Carro a vapor

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Carro a vapor
Stanley Steam Car (1912).

Um carro a vapor é um carro movido por um motor a vapor. Em um motor a vapor a combustão do combustível é feita na parte externa do motor e a eficiência térmica é baixa. Os combustíveis utilizados por esses veículos eram de baixo custo, normalmente eram utilizados como fonte de energia lenha, carvão, coque ou óleo de alcatrão.

As locomotivas a vapor e motores a vapor foram desenvolvidos uns 100 anos antes dos motores de combustão interna, mas ficavam restritos a algumas atividades, devido a seu peso. O carro leve a vapor foi desenvolvido simultaneamente com o carro a combustão interna, devido à maturação da engenharia e da construção de estradas. Por já haver vasta experiência com motores a vapor, os veículos motorizados com essa tecnologia tiveram vantagem inicialmente. Porém, pela década de 1920, o progresso de refino do motor a combustão interna tornou obsoletos os carros a vapor.

Os maiores desafios técnicos do carro a vapor focam-se em sua caldeira, pois ela representa muito da massa total do veículo, tornando-o pesado (motores a combustão interna não carecem de caldeira), e requer atenção cuidadosa do motorista, apesar de que mesmo na década de 1900 já havia uma boa automação para isto. A única grande limitação é a necessidade de fornecer água de alimentação à caldeira, seja carregando-a, reenchendo frequentemente, ou instalar um condensador, que representa mais peso e inconveniência.

Uma vantagem é que o carro a vapor é mais silencioso que o de combustão interna, mesmo sem silenciador. Outra, significativa, é que a combustão externa permite regular melhor as emissões de poluentes.

Primeiros carros a vapor[editar | editar código-fonte]

Caldeira de um Stanley Steamer Série 740, 1924. À direita, o condensador.

O primeiro carro movido a vapor foi apresentado ao público europeu por Nicholas Cugnot no de 1797 em Paris. O nome do veiculo era Fardier. O veículo não teve sucesso na sua apresentação, já que no momento da apresentação o veículo colidiu-se com uma parede e acabou se rompendo. O veículo original está guardado no Musée des Arts et Métiers em Paris desde 1800. O primeiro carro a vapor comprovado para uso pessoal foi o de Josef Božek em 1815. Ele foi seguido por Julius Griffith em 1821, Timothy Burstall e John Hill em 1824 e Thomas Blanchard em 1825.

Produção nos anos de 1890[editar | editar código-fonte]

Nessa época existiam carros elétricos, a combustão e a vapor. Devido ao conhecimento técnico científico da época, a produção dos carros movidos a vapor eram superiores aos demais tipos, já que os homens dominavam as máquinas a vapor desde a primeira Revolução Industrial. A maioria dos carros estavam situados nos Estados Unidos.

Produção no período de 1900-1913[editar | editar código-fonte]

Antes da Primeira Guerra Mundial a produção de carros a vapor cresceu muito nos Estados Unidos, isso ocorreu porque a produção utilizada, usava os moldes da linha de montagem por Henry Ford reduzindo drasticamente o custo de propriedade de um automóvel convencional. Sendo assim, na época o carro a vapor apresentava um melhor custo benefício em relação aos outros tipos de veículos. A produção chegava a máximo 1000 carros por ano.

Primeiras marcas[editar | editar código-fonte]

As primeiras a produzirem carros a vapor eram Ford, Fiat, Opel, Rolls-Royce, Peugeot, Vauxhall e Cadillac.

Declínio[editar | editar código-fonte]

O primeiro evento que decretou o declínio dos carros a vapor foi a adoção do motor de arranque por carros com motores de combustão interna. Essa invenção, introduzida em 1912 nos modelos Cadillac, possibilitou uma partida simples e imediata do motor de combustão interna. Até então, de fato, para o vagão a vapor havia a vantagem de ser "acionado um fósforo" (que acendia o queimador), mesmo que demorasse alguns minutos para ligar o veículo.

Como também havia outras desvantagens, o declínio dos carros a vapor não parou. O principal problema desse tipo de carro estava relacionado ao fato de que - com a tecnologia da época - a máquina a vapor era particularmente pesada. Finalmente, persistia o problema do tempo necessário para atingir as condições de operação e fazer o carro sair do frio .

Em 1913, a introdução em larga escala da linha de montagem aplicada a modelos com motor de combustão interna, decretou uma redução notável nos custos de produção desse tipo de carro . Isso, somado aos efeitos da adoção da partida elétrica, causou primeiro o declínio e depois o desaparecimento dos carros a vapor

British Steam Car Challenge[editar | editar código-fonte]

Em 25 de agosto de 2009, Team Inspiration do British Steam Car Challenge quebrou o recorde duradouro para veículos a vapor, conquistado pelo Stanley Steamer em 1906, elevando para 139,843 mph (225,055 km/h)[1][2] na Edwards Air Force Base, Mojave Desert, Califórnia.

No dia seguinte, o mesmo carro quebrou o recorde novamente, conquistando 238,679 km/h (148,308 mph). Este também foi registrado, e ratificado pela FIA.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

LJK Setright, Steam: The Romantic Illusion , editado por Tom Northey, London, Orbis, 1974.

Wise David Burgess, Locomobile: British Steam-Car Pioneers , Londres, World of Automobiles, 1974.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «The British Steam Car Challenge». Steamcar.co.uk. 18 de agosto de 1985. Consultado em 19 de setembro de 2009 
  2. «UK team breaks steam car record». BBC News online. 25 de agosto de 2009. Consultado em 19 de setembro de 2009 

3.http://autoetecnica.band.uol.com.br/top-6-as-marcas-mais-antigas-do-mundo/ 4.https://www.infoescola.com/termodinamica/motor-a-vapor/

5.http://www.earlyamericanautomobiles.com/americanautomobiles2.htm 6.https://archive.org/details/standardcatalogo0000kime

7.https://www.thehenryford.org/collections-and-research/digital-collections/expert-sets/105070/