Casa Forte (Recife)

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Casa Forte
—  Bairro do Brasil  —
Localização do bairro de Casa Forte na cidade do Recife
Localização do bairro de Casa Forte na cidade do Recife
Unidade federativa Pernambuco
Zona Norte
Região administrativa RPA 3, Microrregião: 3.1
Distrito RPA 3
Município Recife
Criado em 1537
Área
 - Total 57,1 ha
População (2000)
 - Total 4,475
    • Densidade 78,38 hab./km²
Taxa de crescimento 0,11
Domicílios 1.288
Rendimento médio mensal 4.002,59 (2.º)(2000)
Limites Poço da Panela,Casa Amarela, Santana e Parnamirim
Fonte: Não disponível

Casa Forte é um bairro nobre da cidade do Recife, Pernambuco. Localiza-se na região norte da cidade.

Sua população é de 4.475 habitantes, numa área de 57,1 hectares. A densidade demográfica é de 78,38 habitantes/ha. Tem a segunda maior renda per capita do Recife - R$ 4.002,59 - atrás apenas da Jaqueira.[1] Hoje seu IDH está em 0,947.[2]

História[editar | editar código-fonte]

O bairro foi inicialmente habitado pelos moradores de um engenho de cana-de-açúcar do século XVI, propriedade de Diogo Gonçalves. O engenho foi construído em terras doadas por Duarte Coelho. As construções típicas do engenho - casas e senzala, capela e sede - foram erguidas num local denominado Campina de Casa Forte (local onde hoje é a Praça de Casa Forte, projetada por Burle Marx).

Teve vários proprietários sendo chamado sucessivamente de Jerônimo Gonçalves, Isabel Gonçalves, Dona Anna Paes, Tourlon, Nassau, de With,até receber o nome em vigor em 1645, por ocasião da Batalha de Casa Forte, travada entre holandeses e pernambucanos insurretos. Para lembrar o feito foi afixada uma placa com a seguinte inscrição:

Com a vitória pernambucana, o engenho foi rebatizado como Casa Forte.O engenho era movido a animais e ficava situado na margem esquerda do Rio Capibaribe, no local depois chamado de Santana, onde era depositado o açúcar fabricado e depois transportado pelo rio para o mercado do Recife.As casas do engenho com sua capela contígua, sob a invocação de Nossa Senhora das Necessidades, ficavam numa grande praça vulgarmente chamada Campina de Casa Forte, hoje Praça de Casa Forte.

Em meados de 1810, o engenho foi comprado por José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, que ficou conhecido como o padre Roma, uma das figuras da revolução republicana de 1817. O novo proprietário demoliu a velha casa-grande, construindo no mesmo local uma outra vivenda, mas que depois também ficou abandonada.Em 1907, o imóvel foi adquirido pelas irmãs francesas da Congregação da Sagrada Família que, após uma grande reforma, ali instalaram um colégio para moças em 1911.

A antiga capela do engenho, construída em 1672, também ficou em ruínas, a ponto de ter suas imagens depositadas na matriz de Nossa Senhora da Saúde, do Poço da Panela, de 1865 até 1909, quando foi feita a restauração daquela igreja.Em outubro de 1911, depois de reconstruído, o templo foi sagrado como Igreja-Matriz da paróquia de Casa Forte, sob a invocação do Sagrado Coração de Jesus.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Casa Forte é um dos bairros mais arborizados do Recife. Ainda conserva alguns antigos casarões, como o prédio "velho" (ex-Hospital Magiot), na Av. 17 de Agosto, 2187, que perteceu a Francisco Ribeiro Pinto Guimarães e onde funciona hoje a sede da Fundação Joaquim Nabuco e alguns dos seus órgãos como o Museu do Homem do Nordeste e o Laboratório de Pesquisa, Conservação e Restauração de Documentos e Obras de Arte (Laborarte).[4]Na verdade essas edificações se situam,segundo a prefeitura, no bairro do Poço da Panela. A rica história do bairro se faz presente ainda hoje - entre as construções antigas preservadas, a Igreja Matriz de Casa Forte, de 1865 e os antigos casarões estão entre os de maior valor histórico e arquitetônico. Num destes casarões está sediada a Fundação Joaquim Nabuco(que na verdade, está localizada no Poço da Panela. Sua principal artéria, a Avenida 17 de Agosto, é uma homenagem ao dia dessa vitória dos pernambucanos sobre os holandeses.Em frente à igreja fica a Praça de Casa Forte, cujo projeto paisagístico é do arquiteto Burle Marx e onde podem ser encontradas várias espécies de plantas tropicais, inclusive algumas da Amazônia, como a vitória-régia.Anualmente, no mês de novembro, a paróquia de Casa Forte, comandada desde 1970 pelo Cônego Edwaldo Gomes realiza na área da Praça a Festa da Vitória Régia, muito conhecida e frequentada pelos moradores do bairro e pelos recifenses em geral.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BRAGA, João. Trilhas do Recife: guia turístico, histórico e cultural. [S. l. : s. n..], 2000. p. 155-157.
  • FRANCA, Rubem. Monumentos do Recife. Recife: Governo de Pernambuco. SEC, 1977. p. 283-285.
  • GUERRA, Flávio. Velhas igrejas e subúrbios históricos. Recife: Prefeitura Municipal, [19--?]. p. 241-248.
  • PEREIRA DA COSTA, Francisco Augusto. Arredores do Recife. 2. ed. autônoma. Apresentação e organização de Leonardo Dantas Silva. * Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 2001. p. 34-39.
  • ROCHA, Tadeu. Roteiros do Recife (Olinda e Guararapes). 4. ed. [Recife: s. n.], 1970. p. 83.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]