Cardielos

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Portugal Cardielos  
—  Freguesia portuguesa extinta  —
Cardielos está localizado em: Portugal Continental
Cardielos
Localização de Cardielos em Portugal Continental
Coordenadas 41° 42' 40" N 8° 44' O
Concelho primitivo Viana do Castelo
Área
 - Total 3,88 km²
Orago São Tiago

Cardielos é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Viana do Castelo, com 3,88 km² de área e 1 309 habitantes (2011)[1]. A sua densidade populacional é 337,4 hab/km².
Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013,[2] sendo o seu território integrado na União de Freguesias de Cardielos e Serreleis.

População[editar | editar código-fonte]

Evolução da População  1864 / 2011
População da freguesia de Cardielos [3]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
665 662 737 709 768 666 746 844 1 006 1 077 1 046 1 143 1 162 1 279 1 309
Evolução da População  1864 / 2011
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 207 206 653 213 16,2% 16,1% 51,1% 16,7%
2011 180 143 701 285 13,8% 10,9% 53,6% 21,8%

Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4%

Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0%

A Lenda de Dom Sapo[editar | editar código-fonte]

Era uma vez um fidalgo chamado D. Florentim Barreto, a quem o povo chamava de D.Sapo. Dono de um belíssimo Paço (actualmente Quinta D. Sapo) e de vastas terras de lavoura, situadas na freguesia de Cardielos junto ao Rio Lima.

Todos os seus servidores o odiavam, pois exercia sobre eles um poder injusto e cruel. D.Sapo assumia-se a passar a noite de núpcias das noivas que casassem com elas, o que alimentava o ódio do povo por ele.

Uma ocasião, um jovem a ver o seu casamento a aproximar-se juntou amigos para fazer uma queixa de D. Sapo na Corte. Eles sabiam que D.Florentim tinha grandes amigos influentes na Corte, capazes de defender, perante o rei, permanecendo inocente. Por isso usaram de manha. Aos pés do rei, rogaram-lhe a mercê de se libertarem, pela morte, de um sapo que, em suas terras, roubava a virgindade às raparigas e tiranizava todo o povo da região. Espantou-se o rei com tal pedido, sorrindo da ingenuidade das gentes de Cardielos, concordou que matassem, à sacholada, sapo tão daninho.

Quando regressavam os enviados o povo de Cardielos assaltou o Paço com sacholas. D. Florentim foi apanhado de surpresa nos seus prazeres favoritos e, com um grito, caiu, inerte e cheio de golpes, no chão do quarto onde praticara tanto crime horrendo. Pôde, assim, o jovem noivo, esperto e ousado, libertar a pureza da sua noiva dos desejos repugnantes de D.Sapo e libertar, igualmente, e de vez, todo o povo de Cardielos das mãos do fidalgo. Mas os amigos de D. Florentim Barreto, ao saberem do atrevimento da justiça popular, logo correram à Corte, a reclamar ao rei, a condenação dos abusadores. Zangou-se de tal modo o rei com esta rebelião sangrenta que ordenou que viesse à sua presença quem cometera tão grave desacato. Então, os considerados culpados replicaram, perante ele, que haviam recebido, da boca do próprio rei, a ordem de morte de D.Sapo, pois só por este nome conheciam D.Florentim. E que os motivos das suas queixas eram verdadeiros. Ouviu El-Rei, reflectindo, os argumentos do povo de Cardielos. E disse-lhes: - Ide em paz para as vossas terras.

E assim sucedeu. Palavra de Rei não volta atrás.

Feliz com o desenlace, o povo tratou de destruir a torre e o solar de D.Florentim Barreto, para que não restasse memória estando os seus vestígios no actual Poço do Atranco, junto ao Rio Lima na fronteira com S. Salvador da Torre.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Norte". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 4 de Março de 2014 
  2. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  3. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
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