Canhão automático

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Canhão automático antiaéreo Bofors 40 mm.

Canhão automático é uma arma de fogo de calibre elevado, equipada um sistema de remuniciamento automático que lhe permite uma elevada cadência de fogo. Na prática, um canhão automático funciona como uma metralhadora mas com um calibre igual ou superior a 20 mm, ao contrário destas que têm um calibre inferior.

O termo canhão automático começou a utilizar-se durante a 2ª Guerra Mundial para designar as armas automáticas cujos projecteis continham uma carga explosiva, sendo usado o termo metralhadora para as armas que disparavam projecteis sólidos. Posteriormente o termo passou a ser usado para as armas automáticas de elevada cadência de tiro, com calibres superiores aos das metralhadoras.

Uso atual do termo[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o termo "canhão" é usado com diferentes significados técnicos em diferentes forças armadas. Conforme a doutrina militar em vigor, pode significar:

  1. Designação genérica de qualquer arma de artilharia de tubo, na maioria dos casos incluindo os obuses mas excluindo os morteiros (ex.: nas Forças Armadas dos EUA);
  2. Designação das armas de artilharia projetadas para efetuar tiro tenso (ex.: nas Forças Armadas do Brasil e da maioria dos países);
  3. Designação de um tipo específico de arma, como um canhão de aviação, um canhão sem recuo ou um canhão automático (ex.: nas Forças Armadas de Portugal).

História[editar | editar código-fonte]

Os canhões automáticos surgiram a cópia do funcionamento de uma arma. Eles funcionam da mesma forma, mas com tamanho e calibres diferentes. Um canhão é basicamente um tubo, onde uma munição é inserida e atingida por um martelo, que cria uma faísca e acende a munição. A diferença entre um canhão normal e um automático é seu municiamento e sua velocidade de tiro. O canhão automático conta com sistema automático de municiamento, as munições são previamente colocadas em trilhos, e após um disparo, o sistema coloca outra munição dentro do canhão. Isto faz que o processo seja mais rápido e efetivo.

Canhões da II Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Os canhões empregados na II Guerra Mundial superaram todos os anteriores em alcance, precisão e efeitos. Contou a artilharia média com obuseiros de 105 mm, cujo obus pesava 15 kg e atingia 11 km de alcance e de 155 mm, cujos obuses pesavam 43 kg e alcançavam 19 km; o canhão norte-americano de 155 mm disparava granadas de 43 kg a cerca de 23 km. A Artilharia pesada contou com canhões de 203 mm e obuseiros de 240 mm. Muito conhecidos na II Guerra Mundial foi o canhão Pantera Negra, desmontável em duas partes. Dois tratores de 38 toneladas rebocavam-no acompanhados de uma talha de 20 toneladas, instalada num caminhão, para a montagem das partes.

Exercício de tiro - Exército brasileiro

O calibre dos canhões da artilharia naval usados nessa Guerra variou de 20 a 460 mm. Contam-se entre os principais tipos de canhões antiaéreos de 20 a 40 mm, e os de 100 a 125 mm, usados contra aviões e alvos em terra. A esquadra norte-americana empregou, ainda, o canhão de 152 mm notável pela rapidez e segurança do tiro. Os grandes cruzadores, com canhões de 203 mm, disparavam obuses de 115 kg, sendo que nos encouraçados os canhões variavam de 305 a 406 mm. Esses últimos podiam atirar um projétil de uma tonelada com velocidade de 800 m/s a uma distância de 32 km ou mais.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Atualmente canhões automáticos são empregados, principalmente em tanques de guerra e navios. Facilitam o fogo e reduz a tripulação.

Canhões Modernos[editar | editar código-fonte]

Com o avanço na técnica de blindagem dos modernos carros de combate, os canhões modernos tiveram que acompanhar essa evolução para poder continuar a agir com eficiência. Como se estava alcançando um limite técnico de calibres para se conseguir penetrar nas modernas blindagens, em função do peso elevado das munições de calibres maiores, passou-se a pesquisar formas de melhorar o desempenho da munição e não o seu tamanho, assim foram criados projéteis de formatos mais semelhantes a flechas e com materiais extremamente duros que perfurassem as blindagens ou criassem outras formas de destruição como a transferência total de energia a fim de pulverizar o a face interna dos carros blindados, atingindo suas tripulações.

Existe uma tendência atual, de se voltar a produzir canhões de alma lisa que atiram munições de alta velocidade (acima de 1.800 m/s) e com aletas que estabilizam a trajetória e tornam desnecessária a rotação dos projéteis como antigamente. Essas munições são conhecidas como munição-flecha.

Referências[editar | editar código-fonte]

[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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  1. Http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-funciona-o-canhao