Capitalismo rosa

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Faixas contra a mercantilização do movimento LGBTI em Madrid: Não capitalismo rosa e Orgulho é protesto.

Capitalismo rosa é um termo utilizado para designar, desde uma perspectiva crítica, a incorporação dos discursos do movimento LGBTIQ e a diversidade sexual ao capitalismo e à economia de mercado, incluindo especialmente o modelo de homem gay, cisgênero, ocidental, branco e de classe média alta.[1][2][3][4][5][6][7][8]

Consiste na obtenção de uns maiores benefícios ao incorporar ao consumo a sectores da população tradicionalmente discriminados, mas que têm adquirido um poder aquisitivo suficiente, o denominado dinheiro rosa, como para gerar um mercado específico focado à comunidade gay, como bares e discotecas, turismo homossexual ou consumo cultural especializado.[9][10]

Enquanto a configuração de espaços para o consumo LGBTI pode ser visto como uma oportunidade para a homossocialização, o facto de definir padrões de consumo provoca uma assimilação da diversidade sexual para padrões sexuais aceitados socialmente, como a monogamia, o interesse pela moda dominante ou a definição de estéticas corporais fixadas por cânones publicitários.[9][11][12]

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

Segundo alguns autores, em termos globais, a evolução do capitalismo rosa tem sido de alguma forma paralela ao desenvolvimento do próprio capitalismo moderno no Ocidente. Ainda que sempre existiram sexualidades diversas, se podem distinguir três períodos no desenvolvimento do mercado e negócios dirigidos à comunidade LGBTI, contribuindo estes a sua vez à construção das diversas identidades sexuais:[13][14][15][16]

Fase clandestina[editar | editar código-fonte]

Clube LGBT Eldorado em Berlim nos anos 1920.

Desde as últimas décadas do século XIX já existiam em algumas cidades de Europa e Estados Unidos bares, cabarés ou prostíbulos clandestinos dirigidos especialmente para o público homossexual. As pessoas LGBTI eram frequentemente perseguidas, ainda que começava uma primeira onda de luta pelos direitos LGBT que chegou inclusive a publicar algumas revistas de temática homossexual. No entanto, este primeiro movimento LGBT ficou desintegrado pela Primeira e Segunda Guerra Mundial e o auge do fascismo em Europa.[16]

Fase de criação de comunidades[editar | editar código-fonte]

Depois da Segunda Guerra Mundial inicia-se de forma geral uma época de transição nas sociedades ocidentais, tremendamente influenciadas pela homofobia dos fascismos.[17] Ainda que os lugares e o consumo LGBTI continuem sendo marginais, durante esta época criam-se diversas associações incluídas dentro do movimento homófilo que procuram a valoração positiva da homossexualidade por parte da sociedade através de encontros, publicações ou festas benéficas, contrapostas aos comportamentos considerados marginais e perversos da maioria dos homossexuais como a promiscuidade, o cruising, a prostituição, as saunas ou as revistas eróticas.[18][19]

Fase de integração na cultura de massas[editar | editar código-fonte]

Stonewall Inn em 1969.

Os distúrbios de Stonewall de 1969 marcam o começo do movimento de libertação LGBT, caracterizado pela visibilidade pública e pelos objetivos de despenalização da homossexualidade e da integração social e política, ainda que com uma resposta marcada pela pandemia de HIV/aids e uma sociedade homofóbica e puritana que desembocou no desenvolvimento do queer por parte dos grupos discriminados.[20]

A partir dos anos 90, mediante o progressivo avanço de direitos e aceitação social, a discriminação que sofriam as pessoas abertamente LGBT foi diminuindo, ampliando a possibilidade de acesso a postos de trabalho tradicionalmente heteronormativos, o que trouxe consigo um aumento do poder aquisitivo do coletivo LGBT, fundamentalmente o dos gays; muito relacionado com a tendência dos dinkies, casais com dois salários e sem filhos.[11] Estes processos são palpáveis na dinâmica que têm sofrido os bairros gays, que tendo começado por serem marginais e degradados, atraíram à população LGBT por seus baixos preços e a segurança que brindava conviver com outras minorias sexuais. Estes bairros, depois de serem reabilitados em grande parte graças à comunidade LGBT e pôr-se de moda, paulatinamente têm sofrido processos de gentrificação que sobem os preços e expulsam à população LGBT que não pode assumir os novos custos.[21][22]

Paralelamente a estes processos, foi-se desenvolvendo um mercado cada vez mais especializado em torno do coletivo LGBTI, que atende especificamente suas necessidades mediante a venda de serviços e produtos exclusivos. Finalmente, a tendência social gera que também diferentes companhias e assinaturas acabem por incorporar a defesa dos direitos LGBT a suas políticas de empresa e códigos de conduta, chegando a financiar eventos LGBT.[11][23]

Mecanismos[editar | editar código-fonte]

Se bem é provável que sem a legitimidade dada pelo modelo capitalista de consumo não se tivesse conseguido alguns direitos civis e políticos em certas partes do mundo ocidental, a consecução destes tem sido a custa da integração do coletivo LGBT em um marco vital e consumista heteronormativo.[11] Neste sentido, o capitalismo rosa não é muito diferente ao capitalismo patriarcal pós-fordista, desde o qual se impulsionou a integração das mulheres ao mundo do trabalho produtivo enquanto se tem evitado estimular a incorporação dos homens ao trabalho reprodutivo.[16][24][25]

Da libertação sexual ao ideal de homem gay[editar | editar código-fonte]

Desde uma perspectiva histórica, existe um paralelismo no processo de liberação sexual e a passagem de um sistema econômico que precisava de trabalhadores a um que precisa de consumidores: as práticas sexuais não reprodutivas como a masturbação, a sodomia ou a homossexualidade estavam proibidas ou estigmatizadas por não gerar descendência que era necessária para manter o sistema econômico,[11][26] mas paulatinamente o processo de mecanização do trabalho tem possibilitado a passagem a um sistema que já não precisa de tantos trabalhadores que mantenham a oferta como de consumidores que assegurem a demanda, flexibilizando a pressão sobre a sexualidade e possibilitando a tolerância para outras formas de erotismo.

No entanto, a incorporação da diversidade sexual ao modelo capitalista não se faz pelo fato deste possuir um caráter social, senão pela possibilidade de clientes que aumentem a mais-valia.[11] Mas como o acesso à mais-valia é desigual, o sistema em si mesmo produz exclusão, o fazendo incompatível com a igualdade, a liberdade e o feminismo. É comum advertir como o discurso dominante elogia às mulheres ou aos gays que conseguem postos/cargos de poder, ligando com a ideologia da meritocracia, o individualismo e a competitividade, enquanto justifica que outros não tenham conseguido estes cargos de poder porque não tenham se esforçado o suficiente, culpabilizando-os de alguma forma; quando a razão de que outras pessoas não possam aceder a postos de poder provêm do mesmo fato de que existam postos de poder que são exclusivos e excludentes.[27]

Por outro lado, a sociedade capitalista não tem aceitado a todas as pessoas sexo-diversas por igual. Tanto maior tolerância social existe quanto maior acesso a recursos tenham essas pessoas, estando a orientação sexual e a identidade sexual coligadas às questões de gênero, etnia e classe social.[28][29] Por tanto, em geral são os homens gays, cisgênero, ocidentais, brancos, urbanos e de classe média ou alta os que estão aceitos dentro do marco social de consumo.[11][30][31] Ademais, este marco promove uma identidade homogênea e heteronormativa do ideal de homem gay, que tem uma determinada beleza, um corpo musculado e hipersexualizado, um comportamento masculino, sucesso profissional e um poder aquisitivo concreto, estabelecendo que corpos são desejáveis e quais não; o que implica a que se desloquem e marginem, inclusive desde o próprio coletivo gay, a homens afeminados ou que não se enquadram dentro deste modelo estético.[11][32][33]

Direitos simbólicos e materiais[editar | editar código-fonte]

Direitos simbólicos de casais não heterossexuais na Europa:
  Casamento igualitário
  União civil
  Reconhecimento de casamentos
  Não reconhecido
  Casamento igualitário proibido

Enquanto, dentro deste marco capitalista e dependendo do país, conseguiram-se alguns direitos simbólicos como o acesso ao casamento igualitário ou o reconhecimento da identidade de gênero, estes direitos estão subordinados aos recursos, à renda da pessoa e a sua posição social. Os direitos simbólicos devem por tanto estar suportados primeiro por direitos materiais que garantam uma vida digna, unindo a cultura e o social à economia e o material.[5]

Neste sentido, a tendência tem sido a que o movimento gay não tenha definido a agenda política, senão ao revés, adaptando aos esquemas heteropatriarcales e heteronormativos definidos desde a óptica capitalista tradicional, incorporando a visão social de família, propriedade, corpo, organização econômica ou vivência sexual desde os esquemas heterosexuales. Não se tem problematizado a matriz onde se inserem os direitos LGBT. Por exemplo, lutou-se por conseguir o casamento igualitário, sem questionar o conceito de casamento, sua história, se é necessário na sociedade ou se outros tipos de vínculos são possíveis, convertendo-se a luta pelo casamento igualitário, sustentada pelo ideal de amor romântico, na meta prioritária do movimento LGB que faz parecer que não exista nada mais pelo que lutar, detendo desta forma a emancipação sexual através de uma condenação moralista da sexualidade livre.[5][15][34]

Política e movimento LGBTI[editar | editar código-fonte]

Com tudo isso, e contrariamente às ideias de igualdade, historicamente a esquerda política tem tratado ao movimento LGBT (como passou com o feminismo)[35] como extravagância ou como exclusividades culturais que fragmentavam sua agenda política, sem atender às necessidades específicas das pessoas não-heterossexuais e reduzindo seus problemas aos do resto da classe operária.[36] No entanto, a feminização da pobreza se recrudesce nas lesbianas e transexuais ou os gays afeminados ficam relegados a trabalhos não qualificados por não participar de certa masculinidade patriarcal.[11][37][38] No entanto, os primeiros movimentos políticos defensores da liberdade sexual caiu dentro da esquerda radical, como o anarquismo e só tardiamente as reivindicações do colectivo LGBT se integraram na luta política da esquerda mais moderada, quando a hegemonia cultural capitalista começou a incorporar ao coletivo gay.[39]

Hoje em dia observa-se que o movimento LGBT se está despolitizando e ao mesmo tempo está sendo utilizado cada vez mais com objetivos políticos e econômicos, isto é, uma vez conseguidos certos direitos simbólicos, as reivindicações do colectivo LGBT se apagam, mas desde o âmbito político e econômico se utilizam com outros fins, como o lucro que supõe a celebração da Marcha do Orgulho LGBT que fica relegada a um espetáculo,[6] a exigência de proteção dos direitos LGBT para dar ajudas a países em desenvolvimento, ou o uso da igualdade LGBT para respaldar posições racistas e xenófobas de partidos de extrema-direita.[40] Desta forma, o colectivo LGBT, tradicionalmente crítico com o Estado, respalde o homonacionalismo, isto é, se sinta identificado com os países que defendem posições favoráveis à igualdade LGBT e demonizando a outras culturas, especialmente a islâmica, além de ser favorável a apoiar políticas neocolonialistas e esquecendo a homofobia, a transfobia e o machismo que seguem existindo dentro do mundo ocidental.[5][41][42][43]

Movimentos de protesto atuais[editar | editar código-fonte]

Bloco queer protestando contra o capitalismo arco-íris durante o Orgulho de Dublin 2016.

Em muitas partes do mundo já existem há décadas grupos políticos que denunciam o capitalismo rosa e a mercantilização dos direitos LGBT, muitas vezes tornando-se visíveis como blocos de protesto (blocos queer ou rosas) dentro dos eventos do Orgulho LGBT, além de realizar outras ações.[8][44][45][46][47][48]

Em Espanha desde o surgimento do 15M, diversos colectivos têm levado a cabo manifestações e reivindicações reclamando uma sexualidade para todas as pessoas que não estejam supeditadas a interesses políticos e econômicos.

Orgulho Crítico[editar | editar código-fonte]

Orgulho Crítico 2015 atingindo a Puerta del Sol (Madri).

Depois da aprovação do casamento igualitário em Espanha, a Marcha do Orgulho LGBT tinha ido deixando de ser uma manifestação reivindicativa para passar pouco a pouco a ser um negócio turístico que inclusive, com total autonomia empresarial e apoiado desde as instituições, tinha mudado a data de reivindicação do 28 de junho, rememorando os distúrbios de Stonewall, à primeira semana de julho por meros interesses de afluência de férias.[49][50][51][52]

Desde 2006 vinham celebrando-se anualmente em alguns bairros periféricos de Madri, como Vallecas,[53] manifestações na contramão da mercantilização do movimento LGBTI, se denominando Orgulho Alternativo ou Orgulho Crítico, retomando no dia 28 de junho como eixo central de ação.[54][55] Em 2011, depois do sucesso dos protestos do movimento 15-M, desde vários coletivos implicados surge a questão da adaptação das demandas propostas à realidade LGBT. Desta forma organiza-se o primeiro Orgulho Indignado, com diversas atividades para reclamar uma sexualidade diferente à margem do rendimento econômico que tenha em conta as interseccionalidades de gênero, etnia, idade e classe social além da reivindicação de outras corporeidades não normativas.[56][57]

Mais tarde, este evento volta a denominar-se Orgulho Crítico, recolhendo as demandas anteriores além de reivindicações na contramão do capitalismo rosa e à margem do Orgulho oficial.[58][59] Diferentes movimentos em outras cidades, como Barcelona ou Sevilla, também organizam outros eventos neste mesmo sentido.[60][61][62][63][64]

Outubro Trans[editar | editar código-fonte]

Também em 2011, o impulso do 15M a cabo das manifestações de outubro pelo Dia Internacional de Ação pela Despatologização Trans, que se vinham desenvolvendo em Madri e Barcelona nos anos prévios, para coordenar uma série de eventos que reivindicassem o espaço social para outras identidades que não encaixassem dentro do esquema binário de gênero. Desta forma, a cada outubro, organizam-se diversas atividades englobadas dentro do Outubro Trans com um questionamento para o heteropatriarcado e o capitalismo rosa.[65][66]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  2. Lily, Shangay (2016). Adiós Chueca. Memorias del gaypitalismo: la creación de la marca gay (em espanhol). [S.l.]: Foca. ISBN 978-84-945283-3-0 
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