual ao vencer as edições de 2000 e 2001, após 13 anos de jejum. A primeira conquista foi em cima do Marcílio Dias, em um jogo eletrizante no Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho. Fabinho carimbou o título aos 45 minutos do segundo tempo e fez a torcida soltar o grito que estava engatado na garganta. Em 2001, longe de casa, na cidade de Criciúma, o Tricolor levantou o bicampeonato, vencendo novamente por 2 a 0, como em 1987. Desta vez, Perdigão e Marlon anotaram os gols. O goleiro Marcão também foi o grande destaque desta da equipe.[27]

Em 2007, mesmo novamente desacreditada, a Chapecoense voltou a conquistar o Campeonato Catarinense. Com uma campanha irrepreensível, o time chegou a final contra o Criciúma, vencendo o jogo de ida por 1 a 0 e empatando em 2 a 2 na cidade de Criciúma, levando seu terceiro título estadual. O título da Chapecoense em 2007, foi o início da história do clube, tanto em âmbito estadual como nacional.[28]

O Figueirense chegou ao tricampeonato estadual consolidando seu favoritismo e provando sua hegemonia no futebol catarinense. A terceira conquista consecutiva veio depois de 67 anos, feito que o transformou, também, no clube mais vezes campeão de Santa Catarina, junto com o Avaí, com 13 títulos. A vitória por 3 a 1, na última rodada do quadrangular final, foi contra o Guarani de Palhoça. O jogo, no Scarpelli, teve a presença de 21.324 torcedores, recorde na competição. O time do treinador Dorival Júnior em 16 jogos, venceu 8, empatou 3, perdeu 5, fez 30 gols e sofreu 19.[29] O Avaí e o Criciúma conquistaram as edições de 2009 e 2005, respectivamente. Os Grandes destaques foram os vices campeonatos do Atlético Ibirama em 2004 e 2005 e do Caxias em 2002, depois de anos de inatividade.

Década de 2010: A superioridade dos 5 grandes[editar | editar código-fonte]

Roberto Firmino, atual Liverpool, atuou no Campeonato Catarinense de 2010.

Em 2011, a Chapecoense foi campeã do returno e enfrentaria o Criciúma que havia assegurado vaga nas finais pelo título da primeira etapa do Estadual. Com melhor campanha, a Chape tinha a vantagem do empate no placar agregado e o segundo jogo em casa. E precisou dela. Na ida, em Criciúma, os donos da casa venceram com um gol de Talles Cunha, que seria dispensado do clube do sul ao final do campeonato. Em Chapecó, ao tentar cortar um cruzamento, o volante Carlinhos Santos mandou para o próprio patrimônio. Está foi a quarta conquista estadual da Chapecoense.[30]

Em 2012, depois de vencer o primeiro jogo da decisão por 3 a 0, na Ressacada, o Avaí venceu o Figueirense por 2 a 1, no Estádio Orlando Scarpelli, e se sagrou o campeão catarinense de 2012. Cléber Santana, de pênalti, e Laércio fizeram os gols da vitória da equipe comandada pelo técnico Hermerson Maria. Deretti descontou. O Figueira havia vencido o primeiro e o segundo turnos.[31]

Nas edições seguintes, o Criciúma sagrou-se campeão da edição de 2013.[32] O Figueirense foi bicampeão estadual nas edições de 2014[33] e 2015. O Campeonato Catarinense de 2015 foi decidido através do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, pois o Joinville que havia ganhado a competição, estava com um jogador em situação irregular. Portanto com a punição, o Figueirense levou a vantagem do empate e ficou com o título.[34]

Nas edições de 2016 e 2017, foi vez da Chapecoense conquistar o seu bicampeonato estadual. Em 7 de maio, se tornou pela primeira vez bi-campeã do Campeonato Catarinense. Após conquistar o returno do Campeonato Catarinense de 2017, a Taça Sandro Pallaoro, ganhou a oportunidade de disputar a final contra o Avaí que foi campeão do turno. No jogo de ida, na Ressacada, a Chapecoense vence por 1–0. No jogo da volta, na Arena Condá, o Avaí devolve o placar. Como a Chapecoense tinha a melhor campanha na classificação geral, o empate dava o título a equipe de Chapecó.[35] No ano de 2018, o Figueirense voltou a conquistar o título, batendo a Chapecoense na Arena Condá por 2 a 0.

Nesta década, podemos notar a superioridade de 3 equipes: a Chapecoense que conquistou as edições de 2011, 2016 e 2017, o Figueirense com o bicampeonato de 2014–2015 e 2018, e o Avaí em 2010 e 2012. Além destas equipes, destaca-se o Criciúma campeão em 2013 e o Joinville que foi vice campeão em 4 oportunidades (2010, 2014, 2015 e 2016).[36]

Troféu e premiações[editar | editar código-fonte]

O Campeonato Catarinense não tem um formato de troféu definido. Ao longo do tempo, vários foram os modelos cedidos aos clubes. Dentre alguns deles o que mais se repete é o que contém a fachada da Federação Catarinense de Futebol. Vários troféus transitórios também são dados aos vencedores, neles estão homenagens a pessoas de grande influência no futebol catarinense como Aderbal Ramos da Silva e Delfim de Pádua Peixoto Filho. Na edição de 2016, o troféu foi escolhido através de um concurso intitulado "Com a taça na mão". Três torcedores tiveram a oportunidade de desenhar uma modelo de taça, a votação aconteceu pela internet e o ganhador foi Eder Costa com 40,59%.[37] Na edição de 2017, os troféus cedidos a equipe campeã continham uma série de homenagens as vítimas do Voo LaMia 2933.[38]

Prêmio Top da Bola[editar | editar código-fonte]

O projeto Top da Bola é uma realização do Instituto MAPA, com apoio institucional da Federação Catarinense de Futebol e o patrocínio da Associação dos Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina, ganhando o caráter de premiação oficial dos melhores do Campeonato Catarinense de Futebol. O Prêmio ocorre todos os anos e premia os melhores jogadores, comissão técnica e arbitragem do Campeonato Catarinense, segundo votação de radialistas e jornalistas de Santa Catarina.[39]

Transmissão[editar | editar código-fonte]

Logo da NSC TV, emissora que transmite o Campeonato Catarinense atualmente.

Por mais de duas décadas, a transmissão das edições do Campeonato Catarinense foram transmitidas pela RBS TV. Em 2006, os direitos de transmissão do Campeonato Catarinense foram adquiridos pela Record em 14 de dezembro de 2006 para os anos de 2007, 2008 e 2009, dobrando o valor que vinha sendo pago pela RBS. Surpreso com a decisão, ainda em 2007, o grupo gaúcho tentou resgatar a transmissão. Em ata de janeiro, está registrada oferta da concorrência, de R$ 1,9 milhão pelo catarinense. A proposta foi rechaçada pela assembléia da Associação de Clubes. A Record conseguiu então iniciar as transmissões.[40]

A partir da temporada de 2009, a RBS TV voltou a transmitir o Campeonato Catarinense até o ano de 2017. No dia 7 de março de 2016, foi anunciado em Florianópolis a venda e o fechamento para a transferência de controle das operações de televisões, rádios e jornais que atuam sob a marca RBS em Santa Catarina, o que inclui as 6 emissoras da RBS TV no estado. A partir da venda, surgiu a NSC TV. A NSC TV e a Federação Catarinense de Futebol fecharam, no ano de 2018, um acordo para a renovação da transmissão, com exclusividade na televisão aberta, do Campeonato Catarinense pelos próximos quatro anos.[41]

Cotas de televisão[editar | editar código-fonte]

O Grupo Globo, através de sua afiliada em Santa Catarina: a NSC TV, fechou o contrato de televisionamento do Campeonato Catarinense por 4 anos (2018-2021) distribuindo dessa forma o pagamento dos direitos de transmissão dos jogos:[42][43]

Patrocinadores[editar | editar código-fonte]

Em 2013, foi firmado parceria entre a Federação Catarinense de Futebol e a marca brasileira da General Motors para as temporadas de 2013 e 2014. A denominação oficial do Estadual foi Catarinense Chevrolet 2013/2014. Além do nome oficial, a taça que será entregue ao clube campeão será “Taça Chevrolet”.

Em 2015, foi firmado uma parceria com a Hemmer Alimentos como patrocinadora oficial da fase decisiva do Campeonato Catarinense Série A 2015. A Hemmer Alimentos é uma indústria genuinamente catarinense, com sede em Blumenau celebrou 100 Anos de fundação em 2015. Para ilustrar esse momento histórico do centenário da antiga Companhia Hemmer, o Catarinense Hemmer 100 Anos, leva o nome oficial da renomada Hemmer Alimentos, destacando a parceria na placa central de todos os jogos válidos pela competição até o dia 03 de maio, data da finalíssima, quando também ilustrará a cerimônia de premiação do grande campeão.[44]

Nos anos de 2016 e 2017, a Havan patrocinou o Campeonato Catarinense. Além do nome oficial do Catarinense Havan 2016/2017, a patrocinadora esteve presente em todos os jogos da competição com exposição de placas e no uniforme da equipe de arbitragem. Genuinamente catarinense, sediada em Brusque, a Havan é uma das empresas entusiastas do futebol catarinense e continua como grande parceira institucional da Federação Catarinense de Futebol. A marca da empresa também apareceu na premiação do torneio. O troféu é uma imagem do símbolo da empresa: a Estátua da Liberdade. Entretanto, em vez da tocha, há uma bola.[45]

O Sicoob, maior sistema de cooperativas de crédito do Brasil, foi o patrocinador oficial do Campeonato Catarinense de 2018. O anúncio da parceria foi divulgado no dia 15 de janeiro pela Federação Catarinense de Futebol e Associação de Clubes de Futebol de Santa Catarina, durante a solenidade de lançamento da competição, realizada no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC), em Florianópolis. O patrocínio do Sicoob se estende para todas as competições oficiais da FCF, nas séries A, B, C e Copa Santa Catarina.[46]

Abaixo encontram-se alguns dos logos das últimas edições do Campeonato Catarinense:

Campeões[editar | editar código-fonte]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Por clubes[editar | editar código-fonte]

Clube Campeão Anos dos Títulos Vice Anos dos Vices
Florianópolis Figueirense 18 1932, 1935, 1936, 1937, 1939, 1941, 1972, 1974, 1994, 1999, 2002, 2003, 2004, 2006, 2008, 2014, 2015, 2018 7 1950, 1975, 1979, 1983, 1984, 1993, 2012
Florianópolis Avaí 16 1924, 1926, 1927, 1928, 1930, 1942, 1943, 1944, 1945, 1973, 1975, 1988, 1997, 2009, 2010, 2012 10 1925, 1940, 1949, 1951, 1972, 1977, 1985, 1992, 1999, 2017
BandeiraJoinville.svg Joinville 12 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1987, 2000, 2001 8 1989, 1990, 1996, 2006, 2010, 2014, 2015, 2016
BandeiraCriciuma.svg Criciúma 10 1968, 1986, 1989, 1990, 1991, 1993, 1995, 1998, 2005, 2013 10 1980, 1981, 1982, 1987, 1994, 2001, 2002, 2007, 2008, 2011
Bandeira de Chapecó.JPG Chapecoense 6 1977, 1996, 2007, 2011, 2016, 2017 6 1978, 1991, 1995, 2009, 2013, 2018
Joinville América de Joinville 5 1947, 1948, 1951, 1952, 1971 4 1942, 1943, 1953, 1969
Cricuma Metropol 5 1960, 1961, 1962, 1967, 1969 1 1965
Joinville Caxias 3 1929, 1954, 1955 7 1931, 1937, 1941, 1945, 1959, 1968, 2003
Brusque Carlos Renaux 2 1950, 1953 3 1952, 1957, 1958
Blumenau Olímpico 2 1949, 1964 1 1970
Tubarão Hercílio Luz 2 1957, 1958 0
Itajai Marcílio Dias 1 1963 8 1930, 1944, 1960, 1961, 1962, 1967, 1986, 2000
Tubarão Tubarão F. C. 1 1970 3 1954, 1997, 1998
Lages Internacional de Lages 1 1965 2 1964, 1974
Florianopolis Paula Ramos 1 1959 1 1948
Florianopolis Externato 1 1925 0
Itajai Lauro Müller 1 1931 0
Florianopolis Atlético Catarinense 1 1934 0
Itajai CIP 1 1938 0
São Francisco do Sul Ypiranga 1 1940 0
Joinville Operário 1 1956 0
Videira SER Perdigão 1 1966 0
Bandeira Brusque SantaCatarina Brasil.jpg Brusque 1 1992 0
Blumenau bandeira.jpg Blumenau 0 6 1927, 1928, 1932, 1947, 1955, 1988
Florianopolis Iris 0 3 1934, 1935, 1936
rio do sul Juventus 0 2 1973, 1976
Ibirama Atlético de Ibirama 0 2 2004, 2005
Florianopolis Trabalhista 0 1 1924
Florianopolis Internato 0 1 1926
Florianopolis Adolfo Konder 0 1 1929
São Francisco do Sul São Francisco 0 1 1938
Mafra Pery Ferroviário 0 1 1939
Brusque Paysandu-SC 0 1 1956
Itajai Almirante Barroso 0 1 1963
Joacaba Comercial 0 1 1966
Cricuma Próspera 0 1 1971

Por cidades[editar | editar código-fonte]

Cidade Títulos Vices Total (clubes) Média (por clube)
Bandeira de Florianópolis.svg Florianópolis 37 24 61 (9) 6.67
BandeiraJoinville.svg Joinville 21 19 40 (4) 10.00
BandeiraCriciuma.svg Criciúma 15 12 27 (3) 9.00
Bandeira de Chapecó.JPG Chapecó 6 6 12 (1) 11.00
Bandeira Itajai SantaCatarina Brasil.svg Itajaí 3 9 12 (4) 3.00
Bandeira Brusque SantaCatarina Brasil.jpg Brusque 3 4 7 (3) 2.34
Bandeira.tubarão.jpg Tubarão 3 3 6 (2) 3.00
Flag of Blumenau.svg Blumenau 2 7 9 (2) 4.50
Bandeira de Lages.png Lages 1 2 3 (1) 3.00
Bandeira de São Francisco do Sul.png São Francisco do Sul 1 1 2 (2) 1.00
Bandeira videira.jpg Videira 1 0 1 (1) 1.00
Bandeira rio do sul sc.jpg Rio do Sul 0 2 2 (1) 2.00
Bandeira Ibirama SantaCatarina Brasil2.jpg Ibirama 0 2 2 (1) 2.00
Bandeira mafra.jpg Mafra 0 1 1 (1) 1.00
Bandeira joacaba.jpg Joaçaba 0 1 1 (1) 1.00

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Treinadores[editar | editar código-fonte]

Desde 1924, o Campeonato Catarinense consagrou campeão mais de 46 treinadores diferentes. O primeiro treinador campeão foi Carlos Pires e o último foi Milton Cruz. Lauro Búrigo, é o treinador que mais vezes venceu o campeonato, com cinco conquistas.[47] O Uruguaio Sérgio Ramírez d'Ávila, conquistou o Campeonato Catarinense de 1993, sendo o único treinador estrangeiro a ser campeão em toda a história do Campeonato Catarinense.[48]

Grandes treinadores já disputaram e foram campeões do Campeonato Catarinense. O técnico Levir Culpi, que teve grandes passagens pelo Cruzeiro e Atlético Mineiro, foi campeão do Campeonato Catarinense de 1989 com o Criciúma.[49] O treinador Dorival Júnior, foi campeão da edição de 2004 pelo Figueirense.[50]

Artilheiros[editar | editar código-fonte]

Pela falta de fontes e informações, não se sabe ao certo qual é o maior artilheiro da história do Campeonato Catarinense. O primeiro artilheiro que se tem conhecimento foi Raul, que atuava pelo Caxias de Joinville na edição de 1929. Em 1966, Norberto Hoppe estabeleceu o recorde de gols marcados em uma única edição do torneio, com 33 gols.[51] Na edição de 2017, Rentería tornou-se o primeiro estrangeiro a ser artilheiro do Campeonato Catarinense. O Colombiano anotou 11 gols e dividiu a artilharia com Jonatas Belusso.[52]

Em doze ocasiões, a artilharia terminou empatada por dois ou mais jogadores, assim como na última edição do campeonato. Oito jogadores já foram artilheiros por mais de uma vez, sendo que Saul, foi o que por mais vezes conquistou esse título (4 vezes), sendo seguido por Raul, Juarez, Norberto Hoppe, Ademir, Paulinho Cascavel, Lima e Rafael Costa (2 vezes cada).[53] O Avaí é o clube que teve mais artilheiros, com onze no total, seguido de Figueirense, Joinville e Caxias com dez, Criciúma com sete e Chapecoense com seis. Não se tem conhecimento dos artilheiros das seguintes edições: 1924, 1925, 1926, 1927, 1928, 1932, 1936, 1948, 1957, 1959, 1962, 1963, 1964, 1969, 1970, 1971.

Maiores goleadas[editar | editar código-fonte]

Abaixo segue a lista das maiores goleadas da história do Campeonato Catarinense.[54]

# Data Ano Mandante Visitante Estádio
20 de janeiro 1963 Metropol BandeiraCriciuma.svg 12 1 Bandeira curitibanos.JPG Flamengo EC Euvaldo Lodi
23 de janeiro 1955 Caxias-SC BandeiraJoinville.svg 10 0 Bandeira JaraguadoSul SantaCatarina Brasil.svg CA Baependi Max Belfáz
11 de fevereiro 1945 Avaí Florianópolis 10 1 Blumenau bandeira.jpg Blumenau Deba
19 de junho 1965 Avaí Florianópolis 9 0 Bandeira de Florianópolis.svg São Paulo Adolfo Konder
18 de setembro 1985 Joinville BandeiraJoinville.svg 9 0 Bandeira rio do sul sc.jpg Juventus Ernestão
16 de fevereiro 1966 Metropol BandeiraCriciuma.svg 9 0 Bandeira videira.jpg Perdigão Euvaldo Lodi
Desconhecido Cruzeiro AC Bandeira joacaba.jpg 10 2 Bandeira HervaldOeste SantaCatarina Brasil.jpg EC Hervalense Oscar Rodrigues da Nova
9 de maio 1937 Figueirense Florianópolis 10 2 Bandeira de Florianópolis.svg Iris Adolfo Konder
19 de junho 1962 Estrela Bandeira JaraguadoSul SantaCatarina Brasil.svg 1 9 BandeiraJoinville.svg Caxias-SC Desconhecido
10ª 22 de março 1964 Inter de Lages Bandeira lages.svg 9 1 BandeiraPortoUnião.jpg Tamandaré Vidal Ramos Júnior
11ª 11 de junho 1995 Atlético de Ibirama Ibirama 1 9 Florianópolis Avaí Hermann Aichinger
12ª 19 de junho 1965 CA Guarany Bandeira de Florianópolis.svg 8 0 Bandeira de Florianópolis.svg Tamandaré Desconhecido
13ª 10 de fevereiro 1980 Joinville BandeiraJoinville.svg 8 0 Bandeira de Campos Novos - SC.svg Ouro Verde Ernestão
14ª 9 de maio 1976 Joinville BandeiraJoinville.svg 8 0 Bandeira de São Miguel do Oeste.jpg Guarani Ernestão
15ª 28 de maio 1975 Figueirense Florianópolis 8 0 BandeiraCriciuma.svg Próspera Orlando Scarpelli
16ª 28 de março 2013 Criciúma BandeiraCriciuma.svg 8 0 Bandeira JaraguadoSul SantaCatarina Brasil.svg Juventus de Jaraguá Heriberto Hülse
17ª 1º de março 1953 Dom Pedro II Bandeira corupa.jpg 1 8 BandeiraJoinville.svg América-SC Desconhecido
18ª 24 de novembro 1963 Paysandu-SC Bandeira Brusque SantaCatarina Brasil.jpg 1 8 Bandeira Itajai SantaCatarina Brasil.svg Marcílio Dias Consul Carlos Renaux
19ª 19 de março 2017 Chapecoense Bandeira de Chapecó.JPG 7 0 Tubarão Tubarão Arena Condá
20ª 18 de março 2012 Criciúma BandeiraCriciuma.svg 7 0 Bandeira Camboriu SantaCatarina Brasil.svg Camboriú Heriberto Hülse
21ª 1 de agosto 1971 Figueirense Florianópolis 7 0 Bandeira Brusque SantaCatarina Brasil.jpg Carlos Renaux Orlando Scarpelli
22ª 20 de outubro 1982 Inter de Lages Bandeira lages.svg 7 0 Bandeira de Chapecó.JPG Chapecoense Vidal Ramos Júnior
23ª 15 de junho 1965 Figueirense Florianópolis 7 0 Bandeira de Florianópolis.svg Postal Telegráfico Orlando Scarpelli
24ª 14 de julho 1965 Metropol BandeiraCriciuma.svg 7 0 Bandeira capivaridebaixo.jpg CA Nacional Euvaldo Lodi
25ª 6 de março 1966 Metropol BandeiraCriciuma.svg 7 0 BandeiraJoinville.svg Caxias-SC Euvaldo Lodi
26ª 15 de abril 1964 Metropol BandeiraCriciuma.svg 7 0 Bandeira de Florianópolis.svg Postal Telegráfico Euvaldo Lodi
27ª 20 de março 1955 Caxias-SC BandeiraJoinville.svg 7 0 Bandeira.tubarão.jpg Ferroviário Domingos Silveira Gonzales
28ª janeiro 1954 América-SC BandeiraJoinville.svg 7 0 Florianópolis Avaí Sadalla Amin Ghanem

Maiores públicos[editar | editar código-fonte]

Abaixo estão maiores públicos da história do Campeonato Catarinense.

Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Ref.
1 31 123 Criciúma BandeiraCriciuma.svg 1–0 Bandeira de Chapecó.JPG Chapecoense Heriberto Hülse 6 de agosto de 1995 [55]
2 25 735 Avaí Florianópolis 2–1 Blumenau bandeira.jpg Blumenau Ressacada 17 de julho de 1988 [55]
3 23 375 Figueirense Florianópolis 2–1 Florianópolis Avaí Orlando Scarpelli 25 de julho de 1999 [56]
4 22 850 Avaí Florianópolis 2–0 Tubarão Tubarão F.C. Ressacada 22 de junho de 1997 [57]
5 21 846 Figueirense Florianópolis 2–2 Florianópolis Avaí Orlando Scarpelli 21 de maio de 2000 [58]
6 21 400 Criciúma BandeiraCriciuma.svg 0–2 BandeiraJoinville.svg Joinville Heriberto Hülse 23 de agosto de 1987 [59]
7 21 324 Figueirense Florianópolis 3–1 Bandeira Palhoça.png Guarani de Palhoça Orlando Scarpelli 18 de abril de 2004 [60]
8 21 110 Figueirense Florianópolis 2–1 BandeiraJoinville.svg Caxias-SC Orlando Scarpelli 23 de março de 2003 [61]
9 20 425 Avaí Florianópolis 2–0 Florianópolis Figueirense Ressacada 21 de julho de 1999 [62]

Participações[editar | editar código-fonte]

Abaixo estão os 10 clubes com mais participações no Campeonato Catarinense.[63]

Clubes Cidade Participações Anos
Avaí Bandeira de Florianópolis.svg Florianópolis 76 1924-28, 1930, 1933-38, 1940, 1942-45, 1949, 1951-53, 1956-57, 1960, 1963-93, 1995-2018
Figueirense Bandeira de Florianópolis.svg Florianópolis 74 1924-1927, 1932-1937, 1939, 1941, 1950, 1954, 1956-1960, 1963-1986, 1988-2018
Marcílio Dias Bandeira Itajai SantaCatarina Brasil.svg Itajaí 57 1930, 1933, 1939, 1944, 1956-1969, 1974-1998, 2000-2009, 2011-2012, 2014-2015
Criciúma [CRI] BandeiraCriciuma.svg Criciúma 54 1949, 1951, 1955, 1957-1960, 1965-1969, 1977-2018
Blumenau [BEC] Blumenau bandeira.jpg Blumenau 48 1927-28, 1932-33, 1941-42, 1944-45, 1947-48, 1955-56, 1959-60, 1962-79, 1980-85, 1988-92, 1994-1998
Chapecoense Bandeira de Chapecó.JPG Chapecó 45 1974-2018
Joinville BandeiraJoinville.svg Joinville 43 1976-2018
Inter de Lages BANDEIRA DE LAGES.png Lages 39 1959-1960, 1964-1988, 1991-1995, 2001-2002, 2015-2018
Caxias BandeiraJoinville.svg Joinville 35 1928-1929, 1931, 1933, 1937-1941, 1944-1945, 1954-1957, 1959-1975, 2003-2004, 2006
Carlos Renaux [REN] Bandeira Brusque SantaCatarina Brasil.jpg Brusque 33 1930, 1941-1943, 1945, 1950, 1952-1954, 1956-1959, 1961-1965, 1968-1971, 1974-1984
Hercílio Luz Bandeira.tubarão.jpg Tubarão 33 1939-1942, 1949, 1951-1953, 1957-1960, 1962, 1964-1973, 1975, 1984-1991, 1995, 2018
Legenda
     Participou da última edição do Campeonato Catarinense.

Campeões consecutivos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af Não houve partida final. O Campeonato foi decidido por pontos corridos.
  2. O Figueirense foi campeão do primeiro e segundo turno, não houve necessidade de final.
  3. O Joinville, que chegou em primeiro no hexagonal final e teve o direito de decidir o campeonato em casa, foi penalizado com a perda de pontos pela escalação de um jogador irregular. Ao descumprir o regulamento, os mandos da final do campeonato foram invertidos e os dois empates, conforme regimento da competição, deram legitimidade ao título de 2015 ao Figueirense.

Referências

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  2. «Catarinense é o Estadual mais equilibrado do Brasil». EF Deportes. Janeiro de 2014. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  3. «Avaí, o primeiro campeão catarinense». Clic RBS. 12 de outubro de 2011. Consultado em 2 de outubro de 2017 
  4. «Chape perde, mas é campeã catarinense e conquista 1º título após tragédia». UOL. 7 de maio de 2017. Consultado em 2 de outubro de 2017 
  5. «Santa Catarina tem cinco times entre os 40 melhores do futebol brasileiro». DC. 24 de novembro de 2012. Consultado em 15 de junho de 2017 
  6. «CAMPEÕES E VICE-CAMPEÕES DO FUTEBOL CATARINENSE». FCF. Consultado em 2 de outubro de 2017 
  7. «O campeonato que não aconteceu». Clic RBS. 19 de setembro de 2011. Consultado em 2 de outubro de 2017 
  8. «Série D terá mais oito clubes em 2016». CBF. 15 de março de 2016. Consultado em 2 de outubro de 2017 
  9. «História da Federação Catarinense de Futebol». Site Oficial FCF. Consultado em 28 de abril de 2017 
  10. «A força do futebol catarinense está na rivalidade regional». UOL. 4 de dezembro de 2014. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  11. «Especialistas avaliam qual clássico é o maior de Santa Catarina». DC. 12 de fevereiro de 2013. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  12. «Rivalidade regional levantou o futebol de Santa Catarina, diz comentarista». DC. 30 de novembro de 2014. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  13. «Aniversariante do dia: Caxias FC». ClicRBS. 12 de outubro de 2011. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  14. «Memória SC: em 1931 o Lauro Müller conquistou o título catarinense com um WO». ClicRBS. 24 de junho de 2013. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  15. «O primeiro título estadual de um time de Itajaí». ClicRBS. 31 de janeiro de 2014. Consultado em 15 de junho de 2017 
  16. «Livro afirma que Estadual teve dois campeões nos anos de 35 e 36». ClicRBS. Consultado em 2 de outubro de 2017 
  17. «Jogos Históricos: CIP campeão catarinense de 1938». ClicRBS. 16 de abril de 2013. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  18. «Diplomas aos campeões do tetra». Avaí FC. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  19. «O campeonato estadual paralelo que só tinha times do interior». ClicRBS. 20 de janeiro de 2014. Consultado em 15 de junho de 2017 
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  21. «História Paula Ramos». Site Paula Ramos. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  22. «"Campeonato Estadual de 1964"». GE Olímpico. Consultado em 2 de outubro de 2017 
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  27. «Ex-goleiro lembra títulos do JEC: o que "esqueceu" e o que virou São Marcão». Globo Esporte. 22 de abril de 2014. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  28. «Após 11 anos, Chapecoense é campeã catarinense». TERRA. 6 de maio de 2007. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  29. «Figueirense supera Guarani e é tri catarinense». Globo Esporte. 18 de abril de 2004. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  30. «Título da Chape de 2011 acaba com os vices do técnico Mauro Ovelha». Globo Esporte. 18 de maio de 2013. Consultado em 8 de outubro de 2017 
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  32. «Criciúma é campeão estadual de 2013». ND Online. 19 de maio de 2013. Consultado em 15 de junho de 2017 
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