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Carolina Maria de Jesus

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Carolina Maria de Jesus
De Jesus em 1960
Nome completoCarolina Maria de Jesus
Pseudônimo(s)Bitita
Nascimento
Morte
13 de fevereiro de 1977 (62 anos)

Causa da morteinsuficiência respiratória
Nacionalidadebrasileira
Etniaafro-brasileira
Filho(a)(s)3
EducaçãoColégio Allan Kardec
Ocupação
Outras ocupações
Período de atividade1930 – 1977
PrêmiosOrden Caballero del Tornillo
Doutora Honoris Causa (2021)[1]
Gênero literárioprosapoesiaromanceconto
Magnum opusQuarto de Despejo (1960)
WebsiteSite Carolina Maria de Jesus
Assinatura

Carolina Maria de Jesus (Sacramento, 14 de março de 1914São Paulo, 13 de fevereiro de 1977) foi uma escritora, cantora, compositora e poetisa brasileira. Uma das primeiras escritoras negras do Brasil, De Jesus é considerada uma das mais importantes escritoras do país, de tal modo que sua obra e vida permanecem objetos de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.[2][3]

De Jesus viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, atualmente um bairro da Zona Central de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos trabalhando como catadora de papéis.[3]

Sua fama nasceu a partir da publicação do seu primeiro livro: Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada publicado em 1960, que se tornou um best-seller logo no seu lançamento, tendo vendido 10 mil exemplares em apenas uma semana. Foi traduzido para treze idiomas e distribuído por mais de quarenta países.[3]

Biografia

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Primeiros anos e juventude

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De Jesus nasceu em 14 de março de 1914, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais, numa comunidade rural. Oriunda de família muito humilde, que migrou para a cidade no início das atividades pecuárias na região. Aos sete anos, começou a frequentar o Colégio Allan Kardec, mas interrompeu os estudos no segundo ano, já tendo aprendido a ler e a escrever e desenvolvido o gosto pela leitura.[4]

De Jesus morou em Sacramento até 1930, quando se mudou com a mãe para a cidade de Franca, cidade do estado de São Paulo localizada a 100 km de Sacramento. Ali trabalhou como empregada doméstica, permanecendo na cidade até 1937.[3]

Mudança para a favela do Canindé

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Em 1937, sua mãe morreu e ela se viu impelida a migrar para a metrópole de São Paulo. Ao chegar à cidade, conseguiu emprego na casa do notório cardiologista Euryclides de Jesus Zerbini, precursor da cirurgia de coração no Brasil, o que permitia a De Jesus a ler os livros de sua biblioteca nos dias de folga.

Em 1947, deu à luz seu primeiro filho, João José de Jesus, o que fez que perdesse seu emprego, voltando a ser catadora de recicláveis. Em 1949, aos 33 anos, desempregada e novamente grávida, instalou-se na extinta favela do Canindé, na zona norte de São Paulo — num momento em que surgiam na cidade as primeiras favelas — cujo contingente de moradores estava em torno de cinquenta mil. De Jesus construiu sua própria casa, usando madeira, lata, papelão e qualquer material que pudesse encontrar. Saía todas as noites para coletar papel, a fim de conseguir dinheiro para sustentar a família. Teve mais dois filhos: José Carlos de Jesus, nascido em 1950, e Vera Eunice de Jesus, nascida em 1953.

Ao mesmo tempo em que trabalhava como catadora, registrava o cotidiano da comunidade onde morava nos cadernos que encontrava no material que recolhia, que somavam mais de vinte. Um desses cadernos, um diário que havia começado em 1955, deu origem a seu livro mais famoso, Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960.

Já na década de 1950, o jornalista Audálio Dantas presenciou a cena em que De Jesus estava em uma praça vizinha à comunidade, quando percebeu que alguns adultos estavam destruindo os brinquedos ali instalados para as crianças. Sem pensar, ameaçou denunciar os infratores, fazendo deles personagens do seu livro de memórias. O jornalista iniciou um diálogo com a mulher que possuía inúmeros cadernos nos quais narrava o drama de sua indigência e o dia-a-dia na favela do Canindé. Dantas de imediato se interessou pelo "fenômeno" que tinha em mãos, e se comprometeu em reunir e divulgar o material.[5]

Publicação de Quarto de Despejo e saída da favela

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De Jesus autografando o seu livro Quarto de Despejo em agosto de 1960

Depois da publicação de Quarto de Despejo, De Jesus mudou-se para Santana, bairro de classe média na zona norte de São Paulo, após lidar com a raiva e inveja de seus antigos vizinhos, que a acusaram de ter colocado suas vidas no livro sem autorização. A autora relatou que muitos dos moradores da favela chegaram a jogar, nela e em seus três filhos, os conteúdos de seus penicos. De Jesus definiu a favela como "tétrica", "recanto dos vencidos" e "depósito dos incultos que não sabem contar nem o dinheiro da esmola".[carece de fontes?]

O sucesso da primeira publicação, no entanto, acabou por não se repetir nos títulos posteriores. Depois de Quarto de Despejo, a Editora Francisco Alves encomendou mais uma obra, a partir dos diários escritos por De Jesus quando já morava no bairro de Santana. Surgiu Casa de Alvenaria: Diário de uma Ex-Favelada (1962) que, segundo Audálio Dantas responsável pela edição do material publicado, vendeu apenas 10 mil exemplares.[6] Em 1963, De Jesus publicou o romance Pedaços da Fome e o livro Provérbios posteriormente em 1969 que, de acordo com Dantas, foram títulos custeados pela própria autora e não tiveram vendas significativas.[6]

Ida para o sítio em Parelheiros

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Sofrendo de dificuldades financeiras para manter o padrão de vida, De Jesus vendeu sua casa de Santana para comprar um pequeno sítio em Parelheiros, numa região remota da Zona Sul de São Paulo, no pé de uma colina. Próxima de casas ricas, local de algumas das habitações mais pobres do subúrbio da cidade, com impostos e preços menores, era lá que a autora esperava encontrar solitude.

Parelheiros se caracterizava por fortes contrastes entre ricos e pobres: grandes casarões ao lado de barracos, que, via de regra, surgiam em vales, onde o ar era poluído pelas indústrias da região do Grande ABC. Embora pobre, Parelheiros era o mais próximo que De Jesus poderia chegar do interior de sua infância sem deixar São Paulo e suas escolas públicas, para as quais seus filhos iam de ônibus. Os três moravam com ela: João José, com 21 anos, trabalhava numa fábrica de têxteis; José Carlos, com 19 anos, cursava o primeiro ano do Segundo grau e vendia objetos na rua; Vera, com 16 anos, também estava na escola.[7]

A casa da escritora fora construída num terreno modesto, perto de uma estrada de terra, onde visitantes andavam em tábuas de madeira sobre a lama para chegar à casa cor de abóbora com janelas de caixilhos verdes. Agora passando boa parte de seu tempo sozinha, a autora lia o jornal e plantava milho e hortaliças, apesar de reclamar que seus esforços de jardinagem lhe rendessem tanto quanto lhe custassem.

Logo depois de se mudar para Parelheiros, De Jesus parou de receber os pagamentos de direitos autorais. Tinha tão pouco dinheiro que, assim fizera na favela do Canindé, ela e seus filhos passavam certos dias catando papéis e garrafas para vender: agora, contudo, usava o dinheiro de catadora para comprar refrigerantes e bilhetes de cinema. De tempos em tempos, entregava a uma vendedora local os abacates, bananas e mandiocas que produzia para serem vendidos num mercado local.[8]

De Jesus morreu aos 62 anos no seu sítio em Parelheiros, Zona Sul de São Paulo, no dia 13 de fevereiro de 1977,[4] vítima de insuficiência respiratória devido a uma crise de asma. Contudo, a causa da morte é contestada por sua filha Vera Eunice: “Ela não tinha asma, tinha Doença de Chagas. (...) Ela fazia tratamento."[9] O enterro da escritora foi realizado no Cemitério do Cipó, no município de Embu-Guaçu, a 40 km do centro de São Paulo.[10]

Reconhecimento

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De Jesus em audiência com o Presidente João Goulart em 1961

Publicado em 1960, a tiragem inicial de Quarto de Despejo foi de dez mil exemplares e esgotou-se em uma semana. Desde sua publicação, a obra vendeu mais de um milhão de exemplares e foi traduzida para catorze línguas e distribuído em mais de quarenta países, tornando-se um dos livros brasileiros mais conhecidos no exterior.

De Jesus recebeu homenagens na Academia de Letras de São Paulo e na Faculdade de Direito de São Paulo, a escritora que, até então, nunca havia ganhado atenção, passou a realizar entrevistas em canais de televisão e rádio por todo o país.[11]

O professor da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Alexino Ferreira caracterizou sua escrita como "direta, nua e crua, mas, ao mesmo tempo, suave".

Internacional

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De Jesus antes de embarcar no avião da Air France para o Uruguai

Com o lançamento do seu primeiro livro em 1960, De Jesus passou a ser reconhecida internacionalmente como "a negra da literatura brasileira".[11] A presença da obra da escritora naquele período era almejada não só no Brasil, mas também no exterior. A autora viajou para o Uruguai, Chile e Argentina, recebendo, em Buenos Aires, a Orden Caballero del Tornillo.[11]

Em 1962, Quarto de Despejo foi publicado nos Estados Unidos pela editora E. P. Dutton com o título de Child of the Dark. No ano seguinte, como parte da coleção Mentor, a tradução ganhou uma edição de bolso, publicada primeiro pela New American Library, depois pela Penguin USA.[12]

Vida pessoal

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Religião

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De Jesus não negava sua religiosidade, tendo se referido a Deus em seu diário.[5]

Sonhei que era um anjo. Meu vestido estava flutuando e tinha mangas rosas compridas. Fui da terra para o céu. Pus estrelas em minhas mãos e brincava com elas. Falei-as. Elas apresentaram um me honrando [sic]. Dançaram ao meu redor e criaram um caminho luminoso. Quando acordei eu pensei: estou tão pobre. Não consigo pagar para ir e assistir uma peça, então Deus me manda esses sonhos para minha alma dolorida. Ao Deus que me protege, eu mando meu [sic] gratidão

Carolina Maria de Jesus

Prêmios e homenagens

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Mesmo diante das mazelas e discriminações que sofreu desde a infância, por ser negra e pobre, De Jesus revelou através de sua escrita, a importância do testemunho como meio de denúncia sócio-política numa cultura hegemônica que exclui aqueles que lhe são alteridade.[4]

A literatura documentária e de contestação da escritora, tal como foi conhecida e nomeada pelo jornalismo da época é, na atualidade, a literatura das vozes periféricas que manifesta à partir dos anos 1970, novos testemunhos narrativos femininos.[4]

Lista de publicações:[5]

Obra individual

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  • Provérbios. São Paulo: [s. n.], 1963.

Publicações póstumas

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  • Antologia Pessoal. José Carlos Sebe Bom Meihy (Org.). Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996. (Poesia);[17]
  • Onde Estaes Felicidade? Dinha e Raffaella Fernandez (Orgs.). São Paulo: Me Parió Revolução, 2014. (Conto, Memória e Estudos Críticos);
  • O Escravo. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. (Romance).[22]
  • "As Crianças da Favela". Revista do Magistério. São Paulo, n. 24: 8, p. 18-19, dez. 1960;
  • "Diario de Viaje: Argentina, Uruguai, Chile". JESUS, Carolina Maria de (Apêndice). Casa de Ladrillos. Buenos Aires: Edito­rial Abraxas, 1963, p. 128-191;
  • "Minha Vida". In: MEIHY, José Carlos S. B; LEVINE, Robert M. Cinderela Negra: A Saga de Carolina Maria de Jesus. Rio de Janeiro: UFRJ, 1994, p. 172-189;
  • "O Sócrates Africano". In: MEIHY, José Carlos S. B; LEVINE, Robert M. Cinderela Negra: A Saga de Carolina Maria de Jesus. Rio de Janeiro: UFRJ, 1994, p.190-196.

Antologia

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Álbum musical

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Em 1961, com o sucesso da publicação do livro Quarto de Despejo; Carolina Maria de Jesus grava suas composições em um disco lançado pela gravadora RCA Victor. O álbum contém 12 faixas autorais de samba, marcha e baião, com o acompanhamento do maestro Chiquinho de Moraes nos arranjos e direção artística de Julio Nagib.[23][24][25]

Segundo relato de sua filha, o disco foi produzido para uma peça teatral: "Pelo que a gente sabe, não foi usado, então caiu no esquecimento. A gravação foi feita com músicos do estúdio. A gente não sabe se Carolina interferiu nos arranjos. Ela tocava um pouco de violão, mas na ficha técnica não consta ela tocando."[26]

Por ser o primeiro e único álbum musical gravado por De Jesus, atualmente é um dos mais valiosos LPs do mercado brasileiro e muito cobiçado por colecionadores. O disco está cotado em R$ 2 mil.[23]

Traduções

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Lista simples:[5]

  • Child of the Dark: The Diary of Carolina Maria de Jesus. David St. Clair (Tradução). New York: E. P. Dutton, 1962;[27]
  • The Unedited Diaries of Carolina Maria de Jesus. José Carlos Sebe Bom Meihy (Editor); Nancy P. Naro; Cristine Mehrtens (Tradução). New York: Barnes & Noble, 1999.[28]

Direitos autorais

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Em março de 1961, uma reportagem afirmou que a publicação de Quarto de Despejo havia rendido a De Jesus seis milhões de cruzeiros em direitos autorais, contudo a quantia exata variava, de acordo com a reportagem.[29] É certo que a autora tinha direito a dez por cento do preço de venda das traduções, com trinta por cento de sua parte reservada a Audálio Dantas; ela recebia pequenos pagamentos em dólares das editoras estadunidenses, mas, por força do contrato original, não podia autorizar traduções de sua obra: este direito fora cedido à editora Paulo de Azevedo, uma filial da editora Francisco Alves.[29]

Segundo o acadêmico Robert Levine, somente das vendas da edição americana, totalizaram mais de trezentas mil cópias nos EUA. De Jesus e sua família deveriam ter recebido, pelo contrato original, mais de cento e cinquenta mil dólares.[12] Contudo, não foi encontrado indício algum de que ela tenha recebido sequer uma pequena parte disto.[12] Para Levine, a família da escritora vivia bem melhor do que na favela, mas num nível muito abaixo do esperado para uma autora cujos livros ainda estavam vendendo bem em diversos países.

Segundo reportagens da época,[quais?] os pagamentos de direitos autorais recebidos por De Jesus eram "pequenos, mas constantes", todavia, não eram suficientes para que conseguisse viver melhor e um pouco acima da linha da pobreza.

Ver também

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Referências

  1. «Carolina Maria de Jesus é condecorada Doutora Honoris Causa». Elle. 26 de fevereiro de 2021. Consultado em 22 de abril de 2026
  2. Marinho, Thais Alves; Simoni, Rosinalda Correa da Silva, eds. (2024). Dicionário Biográfico: Histórias Entrelaçadas das Mulheres Afrodiaspóricas (PDF). 1. Goiânia: Editora Tempestiva. pp. 143–153. ISBN 9786585142090
  3. 1 2 3 4 Pimentel, Márcia (18 de março de 2022). «Carolina de Jesus: a vida e a obra de uma das mais importantes escritoras do país». MultiRio. Consultado em 3 de abril de 2023. Cópia arquivada em 11 de fevereiro de 2026
  4. 1 2 3 4 Magnabosco, Maria Madalena; Ravetti, Graciela (n.d.). «Catálogo de Escritoras Brasileiras: Carolina Maria de Jesus § Vida». UFSC. Consultado em 10 de abril de 2026. Cópia arquivada em 25 de julho de 2015
  5. 1 2 3 4 «Carolina Maria de Jesus § Autoras». Literafro. 11 de abril de 2025. Consultado em 7 de novembro de 2024. Cópia arquivada em 6 de março de 2026
  6. 1 2 Maciel, Camila (14 de março de 2014). «Brasil lembra centenário de escritora que definiu favela como quarto de despejo». Agência Brasil. Consultado em 6 de abril de 2023. Cópia arquivada em 3 de agosto de 2025
  7. «Conheça: Carolina de Jesus». Fênix. 8 de março de 2020. Consultado em 22 de julho de 2023. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2025
  8. Levine, Robert M. (1994). «The Cautionary Tale of Carolina Maria de Jesus». Latin American Research Review (em inglês). 29 (1): 55–83. ISSN 0023-8791. JSTOR 2503644. Consultado em 17 de novembro de 2023
  9. Santiago, Henrique (18 de setembro de 2020). «O (novo) renascimento de Carolina Maria de Jesus § Expressão». Revista Elástica. Consultado em 25 de abril de 2023. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2024
  10. «Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros (Exposição)». IMS. N.d. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 17 de maio de 2022
  11. 1 2 3 «Carolina Maria de Jesus: a grande poeta descoberta na periferia de São Paulo § Noticias». ANOREG/SP. 18 de maio de 2022. Consultado em 22 de julho de 2023. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2025
  12. 1 2 3 MEIHY & LEVINE 1994, p. 68.
  13. Jesus, Carolina Maria de (1983). Quarto de despejo: diário de uma favelada. [S.l.]: F. Alves. Consultado em 13 de maio de 2026
  14. «Ex-favelada lança hoje o livro 'Casa de Alvenaria'/Nove países traduzem a obra de Carolina Maria de Jesus». Diário da Noite 11339 (1) ed. 12 de janeiro de 1962. p. 6. Consultado em 22 de abril de 2026
  15. Jesus, Carolina Maria de (1986). Diário de Bitita. [S.l.]: Editora Nova Fronteira. Consultado em 13 de maio de 2026
  16. Jesus, Carolina Maria de (1996). Meu estranho diário. [S.l.]: Xamã. ISBN 978-85-85833-18-3. Consultado em 13 de maio de 2026
  17. Jesus, Carolina Maria de (1996). Antologia pessoal. [S.l.]: Editora UFRJ. ISBN 978-85-7108-175-8. Consultado em 13 de maio de 2026
  18. «Meu sonho é escrever…: contos inéditos e outros escritos». Touché Livros. N.d. Consultado em 10 de abril de 2026
  19. «Clíris: Poemas Recolhidos». Amazon. N.d. Consultado em 19 de abril de 2026
  20. Jesus, Carolina Maria de (6 de agosto de 2021). Casa de alvenaria – Volume 1: Osasco. [S.l.]: Companhia das Letras. ISBN 978-65-5782-296-8. Consultado em 13 de maio de 2026
  21. Jesus, Carolina Maria de (6 de agosto de 2021). Casa de alvenaria – Volume 2: Santana. [S.l.]: Companhia das Letras. ISBN 978-65-5782-295-1. Consultado em 13 de maio de 2026
  22. Jesus, Carolina Maria de (11 de dezembro de 2023). O escravo: Romance. [S.l.]: Companhia das Letras. ISBN 978-85-359-3669-8. Consultado em 13 de maio de 2026
  23. 1 2 Zorzetto, Gabriel (14 de março de 2026). «Aniversário de Carolina Maria de Jesus: LP gravado pela escritora é um dos mais valiosos do mercado». Estadão. Consultado em 25 de abril de 2026. Cópia arquivada em 14 de março de 2026
  24. «Quarto de Despejo - Carolina Maria de Jesus Cantando Suas Composições». IMMuB. N.d. Consultado em 14 de março de 2022. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2025
  25. «Quarto De Despejo - Carolina Maria de Jesus Cantando suas Composições». Discogs. Consultado em 14 de março de 2022. Cópia arquivada em 14 de novembro de 2023
  26. Zibordi, Marcos (10 de maio de 2023). «Disco de Carolina Maria de Jesus é regravado após 6 décadas». Terra. Consultado em 25 de abril de 2026
  27. Jesus, Carolina Maria De (setembro de 1963). Child of the Dark: The Diary of Carolina Maria de Jesus (em inglês). [S.l.]: Penguin Group (USA) Incorporated. ISBN 978-0-451-04702-1. Consultado em 13 de maio de 2026
  28. Jesus, Carolina Maria de; Levine, Robert M.; Meihy, José Carlos Sebe Bom (1999). The Unedited Diaries of Carolina Maria de Jesus (em inglês). [S.l.]: Rutgers University Press. ISBN 978-0-8135-2570-9. Consultado em 13 de maio de 2026
  29. 1 2 MEIHY & LEVINE 1994, p. 71.
Bibliografia
  • MEIHY, José Carlos Sebe Bom; LEVINE, Robert (1994). Cinderela Negra: A Saga de Carolina Maria de Jesus (Biografia). Rio de Janeiro: Editora UFRJ. 232 páginas. ISBN 9788571081109 

Leitura adicional

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  • DOS SANTOS, Joel Rufino (2009). Carolina Maria de Jesus: Uma Escritora Improvável (Biografia). Rio de Janeiro: Editora Garamond/FBN. 166 páginas. ISBN 9788576171737 
  • PERPÉTUA, Elzira Divina (2014). A Vida Escrita de Carolina Maria de Jesus (Biografia). Belo Horizonte: Nandyala. 344 páginas. ISBN 9788583580027 

Ligações externas

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