Carlos Lessa

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Carlos Lessa
Nascimento 30 de julho de 1936 (81 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Economista

Carlos Francisco Theodoro Machado Ribeiro de Lessa (Rio de Janeiro, 30 de julho de 1936) é um economista brasileiro.

Formação e carreira acadêmica[editar | editar código-fonte]

Formou-se em ciências econômicas pela antiga Universidade do Brasil em 1959. Recebeu mestrado em análise econômica pelo Conselho Nacional de Economia em 1960. Fez doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp em 1976.

Foi professor no Instituto Rio Branco do Itamaraty (1961-1964). Ministrou cursos na CEPAL e no ILPES da ONU (1962-1968), no Instituto para Integração da América Latina (1966-1969), na Universidade do Chile (1967), na Unicamp (1979-1994) e da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense, entre outras.

Exilado no Chile após o golpe militar de 1964, retornou pouco antes do AI-5 e ajudou a fundar o Instituto de Economia da Unicamp.

É professor da UFRJ desde 1978, quando foi aceito por concurso público juntamente com Maria da Conceição Tavares.

Serviu como assessor do ex-presidente do PMDB Ulysses Guimarães e dirigiu a área social do BNDES, o Finsocial (1985-1989). Foi economista do Instituto Latino Americano de Planificación Económica & Social da ONU e consultor da Fundação para o Desenvolvimento da Administração Pública de São Paulo.[1]

Em 2002 foi reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, cargo do qual se licenciou.

Presidência do BNDES[editar | editar código-fonte]

Em 2003, com o apoio de Maria da Conceição Tavares e Aloizio Mercadante, foi convidado pelo presidente Lula para assumir a presidência do BNDES. Aceitou e foi empossado em 17 de janeiro.[2]

De personalidade forte, Carlos Lessa logo bateu de frente com o ministro da Fazenda Antonio Palocci e o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. De verbo solto, Carlos Lessa chegou a declarar a Furlan que o BNDES era vinculado mas "independente" do ministério.[3]Discípulo de Celso Furtado, Carlos Lessa defendeu o desenvolvimentismo e um papel mais ativo do governo no direcionamento da economia. Segundo ele próprio, a imprensa previu sua demissão mais de setenta vezes.[4] Em novembro de 2004, uma semana após fazer críticas ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, com relação ao aumento de juros, Carlos Lessa foi afastado do cargo.[4]O ministro do Planejamento Guido Mantega assumiu o cargo. Foi enviado ao presidente Lula um manifesto contra sua demissão, com mais de 500 signatários, entre eles o arquiteto Oscar Niemeyer, o jurista Fabio Konder Comparato e entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil e a Central Única dos Trabalhadores.

Eleições 2012[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2011, Lessa filiou-se ao PSOL, junto com o vereador do Rio de Janeiro pelo PPS, Paulo Pinheiro, tendo em vista a disputa eleitoral na capital carioca em 2012.[5] Lessa é cotado para disputar uma vaga na câmara municipal.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

É casado com Marta. Torce para o modesto Olaria Atlético Clube. Fundou um bloco carnavalesco, o Minerva Assanhada.[2] Tem por hobby colecionar livros (tem uma coleção de mais de vinte mil títulos) e também classificar moluscos.

Em entrevista à Radio Eldorado (São Paulo), em 12 de outubro de 2009, afirmou ter sido padrinho de casamento de José Serra, ex-governador do estado de São Paulo e candidato à Presidência da República.

Referências

  1. «Conheça-O-Novo-Presidente-Do-Bndes». Consultado em 27 de outubro de 2009 
  2. a b «VEJA on-line». Consultado em 27 de outubro de 2009 
  3. «Época - NOTÍCIAS - Carlos Lessa deixa a presidência do BNDES». Consultado em 27 de outubro de 2009 
  4. a b «Folha Online - Dinheiro - Carlos Lessa deixa a presidência do BNDES - 18/11/2004». Consultado em 27 de outubro de 2009 
  5. «PSoL - Reforço de Peso no PSOL-RJ: Carlos Lessa e Paulo Pinheiro». Consultado em 7 de outubro de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Eleazar de Carvalho Filho
Presidente do BNDES
2003 — 2004
Sucedido por
Guido Mantega
Precedido por
José Henrique Vilhena
Reitor
Universidade Federal do Rio de Janeiro

2002 — 2003
Sucedido por
Sergio Eduardo Longo Fracalanzza


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