Carlismo (Brasil)

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o grupo ligado a Antônio Carlos Magalhães. Para o movimento político espanhol, veja Carlismo.
Antônio Carlos Magalhães foi o criador do carlismo na Bahia.

Carlismo é o termo utilizado para designar o grupo formado no estado brasileiro da Bahia em torno da liderança de Antônio Carlos Magalhães (1927-2007), que durante quatro décadas foi o político mais importante do estado e um dos mais influentes do Brasil[1][2].

Evolução[editar | editar código-fonte]

Entre suas características está a defesa de uma tecnocracia na administração pública, apresentada como garantia de eficiência dos governos[3]. Se inicialmente o carlismo caracterizava apenas a liderança de ACM, apoiada no clientelismo e no controle dos meios de comunicação[4], mais tarde o termo se tornou uma expressão do grupo político ligado a ele e, numa terceira concepção, um modo de fazer política, aliando modernização econômica e conservadorismo político[5].

Em seus últimos anos de vida, Antônio Carlos Magalhães perdeu parte do seu pretígio político e chegou a ter que rivalizar com o "soutismo", o grupo chefiado pelo governador Paulo Souto[6]. Com a morte de Magalhães, o carlismo entrou em declínio. Além disso, os carlistas passaram a adotar um discurso mais moderado, até mesmo aproximando-se de rivais históricos, como o PT[7].

Em 2012, contudo, o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto, principal herdeiro político do avô, mostrou a recuperação do grupo ao ser o mais votado no primeiro turno das eleições para a prefeitura de Salvador[8] e em seguida derrotar o petista Nelson Pelegrino no segundo turno[9].

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • João Carlos Teixeira Gomes: Memórias das Trevas, São Paulo, 2001

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]