Palacete das Onze Janelas

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Museu de Arte Casa das Onze Janelas

Casa das Onze Janelas ou Palacete das Onze Janelas ou Museu de Arte Casa das Onze Janelas é um edifício histórico da cidade brasileira de Belém, no estado do Pará.

Trata-se do Museu de Arte Moderna e Contemporânea mais importante da cidade de Belém e do Estado do Pará e também um ponto turístico da cidade de Belém, construída no século XVIII como moradia por Domingos da Costa Barcelar, senhor de engenho. Hoje em dia, desde 2002, a edificação abriga o Museu de Arte Casa das Onze Janelas.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O Palacete das Onze Janelas foi construído no século XVIII como residência de Domingos da Costa Bacelar, proprietário de um engenho de açúcar. Em 1768, a casa foi adquirida pelo governo do Grão-Pará para abrigar o Hospital Real.[1] O projeto de adaptação é do arquiteto italiano Antônio José Landi.[2] O hospital funcionou até 1870 e depois a casa passou a ter várias funções militares. Em 2001, o Governo do Estado do Pará assinou com o Exército Brasileiro um convênio, alienando os terrenos da Casa das Onze Janelas e do Forte do Presépio em favor do turismo em Belém, hoje o palacete é um dos cartões postais da capital paraense, é também um dos museus de arte mais importantes da cidade. Desde ano de 2016, o Museu de Arte Casa das Onze Janelas vem sofrendo grande pressão política por parte do governo PSDB do estado para deixar de existir como tal visando a formação do Pólo Gastronômico, colocando em risco um acervo de arte moderna e contemporânea com obras de artistas como Tarsila do Amaral, Rubens Gerchman, Ismael Nery, além de obras de grandes fotógrafos contemporâneos da cidade. Cidade Velha.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O edifício é parte do conjunto arquitetônico e paisagístico denominado Feliz Lusitânia. O edifício abriga, além do espaço museológico, o 'Boteco das Onze' que,, apesar do nome, é um dos restaurantes mais qualificados de Belém.[1]

A área que envolve a Casa das Onze Janelas possui um conjunto de equipamentos culturais, como o Jardim de Esculturas, o Navio Corveta e o palco, que se projeta sobre a baía. Da área da Casa aprecia-se ainda uma bela vista da Baía do Guajará e do Mercado de Ver-o-Peso.

Arquitetura e arte[editar | editar código-fonte]

O prédio em dois pisos tem na fachada principal onze aberturas dispostas simetricamente, janelas e portas janelas, com verga reta e precedidas por grades, e a porta principal. O volume maciço é dividido por um simples entablamento e tem pilastras nos cunhais, constituindo uma solução robusta e singela, ao gosto da arquitetura portuguesa do período, do chamado estilo chão. Mais elaborada, denunciando a intervenção do arquiteto italiano Antônio Landi, é a fachada para o rio, com aberturas em arcos configurando, no corpo central, loggia (galeria) na forma de varandas, com grades no piso superior e abertas no inferior. O prédio, quando passou para o uso militar, sofreu muitas intervenções. As mais relevantes, do ponto de vista de interferência nas fachadas, foram o acréscimo de um frontão triangular, ladeado por obeliscos, na fachada principal, e o fechamento desfigurador das aberturas do lado voltado para o rio. Essas modificações foram revertidas em restauro e reformas nos anos 2000. Desde 2002 o palacete abriga o Museu de Arte Casa das Onze Janelas que possui vasto acervo de obras modernas e contemporâneas contando com nomes como Tarsila do Amaral, Ismael Nery, Rubens Gerchman, Lasar Segal, Luiz Braga, Miguel Chikaoka, Alexandre Sequeira, Elza Lima, Walda Marques. Com grande agenda de exposições, é o principal prédio à hospedar as duas maiores premiações nacionais de arte realizadas no estado, o Premio Diário Contemporâneo de Fotografia e o Arte Pará, porém o Museu sofre risco de desmonte pelo Governo do Estado do Pará, pondo o acervo e a vida cultural da cidade e do estado em dificuldade e risco.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências