Carlos Matus

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Carlos Matus Romo nasceu no Chile em 1931. Formou-se, em 1955 na Escola de Economia da Universidade do Chile. Desempenhou funções como assessor do Ministro da Fazenda e como Ministro da Economia do Governo do Presidente Salvador Allende de 1971 a 1973, tendo sido o maior estudioso da América Latina e um dos maiores do mundo, sobre planejamento estratégico de governo, capacidade de governo, governabilidade, estilos estratégicos de governo, entre outros assuntos.

Com o advento do golpe de estado, no Chile, foi preso político e durante o cárcere intensificou suas críticas ao planejamento tradicional e concebeu as primeiras idéias acerca do Planejamento Estratégico Situacional (PES). Foi libertado em 1975 e partiu pra o exílio na Venezuela. Fora do país, buscou responder à pergunta "Porque um governo com tanta popularidade e com tão boas intenções caiu de forma tão fragorosa, diante de um golpe militar?".

Em 1980, publicou a obra “Planificación de Situaciones”, elaborada em grande parte na época em que esteve no cárcere. O avanço das idéias do método PES se dá a partir de 1978 até 1981, com a colaboração de uma equipe do CENDES (Centro de Estudos do Desenvolvimento da Universidade Central da Venezuela). Em 1984 lança o documento “Política y Plan”, texto que reelabora e estende, posteriormente, em “Política, Planificación y Gobierno”.

Em 1988, Carlos Matus criou, em Caracas, Venezuela, a Fundação ALTADIR, organismo que visa o “desenvolvimento do planejamento estratégico e das técnicas de alta direção”. A partir de então, passa a assessorar equipes de governo e planejamento, difundindo as propostas do PES em vários países, entre os quais Colômbia, Equador, Brasil e Venezuela.

Neste período, a cooperação de Matus passou a ser solicitada por diversos órgãos, dentre os quais se destacam: a FIOCRUZ, a Central Única dos Trabalhadores, o DIEESE, o INAP, além das prefeituras conquistadas pelo Partido dos Trabalhadores (Campinas, Porto Alegre, Piracicaba, Vitória, Macapá), entre outras instituições que buscavam alternativas que propiciassem a ampliação da capacidade de gestão.

O PES disseminou-se rapidamente em nosso país e foi adaptado amplamente no setor público. Influenciou gestores, estudiosos e pesquisadores. Centenas de dissertações de mestrado e teses de doutoramento apresentadas e defendidas na Fiocruz foram inspiradas no enfoque matusiano.

A crise do planejamento ocorrida a partir da década de setenta e as mudanças históricas emergentes no Brasil nos anos oitenta, principalmente a partir de 1985, no interior do processo de redemocratização do país, quando emerge a gênese do Movimento da Reforma Sanitária se configurava um cenário propício para as idéias inovadoras e criativas de Matus.

Carlos Matus deixou uma grande obra - ainda pouco conhecida internacionalmente - e influenciou centenas de administradores públicos, especialmente no Brasil.

Faleceu no final de 1998, de doença degenerativa nos pulmões, em Caracas, na Venezuela, rodeado pela esposa, filhos e netos. Apesar de muito doente, promoveu cursos de PES, até poucos meses antes de morrer.

Livros publicados:

  • Adeus Senhor Presidente
  • O Líder Sem Estado-Maior
  • Estratégias Políticas: Chimpanzé, Maquiavel e Ghandi
  • Política, Planejamento e Governo
  • Entrevista com Matus: o Método PES
  • Teoria do Jogo Social

Seus principais conceitos são:

  • Planejamento Estratégico Situacional (PES)
  • Triângulo de Governo
  • Três Cintos de Governo
  • Triângulo de Ferro nas Macro-Organizações

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