Capitania da Baía de Todos os Santos

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Capitania da Baía de Todos os Santos
Capitania Real da Bahia
Capitania da Bahia

Capitania

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1534 – 1821 Bandeira Província da Bahia.svg

Brasão de Bahia

Brasão

Localização de Bahia
Bahia em vermelho no mapa do Brasil em 1822.
Continente América do Sul
Capital Salvador
Língua oficial Português
Religião Catolicismo
Governo Monarquia absoluta
Governador
 • 1769 Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão d'Eça e Melo Silva Mascarenhas (primeiro)
 • 1821 Manuel Pedro de Freitas Guimarães (último)
História
 • 1534 Fundação
 • 1821 Dissolução

A Capitania da Baía de Todos os Santos foi uma das capitanias do Brasil durante o período colonial.

História[editar | editar código-fonte]

A costa do atual estado brasileiro da Bahia foi atingida e reconhecida por navegadores portugueses desde 1500, e desde então foi alvo da ação de contrabandistas de pau-brasil ("Caesalpinia echinata").

A baía que lhe dá o nome foi descoberta no dia 1 de novembro - dedicado, pelo calendário católico, a Todos os Santos -, pela primeira expedição exploradora em 1501.

Com o estabelecimento, pela Coroa Portuguesa do sistema de Capitanias Hereditárias para a colonização do Brasil (1534), o território do atual estado da Bahia estava distribuído entre vários lotes:

O lote que constitui a Capitania da Baía foi doado em 5 de março de 1534. Quando o seu donatário chegou, dois anos mais tarde, já existia na baía de Todos os Santos uma pequena comunidade de europeus entre os quais se destacava Diogo Álvares Correia, o Caramuru, com a esposa, Catarina Paraguaçu, e muitos filhos.

Com o auxílio destes, Francisco Pereira Coutinho fundou uma povoação (Vila do Pereira depois Vila Velha, 1536) no alto de Santo Antônio da Barra, onde ergueu uma casa-forte (Castelo do Pereira). A paz reinou durante alguns anos, estabelecendo-se engenhos e espalhando-se as culturas de cana-de-açúcar, algodão e tabaco.

Ao final de quase uma década, o estabelecimento inicial foi arrasado por um maciço ataque dos Tupinambás (1545), que forçou os colonos a se refugiarem na vizinha Capitania de Porto Seguro. Negociada a paz, ao retornarem à Vila do Pereira, o donatário e os colonos naufragaram durante uma tempestade diante da Ilha de Itaparica, tendo os sobreviventes sido capturados e devorados pelos indígenas (1547).

Diante dessa tragédia, as terras de Francisco Coutinho foram adquiridas aos respectivos herdeiros pela Coroa Portuguesa (1548), para nelas ser estabelecido o Governo-geral da colônia. Os demais estabelecimentos da região, à época (Capitanias de Ilhéus e de Porto Seguro), também foram devastados pelo indígena revoltado.

A partir de então a Capitania Real da Baía tornou-se a sede das colônias portuguesas na América, sendo fundada, para esse fim, a cidade de São Salvador da Bahia, pelo primeiro Governador-geral, Tomé de Sousa.

As ilhas e terras do Recôncavo transformar-se-iam, mais tarde, em "capitanias autônomas":

Às vésperas da Independência do Brasil, a 28 de fevereiro de 1821, a Capitania da Baía tornou-se uma província e assim permaneceu durante todo o período imperial. Com a Proclamação da República Brasileira (1889), a província tornou-se o atual estado da Bahia.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ALVES FILHO, Ivan. História dos Estados Brasileiros. Rio de Janeiro: Revan, 2000. 240p. ISBN 8571061785
  • BUENO, Eduardo. Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999. 288 p. il. ISBN 8573022523
  • TAVARES, Luís Henrique. História da Bahia. São Paulo: Editora UNESP; Salvador: EDUFBA, 2001. 544p. mapas, il. ISBN 8571393702

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]