Carlos Barretto

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Carlos Barretto
Informação geral
Nome completo Carlos António Barreto de Andrade Amaro
Nascimento 18 de julho de 1957 (59 anos)
Local de nascimento Estoril, Portugal
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Gênero(s) Jazz
Ocupação(ões) Contrabaixista
Instrumento(s) Contrabaixo
Outras ocupações lider de banda, compositor, sideman

Carlos António Barreto de Andrade Amaro (Estoril, 18 de julho de 1957), mais conhecido como Carlos Barretto[1], é um contrabaixista de jazz e artista plástico português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Edson Arantes do Nascimento[4] KBE, conhecido como Pelé (Três Corações, 23 de outubro de 1940[4]), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como Meia-Atacante, considerado o maior futebolista da história.[5]

Descoberto por Waldemar de Brito,[6] começou sua carreira no Santos aos 16 anos, entrou na Seleção Brasileira de Futebol aos 16, e venceu sua primeira Copa do Mundo de futebol aos 17. Apesar das numerosas ofertas de clubes europeus, as condições econômicas e as regulações do futebol brasileiro da época beneficiaram o Santos, permitindo-lhes manter Pelé por quase duas décadas no clube até 1974. Com o atleta no elenco, o Santos atingiu seu auge nos anos de 1962 e 1963, em que conquistou os torneios intercontinentais.[7] Em 1975 foi transferido para o New York Cosmos, onde encerrou sua carreira após dois anos nos Estados Unidos. Sua técnica e capacidade atlética natural foram universalmente elogiadas e durante sua carreira, ficou famoso por sua excelente habilidade de drible e passe, ritmo, chute preciso, habilidade de cabecear, e artilharia prolífica. É o maior artilheiro da história da seleção brasileira e o único futebolista a ter feito parte de três equipes campeãs de Copa do Mundo. Em novembro de 2007, a FIFA anunciou sua premiação com a medalha da Copa de 1962 (a qual, devido a uma contusão na segunda partida, teve apenas o primeiro jogo disputado por ele), no qual o jogador Mané Garrincha o substituiu, retroativamente, fazendo dele o único futebolista do mundo a ter três medalhas de Copa do Mundo.

Desde sua aposentadoria em 1977, Pelé tornou-se embaixador mundial do futebol, também tendo passagens pelas artes cênicas e empreendimentos comerciais. É atualmente o Presidente Honorário do New York Cosmos.[8] Pelé é também o único brasileiro (e um dos raros estrangeiros) a receber uma honraria do Reino Unido pelas mãos da Rainha Isabel II no Palácio de Buckingham. Foi condecorado como Cavaleiro Comandante da Mais Excelente Ordem do Império Britânico por promover o futebol e popularizá-lo no mundo.[9] Em 1999, foi eleito o Futebolista do Século pela International Federation of Football History and Statistics. No mesmo ano, a revista francesa France Football consultou os ex-vencedores do Ballon D'Or para elegê-lo o Futebolista do Século em primeiro.[10] Em sua carreira, no total, marcou 1281 gols em 1363 partidas, número que fez dele o maior artilheiro da história do futebol.[11]

No Brasil, Pelé é saudado como um herói nacional por suas realizações e contribuições ao futebol.[12] Também é conhecido pelo seu apoio a políticas para melhorar as condições sociais dos pobres, tendo inclusive dedicado seu milésimo gol às crianças pobres brasileiras.[13] Durante sua carreira, foi chamado de Rei do Futebol, Rei Pelé, ou simplesmente Rei.[14] Recebeu o título de Atleta do Século de todos os esportes em 15 de maio de 1981, eleito pelo jornal francês L'Equipe. No fim de 1999, o Comitê Olímpico Internacional, após uma votação internacional entre todos os Comitês Olímpicos Nacionais associados, elegeu Pelé o "Atleta do Século" e em 2016, pelas mãos do então presidente Thomas Bach, o condecorou com a Ordem Olímpica, a mais alta condecoração oferecida pelo COI.[15] A FIFA também o elegeu, em 2000, numa votação feita por renomados ex-atletas e ex-treinadores como O Jogador de Futebol do Século XX.

Com a sua formação "Carlos Barretto Quintet", grava o CD ‘Impressões’(Movieplay)(1993), que resulta em vários concertos em Portugal, Espanha, França e Suiça. No ano seguinte, 1994, grava o CD ‘Alone Together’ (Groove - Movieplay) com o ‘George Cables Trio’.[2] Nesta fase Carlos Barretto esteve presente em Espanha, Angola, Cabo Verde, Argentina e Marrocos, com o seu quinteto ou integrando formações de outros músicos. [3]

Em 1996 grava ‘Going Up’ (Challenge - Dargil.), com um quinteto renovado (Bob Sands, Perico Sambeat, Albert Bover, e Philippe Soirat)[2] e o disco é considerado o melhor CD do ano (1996) em Portugal e distinguido com o Prémio Villas Boas da Câmara Municipal de Cascais, dando origem a vários concertos e participações nos festivais internacionais do Porto, Acarte (Lisboa), Seixal, Loulé, Guarda, Madrid e Barcelona. Carlos Barretto ainda participou na gravação de ‘Passagem’ de Carlos Martins (Enja - com Cindy Backman e Bernardo Sassetti)(1996). [3]

Durante o ano de 1997, Carlos Barretto acompanha Art Farmer, Brad Mehldau, Kirk Lightsey, Don Moye, Gary Bartz e Joe Chambers, em Espanha, França e Inglaterra, onde também atua em nome próprio. É deste ano o album ‘Jumpstart’ (Fresh Sound), que grava com o Quarteto de Bob Sands. [3] [2]

Ainda em 1997 e com o objectivo de experimentar outras sonoridades, junta-se a José Salgueiro e Mário Delgado, e forma o grupo "Suite da Terra", que perdura até à atualidade. Este trio ganha mais tarde o nome "Lokomotiv", pelo qual é conhecido hoje. É, porém, apenas no ano seguinte que este trio de Carlos Barretto grava o CD ‘Suite da Terra’ (BAB - Dargil) um disco experimental, de fusão entre vários estilos, desde a música tradicional portuguesa, o Jazz e o Rock, sendo ainda permeável às influências africanas e orientais. Este disco é lançado em Maio de 1998, seguido da tournée de apresentação, e que terminou em vários espectáculos na "Expo 98" bem como a realização de uma série de concertos em Macau. [3] [2]

Carlos Barretto compôs a peça ‘Os Seis Sentidos’, para dança, integrado no espectáculo ‘Quadrofonia do Tempo’ - com Bernardo Sassetti, Carlos Martins e Laurent Filipe, apresentado no "Festival dos 100 Dias", na "Expo 98". A coreografia foi de Ana Rita Barata e Peter Michael Dietz. [3]

O CD ‘Olhar’ (Up Beat), de 1999 é gravado com Bernardo Sassetti, Mário Barreiros e Perico Sambeat, formação a que dá o nome de Quarteto Carlos Barretto, seguindo-se ao seu lançamento, uma série de concertos de apresentação por todo o país.[2] Mais uma vez, um CD de Carlos Barretto foi considerado pela imprensa portuguesa um dos melhores CD’s de jazz do ano. [3]

Em 2000, e voltando ao seu trio "Lokomotiv", gravou ‘Silêncios’(Foco Musical) [4], ao mesmo tempo que prosseguem, por todo o país e por Espanha, os concertos com o quarteto, participando ainda no programa "Unifonia" com apresentações nas universidades portuguesas. [3] [2]

Aproveitando também o seu gosto pela pintura, que até aí tinha cultivado não profissionalmente, Carlos Barretto apresentou o projecto «Solo Pictórico», que une a sua música e pintura originais, apresentando-o em vários espectáculos e gravando o CD com o mesmo nome, em 2002. Barretto continua até hoje a apresentar espetáculos em que incorpora a sua pintura e a sua música, num produto único e coerente. [3] [2] [5]

Os seus trabalhos em estúdio, e como resultado da sua relação com a dinâmica editora Clean Feed, Carlos Barretto lança ainda Radio Song (CBTM/Clean Feed) em 2002 [6] e Lokomotiv (Clean Feed) em 2003, este último do seu trio, agora finalmente designado com o nome "Lokomotiv" e adicionado de François Cournloup. [2]

Na vertente pedagógica Barretto dirige vários workshops, nos quais leva a cabo um programa de descoberta de novos instrumentistas. Entretanto prossegue a sua atividade criativa, com a produção de obras originais para ensembles de contrabaixo.

Entre os trabalhos mais recentes, conta-se o CD Labirintos (Edição Clean Feed) de 2010.[2]

Barretto mantém ativos vários projetos musicais, nomeadamente o "Quarteto Carlos Barreto", o projecto "Lokomotiv", as suas atuações a solo, e o projeto "Solo Pictórico" em que incorpora música e pintura.

Em 2014, inserido nas Comemorações do Mandela International Day, promovido pela Embaixada da África do Sul, coordena a construção de um retrato do activista com tampas de plástico, com a participação da população local.[7]

Carlos Barretto é irmão da cantora portuguesa Filomena Amaro.

Estilo[editar | editar código-fonte]

Estilisticamente Barretto passou de um Neo-Bop ou Post-Bob (claro nas primeiras fases), para um estilo mais próximo do jazz europeu contemporâneo, fases estas que se evidenciam nos seus espectáculos.[notas 1] Apresenta também um vertente experimentalista, quase avant-garde, que se manifesta, por exemplo, no grupo "Lokomotiv" em que a musica é mais intrincada e complexa principalmente pela interacção entre os três músicos.

Quando em actuações a solo predomina um tom mais intimista e lirico, mas contra o que é usual nos baixistas de jazz, Barretto recorre frequentemente ao uso do arco, com mestria e desenvoltura, criando paisagens sonoras diversas das usuais no jazz main-stream. [notas 2][notas 3] [notas 4][8]

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • Impressões (Groove/Movieplay) / 1994 [2]
  • Going up (Challenge) / 1996 [2]
  • Suite da Terra ("Lokomotiv") (Bab/Dargil) / 1998 [2]
  • Olhar (Up Beat) /1999 [2]
  • Silêncios ("Lokomotiv") (Foco Musical) / 2000 [2]
  • Radio Song (CBTM/Clean Feed) / 2002 [2]
  • Solo Pictórico (CBTM) / 2002 [2]
  • Lokomotiv ("Lokomotiv") (Clean Feed) / 2003 [2]
  • Labirintos ("Lokomotiv") (Clean Feed) / 2010 [2]

Colaborações[editar | editar código-fonte]

  • Mal Waldron / Thierry Bruneau Quartet – "Serene" (Serene) / 1991 [2]
  • George Cables Trio – "Alone Together" (Groove/Movieplay) / 1995 [2]
  • Carlos Martins – "Passagem" (Enja) / 1998 [2]
  • Bob Sands – "Jumpstart" (Fresh Sound) / 1999 [2]
  • Carlos Martins – "Sempre" (Emi/VC) / 1999 [2]
  • Mário Delgado – "Filactera" (Clean Feed) / 2002 [2]
  • Bernardo Sassetti – "Nocturno" (Clean Feed) / 2002 [2]
  • Afonso Pais – "Terra Nova" (Clean Feed) / 2004 [2]
  • Bernardo Sassetti – "Ascent" (Clean Feed) / 2005 [2]
  • Ethan Winogrand – "Tangled Tango" (Clean Feed) / 2007 [2]
  • Miguel Martins – "The Newcomer" (Klimax Records) / 2008 [2]
  • Afonso Pais – “Subsequências” (Enja) / 2008 [2]
  • Jorge Moniz – “Deambulações” / 2010 [2]
  • Bernardo Sassetti Trio – “Motion” (Clean Feed) / 2010 [2]

Referências

  1. «Lista de associados da Audiogest» (PDF). Actividades Culturais / Ministério da Cultura. 25 de Julho de 2007. Consultado em 2 de Janeiro de 2014. 
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af Discografia no site do músico
  3. a b c d e f g h Biografia em JazzPortgual
  4. Carlos Barretto Trio: Silencios no All.About.Jazz
  5. All.About.Jazz
  6. Análise de "Radio Song" no site All.About.Jazz
  7. Largo Residencias (Agosto 2014.). «Video Nelson Mandela Largo Residências.». 
  8. Revista Time Out, Abril 2010, Portugal

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. "Nas suas actuações, é notória a evolução estética da sua música, desde o neo-bop até ao jazz europeu contemporâneo." Book Promocional de Carlos Barreto
  2. "..I had to look within the cd booklet to make sure there was no guest violin or cello credited. No. That's all Carlos, working his stringed magic." - in "Carlos Barretto Trio: Silencios" - Ben Ohmart, July 1, 2001, All.About.Jazz
  3. “grande criatividade e precisão interpretativa, no pizzicato e no uso do arco” - António Curvelo, in Enciclopédia da Música em Portugal no Sec. XX
  4. “Si alguien domina el contrabajo dentro del Jazz europeo, esse es el portugués Carlos Barretto” - Guia del Ocio, Spain

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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