Canal Meno-Danúbio

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Percurso do canal Meno-Danúbio.
O canal Meno-Danúbio no contexto da conexão Mar NegroMar do Norte.
Projetos de conexão do rio Meno com o rio Danúbio.
km 0,00 do canal Meno-Danúbio.
Canal Meno-Danúbio - parte do rio Altmühl.

O canal Meno-Danúbio (em alemão Main-Donau-Kanal, Rhein-Main-Donau-Kanal ou Neuer Kanal, em português também: canal Reno-Meno-Danúbio) é um canal alemão de 171 quilômetros que faz a conexão entre o rio Danúbio e o rio Meno, ligando ambos ao rio Reno, possibilitando assim o mais curto percurso de transporte fluvial de Constança (Romênia, Mar Negro) até o porto de Roterdão (Países Baixos, Mar do Norte).

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes e planos[editar | editar código-fonte]

Planos de conexão do rio Danúbio com o rio Meno remotam ao ano de 793 quando Carlos Magno (Karl der Große) ordenou a construção de um canal (Fossa Carolina ou Karlsgraben) ligando os rios Altmühl e Schwäbische Rezat.[1]

Entre 1836 e 1846 foi construído o canal de Ludwig (Ludwigskanal), ligando as cidades Bamberg e Kelheim. O canal foi abandonado em 1950, não só por ter sofrido danos durante a Segunda Guerra Mundial mas também por questões técnicas (falta de água, muitas eclusas e largura reduzida, entre outros) e pela (re-)construção da rede ferroviária no sul da Alemanha, tornando o transporte hidroviário não rentável.

Para substituir a solução insuficiente do canal de Ludwig, a política do estado de Baviera elaborou em 1917 um projeto de lei - a base do tratado entre a Baviera e o Império Alemão assinando em 13 de junho de 1921, visando a construção de um novo canal, capaz de transportar navio cargueiros para águas interiores da classe dos navios que já circularam na época no rio Reno. Para gerenciar o projeto foi fundada a empresa Rhein-Main-Donau AG (mais tarde subsidiária da Bayernwerk, sede em Munique, pertence hoje aos grupos E.ON, 77,5%, e RWE, 22,5%) que recebeu uma outorga de concessão dos ganhos da energia hidráulica de diversos rios, entre outros do Meno, Danúbia e Altmühl, para financiar as obras.[2]

O plano se concretizou em 1939, um ano depois do Anschluss (a anexação político-militar da Áustria por parte da Alemanha Nazi), favorecendo o percurso Mindorf (Mindorfer Linie). Mas as obras iniciadas perto de Thalmässing (distrito de Roth) foram interrompidas em 1942.

Obras desde 1960[editar | editar código-fonte]

Em 1960 iniciaram-se as obras do canal com base do trecho atual. Até 1972 foi construída a parte do canal ligando Bamberg com Nuremberga. Em 1966 a Baviera e o Governo da Alemanha renegociaram o tratado de 1921. O tratado de Duisburg (Duisburger Vertrag[3]) estabeleceu novas condições de financiamento e execução das obras. Nos anos 80 e 90 o projeto recebeu críticas pelo impacto ambiental (especialmente no vale do Altmühl) e por passar limites do orçamento de estado.

Finalmente, em 25 de setembro de 1992 o canal foi aberto para o tráfego. Foram consumidos mais de 4,7 bilhõespb de marcos na construção.[1]

Volume de transporte[editar | editar código-fonte]

Em 2007 5.851 (2006: 5.857) navios atravessaram o canal transportando 6,65 milhões de toneladas (2006: 6,24). [4]

Referências

  1. a b «1992: Conclusão do Canal Meno-Danúbio». www.dw-world.de. Consultado em 22 de novembro de 2008  Texto " Calendário Histórico " ignorado (ajuda); Texto " Deutsche Welle " ignorado (ajuda)
  2. «Rhein-Main-Donau AG» (em alemão). www.rmd.de. Consultado em 22 de novembro de 2008 
  3. «Texto integral do tratado de Duisburg» (PDF) (em alemão). www.donauforum.de. Consultado em 22 de novembro de 2008 
  4. «Tráfego no canal Meno-Danúbio» (PDF) (em alemão). www.elwis.de. Consultado em 22 de novembro de 2008 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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