Carlos Caszely

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Carlos Caszely
Carlos Caszely
Caszely em 2006.
Informações pessoais
Nome completo Carlos Humberto Caszely Garrido
Data de nasc. 5 de julho de 1950 (67 anos)
Local de nasc. Santiago,  Chile
Altura 1,70 m
Apelido El Chino, El Rey del Metro Cuadrado, El Gerente
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Atacante
Clubes de juventude
Chile Colo-Colo
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1967–1973
1973–1974
1974–1978
1978–1985
1986
Chile Colo-Colo
Espanha Levante
Espanha Espanyol
Chile Colo-Colo
Equador Barcelona de Guayaquil
123 (66)
24 (15)
46 (20)
170 (105)
8 (4)
Seleção nacional
1969–1985 Flag of Chile.svg Chile 48 (29)

Carlos Humberto Caszely Garrido, mais conhecido como Carlos Caszely (Santiago, 5 de julho de 1950) é um ex-futebolista chileno, que teve destaque com a equipe do Colo-Colo em 2 passagens. No Chile, é chamado até hoje de El Chino, El Rey del Metro Cuadrado, El Gerente. Ficou ainda conhecido por não ter dado a mão ao presidente Augusto Pinochet (de quem era opositor declarado) em um jogo da seleção chilena e por ter levado o primeiro cartão vermelho da história das Copas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no bairro de San Eugenio, na capital chilena, Carlos Caszely é tido como o jogador mais popular e querido da história do Colo-Colo. Começou nas categorias inferiores do Colo-Colo e atuou no time profissional pela primeira vez em 1967 em um jogo amistoso internacional contra o Peñarol do Uruguai.

Em sua primeira jogada, passou a bola por debaixo das pernas de seu adversário. Sua estreia oficial foi no Estádio Nacional em 30 de julho de 1967. A juventude chilena logo se identificou com ele por ser um tipo autêntico, sem "papas na língua", além de ser um jogador que fazia maravilhas com a bola, principalmente em espaços reduzidos (o que lhe valeu a alcunha de El Rey del Metro Cuadrado). A velocidade também era sua característica. Mas, nessa época, perdia gols fáceis por sua vontade de fazê-los do modo mais espetacular possível e era tido como um "garoto mimado e difícil" pela torcida. Já era titular do time em 1969 e conquistou o campeonato chileno em 1970. Nesse mesmo ano sofreu uma grave contusão em um jogo contra a Unión Española que o deixaria inativo até 1971.

Em 1972, o treinador Luis Álamos nomeia Caszely, então com apenas 21 anos, capitão da seleção chilena. Isso faz com que o craque amadureça. Tem ótimas atuações pela seleção na Copa Independência jogada nesse mesmo ano no Brasil a ponto da equipe do Santos de Pelé perguntar ao Colo-Colo o preço de seu passe e, nesse mesmo ano, conquista mais um campeonato chileno. Em 1973 já era definitivamente um ídolo. Suas atuações deslumbrantes pelo Colo-Colo fizeram com que seu time fosse a primeira equipe chilena a chegar a um final da Copa Libertadores da América. Esse período se encerra com sua transferência para o Levante, então na segunda divisão espanhola, pelo qual marcou 15 gols em 24 partidas, e em seguida, foi para o Espanyol, da cidade de Barcelona, onde ficaria quatro de seus cinco anos em território espanhol.

Joga a Copa de 1974, disputada na Alemanha, e é expulso na partida contra os donos da casa, sendo o primeiro jogador a receber cartão vermelho na história da Copa, pela mão do turco Dogan Babacan. Retorna ao Colo-Colo em 1978 e, a partir daí, se inicia um dos períodos mais brilhantes de sua carreira: é artilheiro do campeonato chileno por três anos seguidos (1979, 1980, 1981); é campeão chileno nos anos de 1979, 1981 e 1983; capitão da equipe em 1979 e 1980 e ainda foi destaque com a seleção chilena na Copa América de 1979 na qual os chilenos obtiveram o vice-campeonato. Ainda disputa a Copa de 1982, realizada na Espanha, e perde um pênalti na partida contra a Áustria, contribuindo para que La Roja, com um time envelhecido, caísse na primeira fase. Ainda assim, no mesmo ano, integrou, em um jogo amistoso, uma seleção de astros sul-americanos.

De volta ao Colo-Colo em 1978, encerrou oficialmente sua carreira em 12 de outubro de 1985. Em 1986, com 35 anos de idade, ainda jogou 8 partidas pelo Barcelona da cidade de Guayaquil, no Equador, para ajudar seu amigo Luis Santibañez, que treinara o atacante na Copa de 1982. Até os dias de hoje, Caszely continua muito popular entre os chilenos.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Chile Colo-Colo

Artilharia[editar | editar código-fonte]

Chile Colo-Colo

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Em 1973, Carlos Caszely tornou-se o primeiro - e até agora único - jogador chileno a ser artilheiro da Copa Libertadores da América.
  • Nesse mesmo ano aconteceu o golpe militar desferido pelo general Augusto Pinochet contra o presidente legalmente constituído, Salvador Allende. Seu colega de time, Francisco Valdés, em uma atitude muito polêmica, apoiou o golpe. Caszely, que foi radicalmente contra, foi um dos pouquíssimos jogadores chilenos a se manifestar abertamente contra o golpe de Pinochet.
  • Em um ato de muita coragem e diante das câmeras da televisão chilena, Caszely contou a todo o país como sua própria mãe foi sequestrada e torturada pelos agentes da ditadura de Pinochet.
  • Na Copa de 1970, a FIFA estava inaugurando em partidas internacionais, o chamado sistema de cartões, nas quais o cartão amarelo significa advertência e o cartão vermelho, expulsão. Apenas na Copa do Mundo da Alemanha, em 1974 foi dado o primeiro cartão vermelho para um jogador, que foi para Caszely, ao revidar uma entrada do lateral alemão Berti Vogts.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bandeira de ChileSoccer icon Este artigo sobre futebolistas chilenos é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Carlos Caszely