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Carlos do Carmo

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Carlos do Carmo
Carlos do Carmo (Novembro de 2007)
Informações gerais
Nome completoCarlos do Carmo da Ascensão de Almeida
Nascimento21 de dezembro de 1939
Lisboa, Portugal
Morte1 de janeiro de 2021 (81 anos)
Lisboa
Portugal
GênerosFado, música popular portuguesa
OcupaçãoCantor
InstrumentoVoz
Período em atividade1964-2019
GravadoraUniversal Music
AfiliaçõesLucília do Carmo, Alfredo Marceneiro, Armandinho, Amália Rodrigues, Joaquim Luís Gomes, José Carlos Ary dos Santos, Fernando Tordo, José Luís Tinoco, António Victorino de Almeida, Paulo de Carvalho, Raúl Nery, Martinho d'Assunção, António Chainho, José Maria Nóbrega, Camané, Mariza, Bernardo Sassetti

Carlos do Carmo, nome artístico de Carlos do Carmo da Ascensão de Almeida[1] ComIH • GOM (Lisboa, 21 de dezembro de 1939 – Lisboa, 1 de janeiro de 2021[2]) foi um cantor e intérprete de fado português.

Biografia

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Infância e juventude

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Filho de Alfredo de Almeida, livreiro e, posteriormente, proprietário da casa de fados O Faia, e da fadista Lucília do Carmo, Carlos do Carmo nasceu na Maternidade Magalhães Coutinho, à Rua de São Lazaro, n.º 100, freguesia da Pena, Lisboa[3].

Passou a infância no bairro da Bica.[3]

Estudou no Liceu Passos Manuel, indo depois prosseguir os estudos na Suíça, para onde partiu com 17 anos de idade.[3]

Nesse país frequentou o Institut auf dem Rosenberg, um colégio alemão de elite, situado em São Galo,[3] onde teve oportunidade, durante três anos, de estudar intensamente línguas estrangeiras, tornando-se fluente em francês, inglês, alemão, italiano e espanhol.[3]

Depois, já em Genebra, obteve um diploma técnico de Gestão Hoteleira.[4]

O surgimento da carreira artística

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Apesar de se encontrar empregado na Companhia Nacional de Navegação, a morte do pai, em 1962, levou Carlos do Carmo a assumir a gerência d'O Faia, que, com o passar dos anos, se tornara numa importante casa de Fados da capital.

N' O Faia começou a atuar para os amigos e clientes mais frequentes da casa, até que, em 1964, abraçou definitivamente a carreira artística.[5]

O surgimento de Carlos do Carmo como fadista dá-se após gravar com Mário Simões uma versão de Loucura, fado de Júlio de Sousa, que a mãe Lucília interpretava.[6]

O fadista afirmaria que escolheu o fado Loucura porque ser o unico de que sabia a letra.[5]

É certo que estava habituado a ouvir o Fado desde criança, quer na voz de sua mãe, quer na voz de outros intérpretes. Fora levado a ouvir fadistas populares nas verbenas de Lisboa e cedo contactara também com os artistas que atuavam na casa de fados dos pais — Alfredo Marceneiro, Maria Teresa de Noronha ou Carlos Ramos são exemplos de fadistas que Carlos do Carmo ouviu em criança n'O Faia.[3]

Na sua juventude, porém, afastara-se da canção tradicional de Lisboa.

Da infância retivera o gosto pelas canções brasileiras de Luiz Gonzaga e Dorival Caymmi, até que, adolescente, deixara-se fascinar pelas capacidades interpretativas de Frank Sinatra, na música anglo-saxónica, e de Jacques Brel, na música francófona.[3]

Também o facto de passar alguns anos no estrangeiro, contribuíra para que Carlos do Carmo se afastasse do Fado.

A sua versão de Loucura, junto do quarteto de Mário Simões, seria um desafio à forma tradicional de interpretar o Fado — o estreante fadista gravou este tema acompanhado de um piano, um baixo, uma guitarra elétrica e um coro de vozes femininas.[3]

O single começou a passar regularmente na rádio e, em consequência do sucesso que teve, motivaria, noS anos seguintes, o EP Carlos do Carmo com Orquestra de Joaquim Luiz Gomes (1966) e o álbum O Fado de Carlos do Carmo (1969).

Tais passos suscitariam um auspicioso reconhecimento da critica, através da Casa da Imprensa — 1967 o EP valer-lhe-ia o Premio de Melhor Intérprete e, em 1970, o seu primeiro álbum o Prémio Pozal Domingues de Melhor Disco do Ano.[7]

Entretanto, ainda em 1964, Carlos do Carmo casou com Maria Judite de Sousa Leal, com quem teve três filhos, Cila do Carmo, Becas do Carmo e Gil do Carmo.

Carlos do Carmo (1976)

O protagonismo na renovação do Fado

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À entrada da década de 1970, Carlos do Carmo grava outros títulos (EP e LP), nomeadamente junto da sua mãe (Lucília do Carmo), mas os trabalhos que marcariam esses seus primeiros anos seriam os albuns Por Morrer uma Andorinha e Carlos do Carmo.

No primeiro conter-se-ia o tema homônimo de Frederico de Brito, na composição do Fado Vianinha, originalmente gravado pelo amador Francisco Stoffel; na interpretação vigorosa de Carlos do Carmo, o tema tornar-se-ia um êxito comercial e um tema de sempre da sua carreira.[8]

Em Carlos do Carmo, incluir-se-á o tema Canoas do Tejo, outra criação de Frederico de Brito, e que confirmaria o sucesso do fadista com voz de crooner junto do grande publico.[9]

Entretanto, depois de algumas aparições na televisão, Carlos do Carmo surgiu em 1972 como produtor e apresentador de um programa semanal na RTP: o Convívio Musical, por onde passam alguns dos grandes nomes da canção portuguesa e internacional.[7]

Subsequentemente ao 25 de abril, no Festival RTP da Canção de 1976, em que esta adotou um modelo diferente do habitual, Carlos do Carmo foi o único intérprete do concurso — a competição do certame incidia apenas sobre as canções por si interpretadas.

O intérprete cantou oito temas, previamente selecionadas por Manuel da Fonseca e Pedro Tamen[7] — No teu poema (José Luís Tinoco), Novo Fado alegre (José Carlos Ary dos Santos/ Fernando Tordo), Os lobos e ninguém (José Luís Tinoco), Maria-criada, Maria-senhora (Tozé Brito), Flor de verde pinho (Manuel Alegre/ José Niza), Onde é que tu moras (Joaquim Pessoa/ Paulo de Carvalho) e Estrela da tarde (Ary dos Santos/ Fernando Tordo).

Pela sua qualidade e pelo reconhecimento público, vários destes temas tornaram-se clássicos da música portuguesa e marcos na carreira de Carlos do Carmo.[10].

A disputa entre canções da autoria de nomes como Ary dos Santos, associado ao Partido Comunista Português, de um lado, e de Manuel Alegre, militante e deputado do Partido Socialista, de outro, sugeria, porém, uma confrontação política entre comunistas e socialistas, transportada para o festival, numa época em que este constituía um dos eventos de maior atenção mediática no país[10].

De resto, o festival com o formato original e irrepetível, ficaria ainda marcada pela interação suis generis entre o público presente com o maestro António Victorino de Almeida. Este, paralelamente à apresentação do programa, a cargo de Eládio Clímaco e Ana Zanatti, ocupava-se do comentário crítico de cada uma das canções, pedindo pontualmente a colaboração dos seus autores e ensaiando possíveis modificações[11].

De entre as canções concorrentes, seria Flor de Verde Pinho, poema de Manuel Alegre e música de José Niza, a canção mais votada pelo público (à época, através de boletins remetidos à televisão por via postal). Por consequência, foi com essa canção que Carlos do Carmo se apresentou em Montecarlo, Itália, em representação de Portugal na XXI edição do Festival Eurovisão da Canção.[7]

A participação daria o mote para a gravação do disco Uma Canção Para a Europa.[7]

Referência obrigatória na história do Fado e na carreira de Carlos do Carmo seria o álbum seguinte, Um Homem na Cidade, editado em 1977 pela Trova (etiqueta fundada pelo próprio intérprete).

Nesse álbum, interpreta poemas de José Carlos Ary dos Santos, aliados a um conjunto de composições musicais inovadoras, de autorias bem diversas — alguns músicos originários do Fado, outros da música erudita, do jazz ou mesmo do pop-rock: José Luís Tinoco, Paulo de Carvalho, António Vitorino de Almeida, Frederico de Brito, Fernando Tordo, Joaquim Luís Gomes, Mário Moniz Pereira ou Martinho d'Assunção.[7]

Com uma abordagem inovadora, o disco tornar-se-ia uma obra de culto e um contributo decisivo para a consolidação do Fado enquanto manifestação musical integrada no novo período democrático.[12]

Por esses anos, Carlos do Carmo deverá grande parte dos seus êxitos a Ary dos Santos, entre eles Um homem na cidade (letra de Ary dos Santos e música de José Luís Tinoco[13]), Lisboa, menina e moça (letra de Ary dos Santos, Joaquim Pessoa e Fernando Tordo, e música de Paulo de Carvalho[14]), Estrela da Tarde (Ary dos Santos/ Fernando Tordo[15]), Novo Fado alegre (Ary dos Santos/ Fernando Tordo[16]), O homem das castanhas (Ary dos Santos/ Paulo de Carvalho[17]), O amarelo da Carris (Ary dos Santos/ José Luís Tinoco[18]), Sonata de Outono (Ary dos Santos/ Fernando Tordo[19]), Fado varina (Ary dos Santos/ Mário Moniz Pereira[20]), Fado do Campo Grande (Ary dos Santos/ António Victorino de Almeida[21]), Balada para uma velhinha (Ary dos Santos/ Martinho d'Assunção[22]) ou Menor maior (Ary dos Santos/ Fado das Horas[23]).

Contudo, rigoroso e ambicioso que era, o fadista não cessaria de buscar a inovação no seu repertorio, procurando até ao fim da sua carreira, trazer novos autores para o Fado, encontrando-se, entre eles, alguns dos mais marcantes escritores e poetas de língua portuguesa da segunda metade do século XX em Portugal — casos de António Lobo Antunes (Canção da Tristeza Alegre), José Saramago (Aprendamos o rito), Vasco Graça Moura (Nasceu assim, cresceu assim), Herberto Helder (Poemas canhotos), Nuno Júdice (Lisboa Oxalá), Fernando Pinto do Amaral (Fado da Saudade).

Ao mesmo tempo, revelaria autores sem prévia relação com as letras (nem, igualmente com o Fado), como a atriz Manuela de Freitas (Fado Penélope), que viria a ocupar presença de destaque na discografia de Camané, ou o pintor Júlio Pomar (Fado do 112)[24][12]

A escritora e editora Maria do Rosário Pedreira teria com Carlos do Carmo, para quem assinou temas como Pontas soltas ou Vem, não te atrases, o seu debute no meio musical, e do Fado em particular, nele prosseguindo com a assinatura de letras de significativo sucesso, nomeadamente para António Zambujo (Flagrante, por exemplo)[25].

Congregando uma nova plêiade de autores, e rejeitando o chamado fado fadário ou o fado das elegias marialvas, o estilo de Carlos do Carmo derruba o estigma do fado associado ao regime fascista, transportando-o para o período do pós-revolução e para o Portugal novo, livre e democrático, assim conquistando novas gerações de publico, que ouve esse fado novo[12].

As atuações ao vivo e os palcos internacionais

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Desde as suas atuações n'O Faia, que se sucedem as apresentações ao vivo de Carlos do Carmo.[12]

Numa entrevista ao jornal A Capital, afirmaria que: (...) cantar é um ato de prazer, mas sobretudo no palco, que é um constante jogo de sedução, uma troca indescritível de sentimentos e emoções (...).[26]

Carlos do Carmo (1976)

As suas primeiras digressões foram realizadas ainda no início da década de 1970, com espetáculos em Angola, EUA e Canadá, dirigidos sobretudo para a diáspora portuguesa.[7]

Já em 1973 debutava no Brasil ao lado de Elis Regina, num concerto realizado no Copacabana Palace, Rio de Janeiro.[7]

No fim da década de 1970, mais precisamente quando abandona a gerência d'O Faia, em 1979, Carlos do Carmo intensifica as suas apresentações ao vivo, e em particular, fora de Portugal.

O cantor assinalaria sempre a sua passagem pelo Olympia de Paris como um fator determinante no seu percurso pelos palcos internacionais. A sua estreia na sala parisiense ocorreu com um espetáculo realizado nas noites de 11 e 12 de outubro de 1980 e foi registada em disco (Carlos do Carmo ao vivo no Olympia).[27]

Ao Olympia seguir-se-ia a sua primeira atuação na Alte Oper de Frankfurt, em 1982, palco onde teve tal sucesso que motivou convites para atuar nos dois anos seguintes.[7] Uma gravação do primeiro espetáculo foi igualmente editada em disco.

Além das suas atuações no Olympia e na Ópera de Frankfurt, são de assinalar as suas passagens pela Ópera de Wiesbaden, no Canecão do Rio de Janeiro, pelo Hotel Savoy de Helsínquia, o Teatro da Rainha em Haia, o Teatro de São Petersburgo, no Place des Arts em Montreal, o Tivoli de Copenhaga ou no Memorial da América Latina em São Paulo.

Em Portugal, ate ao fim da sua carreira, o fadista apresentou-se nas principais salas de espetáculos e eventos nacionais, como os coliseus de Lisboa e do Porto, o Casino Estoril, o Centro Cultural de Belém, o claustro do Mosteiro dos Jerónimos ou a Fundação Calouste Gulbenkian.

Na producao discografica, na decada de 1980, Carlos do Carmo lançaria Um Homem no País, em 1984, novamente um projeto em torno de poemas de Ary dos Santos, e Mais do que Amor é Amar, em 1986.[28]

O primeiro tratar-se-ia do ultimo trabalho da profícua parceria com Ary dos Santos, falecido pouco tempo depois, e que se destacou como a primeira edição em formato CD de um artista português.[7]

O disco marcaria igualmente o inicio de parceria com José Mário Branco, responsável pela produção e direção musical do álbum, tendo também sido o coautor (com Ary) dos temas "Fado excursionista", "Fado Manguela" e "Fado Ultramar", além de responsável pelos arranjos de outros temas.[29] De referir ainda que a melodia do "Fado excursionista", de José Afonso, foi único que este concebeu para um álbum de outro artista.

O segundo foi um álbum produzido a partir da seleção de autores da clássica e contemporânea - de Almeida Garrett, Antero e Bocage a Fernando Pessoa ou Teixeira de Pascoaes, de Pedro Homem de Mello a Ary dos Santos, Saramago e Carlos de Oliveira – nas melodias dos fados estróficos tradicionais de Alfredo Marceneiro, Frederico de Brito, Maria Teresa de Noronha, Miguel Ramos ou José Marques.[30]

Desta forma, o fadista procurava um equilíbrio entre a gravação de fados de novos compositores com os chamados fados tradicionais.

Os derradeiros originais e a ligação às novas gerações do Fado

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No inicio da década de 1990, em 1990, Carlos do Carmo publica o álbum Carlos do Carmo... Que se fez homem de cantar, o que constitui parte do verso da canção Velho Cantor, que o fadista pediu a Sérgio Godinho. O tema partiu de uma sugestão do escritor Manuel da Fonseca ao fadista, para que cantasse um tema sobre os operários da Lisboa antiga que tinham o gosto de cantar o Fado e, por isso, se faziam homens de cantar.[31] José Mário Branco seria um dos responsáveis pelos arranjos e direção musical deste álbum.[32]

No mesmo ano, durante um espetáculo no Bordéus, o fadista sofria uma queda do palco para a primeira fila da plateia, numa altura equivalente a um andar, que o obrigou a realizar três cirurgias e a uma cuidada recuperação.[31]

Em março de 1991, fazia o seu regresso no Casino Estoril, apresentando um espetáculo transmitido em direto para a RTP, intitulado Vim Para o Fado e Fiquei.[7] Nessa transmissão se podem ver, além dos acompanhantes à guitarra e à viola de décadas a fio, António Chainho e José Maria Nóbrega, outros seus acompanhantes regulares de então, Carlos Bica, no contrabaixo, e Júlio Pereira, no cavaquinho[33].

Entretanto, Carlos do Carmo regressava à televisão com um programa com o seu próprio nome — Carlos do Carmo é transmitido em cerca de 30 emissões, entre 1997 e 1998, onde o fadista conversa com diversos convidados, sobre musica e outras vertentes artísticas.[7]

A sua discografia prosseguiria com Nove fados e uma canção de amor, de 2002.[34] O álbum marca uma nova colaboração com um artista oriundo de outro género musical, Pedro Abrunhosa, autor da letra de Manhã, um dos temas incluídos no disco; Abrunhosa iniciava então uma ligação ao universo do Fado, vindo a assinar temas para Camané, Ana Moura e Sara Correia[35].

Em 2007, Carlos do Carmo apresentou, no Museu do Fado, um álbum intitulado À Noite, que reuniu textos inéditos de Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, Maria do Rosário Pedreira, Júlio Pomar, Luís Represas, José Luís Tinoco e José Manuel Mendes, para as músicas de fados tradicionais da autoria de Armandinho, Joaquim Campos e Alfredo Marceneiro.[7]

Em 2009, na sequência de uma intervenção de Carlos do Carmo num recital organizado pelo "Intervalo – Grupo de Teatro", num tributo aos 60 anos de carreira de Maria João Pires. contando igualmente com a apriticpação de António Vitorino de Almeida, a pianista viria a propor um projeto musical entre os três[36]. Da proposta nasceria o álbum Maria João Pires/ Carlos do Carmo (2012), compreendendo nove temas em diálogo, da autoria de Vasco Graça Moura, José Carlos Vasconcelos, Júlio Pomar, Fernando Pinto do Amaral, José Saramago, Urbano Tavares Rodrigues, Nuno Júdice, Maria do Rosário Pedreira e Fernando Tavares Marques, sobre partituras de António Vitorino d’Almeida[36].

Paralelamente, desde o início da década de 2000, numa relação próxima com as novas gerações do Fado, Carlos do Carmo promoveu atuações conjuntas com novos fadistas. Assim, partilhou, frequentemente, o palco com Mariza — Gala de Fado do Casino Estoril, a 8 de junho de 2004, por exemplo — ou Camané — concerto de encerramento das Festas de Lisboa, nos jardins da Torre de Belém, em 2006, por exemplo.[7]

A ligação às novas gerações sairia reforçada com a edição, em 2014, do álbum Fado é amor, apresentado nesse ano no Coliseu dos Recreios,[37] onde o fadista apresentou temas gravados com Camané, Mariza, Ana Moura, Aldina Duarte, Cristina Branco, Mafalda Arnauth, Ricardo Ribeiro, Marco Rodrigues, Raquel Tavares e Carminho.

Em 2010, juntou-se ao pianista e compositor Bernardo Sassetti para fazer o álbum Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti, onde recriou canções marcantes de outros intérpretes, entre elas Cantigas do Maio (Zeca Afonso), Lisboa que amanhece (Sérgio Godinho), Porto sentido (Rui Veloso), Foi por ela (Fausto Bordalo Dias), Quand on n'a que l'Amour (Jacques Brel) ou Gracias a la vida (Violeta Parra).[38]

Anunciou em 7 de fevereiro de 2019 o fim de atuação em palcos. Os seus últimos concertos foram a 12 de outubro no Theatro Circo, a 2 de novembro no Coliseu do Porto e a 9 de novembro no Coliseu dos Recreios.[39]

Carlos do Carmo viria a falecer no dia 1 de janeiro de 2021 no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido a um aneurisma.[40] As cerimónias fúnebres ocorreram dia 4 de janeiro, na Basílica da Estrela, sendo sepultado no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.[41]

Em abril do mesmo ano de 2021 era publicado o ultimo álbum de originais do fadista, gravado ao longo dos seus três últimos anos de vida. Intitulado "E ainda...",[42] nele sao interpretados poemas e/ ou letras de Herberto Helder, José Saramago, Sophia de Mello Breyner, Vasco Graca Moura, Mia Couto, Hélia Correia, Júlio Pomar e Jorge Palma.[43] A letra assinada por Jorge Palma a seu pedido,[44] "Canção de Vida", seria depois por reinterpretada por Palma no seu álbum "Vida".[45]

Manifestacoes politicas

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Embora declarando-se independente, Carlos do Carmo manifestou, por largos anos, apoio ao Partido Comunista Português.[46]

Aquando do seu falecimento, o PCP publicou uma Nota de Pesar, onde, entre vários elogios (“cidadão com um percurso cívico e democrático, com uma carreira artística de mais de 50 anos reconhecida no país e no mundo, intérprete de autores como Ary dos Santos”), referia que Carlos do Carmo fora “participante, entre muitos outros, na afirmação da dimensão cultural da Festa do ‘Avante!’”[47].

Ressalve-se, porém, que a reticência do Partido face ao Fado após o 25 de Abril de 1974 (tendo como principal voz Fernando Lopes-Graça), fez com que o fadista estivesse para ser afastado da primeira edicao da Festa do Avante!, em 1976, realizada na antiga Feira Internacional de Lisboa. A sua inclusão, segundo o testemunho do fadista incluído no livro de Miguel Carvalho, “Amália – Ditadura e Revolução”, ter-se-á devido a um finca-pé de Adriano Correia de Oliveira, quando a contenda surgiu: “Não quiseram que eu cantasse nessa primeira Festa do Avante!. Entendeu-se que não fazia sentido aparecer ali um fadista… Foi o meu querido e saudoso amigo Adriano Correia de Oliveira, que sempre gostou de fado, que disse à direcção: Ou o Carlos do Carmo canta ou eu não canto!”, contou o fadista ao autor[48].

Apoiando a sua intervenção no domínio da música, Carlos do Carmo teve igualmente responsabilidades na formação da banda Trovante[49], apadrinhada pelo PCP, financiando-lhe a compra de material, na sequência de pedido de Luís Represas, João Gil e Manuel Faria[50].

Não obstante ser considerado um compgnong de route do partido de Cunhal, em 2009, Carlos do Carmo surgiria como mandatário da candidatura socialista de António Costa à presidência da Câmara de Lisboa.[51]

Já em 2015, voltou a manifestar publicamente o seu apoio a António Costa, enquanto candidato as eleições legislativas desse ano. Na ocasião, perante a imprensa, recusou contudo ser considerado um "simpatizante socialista"[52]

Aquando da sua morte, o empenhamento político de Carlos do Carmo foi assinalado por diversas outras figuras da cultura e da música em particular, como Pedro Abrunhosa[53] .

Condecorações, prêmios e distinções

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Condecoracoes honorificas

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Carlos do Carmo foi, por duas vezes, agraciado pela Presidência da República Portuguesa com graus honoríficos:

Prêmios e distinções

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O fadista recebeu diversos prémios, atribuídos pelos seus álbuns ou pela sua carreira, de que se destacam:

  • Em 1967, a Casa da Imprensa, atribuiu-lhe o Premio de Melhor Intérprete para Carlos do Carmo;
  • Em 1970, o seu álbum Por morrer uma andorinha valeu-lhe, de novo pela Casa da Imprensa, o Prémio Pozal Domingues de Melhor Disco do Ano.[54]

Em 2008, recebeu em Espanha, em conjunto com o poeta Fernando Pinto do Amaral, o prestigiado Prémio Goya, na categoria de Melhor Canção Original, com o Fado da Saudade. A canção faz parte da banda sonora do filme Fados, que concorria à edição de 2008 daqueles que são considerados os óscares espanhóis. No entanto, foram levantadas dúvidas sobre a verdadeira autoria deste fado.[57]

Em 2014, tornou-se, a par da soprano Elisabete Matos,[58] no segundo artista português a ganhar um Grammy, obtido na categoria Excelência Musical, entregue apenas aos artistas pelo conjunto da obra que produziram ao longo da sua carreira e não devido ao êxito que lograram com determinada canção ou álbum. No mesmo ano, a 19 de novembro, o fadista recebe o Grammy Latino de Carreira, no Hollywood MGM de Las Vegas.

Na sequência deste galardão internacional, a Rádio Comercial prestou a Carlos do Carmo uma singular homenagem, ao produzir um vídeo onde 35 cantores portugueses de diferentes gerações cantam Lisboa Menina e Moça, entre eles Paulo de Carvalho, Jorge Palma, Rui Reininho, Camané, Mariza, Aurea, Ana Moura, Tiago Bettencourt ou David Fonseca.[59]

Toponímia

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A cidade de Lisboa atribuiiu o nome de Carlos do Carmo ao passeio na zona ribeirinha localizado entre o Terreiro das Missas e o Jardim das Docas da Ponte.[60]

Em 2008 Carlos do Carmo recebeu uma estrela em sua homenagem no Muro da Fama - Nirvana Studios.[61][62]

Discografia

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Singles e EPs

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  • Mário Simões e o seu Quarteto apresentando Carlos do Carmo (1963, Alvorada)
    • Loucura (com Carlos do Carmo) / Cinderela / Só Dor / Twist Desconjuntado
  • Carlos do Carmo com Orquestra de Joaquim Luiz Gomes (1964, Alvorada)
    • Loucura / Estranha Forma de Vida / Lisboa Casta Princesa / Viela
  • Mais Fados por Carlos do Carmo (1965, Alvorada)
    • O Resto da Minha Esperança / O Trem Desmantelado / A Rua do Silêncio / Romance das Horas Paradas
  • Fados do Meu Coração - Carlos do Carmo com a Orquestra de Joaquim Luís Gomes (1965, Decca)
    • Rainha Santa / Fica Comigo Saudade / O Fado
  • Fado Razão da Minha Vida - Carlos do Carmo e a Guitarra de Jaime Santos (1965, Decca)
    • Agora Choro à Vontade / Quadras Dispersas / Saudade Mal do Fado / As Três Normas
  • Carlos do Carmo (1967, Philips)
    • A Rua do Desencanto / Fica-te Mesmo a Matar / Quadras Soltas / Dá Tempo ao Tempo
  • Carlos do Carmo em Paris (1967, Decca)
    • Há Festa na Mouraria / Quadras de Amor / Um Dia / Vestida de Madrugada
  • Carlos do Carmo canta Fado (1969, Philips)
    • Por Morrer uma Andorinha / Padre Nosso / Júlia Florista / Aquela Feia
  • Carlos do Carmo no Curto Circuito [ao vivo] (1970, Tecla)
    • Pedra Filosofal / A Voz que eu Tenho / Menino d’Oiro
  • Duas Lágrimas de Orvalho (1971, Tecla)
    • Duas Lágrimas de Orvalho / Sou para vós Donde Venho / Canto para não chorar / O Fruto Dá a Vida
  • Por Morrer Uma Andorinha (1973, Philips)
    • Por Morrer Uma Andorinha / Padre Nosso / A Júlia Florista / Aquela Feia
  • Carlos do Carmo (1973, Tecla)
    • Ferro Velho / Aurora Boreal / Amor Total / Dizer que Sim à Vida
  • Partir é Morrer um Pouco (1973, Tecla)
    • Partir é Morrer um Pouco / Fado dos Sonhos / Canção de Madrugar / Soneto XIV
  • Carlos do Carmo (1973, Tecla)
    • Canoas do Tejo / Não digam ao Fado / Canção Grata / O Fruto dá a Vida
  • Gaivota (1973, Tecla)
    • Gaivota / Guardei na minha Saudade / Fado da Noite / Rodam as 4 Estações
  • Não se Morre de Saudade (1973, Tecla)
    • Não se Morre de Saudade / A Voz que eu Tenho / A Saudade Aconteceu / Mãos Vazias
  • Vim Para o Fado (1973)
    • Vim Para o Fado / Será Triste mas é Fado / Bairro Alto / Já me Deixou
  • Something / Love Story (1973, Tecla)
    • Something / Love Story
  • Pomba Branca (1974, Tecla)
    • Pomba Branca / Menino d’Oiro / Andorinhas / Bailado
  • A Voz Que Eu Tenho (1975, Trova)
    • O Nosso Amor é Livre / Cidade Cinzenta / Sou da Noite / Tenho a Pátria num Rosto de Criança
  • Have a Smile on Your Face (1976, Movieplay)
    • Have a Smile on Your Face / The Blind Man who Can See
  • Have a Smile on Your Face (1976, Crystal)
    • Have a Smile on Your Face / I Know an Old Man
  • Lisboa Menina e Moça (1976, Movieplay)
    • Lisboa Menina e Moça / Estrela da Tarde
  • O Que Sobrou de Um Queixume (1976, Movieplay)
    • O Que Sobrou de Um Queixume / Fado Penélope
  • Carlos do Carmo e Don Byas (1976, Philips)
    • The Shadow of Your Smile / I’ve Got You Under My Skin
  • Os Putos (1978, Trova)
    • Os Putos / O Fado de Todos Nós
  • O Fado dos Cheirinhos (1979, Philips)
    • O Fado dos Cheirinhos / Kyrie
  • Retalhos/Raiz (1980, Philips)
    • Retalhos / Raiz
  • Saudade de Elis (1980, Philips)
    • Elis / Diamante
  • O Fado de Carlos do Carmo (1969, Alvorada)
    • Alvorada / O Resto da Minha Esperança / O Trem Desmantelado / A Rua do Silêncio / Romance das Horas Paradas / Sempre que Lisboa Canta / Velha Lisboa / Estranha Forma de Vida / Loucura / Lisboa Casta Princesa / Viela / Coimbra / Uma Casa Portuguesa
  • O Fado Em Duas Gerações [com Lucília do Carmo] (1969, Decca)
    • Fica Comigo Saudade / Maria Madalena / Agora Choro à Vontade / Rainha Santa / Não Gosto de Ti / As Três Normas / O Fado / Tia Dolores / Quadras Dispersas / Senhora da Saúde / Saudade Mal do Fado / A Cor da Mágoa
  • Fado Lisboa – An Evening At The “Faia” [com Lucília do Carmo] (1969, Philips)
    • A Rua do Desencanto / Fica-te Mesmo a Matar / Desgarrada com Carlos do Carmo / Não Voltes à Minha Porta / Corrido do Mestre Zé (instrumental) / Quadras Soltas / Dúvida (instrumental) / Madragoa / Fado em Dó (instrumental) / Sete Colinas / Noites no "Faia" (instrumental) / Dá Tempo ao Tempo
  • Por Morrer Uma Andorinha (1970, Philips)
    • Por Morrer uma Andorinha / Há Festa na Mouraria / Um Dia / Fica-te Mesmo a Matar / Quadras Soltas / Júlia Florista / Padre Nosso / A Rua do Desencanto / Dá Tempo ao Tempo / Aquela Feia / Quadras de Amor / Vestida de Madrugada
  • Carlos do Carmo (1970, Tecla) (reedição sob o título 'Saudade': 1973, Tecla) (reedição sob o título 'A Saudade Aconteceu': Movieplay) (reedição sob o título 'Carlos do Carmo': 2013, Universal)
    • Gaivota / Bairro Alto / Vim para o Fado / Fado da Noite / Será Triste mas é Fado / Já me Deixou / A Saudade Aconteceu / Não se Morre de Saudade / Mãos Vazias / Guardei na Minha Saudade / A Voz que eu Tenho / Rodam as Quatro Estações
  • Carlos do Carmo com a Orquestra de Jorge Costa Pinto (1972, Tecla) (reedição sob o título 'Canoas do Tejo': 1998, Movieplay) (reedição sob o título 'Canoas do Tejo': 2013, Universal)
    • Ferro Velho / Aurora Boreal / Canção de Madrugar / Soneto XIV / Dizer que Sim à Vida / Amor Total / Canoas do Tejo / Partir é Morrer um Pouco / O Fruto dá a Vida / Canção Grata / Não Digam ao Fado / Fado dos Sonhos
  • Êxitos (1973, Tecla)
    • Gaivota / Estranha Forma de Vida / Bairro Alto / Por Morrer uma Andorinha / Vim para o Fado / Loucura / A Voz que eu Tenho / Duas Lágrimas de Orvalho / Não se Morre de Saudade / Agora Choro à Vontade / A Saudade Aconteceu / Rua do Silênci
  • Carlos do Carmo (1975, Tecla) (reedição sob o título 'Pedra Filosofal': 1975, Edisom)
    • Maria Vida Fria / Bailado / I Giorni dell’Arcobaleno / Los Ejes de Mi Carreta / La Valse à Mille Temps / Andorinhas / Pomba Branca / Menino d’Oiro / Pedra Filosofal / Puedo Escribir los Versos
  • Uma Canção Para a Europa (1976, Movieplay / PROCOPE RTP) (reedição sob o título 'Carlos do Carmo': 1980, Polskie Nagrania) (reedição sob o título 'Uma Canção Para a Europa': 2013, Universal)
    • Onde é Que tu Moras / Estrela da Tarde / Os Lobos e Ninguém / Novo Fado Alegre / No Teu Poema / Maria Criada/Maria Senhora / Cantiga de Maio / Uma Flor de Verde Pinho / Lisboa, Menina e Moça / Meu Nome é Fado
  • Um Homem na Cidade (1977, Trova) (reedição sob o título 'Un Parfum de Fado, Vol. 1 Carlos do Carmo': 1993, Playa Sound) (reedição: 1995, Polygram)
    • Um Homem na Cidade / O Cacilheiro / Fado do Campo Grande / O Amarelo da Carris / Namorados da Cidade / Nova Feira da Ladra / O Homem das Castanhas / Rosa da Noite / Fado Varina / Fado dos Azulejos / Fado da Pouca Sorte / Balada Para Uma Velhinha
  • Carlos do Carmo com Guitarras (1978, Tecla)
    • Andorinhas / Duas Lágrimas de Orvalho / Não Se Morre de Saudade / Canto Para Não Chorar / Mãos Vazias / Rodam as Quatro Estações / A Saudade Aconteceu / Bailado / Guardei na Minha Saudade / Sou Para Vós Donde Venho / A Voz que Eu Tenho / O Fruto Dá a vida
  • Dez Fados Vividos (1978, Trova) (reedição sob o título 'Un Parfum de Fado, Vol. 6 Carlos do Carmo' com a faixa extra "Os Putos": 1993, Playa Sound) (reedição: 1995, Polygram)
    • Gaivota / Lisboa Menina e Moça / Partir é morrer um pouco / Bairro Alto / Por morrer uma andorinha / Canoas do Tejo / Andorinhas / Vim para o Fado / Não se morre de saudade / Duas lágrimas de orvalho
  • Álbum (1980, Polygram)
    • Raiz / O Madrugar de Um Sonho / Lisboa Cidade Abril / Maus Tempos / Um Fado / Retalhos / Pequena Serenata Diurna / Ronda / La Valse a Mille Temps / Um Beijo no Futuro
  • Um homem no país (1983, Polygram), com produção e direcção musical de José Mário Branco, que foi também sido o autor das letras das canções "Fado excursionista", "Fado Manguela" e "Fado Ultramar"[63]
    • Fado Excursionista / Fado das Amendoeiras / Fado da Madeira / Fado da Serra / Fado da Leziria / Fado Transmontano / Fado Moliceiro / Fado Manguela / Fado dos Açores / Fado do Trigo / Fado do Minho / Fado Burrico / Fado Ultramar
  • Mais do que amor é amar (1986, Polygram)
    • Aprendamos o Rito / Maior-Menor / À Memória de Anarda / Elegia do Amor / Não És Tu / Por Morrer Uma Andorinha / Ao Gosto Popular / A Maria / Aquela Praia Ignorada / Carta a Ângela
  • Que se fez homem de cantar (1990, Polygram), José Mário Branco foi um dos responsáveis pelos arranjos e direcção musical do álbum[64]
    • Teu Nome Lisboa / Sonata de Outono / Zé do Bote / Olhos Garotos / Cumplicidade / Velho Cantor / Mestre Fado / Pôr-do-Sol / Alfabeto Fadista / Mar Português / Teu Nome Lisboa
  • Margens (1996, EMI) (reedição: 2012, Universal)
    • Palavras Minhas / Calçada à Portuguesa / Canção da Tristeza Alegre / Voz Marinheira / Luz de Corvo / Mar Menor / A Navalha / Soneto a Cesário / Robertos de Feira / Meu Fim de Semana / Flor de Cera / Verde Antigo
  • Nove Fados e uma Canção de Amor (2002, Universal)
    • Partida / A Morte da Mariquinhas / Casa do Fado / Fado Maestro / Nasceu Assim, Cresceu Assim / Fado Mulato / Três Sílabas de Sal / Dois Portos / Eu Canto / Sombra do Desejo
  • À Noite (2007, Universal)
    • Insónia / Pontas Soltas / Fado do 112 / Lisboa Oxalá / Margens da Solidão / À Noite / A Guitarra e o Clarim / Vem, Não Te Atrases / Madrugada / Vou Contigo, Coração / Fado dos Meus Fados / Enredo // temas extra da 2ª edição: Fado da Saudade / Fado Tropical
  • Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti [com Bernardo Sassetti] (2010, Universal)
    • Retrato / Cantigas do Maio / Lisboa Que Amanhece / Gracias à La Vida / Porto Sentido / O Sol / Foi Por Ela / Avec Le Temps / Quando on a Que L'Amour / Talvez Por Acaso
  • Maria João Pires/ Carlos do Carmo [com Maria João Pires] (2012, Universal)
    • Morrer de Ingratidão / No Lado Esquerdo do Peito / Canto Três / Teclado / Se Não Tenho Outra Voz / Paixão / Separação / Sem Palavras / Invenção de Mim
  • Fado é amor (2013, Universal).
  • E ainda... - Obrigado! (Ao vivo). Disco doble (2021, Universal).
  • Duetos (2023, Universal).

Álbuns ao vivo

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  • Ao vivo no Olympia / Live at the Olympia / En Public a l’Olympia (1980, Polygram)
    • Abertura / Por Morrer uma Andorinha / Bairro Alto / Um Homem na Cidade / Fado do Campo Grande / Os Putos / Estrela da Tarde / Menino d’Oiro / Uma Cantiga de Amor / Cavalo à Solta / Amélia dos Olhos Doces / Raiz / Redondilha / Os Pontos nos iii / Rosalinda / Tejo que Levas as Águas / Pedra Filosofal / Canoas do Tejo / La Valse A Mille Temps / Lisboa Menina e Moça
  • Live Alte Oper Frankfurt (1983, Polygram)
    • Canoas do Tejo / Gaivota / Mouraria / Menor / Dois Tons / Bairro Alto / Duas Lágrimas de Orvalho / O Homem das Castanhas / Os Putos / Fado dos Açores / Fado Lezíria / Fado Transmontano / Fado Manguela / Fado Ultramar / Lisboa Menina e Moça
  • Em Concerto (compilação, 1987, Philips)
    • Gaivota / Por Morrer uma Andorinha / Um Homem na Cidade / Fado do Campo Grande / Estrela da Tarde / Menino d'Oiro / Canoas do Tejo / Menor-Maior / Não És Tu / Bairro Alto / Duas Lágrimas de Orvalho / O Homem das Castanhas / Os Putos / Fado dos Açores / Lisboa Menina e Moça
  • Ao Vivo no Canecão (1988, Portugal Musical) (editado em CD pela Universal em 2012 na caixa "Ao Vivo nas Salas Míticas")
    • Mar Português / Bairro Alto / O Homem das Castanhas / O Cacilheiro / Canoas do Tejo / Pedra Filosofal / Brasileirinho-variação / Mestre Fado / Um Homem na Cidade / Menino d'Oiro / Gracias a La Vida / Lisboa Menina e Moça
  • Ao Vivo No CCB: Os Sucessos de 35 Anos de Carreira (1999, EMI)
    • Improviso (Instrumental) / O Amarelo da Carris / Um Homem Na Cidade / Fado Do Campo Grande / Gaivota / Medley (Homem das Castanhas-Bairro Alto-Os Putos- Lisboa, Menina e Moça) / Aprendamos O Rito / Vida Vivida / Amar Não é Pecado / Sonata de Outono / Loucura / Acordem as Guitarras / A Minha Rua / Duas Lágrimas de Orvalho / Maior-Menor / Recado a Lisboa / Poetas de Lisboa / Voz Marinheira / Bailarina / Canoas Do Tejo / À Memória de Anarda / Viela
  • Ao Vivo no Coliseu dos Recreios de Lisboa (2004, Universal)
    • Lisboa Menina e Moça / Loucura / Duas Lágrimas de Orvalho / Menor-Maior / Os Putos / Estranha Forma de Vida / Nasceu Assim, Cresceu Assim / Dois Portos / À Memória de Anarda / Bailarina / Estrela da Tarde / Teu Nome Lisboa / O Homem das Castanhas / Por Morrer uma Andorinha / Gaivota / Fado Ultramar / Fado Maestro / Um Homem na Cidade / Palavras Minhas / Bairro Alto / Canoas do Tejo
  • Ao Vivo no Casino [com Mariza] (2004, EMI/Corda Seca/Público)
    • (...) CC: Menor-Maior / A Rua do Silêncio / Aprendamos o Rito / À Memória de Anarda / Por Morrer uma Andorinha // CC e M: Estranha Forma de Vida
  • Montepio Geral apresenta Orquestra Metropolitana de Lisboa e Carlos do Carmo (2005, Universal/Montepio Geral)
    • (...) OML e CC: Palavras Minhas / Por Morrer uma Andorinha / O Cacilheiro / Fado Ultramar / Um Homem na Cidade / Fado Maestro / Fado Penélope / Bairro Alto / Gaivota / Canoas do Tejo
  • Ao Vivo no Casino do Estoril (2010, Universal/Público)
    • Nasceu Assim, Cresceu Assim / Eu Canto / Pontas Soltas / Fado Ultramar / Teu Nome Lisboa / Estrela da Tarde / Fado do Campo Grande / Duas Lágrimas de Orvalho / Um Homem na Cidade / Por Morrer uma Andorinha
  • Ao Vivo nas Salas Míticas (caixa 4CD: Ao vivo no Olympia / Live Alte Oper Frankfurt / Ao Vivo no Canecão / Ao Vivo no Coliseu dos Recreios de Lisboa) (2012, Universal)

Antologias

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  • O Maior Intérprete da Música Portuguesa (1979, Philips, Brasil)
    • O Fado dos Cheirinhos / Por Morrer uma Andorinha / Onde é que tu Moras / Estrela da Tarde / Os Lobos e Ninguém / Novo Fado Alegre / No Teu Poema / Os Ninhos / Kyrie / Maria Criada, Maria Senhora / Cantiga de Maio / Uma Flor de Verde Pinho / Lisboa Menina e Moça / Meu Nome é Fado
  • A Arte e a Música de Carlos do Carmo (1982, Polygram)
    • Na Trova: Por Morrer uma Andorinha / Bairro Alto / Canoas do Tejo / Gaivota / Vim para o Fado | Na Aurora: Um Homem na Cidade / Fado do Campo Grande / Fado Ultramar / Balada para uma Velhinha / Lisboa Menina e Moça | Em Viagem: Chanson d’Antan / Have Smile on Your Face / Pequeña Serenta Diurna / La Valse a Mille Temps / I Have Got You Under My Skin | No Sonho: Estrela da Tarde / Os Lobos e Ninguém / Menino d’Oiro / No Teu Poema / Retalhos
  • A Touch Of Class (1985, Henda)
    • Fado do Excursionista / Por Morrer uma Andorinha / Não se Morre de Saudade / Balada para uma Velhinha / Fado dos Açores / Have a Smile on Your Face / Estrela da Tarde / Chanson d’Antan / Os Lobos e Ninguém / No Teu Poema
  • O Melhor de Carlos do Carmo (1993, Selecções do Reader’s Digest)
  • O Melhor dos Melhores, Carlos do Carmo (1994, Movieplay)
    • Canoas do Tejo / Meu nome é fado / Novo fado alegre / Partir é morrer um pouco / Não digam ao fado / Fado dos sonhos / Dizer que sim à vida / Ferro velho / No teu poema / Lisboa menina e moça / Uma flor de verde pinho / Onde é que tu moras / Amor total / Canção grata / Estrela da tarde / O fruto dá a vida / Aurora Boreal / Canção de madrugar
  • Os Azulejos, O Fado e a Guitarra Portuguesa (2002, EMI/Corda Seca)
    • Fado dos Azulejos / O Amarelo da Carris / Rosa da Noite / Fado dos Cheirinhos / Fado Penélope / Fado Excursionista / Fado do Moliceiro / Os Putos Vim Para o Fado / Não És Tu / Poetas de Lisboa / Maus Tempos
  • Do Tempo do Vinil (2003, Universal)
    • Kyrie / O Fado dos Cheirinhos / Fado Penélope / O Que Sobrou de um Queixume / Sou da Noite / O Nosso Amor é Livre / Cidade Cinzenta / Tenho a Pátria num Rosto de Criança / Fado Ultramar / Elis
  • O Fado do Público: Carlos do Carmo (2004, Universal/Corda Seca/Público)
    • Fado dos Azulejos / O Amarelo da Carris / Rosa da Noite / Fado dos Cheirinhos / Fado Penélope / Fado Excursionista / Fado do Moliceiro / Os Putos Vim Para o Fado / Não És Tu / Poetas de Lisboa / Maus Tempos
  • 40 Anos de Carreira (2005, Selecções do Reader's Digest)
    • CD1: Lisboa Menina e Moça / Júlia Florista / A Rua do Desencanto / O Amarelo da Carris / Dá Tempo ao Tempo / Casa do Fado / Aquela Feia / Partida / Três Sílabas de Sal / O Madrugar de Um Sonho / A Maria / Quadras Soltas / Raiz / Fado Mulato / Fica-te Mesmo a Matar / Canção de Madrugar / Estranha Forma de Vida / Uma Flor de Verde Pinho / Loucura / Os Putos // CD2: Canoas do Tejo / Gaivota / Estrela da Tarde / No Teu Poema / O Homem das Castanhas / Bairro Alto / Quadras de Amor / Nasceu Assim, Cresceu Assim / Um Fado / Lisboa Cidade Abril / Fado Penélope / Morte da Mariquinhas / Sombra do Desejo / Eu Canto / Padre Nosso / Tenho a Pátria num Rosto de Criança / Canção Grata / Rua do Silêncio / Há Festa na Mouraria / Mouraria // CD3: Sou da Noite / O Fado dos Cheirinhos / O Nosso Amor é Livre / Partir é Morrer um Pouco / Um Homem na Cidade / A Saudade Aconteceu / Fado Maestro / O Que Sobrou de um Queixume / Dois Portos / Partida / Fado das Amendoeiras / Retalhos / Um Beijo no Futuro / Maus Tempos / Ronda / Kyrie / Elis / Vestida de Madrugada / Um Dia / Pequena Serenata Diurna
  • Fado Maestro (2008, Universal)
    • Gaivota / Por Morrer uma Andorinha / Canoas do Tejo / Bairro Alto / Lisboa Menina e Moça / Um Homem na Cidade / Os Putos / O Madrugar de um Sonho / Duas Lágrimas de Orvalho / Não és Tu / Fado Penélope / Sonata de Outono / Nasceu Assim, Cresceu Assim (ao vivo) / Teu Nome Lisboa / Palavras Minhas / Pontas Soltas / Fado da Saudade // CD2 (limitado): Ao Gosto Popular / Aprendamos o Rito / O Cacilheiro / Fado do Campo Grande / O Homem das Castanhas / Fado Varina / Fado Excursionista / Fado Moliceiro / Dois Portos / Voz Marinheira / Fado do 112 / Fado Maestro / Eu Canto / Vim Para o Fado / O Fado dos Cheirinhos / Fado Loucura (ao vivo) / Mar Português // DVD (edições especiais): O Fado de Uma Vida (documentário) / Ao Vivo no Coliseu: Duas Lágrimas de Orvalho / Menor-Maior / Aprendamos o Rito / Os Putos / Ao Vivo em Frankfurt: Loucura / Dois Portos / Teu Nome Lisboa / Fado Ultramar / Fado Maestro / Canoas do Tejo
  • Voz Marinheira, Carlos do Carmo (2008, EMI)
    • Palavras Minhas / Voz Marinheira / Meu Fim de Semana / Calçada à Portuguesa / Canção da Tristeza Alegre / Um Homem na Cidade (ao vivo) / Gaivota (ao vivo) / Sonata de Outono (ao vivo) / À Memória de Anarda (ao vivo) / Duas Lágrimas de Orvalho (ao vivo) / O Amarelo da Carris (ao vivo)
  • 100 Canções, 1 Vida (coleção 10 CDs, 2010, Universal/Público)
    • CD1: Os Poetas: Partida / Carta a Ângela / Sou da Noite / Não És Tu / Elegia do Amor / Gaivota / Aquela Praia Ignorada / Canção Grata / Aurora Boreal / Mar Português // CD2: Lisboa: Lisboa Oxalá / Bairro Alto / Nova Feira da Ladra / Namorados da Cidade / Júlia Florista / Fado Varina / Recado a Lisboa / Rosa da Noite / O Amarelo da carris / Lisboa Menina e Moça // CD3: Os Compositores: Fado Moliceiro / O Cacilheiro / Fado Maestro / Farro da Serra / Raiz / Velho Cantor / Estrela da tarde / Canção da Tristeza Alegre / Três Sílabas de Sal / Fado Excursionista // CD4: À Guitarra e à Viola: A Saudade Aconteceu / Duas Lágrimas de Orvalho / Fica-te Mesmo a Matar / Há Festa na Mouraria / Ao Gosto Popular / O Que Sobrou de um Queixume / Casa do Fado / VozMarinheira / Fado da Saudade / Balada Para uma Velhinha // CD5: Os Fados Tradicionais: Vem Não Te Atrases / Vou Contigo Coração / Não se Morre de Saudade / À memória de Anarda / Aprendamos o Rito / Andorinhas / A Maria / Fado do 112 / Poetas de Lisboa / Fado Loucura // CD6: Com Orquestras: Os Lobos e Ninguém / Maus Tempos / Palavras Minhas / Ferro-Velho / Pôr-do-Sol / Não Digam ao Fado / Uma Flor de Verde Pinho / Por Morrer uma Andorinha / No Teu Poema / Canoas do Tejo // CD7: Outros "Fados": Fado Tropical / A Navalha / Manhã / Bailarina / Soneto a Cesário / Pedra Filosofal / Fado Penélope / Menino d'Oiro / Fado do Campo Grande / Dois Portos // CD8: Internacional: Los Ejes de mi Carreta / Chanson d'Antan / I Giorni dell'Arcobaleno / Have a Smile on Your Face / I Have Got You Under My Skin / Something / Love Story / Pequeña Serenata Diurna / La Valse a Milel Temps / Puedo Escribir Los Versos // CD9: Ary por Carlos do Carmo: Sonata de Outono / Kyrie / Fado Transmontano / Menor-Maior / Novo Fado Alegre / Os Putos / Fado dos Açores / O Fado dos Cheirinhos / Fado da Pouca Sorte / O Homem das Castanhas // CD10: Ao Vivo no Casino Estoril: secção "Álbuns ao Vivo"

Bandas sonoras

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  • Sem Sombra de Pecado - com o tema: O Que Sobrou de Um Queixume
  • Retalhos da Vida de um Médico (série de TV) - com o tema: Retalhos
  • Os Imigrantes (1981, Polygram) - com os temas: Fado dos Cheirinhos / Lisboa, Menina e Moça
  • Fados, Carlos Saura (2007, EMI) - com os temas: Fado da Saudade / Um Homem na Cidade (2007) / Fado Tropical (com Chico Buarque)

Colaborações

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  • Elogio da corporação [com José Mário Branco] (in 'A noite', 1985, UPAV)[65]
  • O madrugar de um sonho [com CGTP-IN] (in '100 anos de Maio', 1986, CGTP-Intersindical)[66]
  • Profecia [com José Cid] (in 'Camões, as descobertas... e nós', 1992, Polygram)
  • Manhã [com Pedro Abrunhosa] (in 'Tempo', 1996, Universal)
  • São Crianças [com Dany Silva] (in 'Tradiçon', 1999, Universal)
  • Balada Para Uma Velhinha / Fado do Campo Grande [com Henk van Twillert e The Amsterdam Soloist Quintet] (in 'Fado Saudade' 2001, Numérica)
  • Fotos do Fogo [com Sérgio Godinho e Camané] (in 'O Irmão do Meio', 2003, EMI)
  • Viva! [com Sam The Kid] (sampler de voz) (in 'Movimentos Perpétuos - Música Para Carlos Paredes', 2003, Universal)
  • Gaivota [com Joel Xavier] (in 'Lisboa', 2003, Zona Música)
  • Meu Fado Calado [com Miguel Braga] (in 'Secreta Passagem', 2005, Numérica)
  • Palavras Minhas [com Carlos Martins] (in 'Do Outro Lado', 2006, Som Livre)
  • Rosinha [com Brigada Victor Jara] (in 'Ceia Louca', 2006, Universal)
  • O Homem do Saldanha [com Marco Rodrigues] (in 'Tantas Lisboas', 2010, Universal)
  • Um Homem na Cidade [com Laurent Filipe] (in 'Canções e Duetos', 2011, Farol)
  • Fado Alvim [com Fernando Alvim] (in 'Os Fados e as Canções do Alvim', 2011, Universal)
  • Os Velhos do Jardim [com Rui Veloso] (in 'Rui Veloso e Amigos', 2012, EMI)
  • Dentro de Mim, Lisboa [com Inês Duarte] (in 'Este Fado', 2012, iPlay)
  • Mistérios do Fado [com Ala dos Namorados] (in 'Razão de Ser', 2013, Farol)
  • Novo Homem na Cidade (2004, Universal)

Ver também

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Referências

  1. 1 2 3 «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Carlos do Carmo da Ascensão de Almeida". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 11 de fevereiro de 2018. Cópia arquivada em 21 de abril de 2026
  2. ↑ «Morreu o fadista Carlos do Carmo - DN». www.dn.pt. Consultado em 1 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 11 de novembro de 2025
  3. 1 2 3 4 5 6 7 8 «Entrevista a Carlos do Carmo de 05 Set 2016 - RTP Play - RTP». RTP Play. Consultado em 1 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 10 de dezembro de 2024
  4. ↑ «Carlos do Carmo». anabelamotaribeiro.pt. Consultado em 1 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2026
  5. 1 2 Arquivo RTP
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  7. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 «Museu do Fado». Museu do Fado. Consultado em 1 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 18 de maio de 2026
  8. ↑ «Carlos do Carmo». anabelamotaribeiro.pt. Consultado em 3 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2026
  9. ↑ Bonifácio, João (5 de dezembro de 2008). «Na hora de balanço não há amargura em Carlos do Carmo, só alegria». PÚBLICO. Consultado em 3 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 4 de março de 2021
  10. 1 2 Lopes, Diogo. «Um homem, oito músicas e dois partidos: a história de Carlos do Carmo e do Festival da Canção de 1976». Observador. Consultado em 18 de maio de 2026. Cópia arquivada em 7 de junho de 2025
  11. ↑ Portugal, Rádio e Televisão de. «Uma Canção Para a Europa - Concursos - RTP». www.rtp.pt. Consultado em 17 de maio de 2026. Cópia arquivada em 13 de setembro de 2025
  12. 1 2 3 4 Norte, SPN-Sindicato dos Professores do. «Carlos do Carmo (1939-2021)». www.spn.pt. Consultado em 4 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2025
  13. ↑ «Um homem na cidade/Carlos do Carmo/José Luís Tinoco/Ary dos Santos». www.natura.di.uminho.pt. Consultado em 1 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 17 de dezembro de 2025
  14. ↑ Portal do Fado
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  16. ↑ Portal do Fado
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  19. ↑ Portal do Fado
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  24. ↑ «Manuela de Freitas». Museu do Fado. Consultado em 18 de maio de 2026. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2025
  25. ↑ «Maria do Rosário Pedreira». Museu do Fado. Consultado em 18 de maio de 2026. Cópia arquivada em 8 de março de 2026
  26. ↑ A Capital, 14 de dezembro de 1996
  27. ↑ «Este episódio não se encontra disponível». RTP Play. Consultado em 4 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 24 de dezembro de 2023
  28. ↑ «Carlos do Carmo, Mais do que Amor é Amar, LP Phillips, 1986». Museu do Fado. Consultado em 4 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2026
  29. ↑ «Um homem no país (colaboração) | Arquivo Musical José Mário Branco». arquivojosemariobranco.fcsh.unl.pt. Consultado em 4 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 7 de fevereiro de 2026
  30. ↑ «Carlos do Carmo» (PDF). Câmara Municipal de Lisboa. 2023
  31. 1 2 «Cá Entre Nós – Parte II». Consultado em 4 de janeiro de 2026
  32. ↑ «Que se fez homem de cantar (colaboração) | Arquivo Musical José Mário Branco». arquivojosemariobranco.fcsh.unl.pt. Consultado em 4 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 16 de setembro de 2025
  33. ↑ Portugal, Rádio e Televisão de. «Carlos do Carmo - Vim Para o Fado e Fiquei - Musicais - RTP». www.rtp.pt. Consultado em 17 de maio de 2026. Cópia arquivada em 17 de novembro de 2012
  34. ↑ «Nove Fados E Uma Canção de Amor (FNAC)». FNAC
  35. ↑ Portugal, Rádio e Televisão de (1 de janeiro de 2021). «Pedro Abrunhosa evoca Carlos do Carmo». Pedro Abrunhosa evoca Carlos do Carmo. Consultado em 31 de maio de 2026. Cópia arquivada em 9 de janeiro de 2021
  36. 1 2 «Disco A1: Maria João Pires / Carlos do carmo». RTP Antena 1. 11 de março de 2022. Consultado em 17 de maio de 2026. Cópia arquivada em 14 de março de 2026
  37. ↑ http://www.dn.pt/artes/musica/interior/carlos-do-carmo-mostrou-como-fado-e-amor-no-coliseu-3798441.html DN]
  38. ↑ DN
  39. ↑ «Carlos do Carmo anuncia que vai abandonar os palcos». Cópia arquivada em 23 de outubro de 2021
  40. ↑ «Morreu o fadista Carlos do Carmo». Diário de Notícias. 1 de janeiro de 2021. Consultado em 1 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 11 de novembro de 2025
  41. ↑ «Carlos do Carmo: Dezenas aguardam saída da urna na Basílica da Estrela». Notícias ao Minuto. 4 de janeiro de 2021. Consultado em 4 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2025
  42. ↑ Correia, Gonçalo. «O último álbum gravado por Carlos do Carmo vai sair em abril». Observador. Consultado em 2 de agosto de 2024. Cópia arquivada em 17 de dezembro de 2025
  43. ↑ «A despedida de Carlos do Carmo num álbum breve». Jornal de Notícias. Consultado em 2 de agosto de 2024. Cópia arquivada em 3 de agosto de 2024
  44. ↑ Renascença (26 de fevereiro de 2016). «Carlos do Carmo: Um homem na cidade conta as suas histórias - Renascença V+». rr.sapo.pt. Consultado em 2 de agosto de 2024. Cópia arquivada em 3 de agosto de 2024
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  54. ↑ Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas "Museufado2"
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