Cardeal-bispo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, comprometendo a sua verificabilidade (desde dezembro de 2014).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Um cardeal-bispo ou cardeal da Ordem dos Bispos é um dos mais importantes prelados da Igreja Católica.

Originalmente este era o título daqueles escolhidos para presidir a uma das sete sés suburbicárias de Roma. Em 1965, o Papa Paulo VI pelo moto próprio Ad purpuratorum patrum decretou que também os Patriarcas das Igrejas Católicas Orientais elevados ao Colégio Cardinalício passariam a fazer parte da Ordem dos cardeais-bispos, ficando hierarquicamente imediatamente a seguir dos demais cardeais-bispos suburbicários.

Os cardeais-bispos embora recebam o título de uma igreja suburbicária de Roma não possuem, desde o pontificado do São João XXIII, quaisquer poderes de administração sobre as mesmas dioceses que possuem um outro bispo residencial. Mantem-se, contudo, a tradição dos Cardeais tomarem posse das Igrejas de que são titulares e de colocarem na fachada da Igreja o respectivo brasão de armas.

Apesar de existirem sete igrejas suburbicárias: Óstia, Albano, Frascati, Palestrina, Porto-Santa Rufina, Sabina-Poggio Mirteto e Velletri-Segni, existem apenas seis cardeais-bispos, já que o Decano do Colégio Cardinalício assume sempre a diocese de Óstia, aquando da sua nomeação, mantendo igualmente a diocese suburbicária de que era titular. Apenas os cardeais-bispos elegem e podem ser eleitos para o cargo de Decano do Colégio Cardinalício, carecendo a eleição de posterior confirmação pontifícia.

O Patriarca de Lisboa e o Patriarca de Veneza apesar de gozarem do raro privilégio de serem elevados ao Colégio Cardinalício no primeiro consistório após tomarem posse dos respectivos patriarcados, são encardinados na Ordem dos Cardeais-Presbíteros.

Os cardeais-bispos são os únicos a quem sempre foi requerida a ordenação episcopal. Aqueles que sendo cardeais não eram bispos, quando elevados a esta ordem, eram imediatamente ordenados. Em 1962 o Papa Beato João XXIII decretou que todos os prelados elevados ao Colégio Cardinalício devem ser ordenados Bispos, pelo que esta diferença entre a Ordem Episcopal e as demais ordens do Colégio Cardinalício deixou de ser relevante. Ainda assim, o pontífice pode dispensar da ordenação episcopal os escolhidos para cardeais (tal acontece algumas vezes quando o prelado nomeado cardeal é já de provecta idade). Nestes casos, estes cardeais, continuam a não ser elegíveis para a Ordem dos Bispos.

Ao contrário dos cardeais-diáconos que, após dez anos, podem optar por transitar à Ordem dos Cardeais-Presbíteros, a elevação à ordem dos cardeais-bispos é feita exclusivamente por nomeação pontifícia. Atendendo ao restrito número de vagas (apenas seis em qualquer determinado momento) os escolhidos são, em regra geral, membros de alto relevo da Cúria Romana, não correspondendo isso necessariamente a que os dignitários de altos cargos da cúria sejam os escolhidos. A título de exemplo o Cardeal Martínez Somalo, antigo Camerlengo da Santa Igreja Romana, era cardeal-diácono aquando da nomeação para Camerlengo em 1993 e é hoje cardeal-presbítero.

Os cardeais-bispos estão hierarquicamente acima de todos os demais cardeais e dentro da respectiva ordem estão ordenados em função da data de elevação à Ordem dos cardeais-bispos, independentemente da antiguidade no Colégio Cardinalício. O decano e o vice-decano ocupam respectivamente o primeiro e segundo lugar da hierarquia.

Lista[editar | editar código-fonte]

Actualmente os cardeais-bispos das igrejas suburbicárias de Roma são:

Os três Patriarcas de Rito Oriental membros do Colégio Cardinalício e da Ordem dos Bispos são:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]