Carlos Mardel

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Carlos Mardel
Retrato de Carlos Mardel.
Nome completo Martell Károly
Nascimento 1696
Pozsony, Flag of Hungary (15th century, rectangular).svg Reino da Hungria
Morte 8 de setembro de 1763 (67 anos)
Lisboa, Flag of Portugal (1750).svg Portugal
Nacionalidade Hungria Húngara / Portugal Portuguesa
Ocupação Arquiteto
Obras notáveis
Assinatura
Assinatura de Carlos Mardel

Carlos Mardel (de seu verdadeiro nome em húngaro: Martell Károly ou Mardell Károly) (Pozsony/Bratislava, então na Hungria, 1695/1696 - Lisboa, 8 de Setembro de 1763), foi um oficial do exército, engenheiro, arquiteto e maçon húngaro.[1] Participou na construção do Aqueduto das Águas Livres e na construção do Palácio do Marquês de Pombal.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carlos Mardel nasceu na Hungria, em 1695 ou 1696. Lutou na guerra dos Impérios da Polónia e Grã-Bretanha. Viajou para Portugal em 1733, onde foi sargento-mor de engenharia da Infantaria. Foi capitão e, em 1762, atingiu o posto de coronel, desempenhando funções de relevo na arquitetura civil e militar que o tornaram famoso, sobretudo após o Terramoto de 1755.[1]

Como engenheiro e arquiteto, Mardel foi um dos principais responsáveis pela construção do Aqueduto das Águas Livres, tendo desenhado a Mãe d'Água e um arco triunfal, o Arco das Amoreiras, para festejar a chegada das águas. Da sua autoria são, também, o Chafariz da Esperança e do Chafariz do Rato; o Palácio do Marquês de Pombal, antiga residência de Sebastião José de Carvalho e Melo, um solar do século XVIII, em Oeiras; Capela do Solar, dedicada a Nossa Senhora das Mercês (também em Oeiras).

Em 1747, Mardel foi nomeado para o cargo de arquiteto dos paços reais e das ordens militares.

Foi um dos principais arquitetos da reconstrução de Lisboa, após o Terramoto de 1755, juntamente com Eugénio dos Santos. Deixou a sua marca no tipo de telhados que desenhou, caracterizados por telha de canudo com beirais, de origem alemã. Construiu, aínda, o Palácio da Inquisição no Rossio. O novo plano de Lisboa e a reconstrução da cidade muito lhe ficaram a dever.[1]

Iniciado na Maçonaria em data e Loja desconhecidas e com nome simbólico desconhecido, pertenceu à Loja denominada Casa Real dos Pedreiros Livres da Lusitânia, existente em Lisboa de 1733 a 1738.[1]

Referências

  1. a b c d António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques. Dicionário de Maçonaria Portuguesa. [S.l.: s.n.] pp. Volume II. Colunas 948-9 
  • Redacção Quidnovi, com coordenação de José Hermano Saraiva, História de Portugal, Dicionário de Personalidades, Volume XVII, Ed. QN-Edição e Conteúdos, S.A., 2004

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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