Carlos Gomes

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Carlos Gomes
Nome completo Antônio Carlos Gomes
Nascimento 11 de julho de 1836
Campinas, SP, Império do Brasil Império do Brasil
Morte 16 de setembro de 1896 (60 anos)
Belém, PA, Brasil Brasil
Nacionalidade Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg brasileiro
Ocupação Compositor
Principais trabalhos O Guarani
Carreira musical
Período musical Era romântica
Assinatura
Maestro Carlos Gomes Assinatura..jpg

Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11 de julho de 1836Belém, 16 de setembro de 1896) foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Destacou-se pelo estilo romântico, com o qual obteve carreira de destaque na Europa.[1] Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro alla Scala.[2][3] É o autor da ópera O Guarani.

É o patrono da cadeira de número 15 da Academia Brasileira de Música.[4]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Estátua de Carlos Gomes, na Cinelândia, centro da cidade do Rio de Janeiro.

Carlos Gomes ficou conhecido por Nhô Tonico,[2] nome com que assinava até em suas dedicatórias. Nasceu numa segunda-feira numa humilde casa da Rua da Matriz Nova,[5] na "cidade das andorinhas". Foram seus pais Manuel José Gomes (Maneco Músico) e dona Fabiana Jaguari Gomes.[6]

A vida de Antônio Carlos Gomes foi, sempre, marcada pela dor. Muito criança ainda perdeu a mãe, Fabiana Maria Jaguary Cardoso, tragicamente assassinada aos vinte e oito anos.[7] Seu pai, Manoel Jose Gomes, vivia em dificuldades com diversos filhos para sustentar. Com eles formou a Banda Musical de Campinas, onde Carlos Gomes iniciou seus passos artísticos e posteriormente substituiria seu pai na direção do grupo. Desde cedo revelou seus pendores musicais incentivado pelo pai e, depois, por seu irmão, José Pedro de Sant'Ana Gomes, fiel companheiro das horas amargas.[7]

É na banda do pai que Carlos Gomes, em conjunto com seus irmãos, executa as primeiras apresentações em bailes e em concertos. Nessa época alternava o tempo entre o trabalho numa alfaiataria costurando calças e paletós e o aperfeiçoamento dos seus estudos musicais.[8]

Aos 15 anos de idade compôs valsas, quadrilhas e polcas. Aos 18 anos, em 1854, compôs a Missa de São Sebastião,[2] sua primeira missa repleta de misticismo. Na execução cantou alguns solos. A emoção que lhe embargava a voz comoveu a todos os presentes, especialmente ao irmão mais velho, que lhe previa os triunfos. Em 1857 compôs a modinha Suspiro d'Alma, com versos do poeta romântico português Almeida Garrett.[2]

Ao completar 23 anos já apresentara vários concertos com o pai. Ainda moço já lecionava piano e canto, dedicando-se tambpem com afinco ao estudo das óperas, demonstrando preferência por Giuseppe Verdi.[9] Era conhecido também em São Paulo, onde frequentemente realizava concertos. Compôs o Hino Acadêmico,[2] ainda hoje cantado pela mocidade da Faculdade de Direito de São Paulo. Aqui recebeu os mais amplos estímulos e todos, sem discrepância, apontavam-lhe o rumo da Corte, em cujo Imperial Conservatório de Música poderia aperfeiçoar-se. Todavia, Carlos Gomes não podia viajar porque não tinha recursos.

Sua primeira ópera[editar | editar código-fonte]

Monumento a Carlos Gomes na Praça Ramos de Azevedo em frente ao Theatro Municipal de São Paulo. Observa-se a estátua de Carlos Gomes sentado ao topo do monumento.

Em 4 de setembro de 1861, foi cantada no Teatro Lyrico Fluminense A Noite do Castelo, o primeiro trabalho de fôlego de Antônio Carlos Gomes, baseado na obra de Antônio Feliciano de Castilho. Constituiu uma grande revelação e um êxito sem precedentes nos meios musicais do país. Carlos Gomes foi levado para casa em triunfo por uma entusiástica multidão, que o aclamava sem cessar. O Imperador D. Pedro II também entusiasmado com o sucesso do jovem compositor, agraciou-o com a Imperial Ordem da Rosa.

Carlos Gomes conquistou logo a Corte. Tornou-se uma figura querida e popular. Seus cabelos compridos eram motivo de comentários e até ele ria das piadas. Certa vez, viu um anúncio, que fora emendado: de "Tônico para cabelos", fizeram "Tonico, apara os cabelos!".

A saudade de sua querida Campinas e de seu velho pai atormentava-lhe o coração. Pensando também na sua amada Ambrosina, com quem namorava, moça da família Correia do Lago, Carlos Gomes escreveu essa joia que se chama Quem sabe?, de uma poesia de Bittencourt Sampaio, cujos versos "Tão longe, de mim distante… " ainda são cantados pela nossa geração.

Dois anos depois desse memorável triunfo, Carlos Gomes apresenta sua segunda ópera, Joana de Flandres, com libreto de Salvador de Mendonça, levada à cena em 15 de setembro de 1863.

Como corolário do êxito na Congregação da Academia Imperial de Belas Artes, foi lido um ofício do diretor do Conservatório de Música do Rio de Janeiro, comunicando ter sido escolhido o aluno Antônio Carlos Gomes para ir à Europa, às expensas da Empresa de Ópera Lírica Nacional, conforme contrato com o governo Imperial. Estava assim concretizada a velha aspiração do moço campineiro, que, mesmo comovido, ao ir agradecer ao Imperador a magnanimidade, ainda se lembrou do seu velho pai e solicitou para este o lugar de mestre da Capela Imperial. Dom Pedro II, enternecido ante aquele gesto de amor filial, acedeu.

Europa[editar | editar código-fonte]

Busto de Carlos Gomes em frente ao Auditório Araújo Viana em Porto Alegre-RS.

Dom Pedro II preferia que Carlos Gomes fosse para a Alemanha, onde pontificava o grande Wagner, mas a Imperatriz, Dona Teresa Cristina, napolitana, sugeriu-lhe a Itália.

A 8 de novembro de 1863,[10] o estudante partiu a bordo do navio inglês Paraná entre calorosos aplausos dos amigos e admiradores, que se comprimiam no cais. Levava consigo recomendações de Dom Pedro II para o Rei Fernando, de Portugal, pedindo que apresentasse Carlos Gomes ao diretor do Conservatório de Milão, Lauro Rossi. O jovem compositor passou por Paris, onde assistiu a alguns espetáculos líricos, mas seguiu logo para Milão.[1]

Lauro Rossi, encantado com o talento do jovem aluno, passou a protegê-lo e a recomendá-lo aos amigos. Em 1866, Carlos Gomes recebia o diploma de mestre e compositor e os maiores elogios de todos os críticos e professores.[6] A partir dessa data, passou a compor. Sua primeira peça musicada foi Se sa minga, em dialeto milanês, com libreto de Antonio Scalvini, estreada, em 1 de janeiro de 1867, no Teatro Fossetti. Um ano depois, surgia Nella Luna, com libreto do mesmo autor, levada à cena no Teatro Carcano.

Carlos Gomes já gozava de merecido renome na cidade de Milão, grande centro artístico, mas continuava saudoso da pátria e procurava um argumento que o projetasse definitivamente. Certa tarde, em 1867, passeando pela Praça do Duomo, ouviu um garoto apregoando: "Il Guarany! Il Guarany! Storia interessante dei selvaggi del Brasile!" Tratava-se de uma péssima tradução do romance de José de Alencar, mas aquilo interessou de súbito o maestro, que comprou o folheto e procurou logo Scalvini, que também se impressionou pela originalidade da história.[11] E assim surgiu Il Guarany, que apesar de não ser a sua maior nem a melhor obra, foi aquela que o imortalizou. A noite de estréia da nova ópera foi 19 de março de 1870.[12]

Não há quem não conheça os maravilhosos acordes de sua estupenda abertura. A ópera ganhou logo enorme projeção, pois se tratava de música agradável, com sabor bem brasileiro, onde os índios tinham papel de primeiro plano. Foi representada em toda a Europa e na América do Norte.

O grande Verdi, já glorioso e consagrado, teria dito de Carlos Gomes, nessa noite memorável: "Questo giovane comincia dove finisco io!" ("Este jovem começa de onde eu termino!").

Na noite de 2 de dezembro de 1870, aniversário do Imperador D. Pedro II, foi estreada a ópera no Teatro Lírico Provisório, no Rio de Janeiro. Os principais trechos foram cantados por amadores da Sociedade Filarmônica.[11] O maestro viveu horas de intensa consagração e emoção. Depois, O Guarani foi levado à cena nos dias 3 e 7 de dezembro, sendo que, nesta última noite, em benefício do autor. Nesta data, o maestro ficou conhecendo André Rebouças. Após o espetáculo, houve uma alegre marche au flambeaux, com música, até ao Largo da Carioca, onde estava hospedado Carlos Gomes na casa de seu amigo Júlio de Freitas.

Por intermédio de André Rebouças, o compositor foi apresentado ao ministro do Império, João Alfredo Correia de Oliveira, em sua casa, nas Laranjeiras.[1] Em 1871, a 1º de janeiro, Carlos Gomes vai a Campinas visitar seu irmão e protetor José Pedro Santana Gomes. Em 18 de fevereiro, com André Rebouças, despede-se do Imperador, em São Cristóvão. No dia 23, segue para a Europa

Busto em homenagem a Carlos Gomes em frente ao Teatro Municipal de Paulinia.

Na Itália, Carlos Gomes casou-se com Adelina Péri,[2] que devotou toda sua vida ao maestro. Do casamento nasceram cinco filhos,[7] muito amados pelo compositor. Todavia, um a um foram morrendo em tenra idade, tendo restado somente Ítala Gomes Vaz de Carvalho, autora de um livro que honrou a memória de seu pai.

Na península, Carlos Gomes escreveu, a seguir, Fosca, considerada por ele sua melhor obra, Salvator Rosa e Maria Tudor.

Em 1866, recebeu Carlos Gomes, de novo no Brasil, uma justa consagração na Bahia, onde, a pedido do grande pianista português, Artur Napoleão, compôs o Hino a Camões para o Quarto Centenário Camoniano, executado simultaneamente ali e na Corte, com grande sucesso.

O compositor, porém, não mais perseguia somente a glória. Abalado por seguidos e profundos desgostos, doente, desiludido, procurava uma situação que lhe permitisse viver em sua pátria e ser-lhe útil. Seu estado, contudo, era mais grave do que supunha.

De volta à Itália, compôs a grande ópera Lo Schiavo, que entretanto, por vários motivos, não pôde ser representada ali. Foi levada à cena, pela primeira vez, em 27 de setembro de 1887, no Rio de Janeiro, em homenagem à Princesa Isabel, a Redentora, com esplêndido sucesso. Interessante dizer que a abertura desta ópera, Alvorada, foi composta na Ilha de Paquetá, no município do Rio de Janeiro, onde se encontra um busto de Carlos Gomes, pouco conhecido.

Seus últimos anos de vida[editar | editar código-fonte]

O Teatro alla Scala de Milão

Em 3 de fevereiro de 1891, outra vez na Itália, Carlos Gomes estreia com grande êxito no Scala de Milão, a ópera Condor. A obra apresentara uma nova forma, muito mais próxima do recitativo moderno.

O tumor maligno na língua e garganta que o levaria ao túmulo, nessa época, fazia-o sofrer dolorosamente. Todavia, as desilusões, as decepções, a ingratidão de seus compatriotas e as dores físicas ainda não lhe haviam quebrado a resistência. Ainda estava à espera de sua nomeação para o cargo de diretor do Conservatório de Música, no Brasil. Nesse tempo foi proclamada a República, e seu grande amigo e protetor, Dom Pedro II, é exilado, com grande mágoa de Carlos Gomes. Compôs, ainda, Colombo em 1892,[6] poema sinfônico que, incompreendido pelo grande público, não obteve êxito.

Em 1985 foi recebido pelo povo paraense com enternecedoras manifestações de apreço. Suas óperas encenadas no Theatro da Paz obtiveram muito sucesso e o compositor foi convidado pelo governador Lauro Sodré a viver em Belém e organizar e dirigir o conservatório daquele estado.[13]

Carlos Gomes volta para a Itália, a fim de pôr em ordem suas coisas, despedir-se dos filhos e reunir elementos para uma obra grandiosa que, apesar de seu estado, sempre mais grave, ainda conseguiu realizar. Amigos aconselharam-no a fazer uma estação em Salso Maggiore, mas ele desejava partir, quanto antes, para sua pátria. Chegou a Lisboa, por estrada de ferro e recebeu comovedora homenagem. A 8 de abril de 1895, nessa mesma cidade, sofre a primeira intervenção cirúrgica na língua, sem resultados animadores.

Em abril de 1896 retorna ao Brasil e assume a direção do Conservatório Carlos Gomes, em Belém do Pará.[2][13] No entanto, saúde se agravava cada vez mais e os esforços médicos não conseguiam diminuir as dores. No dia 11 de julho, data de seu aniversário, as homenagens tributadas ao compositor davam a medida da afetividade que inspirava. Em vários pontos da cidade ouviam-se os acordes da protofonia de O Guarani, e os jornais alimentavam a dor pública com o relatório constante do agravamento do estado geral do compositor. Estava montado o cenário onde aconteceria a representação final do artista genial, do brasileiro ilustre, do consagrado testa di leone (cabeça de leão, devido à farta cabeleira), como algumas publicações italianas o chamavam.

Monumento-túmulo do compositor e maestro Carlos Gomes, localizado no Largo do Carmo em Campinas

Cercado por autoridades e amigos, com o governador Lauro Sodré à cabeceira, Carlos Gomes morreu às 22 horas e 20 minutos de 16 de setembro de 1896.[2] Seu corpo foi embalsamado, fotografado e em seguida exposto à visitação pública, cercado de flores e objetos como partituras e instrumentos, bem de acordo com a idealizada "morte bela" do Romantismo. Descrevendo os cenários da morte, os jornais relatavam com solenidade o acontecimento, destacando o repouso, o sono intérmino, o triunfo silente do grande artista. Diziam os jornais, o maestro não morrera; antes, cruzara os umbrais da Fama. Dois dias depois do falecimento, o corpo do maestro foi transferido para o conservatório de música. O cortejo varou a noite de Belém. Desatrelado das parelhas de animais, o carro funerário era conduzido pelo povo, numa insólita romaria colonial anunciada pelos acordes de O Guarani e iluminado pelas velas e archotes levados no préstito ou dispostos nas varandas das casas. De 18 a 20 de setembro de 1896, o corpo ficou exposto em câmara ardente nos salões do conservatório de música, que se transformou em santuário cívico e espaço para as representações do afeto coletivo pelo compositor, como registram as imagens de época. Em seguida, foi levado para o Cemitério da Soledade, um misto de panteão e cemitério-jardim, onde estavam sepultados heróis da guerra do Paraguai, como o general Henrique Gurjão, acompanhado por aproximadamente 70 mil pessoas, que levavam andores, quadros, alegorias e guirlandas. Numa Belém cujos círculos letrados eram fortemente influenciados pelo positivismo, mas a gente do povo cristã, o cortejo fúnebre tornou-se uma verdadeira procissão cívica, em grande parte por iniciativa também do governo do Pará, que instrumentalizou a morte de Carlos Gomes.

Últimos dias de Carlos Gomes - Intendência Municipal de Belém.

O maestro porém, não foi sepultado em Belém. A pedido do presidente do estado de São Paulo, Campos Sales, o compositor foi levado para lá, com honras e transporte militares, a bordo do vapor Itaipu. Antes, na setecentista Catedral da Sé no Pará, foi celebrada uma missa de réquiem entoando-se uma Elegia a Carlos Gomes. Seu ataúde dominava o centro de um monumento funerário de quatorze metros de altura, em um catafalco encomendado por Lauro Sodré. O culto aos grandes homens dava forma à religião cívica do positivismo e exaltava os nomes reconhecidos pela humanidade. Ao final das cerimônias litúrgicas e ao deixar o porto de Belém rumo à Santos.

Pouco antes de morrer, diante do estado de saúde do compositor, o governo de São Paulo autorizou uma pensão mensal de dois contos de réis, enquanto ele vivesse e, por sua morte, de quinhentos mil réis, aos seus filhos, até completarem a idade de 25 anos. Nessa ocasião, existiam somente dois filhos do compositor e maestro.

Dias antes de sua morte, Carlos Gomes diria, fatalista:

O corpo do compositor encontra-se hoje no magnífico monumento-túmulo, em Campinas, sua terra natal, na Praça Antônio Pompeu. A duas quadras dali está o Museu Carlos Gomes, que reúne objetos e partituras do compositor.

Em 1936 foi comemorado o centenário de seu nascimento com grandes solenidades em todo o país.

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Carlos Gomes faz jus também ao nosso reconhecimento pelo seu grande espírito de brasilidade, que sempre conservou, mesmo no estrangeiro. Quando da estreia O Guarani, em Milão, o famoso tenor italiano Villani, escolhido para o papel de Peri, criou um problema: ele usava barbas, e recusava-se a raspá-las. Carlos Gomes protestou: "Onde se vira índio brasileiro barbado?" mas, afinal, tudo se acomodou. O tenor era um dos grandes cartazes da época e não podia ser dispensado. Assim, acabou cantando, após disfarçar os pelos, com pomadas e outros ingredientes.

A procura de instrumentos indígenas foi outro tormento para o maestro. Em certos trechos de música nativa, eram necessários borés, tembis, maracás ou inúbias. Andou por toda a Itália, mas não os encontrou. Foi preciso mandar fazê-los, sob sua direção, numa afamada fábrica de órgãos, em Bérgamo.

Representações na cultura[editar | editar código-fonte]

Sua face em uma moeda de 300 réis de 1938.
  • Carlos Gomes já foi retratado como personagem na televisão, interpretado por Paulo Betti na minissérie "Chiquinha Gonzaga" (1999).[14]
  • Teve sua efígie impressa nas notas de Cr$ 5.000,00 (cinco mil cruzeiros) de 1990[15] e em moedas de trezentos réis que foram emitidas em 1936 e 1937.[16]
  • O livro Carlos Gomes - Documentos Comentados (2007) de Marcus Góes, da Algol Editora traz documentos históricos de Carlos Gomes e cartas.[17]
  • Livro Homenagem a memoria de Carlos Gomes, organizado pela " Academia de Amadores da Música" de Lisboa, pela Editora Cia Nacional em 1897.

Montagens brasileiras recentes[editar | editar código-fonte]

Óperas[editar | editar código-fonte]


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Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Ata da iniciação de Carlos Gomes

Durante uma de suas visitas a São Paulo, Pietro Mascagni (autor de Cavalleria Rusticana) que era amigo de Carlos Gomes, ficou intrigado com o monumento da Praça Ramos de Azevedo que acabara de ser inaugurado. "Admirei o conjunto, mas não reconheci a fisionomia do maestro esculpida no bronze", conta. "Soube depois que se tratava do busto do General José Gomes Pinheiro Machado. Não me contive e fui procurar o Sr. Washington Luís, que a princípio se mostrou incrédulo, só se convencendo com provas. O governo mandou retirar o busto e substituí-lo pelo verdadeiro". Graças a Mascagni, a estátua que vemos junto ao Theatro Municipal de São Paulo hoje tem a cabeça certa.[18]

O compositor também foi maçom. Foi iniciado na ordem no dia 24 do 5º mês e 1859 junto com o seu irmão, José Pedro de Sant'Anna Gomes, em São Paulo, no antigo Grande Oriente Brasileiro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «Biografia de Carlos Gomes». E - Biografias. 11 de abril de 2012. Consultado em 11 de julho de 2012 
  2. a b c d e f g h «Compositores brasileiros: Carlos Gomes». MiniWeb. Consultado em 16 de outubro de 2009 
  3. «Carlos Gomes». Folha on Line 
  4. Site da Academia Brasileira de Música - Patronos - Carlos Gomes Acessado em 26 de março de 2016
  5. atualmente denominada Rua Regente Feijó
  6. a b c «Compositores brasileiros: Carlos Gomes». UOL educação. Consultado em 16 de outubro de 2009 
  7. a b c «Sant'Anna». Maestro Carlos Gomes. Consultado em 16 de outubro de 2009 
  8. «Antônio Carlos Gomes - Patrono da SBACE». Sociedade Brasileira de Artes Cultura e Ensino - Carlos Gomes. Consultado em 16 de outubro de 2009 
  9. «Biografias: Carlos Gomes». e-biografias. Consultado em 16 de outubro de 2009 
  10. «Antônio Carlos Gomes». Portal São Francisco. Consultado em 16 de outubro de 2009 
  11. a b Elizabeth (26 de maio de 2010). «Biografia de Carlos Gomes». Letras.com. Consultado em 11 de julho de 2012 
  12. «Carlos Gomes:A Grande Presença Brasileira na Música Clássica». Pietre Stones. Consultado em 16 de outubro de 2009 
  13. a b «Carlos Gomes - Fundação / Instituto». Notas Musicais - Informativo eletrônico da OSMC 
  14. «Minissérires - Chiquinha Gonzaga». Contigo. Consultado em 16 de outubro de 2009 
  15. «Moedas Comemorativas». algol. Consultado em 16 de outubro de 2009 
  16. «História da Moeda no Brasil». Portal São Francisco. Consultado em 16 de outubro de 2009 
  17. «Carlos Gomes - Documentos Comentados». algol. Consultado em 16 de outubro de 2009 
  18. «Programa de Sala do Theatro Municipal de São Paulo». Jupyra / Cavalleria Rusticana. 2013. Consultado em outubro de 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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