Capitania do Xingu
| Capitania do Xingu Capitania Hereditária do Xingu | ||||
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Capitania hereditária do Estado do Maranhão e Grão-Pará | ||||
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| Continente | América do Sul | |||
| Região | Norte da América Portuguesa | |||
| Capital | — | |||
| Língua oficial | Português | |||
| Outros idiomas | línguas indígenas; língua geral | |||
| Religião | Catolicismo | |||
| Governo | Monarquia absoluta | |||
| Donatário | ||||
| • 1685 | Luís de Abreu de Freitas | |||
| História | ||||
| • 1685 | Doação régia | |||
| • — | Capitania não efetivada | |||
| Moeda | Réis | |||
| [nota 1] | ||||
A Capitania do Xingu foi uma capitania hereditária da América portuguesa, situada no Estado do Maranhão e Grão-Pará, na região norte do território. A capitania foi doada em 1685 a Luís de Abreu de Freitas, como reconhecimento pelos serviços prestados por seu pai. Localizava-se a oeste da Capitania do Pará, na foz do rio Xingu.[1]
Embora formalmente instituída, não há registros históricos que indiquem a efetiva ocupação ou administração da capitania por parte de seus donatários. Sua criação reflete as estratégias de ocupação territorial e concessão de terras características do período colonial, mas a ausência de ações concretas evidencia as dificuldades de controle e povoamento em áreas remotas da Amazônia no final do século XVII.[2]
Notas
- ↑ A Capitania do Xingu foi criada em 1685, no contexto da política de concessão tardia de capitanias hereditárias na Amazônia portuguesa. Apesar de juridicamente instituída e formalmente doada a Luís de Abreu de Freitas, não há registros de ocupação efetiva, administração regular ou fundação de núcleos urbanos, configurando-se como uma capitania de existência essencialmente jurídico-formal. Sua criação reflete as dificuldades estruturais de controle territorial e povoamento das regiões interiores da Amazônia no final do século XVII.
Referências
- ↑ Xingu (Capitania)
- ↑ . "Governadores e índios, guerras e terras entre o Maranhão e o Piauí (século XVIII)" . Revista de História (USP).
Bibliografia
[editar | editar código]- Chambouleyron, Rafael & Melo, Vanice Siqueira de. (2013). «Governadores e índios, guerras e terras entre o Maranhão e o Piauí (século XVIII)». Revista de História (USP), vol. 168, pp. 167-200.
- Viana, Hélio. 1948. «A última capitania hereditária do Brasil (1685)». In Estudos de História Colonial. São Paulo: Companhia Editora Nacional: 300-314.