Carmópolis

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Município de Carmópolis
"Capital Sergipana do Futebol"
Bandeira de Carmópolis
Brasão de Carmópolis
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 16 de outubro
Fundação 1922
Gentílico carmopolitano
Lema "Carmópolis de todos"
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Carmo
Prefeito(a) Esmeralda Mara Silva Cruz (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Carmópolis
Localização de Carmópolis em Sergipe
Carmópolis está localizado em: Brasil
Carmópolis
Localização de Carmópolis no Brasil
10° 38' 52" S 36° 59' 20" O10° 38' 52" S 36° 59' 20" O
Unidade federativa  Sergipe
Mesorregião Leste Sergipano IBGE/2008[1]
Microrregião Baixo Cotinguiba IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Japaratuba, Rosário do Catete, General Maynard e Santo Amaro das Brotas
Distância até a capital 30 6 km
Características geográficas
Área 45,905 km² [2]
População 14 937 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 325,39 hab./km²
Altitude 13 m
Clima tropical chuvoso As'
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,643 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 399 194,389 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 32 410,03 IBGE/2008[5]
Página oficial

Carmópolis é um município brasileiro do estado de Sergipe.

História[editar | editar código-fonte]

Rancho foi o nome primitivo de Carmópolis. Seu nascimento como povoado data do fim do período Colonial e início do Império resultando de um simples ponto de parada de feirantes; estes aí se reuniam para atravessar em grupo a antiga mata do Bonsucesso, onde havia mocambos de escravos fugidos dos engenhos da Cotinguiba, que com frequência atacavam os viajantes.

A denominação posterior de Carmo, tem sua origem provável na influência dos Padres Carmelitas da Missão de Japaratuba, os quais, segundo D. Marcos de Souza - Memória da Capitania de Sergipe - 1808, visitaram "as correntes dos dois famosos Japaratuba, dos dois deliciosos Lagartixos e do puro Siriry. Todos estes rios deságuam no mar, quatro léguas abaixo da Missão de Nossa Senhora do Carmo".

Do magnífico subsídio de D. Marcos de Souza à História de Sergipe, em que localizava a "Missão de Nossa Senhora do Carmo" quatro léguas acima da atual povoação de Pirambu, na barra do Japaratuba, tira-se a conclusão de que nenhuma dúvida pode ser suscitada quanto à passagem dos Carmelitas por Carmópolis, quando a atual cidade não passava de incipiente povoação. Data dessa época a construção da Igreja de Santana do Massacará, situada a pequena distância de Carmópolis.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A cidade, a 10 m do nível do mar, dista 31 km em linha reta, rumo NNE, de Aracaju. Suas coordenadas geográficas são: 10° 39' 00" de latitude sul e 37° 00' 20" de longitude oeste.

Limites[editar | editar código-fonte]

Com 56 km² de área e integrante da zona fisiográfica Central, limita-se com Japaratuba, Rosário do Catete, General Maynard, Pirambu e Santo Amaro das Brotas.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é saudável, tornando-se insalubre apenas nas margens do Japaratuba. A temperatura chega no verão aos 35 °C, e desce no inverno a 18 °C. As chuvas mais intensas ocorrem entre abril e agosto.

Solo[editar | editar código-fonte]

Predominam os solos argilosos, com elevações de pequena importância, como o sêrro de Massacará e o pico Cabeça de Boi.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Banham o município o já citado Japaratuba, o Riachão e os riachos Mariquita e Diogo.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Pelo recenseamento de 1960, a população de Carmópolis era de 3.483 habitantes; verificava-se, assim, um acréscimo de 12,9%, em relação a 1950. Residiam em áreas rurais 1.904 pessoas e 1.579 na cidade. Segundo estimativa do Laboratório de Estatística do IBGE, em 1 de julho de 1968, a população atingia a 3.752 habitantes, com uma densidade demográfica de 67 hab/km².

O Registro Civil acusou, em 1967, o movimento de 29 casamentos, 122 nascimentos e 52 óbitos (16 de menores de um ano).

Economia[editar | editar código-fonte]

A história moderna de Carmópolis se inicia, verdadeiramente, em fins de 1963, quando a Petrobrás verificou a produtividade econômica do campo de petróleo existente no subsolo da região. O primeiro embarque de óleo, por ferrovia, para Aracaju, Catu, Candeias e Madre de Deus ou Mataripe, data de fevereiro de 1965.

Em 1967, construído o oleoduto Carmópolis-Atalaia Velha, elevou-se a produção diária para 10 mil barris.

A estação inicial de Campo está a 4 km da cidade (Estação de bombeio de Bonsucesso). Após recolhimento, o petróleo é transferido até o Terminal de Atalaia Velha (47 km de extensão), localizado quase à beira-mar, próximo ao aeroporto de Aracaju.

Em 30 de junho de 1968 existiam 178 poços de óleo, cujas reservas eram estimadas em 13,4 milhões de m³.

A produção dos poços de Carmópolis, em 1967, alcançou 663.579 m³, elevando-se para 1,2 milhões de m³, em 1968, e, segundo estimativa, alcançaria 2.3 milhões de m³, em 1969.

Carmópolis contava, em 1965, 6 estabelecimentos de indústrias de transformação, que empregavam 12 operários. O valor da produção alcançou NCr$ 73,8 miIhares. O gênero principal era o de produtos alimentares, com 4 estabelecimentos, 7 operários e 65,2 % do valor total. Seguiam-se o de bebidas, com 1 estabelecimento, 3 operários e 30,2 % do valor, e o de madeira, com 1 estabelecimento 2 operários e 4,6%.

O valor da colheita agrícola, em 1967, alcançou NCr$ 1,9 milhão, cobrindo uma área de 1.041 hectares. A cana-de-açúcar contribuiu com 89,6% desse valor, e com uma produção de 56 mil toneladas.

Seguiram-se o coco-da-baía, com 5,1% do valor e 640 t, a mandioca com 2,7%, do valor e 2.430 t, e a banana, com 1,6% do valor e 20 mil cachos. Em menor escala, apresentam-se caju, batata-doce, laranja, amendoim e feijão. Em 1967 o IBRA cadastrou 58 imóveis rurais.

Os rebanhos do município se elevavam, em 1966, a 7.570 cabeças, avaliadas em NCr$ 730,0 milhares. Destacava-se o gado bovino, com 3.400 cabeças, representando 78,8% daquele valor.

Com 2.080 cabeças, cobrindo 13,5% do valor, seguiam-se os suínos, e, por fim, 1.000 ovinos, 500 caprinos, 300 equinos, 250 muares e 40 asininos. A criação do gado bovino tem em vista o abastecimento leiteiro e de carne e o emprego da tração animal no campo.

Foram abatidas 388 cabeças de bovinos, 324 de suínos, 194 de ovinos e 74 de caprinos, em 1967; resultaram 104,7 t de produtos de matadouro, no valor de NCr$ 164,9 milhares. O predomínio coube à carne verde de bovino, com 71,4 t e 75,8% do valor total, e completaram a pauta as carnes verde e salgada de suíno, carnes verdes e peles sêcas de ovino e caprino, toucinhos fresco e salgado, chispes de suíno, couro verde de bovino, banha não refinada, miúdos frescos de suíno, línguas frescas em geral, tripa fresca de suíno e ossos a granel.

Política[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

O município foi criado devido a Lei estadual n° 795, de 23 de outubro de 1920, com território desmembrado do de Rosário do Catete; a criação do distrito deve-se à de n° 819, de 7 de novembro de 1921.

Instalado em 1 de janeiro de 1923, figura o Município de Carmo, em 1933, com um só distrito.

Decreto-lei estadual n.° 377, de 31 de dezembro de 1943, modificou para Carmópolis o topônimo do Município e do distrito. Até a presente data permanece o Município de Carmópolis com o distrito único da sede.

É Termo vinculado à Comarca de Japaratuba.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativa Populacional 2013» (PDF). Estimativa Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 4 de outubro de 2013. Consultado em 4 de outubro de 2013 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 26 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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