Carmem Silva (atriz)

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Carmem Silva
Nome completo Maria Amália Feijó
Outros nomes Carmem Silva
Nascimento 5 de abril de 1916
Pelotas,  Rio Grande do Sul
Nacionalidade brasileira
Morte 21 de abril de 2008 (92 anos)
Porto Alegre,  Rio Grande do Sul
Ocupação Atriz
Outros prêmios
Prêmio Molière

1973: Melhor atriz — Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube

IMDb: (inglês)

Maria Amália Feijó (Pelotas, 5 de abril de 1916Porto Alegre, 21 de abril de 2008[1]), mais conhecida como Carmem Silva, foi uma atriz brasileira. Ganhou o prêmio Molière, por sua atuação na peça Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube, em 1973. Carmem Silva também chegou a ser homenageada em vida por diversas entidades do Rio Grande do Sul.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria Amália Feijó nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, em 5 de abril de 1916. Adotou o nome artístico de Carmen Silva, em 1939, quando ingressou na carreira de atriz, na Rádio Cultura de sua cidade.[3]

Em 1935, entrou para a Cinédia e faz seu primeiro filme: Estudantes, de Wallace Downey, com Aurora Miranda e Mesquitinha. Em 1949, participou do último musical dirigido por Adhemar Gonzaga: Quase no Céu, ao lado de Walter D'Ávila e Renata Fronzi, entre outros.[4]

Em 1955, Carmem ingressou na Companhia Dulcina de Moraes e participou da peça Vivendo em Pecado, de Terence Rattigan. Com Dulcina ainda apareceu em O Imperador Galante, de Raimundo Magalhães Júnior e Chuva, de Somerset Maugham. Ainda no Rio Grande do Sul, quando circulava com espetáculos teatrais, além de atuar como atriz nas peças, era La cantante Carmen Silva nos atos variados da companhia de que participava. Atos variados eram atos apresentados após as peças, eram praticamente obrigatórios e, como diz o nome, poderiam ser de mágica, música ou outra manifestação artística. Em 1957, já na Companhia Maria Della Costa, foi para a Europa com os espetáculos Manequim, de Henrique Pongetti; O Canto da Cotovia, de Jean Anouilh; e Rosa Tatuada, de Tennessee Williams. Em 1961, Carmen passou a integrar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), trabalhando em A Escada, de Jorge Andrade; Yerma, de Garcia Lorca, entre outros.[4]

Na televisão fez sua primeira aparição em 1956, em Anos de Ternura, na TV Record. Em 1970, apareceu em Pigmalião 70, na TV Globo, ao lado de Tônia Carrero e Sérgio Cardoso. Participou de outras novelas importantes da emissora como Os Ossos do Barão e Locomotivas. Mas foi em Mulheres Apaixonadas, novela de Manoel Carlos (2003), que fez grande sucesso ao lado de Oswaldo Louzada.[2]

Em 2002, reuniu seus textos radiofônicos no livro Comédias do Coração e Outras Peças para Rádio e TV, teve sua história registrada pela jornalista Marilaine Castro da Costa em Carmen Silva, a Dama dos Cabelos Prateados.[4]

Era uma das mais idosas atrizes em atividade do país, com 92 anos de idade, quando faleceu às 8h15min do dia 21 de abril de 2008, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre. O motivo da morte foi falência múltipla de órgãos.[5]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel
1935 Estudantes
1946 El Ángel desnudo [6]
1949 Quase no Céu
1955 Carnaval em Lá Maior Mulher de Chapéu
1957 Rebelião em Vila Rica
1958 O Grande Momento
1970 Elas
1975 Guerra Conjugal Amália
1977 Contos Eróticos Tia Cotinha
1982 Amor de Perversão [7] Idália
1983 Idolatrada Alice[8]
1990 O Gato de Botas Extraterrestre Rainha
1997 Até Logo, Mamãe Mafalda
Dedos de Pianista Clara[9]
1999 Quadrilha[10] Velhinha Fofoqueira
2002 Lembra, Meu Velho? Dora
2003 A Festa de Margarette Avó de Margarette
2005 Café da Tarde Iara
2007 Valsa para Bruno Stein

Televisão[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Morre aos 92 anos a atriz Carmem Silva Estadão. (Abril, 2008).
  2. a b Morre Carmem Silva, a Dona Flora de "Mulheres Apaixonadas" G1. (Abril, 2008).
  3. Morre aos 92 anos a atriz gaúcha Carmem Silva ZeroHora. (Abril, 2008).
  4. a b c Biografia de Carmen Silva Brasil Memória das Artes.
  5. Morre aos 92 anos a atriz Carmem Silva G1. (Abril, 2008).
  6. Cinemateca Brasileira El Ángel Desnudo [em linha]
  7. Cinemateca Brasileira Amor de Perversão [em linha]
  8. «Idolatrada». Cinemateca Brasileira. Consultado em 2017-02--22  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  9. «Dedos de Pianista». Porta Curtas. Consultado em 21 de dezembro de 2016 
  10. «Quadrilha». Porta Curtas. Consultado em 21 de dezembro de 2016 
  11. Carreira de Arlete Montenegro em Arlete Montenegro - Fé,Amor e Emoção, de Alfredo Sterheim,p. 166, ed. Imprensa Oficial, São Paulo, 2008

Ligações externas[editar | editar código-fonte]