Campo Grande (Rio Grande do Norte)

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Município de Campo Grande
Bandeira de Campo Grande
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Aniversário 5 de abril
Fundação 1756
Gentílico campograndense
Prefeito(a) Manoel Fernandes de Gois Veras (DEM)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Campo Grande
Localização de Campo Grande no Rio Grande do Norte
Campo Grande está localizado em: Brasil
Campo Grande
Localização de Campo Grande no Brasil
05° 51' 50" S 37° 18' 36" O05° 51' 50" S 37° 18' 36" O
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Médio Oeste IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes ao norte com Upanema, ao sul com Belém do Brejo do Cruz (Paraíba), a leste com Jucurutu, Triunfo Potiguar e Paraú e a oeste com Caraúbas, Janduís e Messias Targino.
Distância até a capital 273 km
Características geográficas
Área 896,962 km² [2]
População 9 768 hab. IBGE/2017[3]
Densidade 10,89 hab./km²
Altitude 96 m m
Clima semi-árido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,611 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 35 164,576 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 824,73 IBGE/2008[5]

Campo Grande é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. Está localizado na microrregião do Médio Oeste. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2016 sua população era estimada em 9.742 habitantes. Área territorial de 897 km². Segundo o Departamento Estadual de imprensa do Rio Grande do Norte no dia 6 de dezembro de 1991, através da Lei nº 155, a denominação do município foi alterada, de Augusto Severo para o seu antigo nome Campo Grande.

O município foi emancipado de Assu através da Lei nº 114, de 04 de setembro de 1858.

Limita-se com os municípios de Upanema (norte), Caraúbas, Janduís e Messias Targino (oeste), Paraú e Triunfo Potiguar (leste) e com o estado da Paraíba (sul).

A sede do município está a 5° 51’ 50” de latitude sul e 37° 18’ 36” de longitude oeste. A altitude é de 96 m acima do nível do mar e a distância rodoviária até a capital é de 265 km. A pluviosidade média aferida no município, segundo o IDEMA é de 743,8 mm.

Ainda de acordo com o IDEMA, o solo da região é do tipo bruno não cálcico vértico. O solo tem aptidão regular e restrita para pastagem natural. É apto para culturas de ciclo longo como algodão arbóreo, sisal, caju e coco. algumas área indicadas para preservação da flora e da fauna ou para recreação.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes da Serra Cepilhada foram os índios Pêgas, pertencentes a nação dos tapuias.

A área onde se localiza o município, começou a ser colonizada nas primeiras décadas do século XVIII, com a construção da Fazenda Campo Grande por volta de 1720, pelo Capitão-mor Manoel Ignácio D'Oliveira Gondim, também chamado de Capitão Gondim.

A região passou a se chamar Campo Grande, devido as extensas campinas situadas à margem esquerda do rio Upanema, campinas essas bastantes propícias a atividade agro-pastoril.

Nos idos de 1761, o sargento-mor João do Vale Bezerra adquiriu, em hasta pública, as terras da serra Cepilhada, pertencentes anteriormente ao português Gondim, surgindo então a povoação de Campo Grande e a história de uma serra que com o passar do tempo passou a ser chamada de Serra de João do Vale.

Foram construídas casas para a família e descendentes de João do Vale, edificada uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Santana. A data para a edificação da capela de Sant'Ana, marco importante para o surgimento da vila diverge em virtude da isuficiência de documentos históricos, o certo é que a doação do terreno para a construção da mesma ocorreu no ano de 1756 e a primeira missa foi celebrada em agosto de 1766.

Em 04 de setembro de 1858, a Lei nº 114 criou o município com a denominação de Campo Grande. Interesses políticos, entretanto, fizeram com que essa Lei fosse derrogada em 1868, passando Campo Grande a simples posição de distrito do recém-criado município de Caraúbas. A Lei nº 613, de 30 de março de 1870, restaurou o município com a denominação, de Triunfo. Em 28 de agosto de 1903, a Lei nº 192 originada do projeto do Deputado Luís Pereira Tito Jácome, mudou o nome do município para Augusto Severo, em homenagem ao inventor do dirigível Pax, Augusto Severo de Albuquerque Maranhão.

No dia 6 de dezembro de 1991, através da Lei nº 155, o município de Augusto Severo voltou ao seu antigo nome Campo Grande.

Economia[editar | editar código-fonte]

De acordo com dados do IPEA do ano de 1996, o PIB era estimado em R$ 12,04 milhões, sendo que 53,5% correspondia às atividades baseadas na agricultura e na pecuária, 1,7% à indústria e 44,8% ao setor de serviços. O PIB per capita era de R$ 928,28.

Em 2002, conforme estimativas do IBGE, o PIB havia evoluído para R$ 15,81 milhões e o PIB per capita para R$ 1.746,00.

Produção agrícola[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Lavoura Quantidade produzida (ton.) Valor da produção (R$ mil) Área plantada (ha.) Área colhida (ha.) Rendimento médio (kg/ha.)
Algodão herbáceo (em caroço) 30 27 50 50 600
Banana 132 40 8 8 16.500
Castanha-de-caju 90 81 300 300 300
Coco-da-baía 13 (mil frutos) 4 3 3 4.333 frutos/ha.
Feijão (em grão) 900 540 2.250 2.250 400
Mandioca 37 7 5 5 7.400
Milho (em grão) 1.400 560 1.900 1.900 736

Pecuária[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Rebanho Efetivo (cabeças)
Bovino 4.282
Suíno 2.152
Equinos 621
Asininos (jumentos) 487
Muares (mulas) 498
Galinhas 5.828
Galos, frangas, frangos e pintos 7.010
Caprinos 7.110
Vacas ordenhadas 1.028
IBGE (2002)
Gênero Produção
Leite de vaca 637 (mil litros)
Ovos de galinha 36 (mil dúzias)
Mel de abelha 592 kg

Zona Urbana[editar | editar código-fonte]

A Zona urbana do município de Campo Grande é constituída pelos seguintes bairros: Centro, Alto de Santana, Alto da Esperança, Alto da Capela, Conjunto COHAB, conjunto IPE e Loteamento São Pedro.

Dados estatísticos[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

IBGE (2003)
Ensino Alunos matriculados Professores
Fundamental 2.115 108
Médio 465 13
  • Analfabetos com mais de quinze anos: 36,75% (IBGE, Censo 2000).

IDH[editar | editar código-fonte]

PNUD (2000)
IDH 1991 2000
Renda 0,423 0,529
Longevidade 0,497 0,609
Educação 0,528 0,694
Total 0,483 0,611

Saneamento urbano[editar | editar código-fonte]

IBGE (2000)
Serviço Domicílios (%)
Água 86,4%
Esgoto sanitário 1,8%
Coleta de lixo 75,9%

Saúde[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. Consulta de área, população e dados básicos dos municípios. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2017 https://www.ibge.gov.br/geociencias-novoportal/organizacao-do-territorio/estrutura-territorial/15761-areas-dos-municipios.html?t=destaques&c=2401305. Consultado em 30 de outubro de 2017  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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