Carro de segurança

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Safety Car da Fórmula 1

O Safety Car (Carro de Segurança no português do Brasil), é um carro diferente dos que estão competindo, que tem a sua entrada em momentos críticos da corrida, como acidentes, chuva extrema, condições de pista inseguras ou qualquer motivo que tire a segurança da prova.

Fórmula 1 [1][editar | editar código-fonte]

Na fórmula 1, O Safety Car tem sempre a sua entrada comandada pelo diretor de provas Charlie Whiting; Porém, após o acidente com o piloto da Marussia F1 Team, no último GP do Japão, o comitê de segurança da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) pretende dividir esse poder com mais uma pessoa, afim de um poder maior de julgamento da condição da pista.

O Safety Car é acionado sempre que a segurança dos pilotos fica em risco, como no caso de um acidente, caso fique detritos na pista, como óleo, areia, pedaços de pneus ou o carro acidentado, mesmo parado, ofereça algum risco de acidente.

O Carro de Segurança também é acionado em caso de chuva muito forte durante a corrida, e caso essa chuva caia no início da prova, a corrida começa com o Safety Car na pista, e caso o diretor de prova decida que é possível a corrida iniciar sem o Safety Car, o diretor pedirá a saída do Safety Car da pista, e nesse caso a largada será em velocidade, caso o diretor entenda que não há condições para a corrida, as bandeiras vermelhas serão ativadas em todo o circuito, informando que a corrida está paralisada, e fica ao critério do diretor, permitir que os carros voltem ao Boxes ou fazendo-os voltar as posições de largada, até que a corrida reinicie. A bandeira vermelha também é acionada caso um acidente seja muito grave um piloto ou fiscal de prova.

Placa indicado que o Carro de Segurança foi acionado
Painel de LED indicando que o Carro de Segurança foi acionado

Quando o Safety Car é acionado, todas as bandeiras amarelas do circuito começam a tremular juntamente com uma placa branca com as inciais SC na cor preta. As ultrapassagens ficam proibidas, e o Sistema de Redução de Arrasto (DRS Sigla em Idioma inglês) é desativado pelo diretor de prova. Assim que o Safety Car deixa os boxes, ele procura pelo líder da prova, deixando os outros passarem, quando o líder da prova fica atrás do Safety Car, se torna proibido qualquer carro ultrapassar o Safety Car, mesmo que o piloto seja um retardatário e esteja fora da sua posição.

No momento que todos os carros estiverem em fila indiana em baixa velocidade atrás do Safety Car, os serviços de limpeza da pista e/ou remoção de carros batidos começam e o Safety Car continua na pista até que esse serviços termine. Enquanto o Safety Car está na pista é proibida qualquer ultrapassagem.

Antes do Safety Car deixar a pista, ele aloca os pilotos nas suas voltas certas, aqueles pilotos que ficaram na posição errada durante a entrada do Safety Car são autorizados a ultrapassar o Safety Car e voltar ao fim do pelotão em alta velocidade. Geralmente, o diretor de provar, espera esses carros tomarem distancia do pelotão para então fazer a retirada do Safety Car da pista.

A algumas regras que os pilotos devem obedecer em quanto o Safety Car permanece na pista, as ultrapassagens são proibidas, mesmo antes do pelotão se formar. O líder da prova não pode se distanciar mais que o espaço de dois carros entre ele e o Safety Car que dita o ritmo da prova, o piloto que quebra essa regra é punido com um Drive through (passagem pelos boxes), punição que o piloto tem três voltas para cumprir após o Safety Car deixar a pista. Também é proibido ziguezaguear (manobra feita para aquecer os pneus) atrás do Safety Car enquanto ele está com as luzes acesas!

Quando o Safety Car informa que vai deixar a pista na atual volta, ele apaga suas luzes que estão em cima do carro (Giroflex), e a partir desse momento, o líder da prova é quem dita o ritmo da prova, mas ele não pode ultrapassar o Safety Car que volta aos Boxes em alta velocidade. As proibições de ultrapassagens continuam até que o carro em questão ultrapasse a linha de chegada.

O Safety Car também é usado antes dos treinos livres e das classificações caso o diretor de prova queira observar as condições da pista, fato bastante visto em dias de chuva

Quando não está na pista, o Safety Car, fica parado no boxes esperando, caso seja solicitado, normalmente ele fica estacionado no fim do Pit Lane, ante a linha que limita a velocidade dos pilotos na área dos boxes.

O Safety Car leva dois pilotos, um deles sendo o navegador, que se comunicar com o diretor de provas e que controla as luzes.

Pilotos Oficiais[editar | editar código-fonte]

Em 1973, no GP do Canada, o piloto do Safety Car foi Eppie Wietzes.

No GP de San Marino de 1994, o carro foi dirigido por Max Angelelli.

No GP da Bélgica de 1995 e na Argentina em 1996, foi Jean Ragnotti quem pilotou o carro de segurança.

De 1997 a 1999, o piloto oficial do Safety Car na Fórmula 1 foi o piloto britânico Oliver Gavin.[2]

Em 2000, Oliver Gavin foi substituído pelo alemão Bernd Mayländer,[3] que desde então só não participou de uma corrida - o Grande Prêmio do Canadá de 2001 - quando foi substituído pelo suíço Marcel Fässler.[3]

Ao lado de Mayländer, comandando a comunicação com a direção de prova e monitorando os carros na pista por meio de duas telas touch screens, está o copiloto inglês Peter Tibbetts.[3]

Modelos de Carros[editar | editar código-fonte]

Somente em meados dos anos 90 é que o carro de segurança passou a ser um elemento presente de forma efetiva nos Grand Prix da F-1. Antes, a categoria fez tentativas isoladas e um tanto desordenadas de implantá-lo, o que ajudou a gerar algumas confusões e polêmica. Por outro lado, a falta de critérios gerou um rico legado de modelos, dos mais variados tipos, que cumpuseram a história da principal série do automobilismo, mesmo que de maneira breve e às vezes obscura.

Abaixo segue uma lista com alguns os modelos usados na categoria:

Quando Carro Ref.
GP do Canadá de 1973 Porsche 914 2.0 Targa [4]
GP de Mônaco nas temporadas de 80 a 83 Lamborghini Countach
GP do Brasil de 1993 Fiat Tempra 2.0 16V
GPs da França e Grã-Bretanha (1992 e 1993) Ford Escort RS
GP de San Marino de 1994 Opel Vectra 4×4 Turbo
GP da Bélgica de 1995 Porsche 911 993 GT2
GP da Argentina de 1996 Renault Clio Williams

A diversidade de marcas e modelos se revezando na função de carro de segurança acabou em 1999, quando a Mercedes-Benz assinou contrato de para suprir a demanda de forma exclusiva.[4] Desde então, somente automóveis prateados da marca da estrela de três pontas realizam o serviço. Atualmente, o modelo do Safety Car na Fórmula 1 é a Mercedes-Benz SLS AMG GT S.

Ano(s) Carro Ref.
1999 Mercedes-Benz CLK 55 AMG (C 208) [5]
2000 Mercedes-Benz CL 55 AMG (C 215)
2001 e 2002 Mercedes-Benz SL 55 AMG (R 230)
2003 Mercedes-Benz CLK 55 AMG (C 209)
2004 e 2005 Mercedes-Benz SL 55 AMG (R 171)
2006 e 2007 Mercedes-Benz CLK 63 AMG (C 209)
2008 e 2009 Mercedes-Benz SL 63 AMG (R 230)
2010 Mercedes-Benz SLS AMG (C 197)
2012 a 2014 Mercedes-Benz SLS AMG GT (C 197)
2015 - atualmente Mercedes-AMG GT S (C 190)

Virtual Safety Car (VSC)[editar | editar código-fonte]

Painel do Safety Car Virtual

O acidente gravíssimo de Jules Bianchi, da Marussia, durante o Grande Prêmio do Japão 2014, gerou discussões sobre a segurança dos pilotos que disputam a Fórmula 1 e quais medidas poderiam ser tomadas para melhorá-la. Após especulações do que poderia ser melhorado ou não, a primeira atitude foi tomada. Durante os treinos livres do Grande Prêmio dos Estados Unidos 2014, foi usado um Safety Car "Virtual", que forçou os pilotos a diminuírem a velocidade dos carros ao passarem por lugares da pista onde tenham havido acidentes e estejam sob bandeira amarela. Após o teste, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu com as equipes quando o sistema poderá ser posto oficialmente na categoria. A intenção da Fórmula 1 é ter um dispositivo que limite o tempo das voltas, quando os oficiais de prova perceberem que um incidente pode ser resolvido relativamente rápido.

A FIA anunciou o novo procedimento do Safety Car Virtual, os sistema que fará sua estreia nos carros da F1 em 2015. Oficialmente, foi adicionado um artigo ao regulamento para explicar em quais situações a direção de prova irá acionar o sistema.

O Art. 41 - Explica que o Safety Car Virtual será acionado quando "as duas bandeiras amarelas forem necessárias em algum setor da pista e competidores ou fiscais estiverem em perigo, mas as circunstâncias não implicam no uso do Safety Car Real".

Sempre que o Safety Car Virtual foi requisitado, a placa eletrônica dos fiscais irá indicar as iniciais (VSC) - Virtual Safety Car. Os pilotos só poderão entrar nos boxes durante a presença do sistema se forem trocar os pneus e terão de respeitar uma velocidade imposta pela FIA em cada setor da pista. Quem não respeitar, poderá ser penalizado.

Quando a direção de prova avaliar que é seguro recomeçar a corrida, as equipes serão avisados por meio de uma mensagem oficial sobre o fim do período do Safety Car Virtual. Então, entre 10 e 15 segundos depois, a sinalização irá desaparecer dos painéis eletrônicos da FIA, tornando-se verde. Após 30 segundos nos painéis, a luz verde sumirá.

O Safety Car Virtual (VSC) agora pode ser usado em sessões de treinos livres e treinos classificatórios, bem como nas corridas, a fim de reduzir os tempos de paragem, enquanto a abertura da asa móvel (DRS - Drag Reduction System) irá agora ser reativado imediatamente após um período de VSC.

Ver também[editar | editar código-fonte]