Empreendedorismo

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Imagem de Muhammad Yunus - empreendedor e autor do livro "O banqueiro dos pobres"

Empreendedor é o termo utilizado para identificar o indivíduo que dá início a uma organização. Muitos como Bill Gates e Mark Zuckerberg ficaram famosos por criarem organizações que realizaram inovações em seus setores. Apesar disso, o empreendedor não é somente aquele que inova, com muitos empreendedores criando empresas em setores tradicionais, como o banqueiro Amador Aguiar.

Em 2009, havia aproximadamente 19 milhões de pessoas consideradas empreendedoras no Brasil.[1]

Origem[editar | editar código-fonte]

O conceito mais aceito de "Empreendedorismo" foi popularizado pelo economista Joseph Schumpeter em 1945 como sendo uma peça central à sua teoria da Destruição criativa. Segundo Schumpeter o empreendedor é alguém versátil, que possui as habilidades técnicas para saber produzir, e capitalistas ao reunir recursos financeiros, organizar as operações internas e realizar as vendas de sua empresa[2] . De fato, Schumpeter chegou a escrever que a medida para uma sociedade ser considerada capitalista é saber se ela confia seu processo econômico ao homem de negócios privado.[3]

Mais tarde, em 1967 com Kenneth E. Knight e em 1970 com Peter Drucker foi introduzido o conceito de risco, uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio. E em 1985 com Gifford Pinchot III foi introduzido o conceito de Intra-empreendedor, uma pessoa empreendedora mas dentro de uma organização[4] .

Uma das definições mais aceitas hoje em dia é dada pelo estudioso de empreendedorismo, Robert D. Hisrich, em seu livro “Empreendedorismo”. Segundo ele, empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal.

Definição[editar | editar código-fonte]

Empreendedorismo é o principal fator promotor do desenvolvimento econômico e social de um país. Identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em um negócio lucrativo. Esse é o papel do empreendedor.

Em 1993, Regina Silvia Pacheco, faz um dos primeiros usos da palavra "empreendedorismo" na língua portuguesa[5] , se referindo às novas estratégias econômicas adotadas, até então, em cidades estrangeiras.

Em 1997, Fábio Fowler definiu que "Empreendedor é aquele que cria e gerencia projetos" e traduziu o termo entrepreneurship para o português, criando assim a palavra empreendedorismo,[6] que é o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto (técnico, científico, empresarial). Tem origem no termo empreender que significa realizar, fazer ou executar.

O empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas. A essência do empresário de sucesso é a busca de novos negócios e oportunidades, além da preocupação com a melhoria do produto.

Mario Manhães Mosso, porém, volta à definição original de empreendedor, do grego condutor, mostrando que o empreendedorismo tem mais chances de sucesso através do empresarismo, quer dizer, não basta o gosto por assumir riscos, é importante um comportamento de empresário, que organiza, planeja e estuda profundamente o assunto para ter uma atividade com sucesso consistente. Por isso ele distingue empreendedorismo de empresarismo, e afirma que a mistura é mais saudável e promissora.[7]

Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos mostram que o sucesso nos negócios depende principalmente de nossos próprios comportamentos, características e atitudes, e não tanto do conhecimento técnico de gestão quanto se imaginava até pouco tempo atrás. No Brasil, apenas 14% dos empreendedores têm formação superior e 30% sequer concluíram o ensino fundamental, enquanto que nos países desenvolvidos, 58% dos empreendedores possuem formação superior. Quanto mais alto for o nível de escolaridade de um país, maior será a proporção de empreendedorismo por oportunidade. [8] De acordo com dados do Global Entrepreneurship Monitor, em 2011 o Brasil tinha 27 milhões de adultos entre 18 e 64 anos que já possuíam ou estavam começando seu próprio negócio – o que representa 1 empreendedor a cada 4 adultos brasileiros. Esses dados levaram o Brasil a uma posição destacada de terceiro país mais empreendedor dentre os 54 países estudados. Outro dado interessante encontrado pelo Ipea, uma agência do governo, é que 37 milhões de trabalhos no Brasil estavam associados a negócios acima de 10 funcionários.[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Aumenta o empreendedorismo no Brasil.
  2. Castor, B.V,J., Zugman, F, Dicionário de Termos de Estratégia Empresarial, Editora Atlas, p89-91, 2009
  3. McCraw, T.K., Prophet of Innovation, Harvard University Press, p7-9, 2007
  4. Pinchot III, G. (1985). Intrapreneurship. New York, NY: Harper & Row.
  5. PACHECO, Regina Silvia Viotto Monteiro. (1993). "Iniciativa Econômica Local: A Experiência do ABC.". Parceria Público-Privado-Cooeração Financeira e organizacinal entre o Setor Privado e Administrações Públicas Locais.: 221-236. São Paulo: Summus.
  6. FOWLER, F.R.. Programas de desenvolvimento de empreendedorismo - PDEs. Um estudo de casos: FEA-USP e DUBS. Dissertação de Mestrado da FEA-USP. São Paulo, 1997.
  7. MOSSO, Mario Manhães. Pequena Empresa e Empreendedorismo – Eternamente Fênix. Rio de Janeiro, Qualitymark, 2010, p. 246.
  8. ARMOND, E. P. R. A. C. Empreendedorismo. IESDE Brasil S. A. Curitiba, 2012.
  9. A spirit for enterpriseFinantial Times, 8 de maio de 2013. Em inglês.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Português
  • Vôo do Camaleão, O (2006), Scortecci Editora, J.Caetano M. N.
  • VENTURA, Gregorio Borges. Projeto empresa junior : inserindo o universitario no mercado de trabalho. Montes Claros, MG: Unimontes, 2000.
  • Segredo de Luisa, O (2008) - GMT - Dolabela, Fernando
  • Boa idéia! E agora? Plano de negócio (2000) - Editora de Cultura - Dolabela, Fernando
  • Empreender fazendo a diferença (2004) - Fundamento - Gerber, Michael E.
  • Mito do empreendedor - Revisitado (1996) - Saraiva - Gerber, Michael E.
  • Espirito empreendedor nas organizaçoes (2005) - Saraiva - Hashimoto, Marcos
  • Empreendedorismo: empreendedores e proprietários-gerentes de pequenos negócios (1999)- Revista de Administração, São Paulo v.34, nº2, p.05-28 Filion, Louis Jacques
  • CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos. São Paulo: Atlas, 1994.
  • DEGEN, Ronald Jean. O empreendedor: fundamentos da iniciativa empresarial. São Paulo: McGraw-Hill, 1989.
  • EMPINOTTI, Moacir. Os valores e serviços da pessoa humana. PortoAlegre: EDIPUCRS, 1994.
  • GERBER, Michael E. O mito do empreendedor: como fazer de seu empreendimento um negócio bem sucedido. São Paulo: Saraiva, 1996.
  • GERBER, Michael E. Empreender fazendo a diferença. São Paulo: Fundamento Educacional, 2004.
  • LEITE, Emanuel. O fenômeno do empreendedorismo: criando riquezas. Recife: Bagaço, 2000.
  • LEZANA, A. G.R. & TONELLI, A. Novos empreendedores nas escolas técnicas. Módulo 1 – O empreendedor. São Paulo: Instituto Uniemp, 1995.
Outras línguas'
  • Cantillon, R. Essai sur la Nature du Commerce in Général. 1759
  • Drucker, P. (1970) "Entrepreneurship in Business Enterprise", Journal of Business Policy, vol 1, 1970.
  • Knight, K. (1967) "A descriptive model of the intra-firm innovation process", Journal of Business of the University of Chicago, vol 40, 1967.
  • Pinchot, G. (1985) Intrapreneuring, Harper and Row, New York, 1985.
  • Schumpeter, J. (1950) Capitalism, Socialism, and Democracy, 3rd edition, Harper and Row, New York, 1950.