Casa das Máquinas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Nota: Se procura pelo compartimento de embarcações que leva este nome, consulte Casa das máquinas.
Casa das Máquinas
Informação geral
Origem São Paulo
País Brasil
Gênero(s)
Período em atividade
  • 1973 - 1978
  • 2007 - atualmente
Gravadora(s) Som Livre
Afiliação(ões)
Integrantes
  • Ivan Gonçalves
  • Cadu Moreira
  • Mário Testoni Júnior
  • Geraldo Vieira
  • Mário Franco Thomaz
Ex-integrantes

Casa das Máquinas é uma banda brasileira de rock fundada em 1973 na cidade de São Paulo. Iniciaram a carreira com o nome de Os Novos Incríveis realizando uma turnê pelo país. Após trocarem de nome, são contratados pela gravadora Som Livre e lançam um álbum autointitulado, em 1974, com uma abordagem musical diversificada e em que mantém um estilo próximo a Os Incríveis na maioria das canções. No ano seguinte, após trocas na formação, lançam um segundo álbum, Lar de Maravilhas, que traz uma orientação musical mais próxima ao rock progressivo, mas mantendo a temática das letras. Com novas trocas de formação, lançam Casa de Rock, em 1976, com uma abordagem musical e lírica mais simples e direta, próxima ao hard rock setentista. Entretanto, devido a um incidente envolvendo dois integrantes da banda ocorrido em setembro de 1977, foram obrigados a encerrar a carreira em abril de 1978. Quase três décadas mais tarde, no final de 2007, o grupo retornou aos palcos para apresentações esporádicas, como no Festival Psicodália de 2008 e na Virada Cultural Paulista do mesmo ano. A partir de 2010, a banda retorna de vez com uma agenda de shows mais regular.

Suas principais músicas são "Vou Morar no Ar" e "Casa de Rock".

Carreira[editar | editar código-fonte]

Formação da banda[editar | editar código-fonte]

Em 1972, com o grande sucesso "Eu Te Amo, Meu Brasil" - lançada no final de 1970 - os executivos da gravadora RCA queriam que a banda Os Incríveis gravassem outras músicas ufanistas como aquela. Isto criou problemas e dividiu o grupo, provocando a saída de Manito - que, após breve passagem por Os Mutantes, em 1973, formou o grupo Som Nosso de Cada Dia - e de Netinho.[1] O baterista reuniu, então: Aroldo Santarosa, guitarrista e vocalista, originalmente da banda Som Beat, mas que havia substituído Risonho em Os Incríveis no final de 1970, após participar do álbum de estreia da carreira solo de Manito; Piska, guitarrista novato; Pique Riverte, tecladista e saxofonista que havia tocado no The Flyers e participado da RC7 - a banda de apoio de Roberto Carlos, mas que Netinho conhecia da participação dele no disco solo de Manito, O Incrível Manito; e Carlos Geraldo, o Cargê, que havia tocado com os Brazilian Beatles, de Porto Alegre, e acompanhado Wanderléa e Roberto Carlos.[2][3][4] No início, rodam o país em shows como "Os Novos Incríveis", com um repertório de clássicos do rock, que incluía músicas de Elvis Presley, Paul Anka e Neil Sedaka. Entretanto, como os outros membros de Os Incríveis decidiram retomar a banda a partir de 1973 - com a volta de Risonho, eles precisaram encontrar um novo nome. Decidiram por Casa das Máquinas e conseguiram um contrato de gravação com a gravadora do Grupo Globo, a Som Livre.[4]

Casa das Máquinas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Casa das Máquinas (álbum)

No início de 1974, após assinarem contrato com a Som Livre, entram em estúdio para a gravação de seu primeiro álbum de estúdio. Casa das Máquinas foi lançado em julho de 1974, com produção de Eustáquio Sena, famoso por ter produzido Acabou Chorare, o segundo álbum dos Novos Baianos.[5] Neste disco, a banda parece ainda procurar uma identidade sonora, com as canções passeando entre rocks ingênuos no estilo da Jovem Guarda, baladas e hard rock. A banda chega até a lembrar o próprio Os Incríveis, em alguns momentos.[6] A capa traz os membros da banda com maquiagem, o que parece fazer referência tanto aos Secos & Molhados - que haviam vendido mais de 1 milhão de cópias de seu álbum de estreia - quanto a Alice Cooper - que havia feito show de sucesso no Anhembi em 30 de abril daquele ano.[7]

O disco conta com a maior parte de suas canções compostas por Aroldo e Carlos Geraldo, com participações pontuais de Netinho e Piska.[6] O texto da contracapa do disco mostra que, apesar de Netinho ser o líder da banda, Aroldo era a cabeça pensante e quem trazia os temas de religiosidade e contracultura para as letras do álbum.[8] Para promover o disco, a gravadora lançou a canção "Tudo Porque Eu te Amo", em um compacto duplo - 2 + 2 - dividido com artistas internacionais e com o Azymuth.[9][5] Após o lançamento do disco, o quinteto roda o Brasil já que a banda dispunha de uma das aparelhagens mais modernas do mercado de shows no Brasil, além de famoso ônibus para excursões e um escritório que cuidava da promoção e agendamento de apresentações, tudo herdado por Netinho de Os Incríveis.[6][3] Este acabaria sendo o único álbum lançado com a formação original, já que Pique saiu da banda antes da gravação do próximo disco.[5]

Lar de Maravilhas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lar de Maravilhas

Após resultados satisfatórios com as vendas do álbum e do compacto - os produtos venderam 16 mil e 60 mil cópias, respectivamente, a banda recebeu o sinal verde para entrar em estúdio e gravar um novo disco. Com a saída de Pique, precisavam de um novo tecladista. Netinho então toma uma decisão ousada e convida dois membros de Os Botões - banda que acompanhava Dave Maclean: Mário Testoni Júnior, tecladista, e Mário Franco Thomaz, seu irmão. Com isso, a banda passa a contar com duas baterias.[10] Bandas estrangeiras de rock já haviam tocado com dois bateristas, como a The Allman Brothers Band e o Grateful Dead. Ambas, se diziam inspiradas pelos The J.B.'s, a banda de apoio de James Brown.[11] No Brasil, a RC-7, banda de apoio de Roberto Carlos, havia tocado com dois bateristas no início dos anos 1970, durante a "fase soul" do cantor.[12] O Casa adicionou outro baterista porque isto aumentava o peso da banda e permitia uma participação maior dos bateristas nos vocais de apoio.[5]

Assim, com essa nova formação, gravam Lar de Maravilhas, que é lançado pela Som Livre em setembro de 1975.[5][13] Neste disco, o grupo modifica sua orientação para mais próximo do rock progressivo, com harmonias melódicas nos vocais, extensos temas instrumentais, mudanças de andamento durante as músicas e solos instrumentais virtuosos. Os temas das canções continuam parecidos com os do álbum anterior: uma religiosidade intrínseca, citações à contracultura e um desejo de se libertar. Novamente, Aroldo assina um texto na contracapa do disco e é responsável, juntamente com Carlos Geraldo, por grande parte das letras, embora haja uma participação maior de outros membros, como Netinho e Piska.[14][6][13] Também, é neste disco que se inicia a participação de Catalau como letrista na banda. Jovem de apenas 16 anos, ele havia conhecido Netinho que viu um potencial de letrista no adolescente que, pouco mais de uma década depois, seria vocalista do grupo Golpe de Estado.[15][16][17]

Para promover o álbum, a gravadora lança a canção "Vou Morar no Ar" como parte de um compacto duplo - Duplão Duplão - dividido com artistas internacionais e Moraes Moreira.[18] O disco rapidamente vende mais de 10 mil cópias, mas a banda perde o baixista Carlos Geraldo logo depois do lançamento do disco. Saem novamente em turnê, desta vez com Piska alternando entre baixo e guitarra.[5][13] As mudanças continuam e, após a turnê, Aroldo também deixa o conjunto. Logo após, Netinho faz mais uma viagem à Londres - o baterista ia frequentemente para a capital da Inglaterra assistir a shows e descobrir as novidades - onde encontra-se com os músicos do Genesis. Na volta, decide reformular a direção musical da banda e vai atrás de um vocalista para o grupo. Assim, em julho de 1976, convida Simbas - vocalista da banda de bailes Mountry desde 1970 - para entrar no grupo. Simbas aceita e faz o primeiro show com o conjunto em 17 de setembro daquele ano.[19]

Casa de Rock[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Casa de Rock

Em setembro de 1976, a banda entra em estúdio para gravar o seu próximo disco. Desta vez, o engenheiro de som Don Lewis - que veio ao Brasil com Alice Cooper, em 1974 - dividiu a produção junto com Netinho. Essa participação possibilitou que o disco tivesse um som melhor do que os anteriores, devido às técnicas de gravação trazidas pelo engenheiro.[6] Assim, em dezembro daquele ano sai Casa de Rock, lançado também pela Som Livre.[20] Este álbum traz uma mudança em sonoridade - com a banda passando a fazer um hard rock setentista direto, com poucos floreios - e também nos temas das letras das canções. Embora ainda mantenha um foco na libertação e na contracultura, desaparecem completamente os temas mais místicos e religiosos. Musicalmente, o disco traz grande influência de Piska, que tocou guitarra e baixo neste álbum. As letras são, quase todas, assinadas por Netinho, Catalau ou Piska. Após o lançamento, a banda recruta João Alberto para tocar o baixo na banda.[19][6]

Para promover o disco, a gravadora lançou a canção "Casa de Rock" como parte de um compacto duplo - Quatro Super - dividido com artistas internacionais e com Ricardo Coração de Leão. Além disso, a banda gravou um vídeoclipe da mesma canção - a bordo do NtrT Ary Parreiras - G21, embarcação pertencente à Força de Transporte da Marinha de Guerra do Brasil - para exibição no programa Fantástico, no ano de 1977.[21] Novamente, saem em turnê e fazem apresentações em emissoras de rádio e televisão, chegando a ter uma performance gravada na TV Tupi para exibição no programa Som Pop censurada devido à performance andrógina de Simbas.[22] Entretanto, no início de setembro de 1977, Mário Testoni Júnior deixa a banda para integrar o grupo Pholhas. A banda resolve seguir sem tecladista fixo: Piska tocava teclado em algumas músicas que não precisavam de guitarra, como "Vale Verde" e "Mania de Ser".[23]

Fim do grupo[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 1977, Netinho viajou à Europa para conseguir apresentações do grupo por lá,[24] enquanto os outros integrantes ficavam no Brasil para promoverem a banda por aqui. No dia 17, durante uma ida à TV Record, em São Paulo, para realizar uma apresentação, ocorreu um incidente no qual Simbas, Piska, o roadie Sidnei Giraldi e o irmão adolescente do vocalista se envolveram em uma briga - que teve origem em uma colisão automobilística - com um operador de câmera - Lucínio de Faria - e um motorista - João Luís da Silva Filho - daquela emissora.[25] O cinegrafista ficou machucado e foi orientado por funcionários da emissora a não procurar nem um hospital nem a polícia. Entretanto, no dia seguinte, ele acordou muito mal e foi encaminhado a um hospital em Santo André, onde foram constatados hematomas nas pernas e no abdômen, que resultaram em ruptura do fígado e lesões pulmonares, devido a costelas quebradas. Em pouco tempo após a sua admissão, Lucínio morreu devido aos ferimentos. As lesões no fígado foram determinantes para o óbito, já que o cinegrafista já tivera problemas hepáticos e cardíacos.[23][26][27]

Na sequência, os dois músicos e o roadie passaram a responder a processo por homicídio doloso e a imprensa começou a associar o nome da banda com o caso: não eram mais 3 pessoas sendo julgadas, mas a banda. Com isto, o grupo acabaria sete meses depois, em abril de 1978, quando, em um show no Luna Park, em Buenos Aires na Argentina, Netinho comunicou ao resto dos integrantes a dissolução do grupo.[23] Após mais de uma década e dois julgamentos por júri, todos os acusados seriam inocentados já que a demora para procurar atendimento foi considerada determinante para a morte do cinegrafista.[28][29][30][31][32][33]

O retorno (Brilho nos Olhos)[editar | editar código-fonte]

No final de 2007, Netinho recebe um convite para uma única apresentação em Matão, no interior de São Paulo. A recepção do público é melhor do que o baterista esperava, surpreendendo-o.[10] Em janeiro do ano seguinte, Netinho recebe uma proposta para tocar no Festival Psicodália, em São Martinho, Santa Catarina. O baterista aceita e remonta a banda com Andria Busic (baixo e vocal), Piska (guitarra), Mário Testoni Júnior (teclados e vocais) e Mário Franco Thomaz (bateria e vocais). A apresentação é um sucesso e a banda lança um EP com tiragem de 500 cópias - Ensaio 2007 - gravado nos ensaios para a apresentação em Matão e contendo algumas das músicas do grupo com novos arranjos. Em 26 de abril, a banda se apresenta novamente - com a adição de Sandro Haick, na guitarra, dessa vez na Virada Cultural Paulista. As apresentações são bem recebidas pelo público, levando a banda a continuar fazendo apresentações esporádicas neste e no ano seguinte.[34][35][36] Em 02 de abril de 2009, chegam a dividir o palco com Os Incríveis no lançamento da autobiografia de Netinho.[37]

No início de 2010, Netinho e seu filho, Sandro Haick, comunicam ao resto da banda que passariam a se dedicar apenas a Os Incríveis, já que vinham tocando nas duas bandas desde a volta do Casa, o que prejudicava a agenda dessa última banda. Assim, Mário Testoni assume a liderança do conjunto e monta uma formação para levar a banda pra frente, tendo uma verdadeira agenda de shows, e não apenas apresentações esporádicas. Assim, a formação passa por modificações, saindo também Andria Busic e Faiska. Para os seus lugares, entram João Luiz (vocal), Leonardo Testoni (guitarra) - filho do tecladista - e Fábio Cesar (baixo). A banda anuncia seu retorno definitivo em show no Carioca Club, em São Paulo.[38][10] Após quase 2 anos de estrada, Leonardo Testoni anuncia sua saída da banda, entrando Marcello Schevano para o seu lugar, já no início de 2013.[39][40][10]

No início de 2019, a banda anuncia a saída de 3 integrantes: João Luiz (vocal), Marcello Schevano (guitarra) e Fábio Cesar (baixo). Eles são substituídos, respectivamente, por Ivan Gonçalves, Cadu Moreira e Geraldo Vieira e a banda continua excursionando e fazendo shows pelo país.[41][42][43][44] Em 27 de março de 2020, a banda lança o single "A Rua" - canção de Aroldo Santarosa que gravou os dois primeiros álbuns com a banda, mas que agora mora nos Estados Unidos - via streaming e download digital e anuncia que pretende lançar um novo álbum de estúdio ainda nesse ano.[45] Mais tarde, em junho, lançaram o single "Brilho nos Olhos" e anunciaram que este também será o nome do novo álbum, com lançamento previsto até o último semestre de 2020.[46]

Estilo e legado[editar | editar código-fonte]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Formação atual[editar | editar código-fonte]

  • Ivan Gonçalves: vocal (2019 - atualmente)
  • Cadu Moreira: guitarra (2019 - atualmente)
  • Mário Testoni Júnior: órgão, teclados, piano e vocais (1975 - 1978; 2008 - atualmente)
  • Geraldo Vieira: baixo (2019 - atualmente)
  • Mário Franco Thomaz: bateria e vocais (1975 - 1978; 2008 - atualmente)

Outros integrantes[editar | editar código-fonte]

  • Simbas: vocal (1976 - 1978)
  • João Luiz: vocal (2010 - 2019)
  • Aroldo Santarosa: guitarra e vocal (1973 - 1975)
  • Piska: guitarra e vocais (1973 - 1978)
  • Faiska: guitarra (2008 - 2010)
  • Sandro Haick: guitarra (2008 - 2010)
  • Leonardo Testoni: guitarra (2010 - 2012)
  • Marcello Schevano: guitarra (2012 - 2019)
  • Cargê: baixo e vocal (1973 - 1975)
  • João Alberto: baixo (1976 - 1978)
  • Andria Busic: baixo e vocal (2008 - 2010)
  • Fábio Cesar: baixo (2010 - 2019)
  • Pique Riverte: órgão, teclados e piano (1973 - 1975)
  • Netinho: bateria e vocais (1973 - 1978; 2008 - 2010)

Discografia[editar | editar código-fonte]

Discografia dada pelo IMMuB.[47]

Estúdio[editar | editar código-fonte]

Coletânea[editar | editar código-fonte]

  • 1977 - Miami, Julio 1977 (Som Livre)[nota 1]
  • 2000 - Pérolas (Som Livre)

Compactos duplos (EP)[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Álbum lançado no mercado latino e americano. Participa com as canções "Tudo Porque Eu Te Amo" e "Casa de Rock".
  2. Compacto dividido com Pierre Groscolas, Glenn Michael e Azymuth.
  3. Compacto dividido com Pete Dunaway, Sweetsound e Moraes Moreira.
  4. Compacto dividido com Paul Jones, Malcolm Forest e Ricardo Coração de Leão.

Referências

  1. Jeison Silva (14 de setembro de 2018). «Netinho: os anos Incríveis do batera de Itariri». Diário de Canoas. Consultado em 11 de maio de 2020 
  2. Souto Maior & Schott 2014, pp. 146-147
  3. a b Saggiorato 2008, p. 118
  4. a b Resende 2018, pp. 94-95
  5. a b c d e f Revista Pop 1975a
  6. a b c d e f Ricardo Seelig (18 de maio de 2020). «Casa das Máquinas: discografia comentada da lenda do rock brasileiro». Whiplash.net. Consultado em 18 de maio de 2020 
  7. José Teles (18 de maio de 2020). «Alice Cooper influenciando o incipiente rock nacional em 1974». Jornal do Commércio de Pernambuco. Consultado em 18 de maio de 2020 
  8. Saggiorato 2008, pp. 118-121
  9. «2 + 2». Discogs. N.d. Consultado em 18 de maio de 2020 
  10. a b c d Daniel Seabra (21 de outubro de 2015). «Banda histórica do rock nacional, Casa das Máquinas volta a BH neste sábado». Uai. Consultado em 16 de maio de 2020 
  11. JD Nash (27 de novembro de 2017). «Why Did James Brown Have Two Drummers? (and what bands have Double Drums)». American Blues Scene. Consultado em 18 de maio de 2020 
  12. «Roberto Carlos 50 anos de carreira: Um romântico amante do soul». M de Mulher. 8 de novembro de 2016. Consultado em 18 de maio de 2020 
  13. a b c Gouvêa 1975
  14. Saggiorato 2008, pp. 121-125
  15. Rodrigo França (7 de janeiro de 1998). «The Krents e Catalau tocam rock básico». Folha de S.Paulo. Consultado em 18 de maio de 2020 
  16. Juca Guimarães (21 de outubro de 2016). «Após 20 anos de separação, Catalau volta ao palco com o Golpe de Estado». R7. Consultado em 18 de maio de 2020 
  17. Adriana de Barros (9 de junho de 2017). «Agora pastor, Catalau reencontra Golpe de Estado para gravar CD ao vivo». Uol. Consultado em 18 de maio de 2020 
  18. «Duplão Duplão». Discogs. N.d. Consultado em 18 de maio de 2020 
  19. a b Saggiorato 2008, pp. 125-130
  20. Revista Pop 1976
  21. Resende 2018, pp. 101-107
  22. Resende 2018, p. 101
  23. a b c Saggiorato 2008, pp. 128-130
  24. CHACUR, Fabian. Entrevista Netinho - Lenda viva do rock brasileiro lança biografia. Publicado em ConexãoVivo em 13 de abril de 2009. Página visitada em 09 de setembro de 2012.
  25. Luiz Carlos Maciel (1 de novembro de 1987). «Malditos por opção». Super Interessante. Consultado em 9 de setembro de 2012 
  26. Folha de S.Paulo 1977
  27. Folha de S.Paulo 1979
  28. Folha de S.Paulo 1982a
  29. Folha de S.Paulo 1982b
  30. Folha de S.Paulo 1982c
  31. Folha de S.Paulo 1982d
  32. Folha de S.Paulo 1982e
  33. Folha de S.Paulo 1985
  34. Cláudio Fonzi (7 de junho de 2008). «Virada Cultural: Quando o Rock Progressivo invadiu São Paulo». Whiplash.net. Consultado em 16 de maio de 2020 
  35. «"Casa das Máquinas", boas baladas e sua melhor agenda». Tribuna do Paraná. 25 de outubro de 2008. Consultado em 16 de maio de 2020 
  36. Sandra Venâncio (9 de setembro de 2009). «Casa das Máquinas toca no Palco Rock da Expo Artur». Jornal Local. Consultado em 16 de maio de 2020 
  37. «Netinho, ex-baterista de Os Incríveis, lança livro em SP». A Tarde. 2 de abril de 2009. Consultado em 16 de maio de 2020 
  38. «Casa das Máquinas: banda tocará em São Paulo no feriado». Whiplash.net. 20 de abril de 2010. Consultado em 16 de maio de 2020 
  39. André Molina (3 de maio de 2013). «Casa das Máquinas anuncia gravação de novo álbum». Eco Curitiba. Consultado em 16 de maio de 2020 
  40. Bárbara França (1 de agosto de 2014). «Com muita lenha pra queimar». O Tempo. Consultado em 16 de maio de 2020 
  41. «Rock Nacional: Casa das Máquinas anuncia Ivan Gonçalves como novo vocalista». 89FM - A Rádio Rock. 19 de fevereiro de 2019. Consultado em 14 de agosto de 2019 
  42. João Fortes (22 de fevereiro de 2019). «Casa das Máquinas: Ivan Gonçalves é o novo vocalista da banda». Whiplash.net. Consultado em 14 de agosto de 2019 
  43. André Molina (19 de fevereiro de 2019). «Ivan Gonçalves é o novo vocalista da banda Casa das Máquinas». Bem Paraná. Consultado em 14 de agosto de 2019 
  44. Adriana de Barros (18 de fevereiro de 2019). «Criada nos anos 70, banda Casa das Máquinas apresenta novo vocalista». UOL. Consultado em 14 de agosto de 2019 
  45. Mauro Ferreira (30 de março de 2020). «Casa das Máquinas apronta o primeiro álbum em 44 anos». G1. Consultado em 16 de maio de 2020 
  46. Coppi, Leandro (21 de junho de 2020). «CASA DAS MÁQUINAS lança single e revela nome do novo álbum». Roadie Crew. Consultado em 30 de agosto de 2020 
  47. «Casa das Máquinas». IMMuB. N.d. Consultado em 19 de maio de 2020 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Folha de S.Paulo (1977). Briga na Record mata o câmera Lucínio de Faria. São Paulo: Folha de S.Paulo, 20 de setembro de 1977, p. 37. 
  • Folha de S.Paulo (1979). Músicos vão a júri por crime de homicídio. São Paulo: Folha de S.Paulo, 20 de março de 1979, p. 20. 
  • Folha de S.Paulo (1982a). Julgamento do grupo "Casa das Máquinas" pode ir até sexta. São Paulo: Folha de S.Paulo, 2 de março de 1982, p. 11. 
  • Folha de S.Paulo (1982b). Músicos terão sentença hoje. São Paulo: Folha de S.Paulo, 3 de março de 1982, p. 18. 
  • Folha de S.Paulo (1982c). Pedida prisão de até 30 anos para músicos. São Paulo: Folha de S.Paulo, 4 de março de 1982, p. 12. 
  • Folha de S.Paulo (1982d). Casa das Máquinas pode ir a novo júri. São Paulo: Folha de S.Paulo, 5 de março de 1982, p. 9. 
  • Folha de S.Paulo (1982e). Promotor aciona juiz por adiar julgamento. São Paulo: Folha de S.Paulo, 1 de dezembro de 1982, p. 12. 
  • Folha de S.Paulo (1985). Adiado de novo julgamento do grupo Casa das Máquinas. São Paulo: Folha de S.Paulo, 25 de abril de 1985, p. 31. 
  • Revista Pop (1975a). Casa das Máquinas: um grupo a todo vapor. São Paulo: Revista Pop, novembro de 1975, pp. 62-63. 
  • Revista Pop (1975b). Em cartaz. São Paulo: Revista Pop, novembro de 1975, p. 14. 
  • Revista Pop (1976). Casa das Máquinas muda e produz super-espetáculo. São Paulo: Revista Pop, dezembro de 1976. 
  • Campos, Fernando Carneiro de (2018). Hits Brasil: Sucessos "estrangeiros" made in brazil. São Paulo: Clube de autores 
  • Gouvêa, Carlos A. (1975). Casa das Máquinas, uma boa surpresa. São Paulo: Folha de S.Paulo, 24 de novembro de 1975, p. 22. 
  • Resende, Vítor Henrique de (2018). Rock brasileiro e romantismo contracultural no Brasil: campo, cidade, música e modernidade nos anos 1970 Tese de doutorado ed. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais 
  • Saggiorato, Alexandre (2008). Anos de chumbo: rock e repressão durante o AI-5 Dissertação de mestrado ed. Passo Fundo: Universidade de Passo Fundo 
  • Souto Maior, Leandro; Schott, Ricardo (2014). Heróis da guitarra brasileira: Literatura musical. São Paulo: Irmãos Vitale 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]