Carnaval do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Carnaval do Brasil é a maior festa popular do país. A festa acontece durante quatro dias. (que precedem a quarta–feira de cinzas). O último dia de Carnaval precede a quarta-feira de cinzas (início da Quaresma).

História e expansão[editar | editar código-fonte]

Jogos durante o entrudo no Rio de Janeiro
Aquarela de Augustus Earle, c.1822
Folia em frente à Prefeitura de Olinda no Carnaval de Recife e Olinda de 2015.
Praia do Farol da Barra um dia antes da abertura do Carnaval de Salvador de 2008.
Carro abre-alas da Gaviões da Fiel no Carnaval de São Paulo de 2005.
Carro abre-alas do GRC Primos da Ilha no Carnaval de Manaus de 2016.

Comemorado em Portugal desde o século XV,[1] o entrudo foi trazido pelos portugueses para a então colônia do Brasil. Segundo alguns autores e historiadores,[2][3] o Carnaval da Madeira, em Portugal, que remontam ao período áureo da produção de açúcar, no século XVI, e a sua ligação aos escravos enquanto porto de passagem de bens e pessoas, teria acompanhado a expansão do comércio internacional açucareiro no Atlântico a partir daquela ilha,[4] influenciando as tradições carnavalescas do Brasil com as tradições e expressões lúdicas madeirenses.[5]

Os primeiros sinais dos festejos carnavalescos no Brasil sugiram ainda no século XVII, em Pernambuco, quando trabalhadores das Companhias de Carregadores de Açúcar e das Companhias de Carregadores de Mercadorias se reuniam para a Festa de Reis, formando cortejos carregando caixões de madeira e improvisando cantigas em ritmo de marcha.[6]

Em finais do século XVIII[1] já era praticado por todo o território. Muitos da elite na corte imperial considerava o Entrudo uma festa suja e violenta, embora a maioria dos senhores liberasse os escravos pra folia.[7] Consistia em brincadeiras e folguedos que variavam conforme os locais e os grupos sociais envolvidos. Com a mudança da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, surgiram as primeiras tentativas de civilizar a festa carnavalesca brasileira,[1] através da importação dos bailes e dos passeios mascarados parisienses, colocando o Entrudo Popular sob forte controle policial. A partir do ano de 1830, uma série de proibições vai se suceder na tentativa, sempre infrutífera, de acabar com a festa grosseira.

Em finais do século XIX, toda uma série e grupos carnavalescos ocupam as ruas do Rio de Janeiro, servindo de modelo para as diferentes folias. Nessa época, esses grupos eram chamados indiscriminadamente de cordões, ranchos ou blocos. Em 1890, Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música especificamente para o Carnaval, "Ô Abre Alas!". A música havia sido composta para o cordão Rosas de Ouro que desfilava pelas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval. Os foliões costumavam frequentar os bailes fantasiados, usando máscaras e disfarces inspirados nos bailes de máscaras parisienses. As fantasias mais tradicionais e usadas até hoje são as de Pierrot, Arlequim e Colombina, originárias da commedia dell'arte.

O carnaval é uma das principais festas do Brasil, ocupando lugar de destaque entre diversas camadas da população e da mídia. Em São Paulo, teve sua origem ligada à manifestação do entrudo, uma brincadeira na qual os foliões atiravam água e outros líquidos entre si, existente desde o século XV. Por volta de 1870, a maneira como a população divertia-se no período carnavalesco passou a apresentar mudanças decorrentes do enriquecimento proporcionado pela expansão cafeeira. A formação do carnaval popular paulistano tem como base fundamental as festas de caráter religioso-profano das pequenas cidades interioranas nas quais a população pobre manifestava-se por meio de suas danças e músicas, o primeiro cordão carnavalesco paulistano foi criado por Dionísio Barbosa em 1914 e chamava-se Cordão da Barra Funda (posteriormente Camisa Verde e Branco). A influência dos cordões foi determinante para as primeiras escolas de samba de São Paulo na mesma medida em que os ranchos influenciaram as escolas cariocas. Atualmente, em São Paulo e em várias grandes e pequenas cidades, as escolas de samba fazem desfiles organizados, verdadeiras disputas para a eleição da melhor escola do ano segundo uma série de quesitos. Com o crescimento vertiginoso dessas agremiações o processo de criação se especializou gerando muitos empregos concentrados, principalmente, nos chamados barracões das escolas de samba.

O Carnaval do Rio de Janeiro figura no Livro dos Recordes como o maior carnaval do mundo.[8]

O Carnaval de Recife e Olinda é considerado o carnaval mais democrático e culturalmente diverso do país, e é conhecido por seus característicos bonecos de Olinda e pelo ritmo do frevo e do maracatu, além de possuir o maior bloco carnavalesco do mundo segundo o Guinness Book 1995, o Galo da Madrugada.[9]

O Carnaval de Salvador é repleto de cantores famosos, que se apresentam-se em cima de trios elétricos, a exemplo de Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Daniela Mercury, entre outros artistas, onde também ocorrem desfiles de blocos afros. A festa ocorre em três circuitos carnavalescos.

O Carnaval de Manaus reúne uma série de atrações, a principal delas é o tradicional desfile de escolas de samba que acontece todos os anos no sambódromo, o maior em capacidade do país, comportando mais de 100.000 pessoas. O desfile chegou a ser transmitido em rede nacional pela extinta TV Manchete em 1994.[10][11][12]

O Carnaval de Vitória e realizado antes do carnaval oficial, cujo os desfiles se realizam no Sambão do Povo e ganhou projeção ao ser transmitido pela Rede Bandeirantes, no período de 2013 a 2015.

Corte real[editar | editar código-fonte]

Corte real é o nome dado ao cortejo do carnaval, composto pelo Rei Momo, rainha e princesas do carnaval. sendo realizados em todo o Brasil, de formas diferentes, sendo organizados em concurso, por ligas de carnaval e instituições públicas, ligadas ao turismo, como a Riotur.

Rei Momo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Rei Momo

O Rei Momo é considerado o dono do Carnaval, quem comanda a folia. possuindo uma personalidade zombeteira, delirante e sarcástica. Vindo da mitologia grega, é filho do sono e da noite, sendo expulso do Olimpo porque tinha como diversão ridicularizar as outras divindades. foi escolhido para decidir qual Deus, entre Zeus, Atena e Poseidom poderia fazer algo bom. Mas botou defeito em todas as criações.

Hoje existe concurso para a escolha do Rei Momo em várias cidades do Brasil. sendo o mais noticiado o do Carnaval do Rio de Janeiro. para ser rei-momo é preciso ser muito simpático e esbanjar alegria, além de pesar no mínimo 120 quilos. Esta última exigência vem sendo abandonada nos últimos anos, considerando-se os problemas de saúde causados pela obesidade. sendo que em 2004, um candidato magro acabou-se eleito como rei-momo, devido a mudança do peso pelos organizadores.

Rainha e princesas[editar | editar código-fonte]

E um trio de beldades que compoem o cortejo real. sendo a rainha do carnaval que junto com o Rei Momo, abrem as festividades carnavalescas. assim como as princesas, bem no nível inferior. após o reinado muitas delas na maioria se tornam rainhas ou madrinhas de bateria [13][14][15] [16][17] , embora ao inverso se tenha caso de rainhas ou madrinhas de bateria que se tornaram rainhas e princesas do carnaval.

Indústria do carnaval[editar | editar código-fonte]

Indústria do carnaval é o nome dado ao conjunto de atividade para produção de fantasias, adereços, materiais para os carros alegóricos. São na maioria empregos informais para milhares de costureiras.[carece de fontes?]

São atividades que, segundo dados de 1997, movimenta anualmente cerca de 13 bilhões de reais e gera mais de 300 mil empregos. Só as escolas de samba do grupo especial gastam cerca de 100 milhões de reais em matérias primas — sem contar salários e serviços — para pôr seu enredo na avenida.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Carnaval do Brasil

Referências

  1. a b c «História do Carnaval: Igreja reconheceu a festa em 590 d.C.». Universo Online 
  2. Alberto Vieira admite que Carnaval da Madeira poderá ter influenciado festividades no Brasil dnoticias.pt. (Fevereiro, 2015).
  3. Historiador diz que Carnaval da Madeira pode ter influenciado festividades no Brasil Sic Noticias. (Fevereiro, 2015).
  4. Carnaval da Madeira pode ter influenciado Brasil] Correio da Manhã. (Fevereiro, 2015).
  5. Carnaval da Madeira poderá ter influenciado festividades no Brasil diáriodigital. (Fevereiro, 2015).
  6. «Caindo na folia muito antes do frevo». Diario de Pernambuco. Consultado em 28 de fevereiro de 2017 
  7. «Carnaval: A maior alegria do mundo - Xapuri». Xapuri. 23 de fevereiro de 2016 
  8. Largest Carnival Guinness World Records.
  9. «O Galo da Madrugada». Fundação Joaquim Nabuco. Consultado em 15 de setembro de 2014 
  10. «Escolas de samba do Grupo Especial desfilam no Sambódromo de Manaus». Carnaval 2016 no Amazonas. 7 de fevereiro de 2016 
  11. «As escolas de samba e a cidade de Manaus» 
  12. «| Portal da Cultura |». www.cultura.am.gov.br (em pt_BR). Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  13. Mengão de Coração. «Ana Paula Pereira é Rainha da Bateria da Mangueira 1997» 
  14. Cesar Tartaglia (29 de novembro de 1993). «A Rainha do Rio». Pagina 12. Consultado em 10 de fevereiro de 2015 
  15. Na avenida (11 de junho de 2012). «Império Serrano de Uruguaiana em festa». Consultado em 20 de novembro de 2012 
  16. EGO (22 de outubro de 2012). «Modelo do 'Esquenta' tenta brilhar em escola do grupo de acesso». Consultado em 4 de novembro de 2012 
  17. EXTRA (2 de fevereiro de 2010). «Alegria da Zona Sul coroou Jéssica Maia em Copacabana». Consultado em 28 de outubro de 2010