Carol Anne Tavris

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Carol Anne Tavris
Nascimento 17 de setembro de 1944 (77 anos)
Los Angeles
Cidadania Estados Unidos
Alma mater
Ocupação psicóloga
Prêmios
  • Membro da Associação Americana de Psicologia
  • Fellow of the Committee for Skeptical Inquiry

Carol Anne Tavris (n. 17 de setembro de 1944) [1][2][3] é uma psicóloga social americana e autora de inúmeras pesquisas e livros na área de psicologia.[4] Ela recebeu seu doutorado em Psicologia Social pela Universidade de Michigan, e ensinou psicologia na Universidade da Califórnia, Los Angeles e na New School for Social Research. Ela é um membro da Associação Americana de Psicologia, Associação para a Ciência Psicológica (Association for Psychological Science (APS)) e do Centro de Inquérito. Seus artigos, pesquisas têm aparecido no New York Times, o Los Angeles Times, o Times Literary Supplement, e outras publicações.[5]

Na área legal, as pesquisas de Carol Tavris são vistas por advogados e juízes como de relevancia fundamental sobretudo no que diz respeito à diferença entre o testemunho com base em ciência psicológica real e com base em pseudociência e pareceres clínicos subjetivos.

Visão sobre Neurociência[editar | editar código-fonte]

Carol Tavris, juntamente com a psiquiatra e pesquisadora americana Sally Satel, autora do estudo sobre Neurociência publicado no livro "Lavagem cerebral: O apelo sedutor da Neurociência sem Mente",[6] entre outros cientistas, faz parte do grupo de pesquisadores que vêm Neurociência como pseudociência tentando explicar o comportamento humano com base em imagens cerebrais de importante significado mas sem metodologia científica que justifique suas teorias na área comportamental.

Tais pesquisadores apontam que os defensores da neurociência, mesmo na ausência de metodologia científica para explicar o comportamento humano com base apenas em funções cerebrais, promovem informações que dizem ser baseadas em fatos científicos, mas que não resultam da aplicação de quaisquer métodos científicos. Além disso, promovem suas teorias com base em informações extrapoladas sobre o real significado científico das imagens cerebrais dos PET Scans.[7]

Segundo ela:

"Não especialistas realmente amam as explicações falsas da neurociência. Considere a maneira que a tecnologia em rápida evolução nas técnicas de imagem cerebral tem leigos praticamente hipnotizados - especialmente jornalistas - com imagens deslumbrantes. Infelizmente, a valorização das imagens não é geralmente acompanhada de qualquer pensamento crítico sobre o que as cores dessas imagens realmente significam. Ainda assim, muitas pessoas consideram evidência das imagens de PET Scans como sendo algo mais 'real' do que outros tipos de informação psicológica."[8][9]

Sally Satel, psiquiatra americana que em suas pesquisas busca desmitificar o verdadeiro significado das imagens de PET Scans,[10] reafirma o ponto de vista de Tavris com base em seus estudos e afirma que:

"apesar de varreduras do cérebro e outros neurotecnologias fornecerem idéias inovadoras sobre o funcionamento do cérebro humano, a idéia cada vez mais na moda de que são os mais importantes meios de responder às mistérios da psicologia é equivocada - e potencialmente perigoso[11][12][13][14] ."

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências