Carlos Ribeiro (geólogo)

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Carlos Ribeiro
Nome nativo Carlos Ribeiro
Nascimento 21 de dezembro de 1813
Lisboa
Morte 13 de novembro de 1882 (68 anos)
Lisboa
Cidadania Portugal
Alma mater Academia Politécnica do Porto, Universidade do Porto
Ocupação geólogo, político, militar, arqueólogo

Carlos Ribeiro (Lapa, Lisboa, 21 de Dezembro de 1813 — Lisboa, 13 de Novembro de 1882) foi um oficial do Exército Português, geólogo e arqueólogo,[1][2] com um currículo multifacetado e uma participação cívica e política de grande notoriedade. Foi deputado nas legislaturas de 1870 a 1874 e de 1880 a 1881.[1][3] Entre um número substancial de realizações notáveis para a Geologia desempenhou importantes funções no campo da administração pública, entre as quais director da 1.ª Comissão Geológica do Reino (1857), tendo anteriormente chefiado a 4.ª Repartição Técnica da Direcção Geral de Obras Públicas, na altura responsável pelas pedreiras, minas e trabalhos geológicos. Foi também o responsável pela 1.ª edição da Carta Geológica de Portugal à escala 1/500 000, obra premiada com a medalha de prata na Exposição Universal de Paris (1867).[4][5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

De origem humilde começou a trabalhar no comércio com tenra idade o que não o impediu de alcançar uma formação académica, tendo para isso ajuda do seu patrão Francisco José de Freitas Rego e de Filipe Folque, aluno da Real Academia de Fortificação e que lhe deu explicações.

Em 1833 participou nas guerras liberais e, com o fim do conflito em 1834, volta aos estudos entrando, primeiramente, na Academia Real de Marinha e, depois, na Real Academia de Fortificação, Artilharia e Desenho. A sua formação fica completa na Escola do Exército, sucessora da Real Academia.

A sua formação militar vale-lhe o posto de Oficial em 28 de Julho de 1837.

Em 1840 é transferido para 3.º Regimento sediado no Porto e nessa cidade ingressa na Academia Politécnica do Porto para iniciar os seus estudos em Geologia. Nesta escola é premiado com 4 prémios pecuniários e tem a oportunidade de conhecer o lente José Vitorino Damásio.

Em 1845 vai trabalhar para a Companhia das Obras Públicas de Portugal ficando à frente de obras como a construção da estrada Lisboa-Caldas da Rainha, abertura da estrada Carvalhos-Ponte do Vouga. Na mesma altura estala a revolta da Maria da Fonte a que aderiu, situação que lhe viria a trazer graves consequências como a prisão e a retirada do serviço militar.

Em 1849 integra os quadros da Companhia Farrobo e Damásio o que lhe vai permitir viajar pelo país e reunir importantes espólios das áreas da petrografia e paleontologia. Este espólio seria mais tarde integrado na coleção da Comissão Geológica do Reino.

Conhece o geólogo inglês Daniel Sharpe, em 1850, autor de trabalhos relacionados com a Geologia Portuguesa e ajuda-o na tradução e revisão científica desses trabalhos. Este facto viria trazer a Carlos Ribeiro o primeiro reconhecimento internacional.

A ele se deve a descoberta dos célebres concheiros de Muge do Mesolítico, classificados Monumento Nacional em 2011.

Fez parte de sociedades científicas nacionais e internacionais, publicou estudos, foi diretor da 5.ª Secção da Direção dos Trabalhos Geodésicos, Topográficos, Hidrográficos e Geológicos do Reino, foi político.

Foi, sobretudo, pioneiro no estudo da Geologia Portuguesa e inaugurador do trabalho de campo para o estudo da Geologia.

Pioneiro, de facto, encontrou artefactos humanos com 20 milhões de anos colocando-os em exposição no Museu de Geologia em Lisboa (ver Forbidden Archaelogy de Michael Cremo). Não obstante, após a sua morte, os colegas alteraram a datação para 20.000 anos pois o conhecimento científico consensual (leia-se censurado) coloca o surgimento do Homem moderno nos 100.000 anos. Atualmente, estes artefactos estarão armazenados, sem qualquer notoriedade, impedidos de enriquecer o conhecimento de todos nós.

Notas

  1. a b «CVC: "Carlos Ribeiro (1813-1882)", por Vanda Leitão». cvc.instituto-camoes.pt .
  2. «LNEG : Biografia de Carlos Ribeiro (1814-1882)». www.lneg.pt .
  3. «Carlos Ribeiro, Antigo Estudante da Academia Politécnica do Porto». sigarra.up.pt .
  4. «Homenagem a Carlos Ribeiro». www.dct.fct.unl.pt .
  5. "Carlos Ribeiro (1813-1882), geólogo e arqueólogo". Estudos Arqueológicos de Oeiras, volume n.º 20, 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]