Canal Livre
Canal Livre
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|---|---|
Logotipo do programa | |
| Informações gerais | |
| Formato | Talk show |
| Gênero | Jornalismo |
| Criação | Grupo Bandeirantes de Comunicação |
| Direção | Fernando Mattar |
| Apresentação | Rodolfo Schneider |
| País de origem | |
| Idioma original | (em português brasileiro) |
| Produção | |
| Produtor executivo | Renan Salmin |
| Duração | 60 Minutos |
| Empresa produtora | Band |
| Formato | |
| Formato de imagem | 480i (SDTV) 1080i (HDTV) |
| Exibição original | |
| Emissora | |
| Transmissão | Primeira Fase: 17 de agosto de 1980 – 1996
Segunda Fase: 26 de maio de 2002 – presente |
| Programas relacionados | |
| Roda Viva Sem Censura Show Business | |
Canal Livre é um talk-show jornalístico exibido semanalmente pela Rede Bandeirantes à 00h00 de domingo e pelo BandNews TV ás 23h30 de segunda-feira. Durante cerca de 12 anos, passaram pelo programa figuras importantes do cenário nacional e internacional como Lula, FHC, José Serra, Caetano Veloso, Darcy Ribeiro, Tom Jobim, Chico Buarque, Alceu Amoroso Lima e Daniel Ortega. Atualmente, tem a apresentação de Fernando Mitre, Rodolfo Schneider e jornalistas convidados.
História
[editar | editar código]O Canal Livre é um dos programas de entrevistas mais representativos da história da televisão brasileira, símbolo de independência nos anos 1980 e 1990. Ganhou destaque desde os tempos de luta pela liberdade democrática e firmou-se como um programa de grande prestígio no Brasil e no exterior. Nas noites de domingo, o Canal Livre permanece fiel à marca forte que lhe deu origem.
"A Band sempre fez um jornalismo com coragem, e o Canal Livre é um símbolo disso", ressalta Fernando Mitre, diretor nacional de jornalismo da emissora. Exibido de um estúdio especialmente desenvolvido e desenhado para ele, o programa dedica-se sempre a fazer entrevistas em profundidade com personalidades nacionais e internacionais, como chefes de Estado e lideranças expressivas nos meios político, econômico, empresarial, artístico e esportivo. Os jornalistas e o entrevistado ficam numa mesa redonda sob o foco de três câmeras cruzadas. Além disso, as imagens são registradas por uma quarta câmera móvel num trilho circular.
O diretor nacional de jornalismo diz que o Canal Livre vai recorrer ao material de pesquisa sobre o entrevistado para ilustrar o assunto. O arquivo da Band também vai resgatar imagens de momentos históricos do programa. O seu surgimento, em 1980, coincidiu com o processo de abertura política no país. Em plena ditadura, era uma tentativa de levar para a TV um jornalismo mais crítico, opinativo e independente. Esse objetivo era explícito inclusive no encerramento, quando a voz de Sargentelli era ouvida em off na leitura dos Direitos Humanos.
Mudanças
[editar | editar código]O programa estreou em 17 de agosto de 1980, sendo exibida aos domingos às 22h15, tendo como primeiro apresentador o jornalista Roberto d'Ávila e seu primeiro entrevistado foi o então ministro do Trabalho Murilo Macedo.[1][2]
Entre 1980 e 1996, além de Roberto D'Ávilla, passaram pela apresentação Belisa Ribeiro, Marília Gabriela, Silvia Poppovic e Flávio Gikovate. Em meados de 1996, o programa deixa a grade de programação da Rede Bandeirantes.
Em 26 de maio de 2002, o programa reestreou com apresentação de Márcia Peltier, retomando ao formato de entrevistas, passando a ser transmitido aos domingos das 21h30 às 22h30. O primeiro entrevistado foi o então presidenciável Ciro Gomes.[3][4][5]
Em 2003, o programa passou a ser exibido ao vivo aos sábados, às 21h30 até 23h00, mas logo depois voltou a ser transmitido aos domingos, 00h00 até 01h00. Ainda em 2003, as transmissões ao vivo passaram a ocorrer esporadicamente, em edições especiais do programa e a apresentação passou a ser de Bira Valdez até o ano de 2005, quando Joelmir Betting assumiu o posto.
De 2011 à 2018, a direção do programa passou para as mãos da jornalista Paula Azzar.[6]
Mediadores
[editar | editar código]| Mediador | Temporadas |
|---|---|
| Roberto d'Ávila | 1980–1983[5] |
| Belisa Ribeiro | 1983–1986[5] |
| Marília Gabriela | 1987–1988[5] |
| Silvia Poppovic | 1988–1989[5] |
| Ney Gonçalves Dias | 1989–1990 |
| Gilse Campos | 1990-1991 |
| Flávio Gikovate | 1991–1996[7] |
| Márcia Peltier | 2002–2003 |
| Bira Valdez | 2003–2005[8] |
| Joelmir Betting | 2005–2012 |
| Boris Casoy | 2008–2016 |
| Ricardo Boechat[1] | 2016–2019 |
| Fábio Pannunzio[1] | 2016–2019 |
| Rafael Colombo[1] | 2019–2020 |
| Fernando Mitre[1] | 2016–presente |
| Rodolfo Schneider[1] | 2020–presente |
Ligações externas
[editar | editar código]Referências
- ↑ a b c d e f «Canal Livre: 38 anos do tradicional programa de debates da Band». Observatório da Televisão. 17 de outubro de 2018. Consultado em 22 de dezembro de 2018
- ↑ Senna, Paulo (12 de maio de 2002). «'CANAL LIVRE', POLÊMICA EM 80 - TV-Pesquisa». www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br. O Globo. Consultado em 22 de dezembro de 2018
- ↑ «Folha Online - Ilustrada - Band relança o histórico "Canal Livre" em maio - 25/04/2002». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 22 de dezembro de 2018
- ↑ «ISTOÉ Gente». www.terra.com.br. Consultado em 22 de dezembro de 2018
- ↑ a b c d e Padglione, Cristina (19 de maio de 2002). «BAND REATIVA O BOM E VELHO 'CANAL LIVRE' TV-Pesquisa». www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br. Estadão. Consultado em 22 de dezembro de 2018
- ↑ «Direitos de TV: decisão do campeonato francês será nesta quinta». tvefamosos.uol.com.br. Consultado em 22 de dezembro de 2018
- ↑ «Gikovate abre Canal Livre ao psicologismo TV-Pesquisa». www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br. 31 de março de 1991. Consultado em 22 de dezembro de 2018
- ↑ «Jornalismo perde Bira Valdez». Portal IMPRENSA - Notícias, Jornalismo, Comunicação (em inglês). Consultado em 22 de dezembro de 2018