Casa de Zúñiga

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Casa de Zúñiga
Escudo dos Zúñiga
País: Flag of Spain.svg Espanha
Dinastia de origem: Casa Pirenaica (Reis de Navarra)
Títulos:
  • Conde de Plasencia
  • Duque de Béjar e Plasencia
  • Conde de Miranda del Castañar
  • Duque de Peñaranda de Duero
  • Marquês de Mirabel
  • Conde de Fuensalida
  • Marquês de Baides
Fundador: Sancho Iñiguez de Stunica

A Casa de Zúñiga (ou Estúñiga) é uma linhagem nobre espanhola composta pelos descendentes do reis de Navarra da Casa Pirenaica, que tomaram por apelido o nome do seu senhorio original (Zúñiga) e cujos membros mais destacados se distinguiram ao serviço da Coroa Espanhola na Europa e na América como governantes, militares, diplomatas, religiosos e escritores.

Carlos I de Espanha (Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico) outorgou-lhes a dignidade de "Grandeza Imemorial de Espanha" em 1520, nas pessoas do 2º Duque de Béjar e Plasencia e do 3º Conde de Miranda del Castañar. Oito membros da da Casa Ducal de Béjar foram membros Ordem do Tosão de Ouro.

Origem e raizes[editar | editar código-fonte]

A linhagem dos Zuñiga é originária de Navarra e procede em linha direta do filho varão de Eneko Ximenez "Aritza" ("o Carvalho" em basco), conhecido como Íñigo Arista, primeiro Rei de Pamplona, que depois se tornaria o Reino de Navarra. O rei Íñigo procedia da casa nobre dos Ennecos, oriundos da Vascónia.[1] O tronco da linhagem dos Zuñiga deriva duas vezes dos reis navarros da Casa Pirenaica. A primeira procede do infante Lope Fortunes, filho do rei Fortunio Garcés, "o Monje" e a segunda do infante Alonso, filho do rei Garcia Ramires, "o Restaurador".[2][3][4] Sancho Iñiguez, alferes-mor do Rei de Aragão Afonso I, "o Batalhador", foi p primeiro senhor do vale de Stunica (atualmente Zúñiga), na merindade de Estella, que em meados do século XII tomou o nome de Sancho Iñiguez de Stunica.[5]

Castelhanização do apelido Zuñiga[editar | editar código-fonte]

Na Idade Média os membros da família usaram diversas variantes do apelido: Estunega, Estuniga, Astunica, Stunica, Estúñiga e Stúñiga. Álvaro de Zúñiga y Guzmán, duque de Béjar e Plasencia, então ó membro mais importante da Casa de Stunica/Estúñiga, "castelhanizou" o apelido para Zúñiga depois de ter assinado o pacto de reconciliação com a rainha de Reino de Castela Isabel I, "a Católica", em 10 de abril de 1476.[6]

Notas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Menéndez y Pidal, Tomo VII, vol. 2, pp. 42-43
  2. Cátedra 2003, p. 18 — Citação da obra de José Pellicer de Ossau Salas y Tovar "Crónica de la gran Casa de Zúñiga, derivada dos veces de la Real de Navarra...", dedicada ao 9º duque de Béjar e Plasencia.
  3. Vilar y Pascual 1864, p. 471-473
  4. Piferrer 1859. Tomo III, pp. 52}}
  5. Vilar y Pascual 1864, p. 472
  6. AER Archivo AGS, Signatura PTR,LEG,11,DOC.13

Bibliografia

  • Álvarez y Baena, Joseph Antonio (1790). Hijos de Madrid, Ilustres Santidades, Dignidades, Armas, Ciencias y Artes. Tomos I al III (em espanhol) (Madrid: Benito Cano). 
  • Arco y Molinero, Ángel del (1899)). Glorias de la Nobleza Española (em espanhol) (Madrid: F. Arias e hijo). 
  • Atienza, Julio (1959). Nobiliario Español (em espanhol) (Madrid: Editorial Aguilar). 
  • Ballesteros Robles, Luis (1912). Diccionario Biográfico Matritense (em espanhol) (Madrid: Ayuntamiento de Madrid). 
  • Carrillo, Alonso (1657). Origen de la Dignidad de Grande de Castilla (em espanhol) (Madrid: Imprenta Real). 
  • Cátedra, Pedro M. (2003). La "Historia de la Casa de Zúñiga" otrora atribuida a Mosén Diego de Valera (Seminario de Estudios Medievales y Renacentistas edición) (em espanhol) (Salamanca: Gráficas Cervantes). ISBN 84-932346-9-9. 
  • Ceballos-Escalera y Gila, Marqués de la Floresta, Alfonso de (2000). La Insigne Orden del Toisón de Oro (em espanhol) (Madrid: Fundación Carlos III; Palafox & Pezuela). ISBN 84-930310-2-X. 
  • Clavería, Carlos (1971). Historia del Reino de Navarra (em espanhol) (Pamplona: Editorial Gómez). 
  • Jover Zamora, José María (1998). Historia de España, Tomo IX. La Reconquista (1035 - 1217) y el Proceso de Diferenciación Política (em espanhol) (Madrid: Editorial Espasa-Calpe SA). ISBN 84-239-8908-9. 
  • Larios Martín, Jesús (1986). Dinastías Reales de España (em espanhol) (Madrid: Instituto Luis de Salazar y Castro; Gráficas Arias Montano). 
  • Matute y Gaviria, Justino (1887). Hijos de Sevilla señalados en Santidad, Letras, Armas, Artes o Dignidad (em espanhol) 1,2 (Sevilha: Sociedad del Archivo Hispalense). 
  • Menéndez y Pidal, Ramón (1999). Historia de España, Tomo VII (em espanhol). 2, La España Cristiana de los Siglos VIII al IX (718 - 1035). Los Núcleos Pireneicos, Navarra, Aragón, Cataluña (Madrid: Editorial Espasa-Calpe SA). ISBN 84-239-8913-5. 
  • Piferrer, Francisco (1857). Nobiliario de los Reinos y Señoríos de España, ilustrado con un Diccionario de Heráldica, Tomo I (em espanhol) (Madrid [s.n.]). 
  • Piferrer, Francisco (1859). Nobiliario de los Reinos y Señoríos de España, ilustrado con un Diccionario de Heráldica, Tomo III (em espanhol) (Madrid [s.n.]). 
  • Pinedo y Salazar, Julián de (1787). Historia de la Insigne Orden del Toysón de Oro (em espanhol). I, II e III (Madrid [s.n.]). 
  • Vilar y Pascual, Luis (1864). Diccionario Histórico Genealógico y Heráldico de las Familias Ilustres de la Monarquía Española, Tomo VII (em espanhol) (Madrid: Miguel Guijarro). 
  • «Pares, Portal de Archivos Españoles». pares.mcu.es (em espanhol). Ministério da Cultura de Espanha. 
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