Carlos Lacerda
Carlos Lacerda | |
|---|---|
Carlos Lacerda em 1954 | |
| 2º Governador da Guanabara | |
| Período | 5 de dezembro de 1960 a 11 de outubro de 1965 |
| Vice-governador(a) | Nenhum (1960–63) Elói Dutra (1963–64) Rafael Magalhães (1964–65) |
| Antecessor(a) | José Sette Câmara |
| Sucessor(a) | Negrão de Lima |
| Deputado Federal pelo Distrito Federal | |
| Período | 4 de abril de 1960 a 1 de dezembro de 1960 |
| Período | 26 de maio de 1958 a 12 de dezembro de 1959 |
| Período | 02 de fevereiro de 1955 a 17 de março de 1958 |
| Vereador do Distrito Federal | |
| Período | 14 de março de 1947 a 16 de janeiro de 1948 |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Carlos Frederico Werneck de Lacerda |
| Nascimento | 30 de abril de 1914 Rio de Janeiro, DF[a] |
| Morte | 21 de maio de 1977 (63 anos) Rio de Janeiro, RJ |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Olga Caminhoá Werneck Pai: Maurício de Lacerda |
| Alma mater | Faculdade Nacional de Direito (LL.B) |
| Cônjuge | Letícia Abruzzini (1935–1977) |
| Filhos(as) | 3 |
| Partido | PCB (1933-1939) UDN (1945-1965) |
| Religião | Católico |
| Profissão | Jornalista, político |
| Ocupação | Colunista do Correio da Manhã, Proprietário da Tribuna da Imprensa e da Nova Fronteira |
| Assinatura | |
| Parte da série sobre |
| Conservadorismo no Brasil |
|---|
Carlos Frederico Werneck de Lacerda GCC (Rio de Janeiro,[a] 30 de abril de 1914 – Rio de Janeiro, 21 de maio de 1977) foi um jornalista e político brasileiro. Foi membro da União Democrática Nacional (UDN), vereador (1947), deputado federal (1955–60) e governador do estado da Guanabara (1960–65). Foi fundador (em 1949) e proprietário do jornal Tribuna da Imprensa, assim como criador (em 1965) da editora Nova Fronteira.
Origens
[editar | editar código]Carlos Lacerda nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal,[a] onde seu avô residia e seu pai tinha grandes interesses políticos.[2] Recebeu o nome de Carlos Frederico como homenagem aos pensadores políticos Karl Marx e Friedrich Engels.[3] Era filho do político, tribuno e escritor Maurício de Lacerda (1888–1959) e de Olga Caminhoá Werneck (1892–1979), sendo neto paterno de Sebastião Lacerda, ministro do Supremo Tribunal Federal e ministro dos Transportes no governo de Prudente de Morais. Pela família materna, era bisneto do botânico Joaquim Monteiro Caminhoá, trineto do barão do Ribeirão, descendente direto de Inácio de Sousa Vernek, descendente materno de alemães[4] cuja família tinha importante influência política e econômica na região; sobrinho-bisneto do barão de Maçambara, do visconde de Cananeia, do barão de Avelar e Almeida, da baronesa de Werneck, sobrinho-trineto do barão de Santa Fé e sobrinho-tetraneto do 1.º barão de Santa Justa.[3]
Seus pais eram primos, descendentes em linhas afastadas de Francisco Rodrigues Alves, o primeiro sesmeiro da cidade de Vassouras. Por outro lado, embora tivesse sobrenome parecido com o do 2.º Barão de Pati do Alferes, o seu sobrenome Lacerda origina-se de seu bisavô, um confeiteiro português de origem pobre e que se estabeleceu em Vassouras. Seu bisavô, logo que veio para o Brasil, se casou com uma descendente de Francisco Rodrigues Alves (estes serão os pais de seu avô paterno, Sebastião Lacerda).[3] Seu bisavô português chamava-se João Augusto Pereira de Lacerda e pertencia a uma das principais famílias da nobreza açoriana, os Lacerdas do Faial, descendentes das nobres famílias dos Pereiras, senhores da Feira, e dos Lacerdas, descendentes dos reis de Castela e Leão e dos de França.[5]
Sua primeira ação contra o governo de Getúlio Vargas implantado com a revolução de 1930 deu-se em janeiro de 1931, quando planejou incentivar marchas de desempregados no Rio de Janeiro e em Santos durante as quais ocorreriam ataques ao comércio. A conspiração comunista foi descoberta e desbaratada pela polícia liderada por João Batista Luzardo.[6]

Em março de 1934 ficou responsável pela leitura do manifesto de lançamento oficial da Aliança Nacional Libertadora (ANL), entidade anti-imperialista, que combatia o latifúndio e lutava pela democracia,[7] em uma solenidade na cidade do Rio de Janeiro à qual compareceram milhares de pessoas. Na ocasião também propôs que Luís Carlos Prestes fosse o presidente de honra da entidade, sugestão que foi aceita.[7]
Rompeu com o movimento comunista em 1939, dizendo considerar que tal doutrina "levaria a uma ditadura, pior do que as outras, porque muito mais organizada, e, portanto, muito mais difícil de derrubar". A partir de então, como político e escritor, consagrou-se como um dos maiores porta-vozes das ideologias conservadora e direitista no país, e grande adversário de Getúlio Vargas, e dos movimentos políticos trabalhista e comunista, sendo contado como um dos principais oradores da ‘Banda de música da UDN’.[8]
Era torcedor e sócio proprietário do Flamengo.[9]
O anti-Getúlio
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Inimigo político declarado de Getúlio Vargas, Carlos Lacerda foi um importante articulador da oposição à candidatura de Vargas à presidência em 1950 e, mais tarde, ao seu governo constitucional, até agosto de 1954. Em 1949, fundara o jornal Tribuna da Imprensa, que se tornaria um instrumento central de crítica a Vargas e seus aliados. Em editorial publicado em 1º de junho de 1950, intitulado "Advertência oportuna", Lacerda escreveu sobre o então candidato da Frente Populista:
"O senhor Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar."[10][11]
Lacerda e a posse de Juscelino
[editar | editar código]Governador da Guanabara
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Com a transferência da capital para Brasília, candidatou-se ao governo do recém-criado estado da Guanabara. Apesar do grande favoritismo inicial, Lacerda foi eleito por pequena margem, tendo sido ajudado pela divisão de votos populares que ocorreu com a candidatura de Tenório Cavalcanti ao mesmo cargo.[3]
Em 24 de agosto de 1961, fez um discurso em cadeia nacional de rádio e televisão atacando o presidente Jânio Quadros, seu ex-aliado. A renúncia de Jânio ocorreu no dia seguinte, em 25 de agosto. Em debate na Band no ano de 1982, Quadros afirmou que Lacerda foi "quem provocou o 25 de agosto", chamando-o também de inimigo figadal seu e do povo brasileiro.[12]
Durante seu governo, foi divulgado que policiais assassinavam os mendigos que perambulavam pela cidade e jogavam seus corpos no rio da Guarda, afluente do rio Guandu. O governo de Carlos Lacerda foi acusado pela imprensa de oposição de ter dado instruções aos policiais para que realizassem estes assassinatos. Tal assunto foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa, do então Estado da Guanabara, onde Paulo Duque foi o seu relator.[13]
Iniciou-se no seu governo a construção do Aterro do Flamengo,[14] inaugurado em outubro de 1965, além de ter sido concluído o Túnel da Santa Bárbara, inaugurado em abril de 1964[15] e projetada e iniciada a construção do Túnel Rebouças, inaugurado posteriormente em 1967.[16][17]
Começou também em seu governo o processo para a remoção da Favela do Esqueleto[18][19] e da Favela do Pasmado.[20] Os moradores dessas favelas foram transferidos para conjuntos habitacionais criados, como a Cidade de Deus,[21] A Vila Kennedy[22] e a Vila Aliança,[23] todos financiados pelo programa Aliança para o Progresso, criado pelo presidente americano John F. Kennedy.[24]
Participou das articulações conspiratórias que precederam o golpe militar de 1964,[1] mas não estava nas etapas finais.[25] Sabia com antecedência da deflagração do movimento prevista para o início de abril,[26] e após a partida de Olímpio Mourão Filho em Minas Gerais, entrincheirou-se com a Polícia Militar e voluntários no Palácio Guanabara, sede do governo, antecipando um ataque dos fuzileiros navais do almirante Cândido Aragão.[1] Ele nunca veio: Aragão queria atacar, mas não tinha autorização do Presidente.[27] Em discurso contra o almirante ele disse:
"Viva a liberdade, viva o Brasil, viva a honra do Brasil, viva a dignidade do Brasil!
Almirante Aragão, Almirante Aragão, assassino monstruoso, incestuoso miserável. Almirante Aragão, não te aproximes, porque eu te mato com meu revólver! Canalha, bandido, traidor, a sua hora chegou! Foge enquanto é tempo, garanta a impunidade. Bandido, matador e mandante de inocentes soldados para matar outros soldados, para esconder sua desonradez, canalha!"
- Carlos Lacerda, 1º de abril de 1964
A 22 de Julho de 1964 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo de Portugal.[28]
Após 1964 e a cassação
[editar | editar código]Em novembro de 1966 lançou a Frente Ampla, movimento de resistência ao Regime militar de 1964, que seria liderada por ele e por seus antigos opositores João Goulart e Juscelino Kubitschek. Foi cassado em dezembro de 1968 pelo regime militar e levado preso para um Regimento de Cavalaria da Polícia Militar, onde ficou na mesma cela que o seu antigo companheiro do PCB Mário Lago, com quem não falava havia décadas.[29] Em seguida, voltou a trabalhar por pouco tempo como jornalista, antes de dedicar-se às atividades na editora de sua propriedade, Nova Fronteira.[30]
Morreu na Clínica São Vicente em 1977, vítima de um infarto no miocárdio.[31]
Representações na cultura
[editar | editar código]O fato das mortes dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek (22 de agosto de 1976) e João Goulart (6 de dezembro de 1976), terem sido muito próximas a morte de Carlos Lacerda, foi uma situação que inspirou a imaginação do escritor Carlos Heitor Cony, no romance Beijo da Morte (2003), como um grande plano de assassinato das lideranças civis contrárias à ditadura militar. Evidentemente, trata-se, no caso de Lacerda e JK, de uma peça de ficção.[31]
Carlos Lacerda já foi retratado como personagem no cinema e na televisão:
- Carlos Cabral, na minissérie Agosto (1993)[32]
- Pedro Gustavo, no Documentário Lacerda (1996)
- Marcos Palmeira, no filme "Bela Noite para Voar" (2005)
- José de Abreu, na minissérie "JK" (2006)
- Marcello Airoldi, no filme "Flores Raras" (2013)[33]
- Alexandre Borges, no filme Getúlio (2014)
Herdeiros políticos
[editar | editar código]O nome de Carlos Lacerda foi usado pelo seu sobrinho-neto, Marcio Lacerda, usando-se disso para se promover na política. E a medida que cresciam as influências das forças de esquerda depois da Ditadura, evitou a associação do nome de seu tio-avô ao conservadorismo.[34]
Ver também
[editar | editar código]Notas
Referências
- ↑ a b c Keller, Vilma (2001). «LACERDA, Carlos». Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. CPDOC FGV. Consultado em 17 de maio de 2021
- ↑ Ideias, Diadorim. «Carlos Lacerda - Mapa de Cultura RJ». mapadecultura.rj.gov.br
- ↑ a b c d DULLES, John WF (2000), Carlos Lacerda – A Vida de um Lutador, 1 – 1914–1960, Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
- ↑ Deister, Sebastião (10 de março de 2022). «A família Werneck no contexto da criação de Miguel Pereira». Vale do Café Revista. Consultado em 22 de dezembro de 2022
- ↑ FORJAZ, Jorge (2007), Genealogias da Ilha Terceira, 7, Lisboa, p. 461.
- ↑ Brasil, CPDOC-Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «JOAO BATISTA LUZARDO». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 5 de agosto de 2022
- ↑ a b VIANNA, Marly de Almeida Gomes (1995). Política e rebelião nos anos 30. São Paulo: Editora Moderna. ISBN 85-16-01381-2
- ↑ Beloch, 2001.
- ↑ Felipe Costa Barros, Márcio Iannacca. «Carlos Lacerda está apto a votar no Mengão». Globo Esporte. Consultado em 10 de fevereiro de 2025
- ↑ Lacerda, Carlos (1 de junho de 1950). «Advertência oportuna». Tribuna da Imprensa. Rio de Janeiro. p. 4. Consultado em 7 de agosto de 2025
- ↑ Zicman de Barros, Thomás; Lago, Miguel (2022). Do que falamos quando falamos de populismo. São Paulo: Companhia das Letras. p. 51. ISBN 9786559211241
- ↑ Fernandes, Luigi. «Debate 1982, Montoro e Jânio Quadros com humor e ironia». YouTube
- ↑ Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil - (CPDOC); Sabrina Guerghe. «Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro - DHBB, verbete: Paulo Duque» 🔗. Fundação Getúlio Vargas - FGV. Consultado em 6 de dezembro de 2017
- ↑ «MultiRio — O Aterro do Flamengo: marco paisagístico». MultiRio. Consultado em 4 de agosto de 2024
- ↑ «Capela na rocha, obra de 15 anos e impacto nos bairros: conheça as histórias dos 60 anos do Túnel Santa Bárbara». O Globo. 2 de setembro de 2023. Consultado em 4 de agosto de 2024
- ↑ Lucena, Felipe (31 de março de 2016). «História do Túnel Rebouças - Diário do Rio de Janeiro». Consultado em 4 de agosto de 2024
- ↑ «IBGE | Biblioteca | Detalhes | Túnel Rebouças : Rio de Janeiro (RJ)». biblioteca.ibge.gov.br. Consultado em 4 de agosto de 2024
- ↑ «Favela do Esqueleto». www.monumentosdorio.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2024
- ↑ «Favela do Esqueleto». Rio Memorias. Consultado em 4 de agosto de 2024
- ↑ Brito, Antonio Augusto (19 de março de 2018). «Fogo na Favela do Pasmado ou como nascem as Marielles». Curta Botafogo. Consultado em 4 de agosto de 2024
- ↑ «Cidade de Deus, o bairro que virou filme». MultiRio. Consultado em 4 de agosto de 2024
- ↑ «Nascida da remoção de favelas, Vila Kennedy vive 'déjà-vu' após virar bairro-piloto de intervenção no Rio». BBC News Brasil. Consultado em 4 de agosto de 2024
- ↑ Araujo, Felipe (9 de janeiro de 2018). «Vila Aliança: lugar de história e luta». ANF - Agência de Notícias das Favelas. Consultado em 4 de agosto de 2024
- ↑ Hora, Jornal Meia (13 de dezembro de 2020). «Vila Aliança teve ruas batizadas com nome de profissões a pedido dos EUA». MH - Alô Comunidade. Consultado em 4 de agosto de 2024
- ↑ Silva, Hélio (2014). 1964: Golpe ou Contragolpe?. Porto Alegre: L&PM. pp. 282–284
- ↑ Souza, Claudio Mello e (1964). O vizinho do presidente. Os idos de março e a queda em abril 2ª ed. Rio de Janeiro: José Álvaro. pp. 167–168
- ↑ Almeida, Anderson da Silva (2017). ...como se fosse um deles. Almirante Aragão: memórias, silêncios e ressentimentos em tempos de ditadura e democracia. Niterói: Eduff. pp. 148–150
- ↑ «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Carlos Lacerda". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 29 de março de 2016
- ↑ Gaspari, Elio (2014). A Ditadura Escancarada 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca. 526 páginas. ISBN 978-85-8057-408-1
- ↑ «Carlos Lacerda - Biografia - UOL Educação». educacao.uol.com.br. Consultado em 30 de abril de 2021
- ↑ a b Mello, Guilherme (21 de outubro de 2021). «A ascensão e queda de um Ícaro: um obituário de Carlos Lacerda». História da Ditadura. Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ «AGOSTO - FICHA TÉCNICA». memoriaglobo.globo.com
- ↑ «Flores Raras». globofilmes. 16 de agosto de 2013. Consultado em 5 de agosto de 2023
- ↑ Geraldo Elísio (13 de abril de 2012). «O CAMALEÃO DAS GERAIS». Novo Jornal. Consultado em 5 de março de 2025. Cópia arquivada em 15 de abril de 2012
Bibliografia
[editar | editar código]- BELOCH, Israel, ed. (2001), «Aliomar Baleeiro», Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930 2ª ed. , Rio de Janeiro: FGV.
- DULLES, John Walter Foster. Carlos Lacerda: a vida de um lutador. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. 2 vols. Contém um CD [Primeira edição brasileira: 1992]
- MENDONÇA, Marina Gusmão de. O demolidor de presidentes: a trajetória política de Carlos Lacerda, 1930-1968. São Paulo: Códex, 2002.
- MENDONÇA, Marina Gusmão de. 'Imprensa e política no Brasil: Carlos Lacerda e a tentativa de destruição do Última Hora In: Histórica: Revista Eletrônica do Arquivo Público do Estado de São Paulo, n° 31, 2008.
Ligações externas
[editar | editar código]- Carlos Lacerda no IMDb
- «Artigos e cartas»
- «Os noventa anos do Corvo»
- «CPDOC-FGV Dicionário-Histórico Brasileiro. Verbete Biográfico»
| Precedido por José Sette Câmara Filho |
Governador da Guanabara 1960 — 1965 |
Sucedido por Raphael de Almeida Magalhães |
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- Anticomunistas do Brasil
- Católicos do Brasil
- Editores do Brasil
- Jornalistas do estado do Rio de Janeiro
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- Opositores da ditadura militar no Brasil (1964–1985)
- Vice-governadores da Guanabara
- Políticos do estado do Rio de Janeiro do século XX
- Políticos conservadores do Brasil
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- Brasileiros de ascendência alemã
- Brasileiros de ascendência espanhola
- Brasileiros de ascendência francesa
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