Caneças

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Portugal Caneças  
—  freguesia portuguesa extinta  —
Aqueduto das águas livres em Caneças.jpg
Concelho primitivo Odivelas
Fundação 10 de Setembro de 1915
Extinção 28 de janeiro de 2013
Área
 - Total 5,85 km²
Gentílico: Canecense
Orago São Pedro
Pormenor do aqueduto das águas livres, em Caneças.

Caneças é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Odivelas, com 5,85 km² de área e 12 324 habitantes (2011). A sua densidade demográfica era 2 106,7 h/km².
Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013,[1] sendo o seu território integrado na freguesia de Ramada e Caneças.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Caneças inclui os sítios de Caneças, Lugar d'Além, Casal Novo, Piçarras e Vale Nogueira. Faz fronteira com as freguesias de Famões e da Ramada (no concelho de Odivelas), Loures (no concelho de Loures), Almargem do Bispo e Casal de Cambra (no concelho de Sintra).

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia da Caneças [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 096 1 181 1 367 1 962 2 709 3 812 6 937 9 664 10 647 12 324

Criada pela Lei nº 413, de 10/09/1915, com lugares da freguesia de Loures. Fez parte do concelho de Loures até 14 de Dezembro de 1998

Orago[editar | editar código-fonte]

Caneças tem por orago São Pedro.

História[editar | editar código-fonte]

Esta freguesia foi criada através da Lei n.º 413, de 10 de Setembro de 1915, por desmembramento da freguesia de Loures, integrando os lugares de Caneças e Vale de Nogueira.[3] Foi elevada a vila em 16 de Agosto de 1991, pela Lei n.º 77/91.[4] Em 1998, tornou-se uma das sete freguesias a integrar o novo concelho de Odivelas.

O seu nome, porém, demonstra a sua antiguidade: deriva do árabe al-kanissa, isto é, «igreja». A lenda popular, no entanto, é outra. Diz o povo que na passagem de D. Dinis, pela povoação, alguém lhe ofereceu água numa caneca, e daí a perpetuação do nome.

Desde sempre Lisboa teve problemas com o abastecimento de água. Na zona de Carenque, entre Belas e Caneças, podem encontrar-se restos de um dique romano. As canalizações romanas devem ter sido destruídas, em parte, pelos sismos. O mesmo deverá ter acontecido com os sistemas árabes.

Na Idade Média as carências de abastecimento de água são gravíssimas. No Séc. XV as naus que a Lisboa chegavam, de Lisboa partiam sem a aguada para a viagem. É D. João V que, através da cobrança de impostos sobre os produtos que entravam na cidade, decreta, em 1731, o início da construção do Aqueduto das Águas Livres, com origem na Fonte das Águas Livres, perto de Carenque, indo desaguar no depósito das Amoreiras, cuja Mãe d’Água foi acabada em 1834.

Quanto aos aquedutos, não se sabe a data exacta da sua construção, mas situa-se por volta da segunda metade do Séc. XVIII. Estes são quatro, todos subsidiários do Aqueduto das Águas Livres: o do Olival do Santíssimo, o do Poço da Bomba, o do Vale da Moura e o do Carvalheiro. O aqueduto secundário, o maior dos quatro, é o do Olival do Santíssimo, partindo da Quinta do Macário, perto da Quinta de Castelo de Vide, terminando em Belas/Sintra. Os outros três começam em Caneças, ligando-se ao primeiro. Apenas o Aqueduto do Carvalheiro termina no do Olival do Santíssimo, já no Concelho de Sintra.

Por volta de 1910, antes da Primeira Guerra, Caneças não tinha estradas, mas aí já se vendia água. A água ia para Lisboa de burros por caminhos acidentados. O auge da venda de água atinge-se em Caneças por volta de 1928-1930.

O último Presidente da Junta de Freguesia foi Armindo Fernandes eleito pela CDU.

Património[editar | editar código-fonte]

Equipamentos[editar | editar código-fonte]

  • Escola Secundária de Caneças
  • Parque da Rodoviária de Caneças

Notas

  1. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  3. Lei n.º 413, de 10 de Setembro de 1915.
  4. Lei n.º 77/91, de 16 de Agosto de 1991.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]