Carlo Maria Giulini

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Carlo Maria Giulini
Nascimento 9 de maio de 1914
Barletta
Morte 14 de junho de 2005 (91 anos)
Bréscia
Cidadania Itália, Reino de Itália
Alma mater Accademia Nazionale di Santa Cecilia
Ocupação maestro, diretor musical
Prêmios Cavaleiro Grã-Cruz da Ordem do Mérito da República Italiana

Carlo Maria Giulini (Barletta, 9 de maio de 1914Brescia, 14 de junho de 2005) foi um regente de orquestra e violista italiano.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Giulini estudou viola e composição na Accademia Nazionale di Santa Cecilia em Roma.

Mais tarde estudou condução de orquestra com Bernardino Molinari.[1]

Giulini trabalhou na Rádio Milão de 1946 a 1951. Arturo Toscanini ouviu uma produção de Il Mondo della luna de Haydn; e recomendou Giulini para o cargo de diretor musical do La Scala, onde permaneceu de 1953 a 1956.

Em 1958, realizou uma aclamada produção de Don Carlos de Verdi no Royal Opera House, Covent Garden. Durante a década de 1960, ele fez inúmeras gravações bem-recebidos com a Philharmonia Orchestra de Londres.

Após 1968 Giulini abandona a ópera, como resultado de não querer comprometer a sua visão artística, concentrando-se em obras orquestrais. Atuou como principal regente convidado da Sinfônica de Chicago de 1969 a 1978, e foi nomeado diretor musical da Sinfônica de Viena em 1973. De 1978 a 1984, atuou como diretor musical e maestro principal da Orquestra Filarmônica de Los Angeles, com performances da 9a Sinfonia de Beethoven. Em 1982, regressou uma vez mais para a ópera, realizando uma controversa produção de Falstaff de Verdi.

Óperas de Giulini mais notáveis, incluem gravações de 1959 com a Philharmonia Orchestra e Chorus versões da ópera de Mozart Le Nozze di Figaro e Don Giovanni pela EMI, bem como a gravação de 1955 de La Traviata com Maria Callas. Outros registos de orquestral incluem La Mer e Noturnos de Debussy, da 9.ª Sinfonia de Dvořák e 6.ª Sinfonia de Tchaikovsky com a Philharmonia Orchestra, da Mussorgsky Quadros de uma Exposição, a 4.ª Sinfonia de Brahms e a 1.ª e 9.ª sinfonias de Mahler com a Orquestra Sinfônica de Chicago, a 3.ª e a 5.ª sinfonias de Beethoven e a 3.ª sinfonia de Schumann com a Los Angeles Philharmonic Orchestra, Das Lied von der Erde de Mahler com a Orquestra Filarmónica de Berlim, as quatro sinfonias de Brahms, a 7.ª, 8.ª e 9.ª sinfonias de Bruckner com a Filarmônica de Viena, e a 7.ª sinfonia de Dvořák com a Royal Concertgebouw Orchestra de Amesterdão. A maior parte destes discos foram gravados para a etiqueta Deutsche Grammophon.

Giulini e sua esposa, Marcella (m. 1995), tiveram três filhos.[2] Giulini morreu em Bréscia, Itália, aos 91 anos.

Prêmios e reconhecimentos[editar | editar código-fonte]

  • Gramophone Award
  • Grammy Award for Best Choral Performance
    • 1981 Mozart: Requiem; Norbert Balatsch (choirmaster) / Philharmonia Orchestra & Chorus
  • Grammy Award for Best Classical Album
  • Grammy Award for Best Engineered Album, Classical
    • 1965 Britten: The Young Person's Guide to the Orchestra; Philharmonia Orchestra
  • Grammy Award for Best Instrumental Soloist Performance
  • Grammy Award for Best Orchestral Performance
    • 1972 Mahler: Symphony No. 1 in D; Chicago Symphony
    • 1978 Mahler: Symphony No. 9 in D; Chicago Symphony

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Carlo Maria Giulini Obituary». The Guardian. 16 de junho de 2005. Consultado em 13 de abril de 2007 
  2. «Carlo Maria Giulini Obituary». Telegraph. 16 de junho de 2005. Consultado em 13 de abril de 2007 
  3. «1981 Gramophone Awards». Infoplease.com. 11 de janeiro de 2007. Consultado em 11 de janeiro de 2007 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Victor de Sabata
Musical Directors, La Scala, Milan
1953–1956
Sucedido por
Guido Cantelli