Carlos Gomes de Oliveira
Carlos Gomes de Oliveira (Joinville, 12 de outubro de 1894 — 15 de agosto de 1997) foi um advogado, jornalista e político brasileiro.
Carlos Gomes de Oliveira | |
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Carlos Gomes de Oliveira | |
| Deputado Estadual de Santa Catarina | |
| Período | 30 de julho de 1928 a 11 de novembro de 1930 |
| Deputado Federal por Santa Catarina | |
| Período | 1 de fevereiro de 1933 a 10 de novembro de 1937 |
| Senador por Santa Catarina | |
| Período | 1 de fevereiro de 1951 a 31 de janeiro de 1959 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 12 de outubro de 1894 Joinville, SC |
| Morte | 15 de agosto de 1997 (102 anos) Joinville, SC |
| Nacionalidade | Brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Isabel Vieira Gomes Pai: Francisco Gomes de Oliveira |
| Cônjuge | Sara Gomes de Oliveira |
| Filhos(as) | 3 |
| Partido | PLC, PTB, MTR |
Foi bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1918.
Fundou em 1920, junto com Plácido Gomes, O Correio de Joinville.[1]
Vida pessoal
[editar | editar código]Foi casado com Sara Gomes de Oliveira e teve três filhos.[1]
Carreira política
[editar | editar código]Iniciou sua carreira política ao promover a campanha da Reação Republicana, entre 1921-1922, contra a eleição à presidência de Artur Bernardes e apoiando Nilo Peçanha. Carlos Gomes de Oliveira apoiou em seu jornal a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, que deu início às revoltas tenentistas da década de 1920. Em decorrência do apoio à revolta, ele foi preso junto com Plácido Gomes e passou 2 semanas detido no quartel-general da Polícia Federal, no Distrito Federal.[1]
Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 13ª legislatura (1928 — 1930).Teve participação na elaboração da quinta Constituição do estado em 1928.[1]
Em 1929 ele se aliou com políticos que apoiavam a Aliança Liberal e junto com eles fundou e liderou a Dissidência Municipal.[1]
Em 1930 foi nomeado membro do Conselho Consultivo de Joinville, cargo que ocupou durante um ano. Apresentou diversos projetos para a melhoria do ensino municipal e do serviço de águas.[1]
Em 1933 foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte pelo Partido Liberal Catarinense, participou das atividades encarregadas e teve seu mandato prorrogado até 1935.[1]
Foi deputado federal, de 1934 a 1937, até a proclamação do Estado Novo.
Eleito senador para as 39ª (1951 a 1955) e 40ª legislaturas (1955 a 1959), pelo Partido Trabalhista Brasileiro, nas eleições de 1950. Presidente do senado, conduziu em 31 de janeiro de 1955 a cerimônia de posse do presidente Juscelino Kubitschek e seu vice, João Goulart.
Derrotado em sua reeleição ao Senado nas eleições de 1958, em que obteve 12% dos votos, totalizando 55.556 sufrágios.
Nas eleições de 1960, com a escolha de Doutel de Andrade pelo PTB para Vice-governador, integrou uma dissidência deste partido pela qual foi lançado para esse cargo na chapa de Irineu Bornhausen (UDN), terminando em segundo lugar com 46,83% dos votos.
Após essa derrota eleitoral, por meio de carta aberta, rompeu definitivamente com o PTB, anunciando ingresso no Movimento Trabalhista Renovador. Sua última disputa eleitoral foi nas eleições de 1962, em que se candidatou à suplente de Saulo Ramos (PST), que não obteve êxito. Após o revés, não mais disputou eleições, passando a se dedicar à produção intelectual e acadêmica.[2]
Referências
- ↑ a b c d e f g «Oliveira, Carlos Gomes de». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 1 de outubro de 2018
- ↑ MACIEL, Joelson (2018). Para além do senador: uma biografia política de Carlos Gomes de Oliveira (1894-1997). (PDF). Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina. pp. 334–337
Bibliografia
[editar | editar código]- Piazza, Walter: Dicionário Político Catarinense. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1985.
Ligações externas
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| Precedido por Vítor Konder |
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Sucedido por Polidoro Ernani de São Tiago |