Carlos Moura Dourado

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Carlos Moura
Informações pessoais
Nome completo Carlos Moura Dourado
Data de nasc. 17 de agosto de 1964 (54 anos)
Local de nasc. Brasília (DF),  Brasil
Apelido Moura
Informações profissionais
Equipa atual Aposentado
Posição Meia-atacante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1985–1986
1987–1988
1989–1990
1991–1993
1994
1995
1996–2001
Distrito Federal (Brasil) Guará
Distrito Federal (Brasil) Tiradentes
São Paulo São José
Pernambuco Sport Recife
Japão Cerezo Osaka
Pará Paysandu
Rio Grande do Norte América de Natal






Times/Equipas que treinou
2006
2008
2012
2014
2016
Rio Grande do Norte América de Natal (interino)
Rio Grande do Norte América de Natal (interino)
Rio Grande do Norte América de Natal (interino)
Rio Grande do Norte América de Natal (interino)
Rio Grande do Norte América de Natal (interino)




Carlos Moura Dourado, mais conhecido por Carlos Moura (Brasília-DF, 17 de agosto de 1964), é um ex-jogador de futebol, ex-sindicalista e técnico de futebol brasileiro.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Iniciou a carreira futebolística em 1985, no Guará, encerrando-a 16 anos depois[1]. Jogou ainda 2 temporadas pelo Tiradentes, também do Distrito Federal, passando posteriormente pelo Paysandu, São José, Sport Recife, Cerezo Osaka(JAP) e encerrando-a no América de Natal, equipe em que mais atuou.[2], aos 36 anos.

Moura começou sua carreira nos juniores do Clube de Regatas Guará. Nessa condição, foi convocado para defender a seleção de juniores do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro da categoria, realizado no período de 14 de dezembro de 1983 a 22 de janeiro de 1984. Juntamente com Santos, Ney e Iranil foi um dos destaques da seleção brasiliense na competição, vencida pela seleção do Paraná, que tinha entre outros destaques o goleiro Zetti.

Profissionalizou-se no ano seguinte. Muito jovem ainda, ficou mais tempo na reserva do que entre os titulares.

Situação que se modificou um pouco em 1985, quando atuou mais vezes no time titular, comoponta ou centroavante, marcando três gols no campeonato daquele ano. É bom registrar que o time onde Moura atuava também não ajudava. No período em que passou no Guará, o clube foi quinto nos anos de 1984 e 1985 e último colocado em 1986, competições disputadas por oito equipes.

Em 1986, o Guará só marcou oito gols no campeonato brasiliense. Moura foi o responsável por 50% deles, ou seja, quatro.

1987 foi um ano melhor, com o Guará chegando na terceira colocação e Moura marcando seis gols no campeonato. Foi convocado para a Seleção de Brasília que enfrentou o Flamengo no dia 5 de julho, mas não jogou. Um mês depois (05.08), teve nova oportunidade de defender a seleção brasiliense, no Campeonato Brasileiro de Seleções, quando o Distrito Federal foi desclassificado por Goiás. Jogou apenas a segunda partida. Foi emprestado ao Brasília para a disputa do Módulo Azul do Campeonato Brasileiro de 1987. O Brasília não realizou boa campanha e não passou para a segunda fase da competição.

Transferiu-se para o Tiradentes em 1988. Moura foi peça fundamental na conquista do título de campeão brasiliense pela primeira vez na história do rubro-negro da Capital Federal. Marcou 16 gols, tornando-se artilheiro da competição. Ao final do ano venceu o IV Troféu ABCD ofertado aos Melhores do Esporte pela Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos, levando a melhor sobre Zé Maurício e Beto Fuscão, seus companheiros de clube, Bocaiúva (Taguatinga), Josimar (Brasília) e Pedro César (Guará). Ainda disputou a Divisão de Acesso do Campeonato Brasileiro daquele ano, pelo Tiradentes, marcando oito gols e ajudando o clube a chegar até a terceira e penúltima fase, vencida pelo União São João, de Araras, campeão do torneio.

Quase marcou o mesmo total de gols no campeonato de 1989: 14, repetindo o feito de ser o artilheiro da competição, mas o Tiradentes não foi bem no campeonato. Ficou na quinta colocação.

Em agosto de 1989, transferiu-se para o futebol paulista, adquirido pelo São José, de São José dos Campos, dando início a carreira longe de casa. O treinador do São José era Emerson Leão.

No São José, foram 69 jogos de Moura e 9 gols marcados. Participou da campanha vitoriosa do vice-campeonato brasileiro da Divisão Especial de 1989, que levou o São José para a Série A. Foi o artilheiro do time na excursão pela Espanha, com três gols.

De 1991 a 1993 foi jogador do Sport Clube do Recife, sendo artilheiro e ídolo da torcida pernambucana. Foi campeão pernambucano em 1991 e 1992, tornando-se artilheiro da edição de 1991, com 26 gols. No mesmo período, defendeu o Sport em 38 jogos pelo Campeonato Brasileiro, marcando 4 gols.

Em seguida, teve passagem pelo futebol internacional, no Cerezo Osaka, do Japão, em 1994, retornando ao Brasil em 1995 para defender as cores do Paysandu, de Belém (PA). Na reserva, disputou o campeonato paraense e o campeonato brasileiro deste ano. O Paysandu foi vice-campeão estadual e, no Brasileiro, ficou com a 23ª e penúltima posição, sendo rebaixado para a Série B.

No ano seguinte, 1996, Moura foi contratado pelo clube onde conquistaria muitas vitórias e se tornaria ídolo incondicional da torcida: o América, de Natal (RN). Jogando pelo América, ele conquistou o acesso à 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro, permanecendo na elite do futebol nacional por dois anos seguidos.

Em 1998 conquistou a Copa do Nordeste numa final emocionante contra o Vitória, da Bahia, no Machadão.

Participou de três jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série C em 1999, quando marcou um gol atuando pelo Potiguar, de Mossoró (RN).

No ano de 2001, Moura decidiu encerrar a carreira, mas não sua relação com o América, assumindo o cargo de gerente de futebol do clube e, posteriormente, as categorias de base.

Permaneceu em Natal, onde montou sua escolinha de futebol, a Moura Sports, que vem revelando algumas boas promessas.

Assumiu o cargo de técnico do América, interinamente, na Série B de 2006. Depois disso, chegou a assumir o cargo de forma efetiva, em 2008 e em 2010.

Moura também comandou a equipe do Força e Luz no campeonato potiguar Sub-16.

Fora dos gramados, Moura foi o primeiro presidente do Sindicato dos Atletas de Futebol Profissional do Estado do Rio Grande do Norte, entidade fundada no dia 9 de fevereiro de 2007.

Tem quatro filhos: Carlos, Daniela, Guilherme e Manuela.

Um registro: em entrevista a Pedro Bial, no programa Fantástico, em 2002, o craque Juninho Pernambucano revelou que quem o ensinou a bater falta foi Moura.

Após encerrar a carreira como jogador, Moura fixou-se no Rio Grande do Norte onde, na capital Natal veio a se tornar presidente do sindicato dos profissionais do futebol da cidade.

Ainda em 2008 deixa o treinamento das divisões de base do América de Natal para assumir interinamente a equipe principal do time potiguar, no lugar que foi do então demitido Luiz Carlos Ferreira.[3] Em princípios de 2010 volta novamente a assumir a equipe principal, em substituição ao treinador Paulo Moroni[4]. Desde então, trabalha como gerente de futebol e coordenador das categorias de base do América, onde inclusive chegou a ser treinador interino da equipe em 5 oportunidades.

Referências

  1. Futpédia/Globo.com. «Verbete; números». Consultado em 11 de fevereiro de 2010 
  2. Futpédia/Globo.com. «Verbete: Moura». Consultado em 11 de fevereiro de 2010 
  3. LANCEPRESS! (20 de maio de 2008). «Carlos Moura assume o América - RN: Supervisor das categorias de base do clube alvirrubro é confirmado no cargo». Consultado em 11 de fevereiro de 2010 
  4. dnonline.com.br (4 de fevereiro de 2010). «Novo técnico do América só será definido depois do clássico». Consultado em 11 de fevereiro de 2010 
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