Candomblé bantu

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O candomblé bantu (ou candomblé de Angola)[1] é uma das maiores nações do candomblé. Desenvolveu-se entre escravos que falavam Kimbundu, Umbundu e kikongo.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra bantu significa "gente": é o plural de muntu, da raiz _ntu, que significa "pessoa". O termo "banto" foi utilizado pelos europeus colonizadores para identificar os povos da África Austral que falavam línguas bantas.

Principais Minkisi/Akixi[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Nkisi

O deus supremo e criador é Nzambi ou Nzambi Mpungu; abaixo dele, estão os Jinkisi/Minkisi, divindades da mitologia banta. Essas divindades se assemelham a Olorum e aos demais orixás da mitologia iorubá. Minkisi é um termo quicongo: é o plural de Nkisi, "receptáculo". Akixi provém do quimbundo Mukixi.

Ritual[editar | editar código-fonte]

No candomblé de angola, os sacramentos são:

Foto de um terreiro de candomblé de angola na Bahia, na década de 1940
  • 1 - Massangá: ritual de batismo de água doce (menha) na cabeça (mutue) do iniciado (ndumbi), usando-se, ainda, o kesu (obi).
  • 2 - Nkudiá Mutuè (bori)- ritual de colocação de forças (Kalla ou Ngunzu (Angola) = Asé (Axé) = Muki (Congo)), através do sangue (menga) de pequenos animais.
  • 3 - Nguecè Benguè Kamutué: ritual de raspagem, vulgarmente chamado de feitura de santo.
  • 4 - Nguecè Kamuxi Muvu: ritual de obrigação de 1 ano.
  • 5 - Nguecè Katàtu Muvu: ritual de obrigação de 3 anos (Nguece = obrigação): nessa obrigação, faz-se o ritual de mudança de grau de santo.
  • 6 - Nguecè Katuno Muvu: ritual de obrigação de 5 anos, com preparação quase idêntica à de um ano, só que acompanhada de muitas frutas.
  • 7 - Nguecè Kassambá Muvu: ritual de obrigação de 7 anos, quando o iniciado receberá seu cargo, passado na vista do público, sendo elevado ao grau de Tata Nkisi (zelador) ou Mametu Nkisi (zeladora).

As obrigações são de praxe para os rodantes, porque Kota (equede) e Kambondo (ogã) já recebem seus cargos na feitura, portanto já nascem com suas ferramentas de trabalho: dão suas obrigações para aprimorar seus conhecimentos.

No candomblé de angola, quem passa cargo são os enredos de Dandalunda. Isto é, não é preciso ser filho de Dandalunda, mas é ela quem autoriza aquela pessoa a receber o cargo.

Após 7 anos de obrigações, se renovarão a cada ano com rito de kesu (obi) ou bori, conforme o caso, repetindo-se as obrigações maiores de 7 em 7 anos para renovar e conservar o indivíduo forte, transformando-o em Kukala Ni Nguzu ("um ser forte").

Kunha Kele: sacramento realizado 3 meses e 21 dias após a feitura (tirada de kele), quando o santo soltará a Kuzuela = Ilá.

Ordem de barco (sequência das pessoas recolhidas juntas para iniciação) no candomblé de angola:

1º - Rianga, 2º - kaiadi, 3º - katatu, 4º - Kakuanam, 5º - katanu, 6º - Kassamanu, 7º - Kassambà.

Hierarquia[editar | editar código-fonte]

Na hierarquia do candomblé de angola, os cargos de maior importância e responsabilidade são:

  • Tata Nkisi (homem)
  • Mametu Nkisi (mulher)
  • Tata kamukenge/Tata ndenge: Pai Pequeno
  • Nengwa kamukenge/ Mametu ndenge: Mãe pequena
  • Kambondu: todos os homens confirmados
  • Makota: todas mulheres confirmadas
  • Kota Maganza: rodantes com mais de sete anos de iniciação.
  • Maganza: todos os rodantes iniciados.
  • Muzenza: rodantes em seu período de iniciação.
  • Ndumbe: pessoas não iniciadas

Além desses, existem vários outros cargos específicos para cada função dentro de uma Nzo (casa).

Makuria ou Comidas[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GIROTO, Ismael. O universo mágico-religioso negro-africano e afro-brasileiro: bantu e nàgó. Tese de Doutorado, USP, São Paulo, 1999. link.
  • LATELLI, Laura M. A prática do candomblé de Angola: o omolocô, o cabula, os embandas, os Luanda-quiocos. Rio de Janeiro: Eco, 1986.
  • OLIVEIRA, R. F. Hibridação Bantu: o percurso cultural adotado por um povo. Tese de doutorado (Curso de doutorado em Ciências da Religião) – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2015. link
  • PREVITALLI, Ivete Miranda. Candomblé: agora é Angola. 2006. 163 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2006. link.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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