Campina (Belém)

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Campina
  Bairro do Brasil  
Passagem do Círio de Nazaré na Avenida Presidente Vargas
Passagem do Círio de Nazaré na Avenida Presidente Vargas
Distrito Centro Histórico de Belém
Distrito do Centro
Zona Centro-Sul de Belém
Município Coat of arms Belem do Para Brazil.jpg Belém, Brasão do Pará.svg Pará
Área
- Total 95,8 ha
População
 - Total 6,156 (em 2 010)
    • Densidade 5.976 hab./km²
Domicílios 2 385
Fonte: Não disponível

Campina é um bairro histórico situado na cidade brasileira de Belém, capital do estado do Pará.

É um bairro de fortes referências econômico-turístico-cultural, muitas de suas ruas foram criadas no período colonial, o traçado do bairro é composto de ruas estreitas e quarteirões irregulares. Fazendo parte do trajeto da procissão religiosa do Círio de Nazaré, também, contem os mais antigos cartões postais e centros culturais da cidade, como: o Theatro da Paz (Uma das sete maravilhas brasileiras), o Ver-o-Peso e a Estação das Docas, a Academia Paraense de Letras. Sua característica comercial mantida desde o final do século XIX, que erroneamente lhe é atribuído o nome de Comércio, estampados também em suas placas de ruas, no entanto a denominação oficial do bairro continua sendo Campina.

Com o tombamento patrimonial, o bairro tornou-se uma área onde os empreendimentos imobiliários ficaram estagnados, por conta das normas municipais que não permitem a construção de edifícios no local. Porém o bairro continua sendo valorizado, o centro comercial com sua grande variedade de serviços, a localização estratégica, o contato com o patrimônio histórico, a comodidade é principalmente o fato de o bairro ser ponto de passagem da procissão religiosa do Círio de Nossa Senhora de Nazaré foram responsáveis por ainda manter o metro quadrado da Campina entre os mais caros da capital paraense .

A primeira grande avenida da cidade foi aberta nesta região, como o Nome de Avenida 15 de Agosto, atualmente é uma das mais importantes vias da capital paraense, com o Nome de Avenida Presidente Vargas. Nesta avenida está sedes de bancos como Banco da Amazônia, Banco do Estado do Pará e Banco do Brasil, a sede regional do Ministério da Fazenda, e nas proximidades, o Banco Central, além de prédios com representações de empresas, configurando dessa forma o coração financeiro da capital do Pará. Apesar de ser o segundo bairro mais antigo de Belém, Campina concentra o maior número de imóveis históricos da capital paraense, abrigando centenas de casarões e sobrados que datam dos séculos XVIII e XIX. A Campina juntamente com parte do bairro da Cidade Velha, forma o Centro Histórico de Belém, um dos maiores e mais íntegros conjuntos urbanos do país tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2011. O bairro destaca-se também pela grande quantidade de praças, sendo o bairro de Belém com maiores áreas de praças. Por conta da intensa atividade comercial na porção norte da Campina, é uma grande movimentação de pessoas e veículos durante o dia, porém essa atividade comercial causa uma pequena presença de moradores, o que torna o local soturno as noites e madrugadas .


Apesar do tombamento, ainda existem muitos problemas que dificultam a conservação deste valioso patrimônio cultural. O principal deles é a má utilização da área como Centro Comercial(O Comércio). Casarões seculares são ocupados por estabelecimentos comerciais que em muitos casos, modificam, alteram e descaracterizam essas construções, outra adversidade é a poluição visual, que atinge níveis alarmantes, causada pela quantidade abusiva de placas publicitárias das lojas e os vendedores ambulantes que ocupam irregularmente ruas e calçadas, causando um grande transtorno na área. Há também inúmeros casarões que foram destruídos ou estão sendo destruídos para dar lugar a estacionamentos clandestinos. O trânsito caótico, o abandono dos proprietários e o descaso das autoridades contribuem ainda mais para a depredação da memória da cidade. O velho centro comercial possui poucos moradores, o que deixa suas ruas desertas e causa sensação de insegurança em seus pedestres durante a noite. .


História[editar | editar código-fonte]

Após a fundação de Belém em 1616, a expansão do núcleo de ocupação belenense no Forte do Castelo para outras áreas da Cidade Velha e para a Campina se processou através de doações de terras a colonos portugueses e a ordens religiosas. A Ordem dos Capuchos de Santo Antônio fundou o seu convento em 1626, sendo esta a primeira construção do bairro. Em 1640, a Ordem dos Mercedários também ergueram um convento na área. De início a ocupação do bairro ficou limitada a região próxima a praia, que era denominada de Praia da Campina. A primeira rua aberta do bairro foi a Rua da Praia, atual XV de Novembro. O interior do bairro era alagadiça, conhecido como Pântano de Piry. Por muitos anos este pântano e o pouco crescimento da população de Belém impediram a expansão da cidade. Por volta de 1676, colonos açorianos ajudaram a expandir o bairro. Com necessidade de abrir uma rua para abrigar os novos habitantes, dando origem a Rua São Vicente (Atual Manuel Barata). A partir desse momento a cidade começa a apresentar um aumento populacional e o bairro começa a se distanciar do litoral. A grande área alagada do Piry foi aterrada em meados do século XVIII, o que determinou os rumos da evolução urbana da cidade. Nesta época construções monumentais foram erguidas no bairro, principalmente pelas mãos do arquiteto Antonio Landi .

Rua Conselheiro João Alfredo no início do Século XX.

A principal atividade econômica de Belém no período colonial era a exportação de drogas do sertão, que eram determinadas especiarias extraídas das florestas, como castanha-do-pará, cupuaçu, canela, urucum e plantas medicinais. A única estrutura portuária da cidade neste período era a Doca do Ver-o-Peso, que atualmente é um grande complexo de mercados. Em 1774, a província do Grão-Pará foi desmembrada do Maranhão e a capital que antes era São Luís passou a ser Belém, fato que contribuiu ainda mais para o crescimento populacional. No início do século XIX o bairro ficou razoavelmente demarcado em dois setores: o Commércio, que era a parte litorânea e mais antiga do bairro e a Campina, a zona de aterramentos do Pântano de Piry. Entre 1835 e 1836 Belém tornou-se o theatrum da Guerra da Cabanagem, um levante popular revolucionário. Em 7 de janeiro de 1835 os rebeldes atacaram e ocuparam a capital da província em apenas um dia. Em agosto de 1835, os rebeldes invadiram a cidade novamente, e muitos embates e escaramuças foram travados pelas ruas e esquinas da cidade, inclusive no próprio bairro, luta essa que se estendeu por nove dias, encerrando após a retirada das tropas legalistas da cidade. O momento mais culminante dessa batalha foi o Embate dos Mercedários. Na época, o convento da Igreja das Mercês era um depósito de pólvora e armas, o que seria crucial para os cabanos. Durante o embate 800 cabanos morreram na ação, entre eles o líder Antônio Vinagre. Depois da evacuação das tropas imperiais, Belém foi sitiada e bombardeada até 13 de maio de 1836, quando Belém foi abandonada pelos cabanos e tropas legalistas retomaram a capital, a guerra pelo interior da província se estendera até 1840 .

Após a guerra, Belém estava devastada e teve sua economia enfraquecida, assim como outras cidades da província. Entre 1860 e 1920, acontece o maior surto econômico da região, gerada pela riqueza da produção da borracha. O apogeu de Belém transcorre entre 1890 e 1912, época em que as construções da cidade seguiam padrão europeu, principalmente com traços culturais ligados a França, este Ra o período da Belle Époque em Belém. O bairro ganhou grandes obras de urbanização durante o governo do Intendente Antônio Lemos, que realizou obras de saneamento, calçamento de ruas e a criação dos sistemas de bondes elétricos. Com o início do ciclo econômico da borracha, a Doca do Ver-o-Peso já não atendia a quantidade de navios e embarcações que vinham a Belém, com isso foi construído o Porto de Belém, com estrutura de ferro importada da Inglaterra, os primeiros três galpões foram concluídos em 1909, onde hoje está a Estação das Docas. Enquanto os barões da borracha e famílias abastadas construíam seus palacetes em bairros distantes como Nazaré, Umarizal e Batista Campos, a Campina se configurou como centro comercial de Belém, característica que carrega até os dias de hoje .

Geografia[editar | editar código-fonte]

O bairro faz limites com a Baía do Guajará ao norte, o Reduto a leste, a Cidade Velha a oeste e Nazaré e Batista Campos ao sul. Campina possui uma área de 95,8 hectares e uma população de 6.156 habitantes segundo dados do IBGE 2010. O bairro tem 87 Quarteirões, cinco avenidas, dezesseis ruas e doze travessas. Faz parte do Centro Histórico de Belém, localizado na Zona Centro-Sul da cidade, no Distrito Administrativo do Centro de Belém (Áreas nobres segundo o IBGE) .

Principais vias e logradouros[editar | editar código-fonte]

  • Avenida Presidente Vargas (Primeira grande avenida da cidade, é o coração financeiro da capital paraense, abrigando sedes de diversas instituições e bancos. A via é bastante arboriza e possui um grande túnel de mangueiras.)
  • Avenida Boulevard Castilho França (Margeante a Baía de Guajará, nela estão algumas praças, parte do Porto de Belém e a Sede da Companhia Docas do Pará. Há também pontos turísticos como o Ver-o-Peso, a Estação das Docas e casarios históricos.)
  • Rua Conselheiro João Alfredo (Via mais importante da cidade no período colonial, seu primeiro nome foi Estrada dos Mercadores e mais tarde Rua da Cadeia.)
  • Rua Gaspar Viana (Nela está a Igreja das Mercês, já foi chamada de Rua do Açougue e tempos depois Rua da Indústria.)
  • Rua 15 de Novembro (Anteriormente chamava-se Rua da Praia, por estar margeante a Praia da Campina, no Brasil Império chamou-se Rua Imperatriz e no período republicano recebeu a atual denominação, em homenagem a Proclamação da República,)
  • Rua 13 de Maio (Homenagem a data em que tropas legalistas retomaram a cidade que estava sob domínio dos rebeldes cabanos.)
  • Travessa Padre Eutíquio (Principal transversal do bairro, liga o Centro Comercial aos bairros de Batista Campos e Condor.)
  • Travessa Frutuoso Guimarães
  • Travessa Padre Prudêncio
  • Travessa Campos Sales
  • Travessa Leão XIII
  • Praça da República (Antigo depósito de pólvora, é a mais importante praça de Belém, abriga dois teatros, três coretos históricos e inúmeras feiras de artesanato.)
  • Praça Waldemar Henrique (É caracterizada por ser uma praça temática, há uma concha acústica, que serve como palco de diversos eventos.)
  • Praça das Mercês (Palco de batalhas da cabanagem possui um monumento de bronze que homenageia o governador do Pará, Doutor Malcher.)
  • Praça da Bandeira
  • Praça dos Estivadores

Turismo[editar | editar código-fonte]

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, o bairro tem nítida vocação turística em relação ao seu patrimônio histórico e cultural. Outro fator que aquece a economia de turismo da área é a grande quantidade de hotéis e pousadas espalhadas pelo bairro, concentradas principalmente em lugares próximos a Praça da República e na Avenida Presidente Vargas. Grande parte do trajeto da maior manifestação religiosa do mundo, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré cruza vias como a Avenida Presidente Vargas, Avenida Marechal Hermes e Avenida Boulevard Castilho França . Entre os diversos pontos de interesse do bairro, destacam-se:

  • Theatro da Paz – Magnífico e requintado teatro em estilo neoclássico, é uma das sete maravilhas do Brasil, construído com dinheiro advindo ciclo da borracha e concluído em 1878, foi batizado em alusão ao fim da Guerra do Paraguai. Destacam-se na construção materiais e objetos trazidos da Europa, como os lustres e estátuas de bronze francês, o piso português e a escadaria de mármore italiano .
  • Estação das Docas – O antigo porto do início do século XX foi restaurado para servir de espaço turístico. Os seus três armazéns de ferro com estrutura inglesa foram transformados em centro de entretenimento com lojas de artesanato, restaurantes, cervejaria, teatro e centro de exposições .
  • Complexo Ver-o-Peso – Formado pelo Mercado Francisco Bolonha, o Mercado de Ferro, o Solar da Beira e mais de 1.500 feiras, conferiram o Ver-o-Peso como a maior feira livre da América Latina. A estrutura que antes era um antigo porto fiscal criado em 1627, se converteu como ponto de comercialização no final do Século XIX .
  • Igreja de Santana – Construção inicial de 1762 e aberta em 1782, todo seu projeto é atribuído ao arquiteto italiano Antônio Landi. A igreja possui estilo italiano marcante, lembrando igrejas venezianas, tendo uma bela cúpula central. Sofreu uma reforma externa em 1839 e foram incluídas em seu projeto duas torres que não eram originais .
Igreja das Mercês e Convento dos Mercedários
  • Igreja das Mercês – Uma das raras igrejas do Brasil que possuem fachada em perfil convexo, o complexo dos Mercedários contemplava o convento e a igreja contigua do ao prédio. Concluída em 1763 com ajuda do arquiteto Antônio Landi, abrigou a ordem religiosa dos mercedários até sua expulsão do Pará, deixando um grande espólio de obras bibliográficas. A igreja também foi palco de lutas sangrentas da Cabanagem .
  • Igreja do Rosário dos Homens Pretos – Construída pela Irmandade do Rosário dos Homens Pretos, a igreja em estilo árabe e tem indícios que atribuem sua arquitetura ao arquiteto Landi. A edificação atual foi concluída em 1796. Em seu largo foi enterrado o líder cabano Antônio Vinagre, morto em combate em agosto de 1835 .
  • Capela e Convento de Santo Antônio – A capela e o convento são exemplares da cultura artística ibérica e franciscana do século XVIII. A sua estrutura severa e sólida, foi erguida à margem da baia do Guajará e a atual distância entre o prédio e a baia se deve ao aterro e reconstrução realizada em 1736. Este templo guarda uma vasta coleção de azulejos portugueses. O convento foi construído em 1743 e a capela em 1754 .
  • Capela Bom Jesus dos Passos – Erguida em 1784, está situada no burburinho do centro histórico. A capela apresenta traços característicos de Landi, sendo está uma construção de pequenas dimensões .
  • Cine Olímpia – É o cinema mais antigo do Brasil em funcionamento, construído em 1912, nos tempos áureos da borracha, foi frequentado por personalidades importantes da cidade, entrou em declínio com a modernização da cidade e a construção de shoppings, sendo adquirido pela prefeitura para funcionar como espaço cultural .

Cultura[editar | editar código-fonte]

Patrimônio Histórico[editar | editar código-fonte]

Segundo bairro mais antigo da cidade de Belém, Campina possui a maior quantidade de imóveis históricos da capital paraense, reunindo centenas de casarões e sobradados azulejados que datam dos séculos XVIII, XIX e XX. Por conta desses valiosos casarões centenários, o bairro juntamente com parte da Cidade Velha foi tombado pelo IPHAN em 2011, formando assim o Centro Histórico de Belém, um dos maiores e mais íntegros conjuntos urbanos do país. Mas apesar do tombamento, os vários problemas para a conservação desse sítio histórico continuam existindo. Poluição visual, ocupação desordenada de vendedores ambulantes em ruas e calçadas, demolição de casarões para ceder lugar a estacionamentos clandestinos, abandono de proprietários e descaso das autoridades. Apesar de ainda hoje o bairro possuir uma vasta quantidade de imóveis e construções históricas, muitos já desapareceram, O maior exemplo dessas construções que já foram perdidas é a Fábrica de Chocolates Palmeira, fundada em 1882, ficava localizada próxima a Igreja de Santana, foi demolida na década de 80 .

A poluição visual no centro comercial é o principal problema de conservação deste patrimônio. Nas ruas onde há grande concentração comercial como a João Alfredo, há inúmeros prédios históricos com suas fachadas encobertas por placas e letreiros publicitários. Apesar de essa ação ser Restritas pelo Código de Posturas do Município e pela Lei 8.106/2001, que estabelece normas para a publicidade de rua na capital, as interferências irregulares em fachadas de imóveis privados no bairro do Comércio jamais foram fiscalizadas pelo poder público. O resultado dos anos de descaso é a descaracterização quase total dos imóveis seculares do centro. Em todo o bairro, a fiação aérea também afeta o patrimônio histórico, gerando riscos de incêndios e contribuindo ainda mais para a poluição visual .

Na porção comercial da Campina, muitos casarões foram modificados ou descaracterizados para atender as exigências dos proprietários que transformaram estes espaços em estabelecimentos comerciais. Na porção residencial do bairro, o abandono e a depredação dos casarios é constante. Muitos prédios seculares estão perecendo. Existe uma grande presença de casas que tiveram suas portas e janelas fechadas com tijolos para evitar invasões. Há imóveis que estão abandonados há décadas e que apresentam crescimento de vegetações em seu interior. Também à presença de casarões que restaram somente sua fachada. Muitos casarões abandonados que não possuem proprietários são usados como esconderijo por assaltantes e usuários de drogas. O roubo e furto de azulejos dos casarões também é um ato comum nas áreas residenciais da Campina .

Consequências recentes do descaso que ocorre no velho centro comercial é o furto de azulejos e o desabamento das estruturas dos casarões. Em 28 de o Palacete Vitor Maria da Silva, mais conhecido como Casarão do Ferro de Engomar, na Travessa Veiga Cabral com Rua Presidente Pernambuco, abrigava em seu interior painéis de azulejos franceses. Partes das grades e dos painéis foram destruídas ou desapareceram. Poucas semanas depois o casarão da Kamara Kó Galeria e outros dois da Rua Riachuelo tiveram seus azulejos roubados. Em 22 de abril do mesmo ano parte de um casarão centenário na Rua João Alfredo desabou. Há dezenas de casarões que corre risco de desabar, o que representa um perigo para as pessoas que trafegam pelo bairro e evidenciam as poucas ações de preservação da memória da cidade .

Teatros[editar | editar código-fonte]

Belem-TeatroPaz1.jpg

Há na Campina quatro teatros e um anfiteatro. O maior e mais importante teatro da região norte do Brasil está inserida no bairro, localizado na Praça da República, está o Theatro da Paz, inaugurado em 1878, tem capacidade para 880 pessoas. O Teatro Maria Sylvia Nunes na Estação das Docas é uma das mais modernas e sofisticadas salas de espetáculos do norte do Brasil, com lotação máxima de 426 lugares. Outras casas de espetáculos também importantes são o histórico Teatro Waldemar Henrique, que foi recentemente restaurado e o Teatro do grupo Cuíra. O Anfiteatro de São Pedro Nolasco está instalado nas ruínas do antigo forte de mesmo nome na Estação das Docas .

Museus[editar | editar código-fonte]

Não há grandes museus no bairro, a principal galeria de arte da área é a Kamara Kó Galeria, situada na Rua Riachuelo. O Casarão Cultural SESC Boulevard também é um importante ponto de exposição de obras de arte .

Economia[editar | editar código-fonte]

Há no bairro 16 agências bancárias, três agências de correios, três hospitais e um centro de saúde, cinco grandes farmácias e uma delegacia. Também estão na Campina duas escolas tradicionais de Belém, o particular Colégio Santo Antônio e o público Colégio Paes de Carvalho. Em seu centro comercial existem milhares de estabelecimentos comerciais e vendedores ambulantes que comercializam produtos variados. Há também três shoppings populares, dois mercados mercado (Mercado Bolonha e Mercado de Ferro) e uma feira (Ver-o-Peso)* .

Notas e referências

  • [1] População nos bairros de Belém, em O Pará nas ondas do rádio
  • [2] Moradia é central, Belém
  • [3] Memórias Da Belém de antigamente: Espaço sociocultural da cidade
  • [4] Diário do Pará - Investir Bem Ímoveis, Campina
  • [5] BelémTur - pontos turísticos
  • [6] Cultura Pará - Museus, Galerias e Teatros
  • [7] A João Alfredo e a Campina pouco a pouco perdem o brilho da Belle Époque.
  • [8] Mais imóveis saqueados na Campina.