Cascais

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Cascais
Brasão de Cascais Bandeira de Cascais
Baía de Cascais - Palacetes.jpg
A Baía e os Palacetes de Cascais (ao fundo o Monte Estoril)
Localização de Cascais
Gentílico Cascaense; Cascalense
Área 97,40 km²
População 209 869[1] hab. (2015)
Densidade populacional
N.º de freguesias 4
Presidente da
câmara municipal
Carlos Carreiras (PSD/CDS)
Fundação do município
(ou foral)
1364
Região (NUTS II) Lisboa
Sub-região (NUTS III) Grande Lisboa
Distrito Lisboa
Província Estremadura
Orago Nossa Senhora da Assunção
Feriado municipal 13 de Junho (Santo António)
Código postal 2750 Cascais
Sítio oficial www.cascais.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Cascais[2] MHC é uma vila portuguesa situada na Riviera Portuguesa, no distrito de Lisboa, região de Lisboa e sub-região da Grande Lisboa, com cerca de 209 869 habitantes.[1] É sede de um município com 97,40 km² de área[3] e 206 479 habitantes (2011),[4][5] subdividido em 4 freguesias.[6] A sua origem enquanto entidade independente data da Carta da Vila, de 7 de junho de 1364, na qual o rei D. Pedro I de Portugal a separava do termo de Sintra[7] em virtude do seu desenvolvimento económico.[8] Administrativamente, apenas se torna independente em 1514, data em que é provida de um foral próprio.[8]

A vila de Cascais, à semelhança do que aconteceu nos últimos anos sobretudo com as cidades de Lisboa, Porto e Fátima, tornou-se também num dos principais destinos do turismo em Portugal, a ponto de ter sido começada a cobrança de uma pequena taxa turística nas dormidas locais.[9]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Cascais e o seu município encontram-se no extremo sul-ocidental da Península de Lisboa, que limita a norte com Sintra, a leste por Oeiras e a sul e a oeste pelo Oceano Atlântico.

Cascais situa-se a 27 km de Lisboa, junto à orla marítima. É a quinta vila mais populosa de Portugal (depois de Algueirão - Mem Martins, Corroios, Rio de Mouro e de Oeiras). Cascais tem-se recusado a ser elevada à categoria de cidade, por motivos turísticos.

O concelho está dividido em 4 freguesias: Alcabideche, Carcavelos e Parede, Cascais e Estoril e São Domingos de Rana. Por sua vez, estas integram várias localidades definidas geograficamente mas sem valor administrativo.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Linhas de água[editar | editar código-fonte]

Em Carcavelos, a ribeira de Sassoeiros apresenta um leito artificializado que acompanha em grande parte a Estrada Nacional 6-7.

O concelho de Cascais possui diversos sistemas ribeirinhos, a maioria de orientação norte-sul, que se dividem entre as regiões hidrográficas do Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste e a Região Hidrográfica do Tejo. A primeira ocupa apenas o extremo noroeste do concelho, sendo delimitada pela bacia hidrográfica da Ribeira da Foz do Guincho, e contando com onze bacias hidrográficas.[10] Os restantes cursos de água de Cascais pertencem já à Região Hidrográfica do Tejo, caracterizando-se pela sua maior extensão e caudal relativamente às primeiras. Dentro do concelho, esta região hidrográfica é dividida por 15 bacias hidrográficas cujos cursos de água desaguam na sua costa sul. Grande parte destas ribeiras encontram-se alteradas pela ação humana, muitas vezes circulando por leitos completamente artificializados ou canalizados, sobretudo quando mais a sul da sua nascente.[10] São também caracterizadas pela forte estiagem do seu caudal. As ribeiras mais relevantes e consideradas linhas de água principais são doze[11] (Assobio, Grota, Arneiro, Foz do Guincho, Mochos, Vinhas, Castelhana, Cadaveira, Bicesse, Manique, Marianas e Sassoeiros).

Águas balneares[editar | editar código-fonte]

A Praia do Tamariz, situada no Estoril, é considerada a praia por excelência da Costa do Sol.[12]

O concelho de Cascais possui 15 águas balneares, das quais duas apresentam atualmente uso suspenso devido à falta de segurança decorrente da inexistência de sedimentos: as da Praia da Baforeira e a do Praia do Abano.[13] Em 2016, a grande maioria das águas balneares do concelho apresentaram níveis de água excelentes, exceptuando-se apenas as da Duquesa e Conceição.[14] As praias do ocidente do concelho, inseridas no Parque Natural de Sintra-Cascais, apresentam-se como aquelas com maior afluência para a prática de desportos aquáticos, sendo aí realizados campeonatos mundiais de várias modalidades.[15] As praias são geralmente estreitas e curtas, à exceção da Praia Grande do Guincho e da de Carcavelos. É também de destacar a Praia da Parede, procurada pelas suas características terapêuticas graças à exposição ao iodo e ao sol.[16]

História[editar | editar código-fonte]

Pré-história[editar | editar código-fonte]

A presença humana no atual território do concelho de Cascais dá-se pela primeira vez na pré-história, em cerca de 2000 a.C., com a presença de alguns povos nómadas do Paleolítico Inferior. Estabelecendo-se em povoados, teriam feito uso de objetos de sílex e quartzito, juntando-se, no Paleolítico Superior, objetos feitos também a partir de osso, que se traduziram em numerosos utensílios recolhidos na zona costeira do Guincho, entre as quais uma neolítica . O primeiro povoado desta origem conhecido no concelho situava-se na atual Alameda do Casino, no Estoril, com alguns materiais recolhidos por Félix Alves Pereira. Porém, é na zona da Parede que se dão as descobertas mais transcendentes. No Murtal foi reconhecido outro povoado por Leonel Ribeiro, sendo descoberto outro novo assentamento em 1953, no decorrer de escavações na zona do Bairro Octaviano (Parede). Concluídas em 1957, estas permitiram verificar que a sua parte inferior consistia de uma camada de terras intacta, com diversos materiais arqueológicos. A este sítio, considerado por Manuel Afonso do Paço como «o documento mais antigo e precioso de Cascais», deu-se o nome de Parede I. Outros materiais arqueológicos aí encontrados, mais tardios e sob o nome de Parede II, levam a crer que os primitivos habitantes do concelho vivessem da agricultura e da criação de gado, bem como da caça e da pesca.[17] Sobre estas primeiras populações, outras se instalariam, desta vez muito mais prósperas e conhecedoras da metalugia do cobre, possuindo cerâmicas várias e decoradas a primor, ao lado de uma série de artefactos de calcário, bem como botões, contas, etc.

Sabe-se que estes povos possuíam um culto muito especial pelos seus mortos, levados a enterrar em dolmens ou grutas naturais, e ao lado de quem colocavam armas e utensílios da sua propriedade, recipientes com alimentos e objetos de adorno e simbolismo religioso. Neste sentido, os mais importantes sítios arqueológicos do concelho são as grutas artificiais de Alapraia e de São Pedro do Estoril, datadas da transição do Neolítico Final para o Calcolítico. São monumentos de inumação coletiva, utilizados como necrópoles durante várias centenas de anos[18], que juntamente com outros locais de Sintra, Lisboa e Palmela, constituem um dos mais importantes surtos da pré-história portuguesa de todos os tempos.[17]

Deste período até à invasão romana, pouco é conhecido, como refere Afonso do Paço:

«O que não sabemos com rigor, no momento presente, como tudo evolucionou até à chegada dos Romanos. Presentemente conhecemos pouco, na região de Lisboa, Sintra e Cascais, do período que medeia entre o grande surto dos metalúrgicos do campaniforme e a chegada dos primeiros invasores do Lácio

Idade Antiga[editar | editar código-fonte]

A época romana[editar | editar código-fonte]

A época romana evidencia uma exploração intensiva do território e da própria Cascale, como atestarão os complexos industriais aí identificados e as uillas exumadas, certamente graças à grande proximidade geográfica com a grande urbe de Olisipo.

Este período permite também caracterizar melhor os diversos sítios arqueológicos do concelho, sendo que alguns deles foram continuamente ocupados, como foi o caso dos Casais Velhos. A vila, situada na Rua de São Rafael, na Charneca, foi encontrada nas escavações de Afonso do Paço e Fausto de Figueiredo de 1945. Consiste de um conjunto de estruturas tardo-antigas (séculos III/VI), dominadas por um importante edifício termal, composto do frigidário, de uma sala tépida de transição (tepidário) e do prefúrnio, destinado ao aquecimento do ar que circulava sob o pavimento e da própria água dos tanques, de configuração semicircular. Nas proximidades foi identificado um tanque de grandes dimensões, possivelmente o natatio, que era abastecido por um aqueduto a partir de uma nascente. Da pars rustica, com dois compartimentos, foram identificadas duas pequenas tinas revestidas a opus signinum, juntamente com conchas de búzio, o que levou alguns especialistas a crer que os habitantes desta villa se dedicassem à indústria da tinturaria de tecidos e/ou curtumes.[19]

Outras estruturas encontradas consistiram num lagar e em diversas sepulturas de inumação pertencentes a três áreas de necrópoles às quais se encontram associados os principais achados, com várias moedas atribuídas a vários imperadores, desde Constâncio II (r. 337–361) a Arcádio (r. 395–408).[19]

Outras vilas romanas foram achadas em Freiria (São Domingos de Rana), implantada numa das encostas do vale, entre o Outeiro e Polima, junto de uma pequena linha de água subsidiária à Ribeira da Laje, numa área de abundantes recursos hídricos e de elevado potencial agrícola; e, mais recentemente, em Miroiço. Também se destacam as cetárias romanas da Rua Marques Leal Pancada, em Cascais, descobertas em 1992, e ligadas à indústria romana de salga e transformação de pescado e derivados piscícolas. Estas cetárias dão crédito à presença de uma fábrica de conservas de derivados piscícolas a laborar junto à praia de Cascais durante a segunda metade do século I e finais do II. No final da sua produção, os seus tanques foram preenchidos com areia, e mais tarde e sobre eles construídas as estruturas do desaparecido Castelo de Cascais.[20]

O domínio romano também se fez sentir ao nível da toponímia. É o caso da aldeia de Caparide (proveniente do latim cappar aris ou cappari ou capparis, para a alcaparra ou alcaparreira) ou de Bicesse (de bicessis, palavra de raiz latina que na sua origem se referia a um conjunto de vinte asses)[21]. Por outro lado, algumas inscrições de índole funerária são também testemunho deste legado.[22]

A época visigótica[editar | editar código-fonte]

A ocupação visigótica de Cascais tem o seu maior manifesto no Cemitério Visigótico de Alcoitão[23], bem como na necrópole tardo-romana e medieval de Talaíde.[24][25]

A época árabe[editar | editar código-fonte]

Da ocupação árabe de Cascais não se encontraram vestígios arqueológicos, sendo esta sobretudo patente pela influência nos vários topónimos do concelho (dentre muitos, Alcabideche, Abuxarda, Alcoitão, ou Alvide). Sabe-se deste período que a população era eminentemente rural, graças aos escritos de Ibn Mucana.[25]

Idade Média[editar | editar código-fonte]

Mapa de 1572 com desenho da costa de Cascais até à cidade de Lisboa

As zonas da estremadura portuguesa onde se incluem Sintra e Lisboa integram-se no Reino de Portugal em 1147, período de fundação de póvoas marítimas que garantissem a segurança e condições para um comércio em desenvolvimento. O porto de Cascais transformou-se então numa via de escoamento da produção agrícola de Sintra para Lisboa. É nesta época a que remonta o mais antigo escrito onde a então póvoa aparece referenciada, a 11 de maio de 1282, nas normas de conduta do alcaide de mar de Lisboa.

O desenvolvimento económico que lhe prossegue terá levado à ascensão de Cascais à categoria de vila, a 7 de junho de 1364:

Dom Pedro, pela graça de Deus, rei de Portugal e do Algarve, a quantos esta carta virem faço saber que os homens-bons de Cascais me enviaram dizer que fosse minha mercê de os fazer isentos da sujeição de Sintra, cuja aldeia era, e lhes outorgasse que o dito logo de Cascais fosse vila por si e houvesse por si jurisdição e juízes para fazer direito e justiça, e os outros oficiais que fossem compridoiros para bom regimento desse lugar; e que eles dariam a mim em cada ano 200 libras mais, além daquilo que me rendiam os meus direitos que eu havia do dito logo
, [Carta da Vila, 1364 Carta da Vila, 1364]

Idade Contemporânea[editar | editar código-fonte]

Vista costeira de Cascais, Portugal.

Até meados do século XIX, devido aos maus acessos, costumava dizer-se que a "Cascais, uma vez e nunca mais".[carece de fontes?] Porém a vila de Cascais é, desde finais do século XIX, um dos destinos turísticos portugueses mais apreciados por nacionais e estrangeiros, uma vez que o visitante pode desfrutar de um clima ameno, das praias, das paisagens, da oferta hoteleira e gastronómica variada.

A 27 de junho de 1964 o Concelho de Cascais foi feito Membro-Honorário da Ordem Militar de Cristo.[26]

Topónimo[editar | editar código-fonte]

Estátua do rei Carlos I com Cascais e o Monte Estoril ao fundo

A origem do topónimo Cascais é incerta, contudo, José Leite de Vasconcelos avança no seu Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa a probabilidade de que derive do substantivo cascal, referindo-se assim a um amontoado de cascas. Estes seriam montes de conchas e detritos calcários de crustáceos abundantes na então pequena aldeia de pescadores.[7] Esta mesma hipótese é afirmada com rotundidade por J. Diogo Correia na sua Toponímia do concelho de Cascais.[21]

Heráldica[editar | editar código-fonte]

O Brasão de Cacais remonta aos trabalhos do arqueólogo Affonso Dornellas, em 1930, por disposição do Ministério do Interior. Nos quatro anos posteriores, seriam desenvolvidos vários esboços que acabariam por não ser aprovados na sessão da Comissão Administrativa da Câmara Municioal, a 15 de junho de 1934. O desenho do selo foi também remetido em abril desse ano.[27]

O selo da vila é encabeçada por uma coroa mural em prata, seguida de um escudo onde se inclui um castelo vermelho. Este simboliza a primeira sentinela de defesa da entrada do Tejo e, portanto, Lisboa. A cor vermelha tem como significados a vida, alegria, sangue e força, bem como a guerra, os ardis e a vitória. O campo de armas é dominado pela cor cinza, e remetem para a humildade e riqueza enquanto qualidades naturais da região. No seu umbigo, por debaixo do castelo, encontram-se uma capa de rochedos sobrepostos à cor preta, por debaixo do qual se encontra um ondado de prata e verde sobreposto de uma rede amarela, que simboliza a vida ativa e o sustento dos seus habitantes.[27]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes [28]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
6 575 6 738 8 436 9 463 14 308 15 251 22 932 29 641 42 177 59 617 92 907 141 498 153 294 170 683 206 479

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário [29]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 2 965 4 878 4 706 6 426 8 046 9 920 14 469 24 310 34 763 28 106 25 801 32 655
15-24 Anos 1 845 2 626 3 229 4 894 5 888 8 108 9 726 14 125 21 351 24 478 22 689 21 727
25-64 Anos 4 574 6 513 7 046 10 069 14 987 21 721 31 647 47 660 73 371 82 993 96 436 115 383
= ou > 65 Anos 588 761 772 1 086 1 709 2 409 3 775 6 535 12 013 17 717 25 757 36 714
> Id. desconh 45 86 113 68 166

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Política[editar | editar código-fonte]

Paços do Concelho

O concelho de Cascais é administrado por uma câmara municipal composta por um presidente e dez vereadores. Existe uma assembleia municipal, que é o órgão deliberativo do município, constituída por 37 deputados (dos quais 33 eleitos diretamente).

O cargo de Presidente da Câmara Municipal é atualmente ocupado por Carlos Carreiras, reeleito nas eleições autárquicas de 2017 pela coligação Viva Cascais (composta pelo PPD/PSD e pelo CDS-PP), tendo maioria absoluta de vereadores na câmara (6 - 5 do PSD e 1 do CDS-PP). Existem ainda quatro vereadores eleitos pelo PS e um eleito pela CDU (PCP-PEV). Na Assembleia Municipal, a lista mais representada é novamente a coligação Viva Cascais, com 16 deputados eleitos (dos quais 4 formam a bancada do CDS-PP) e 3 presidentes de Juntas de Freguesia (maioria absoluta), seguindo-se o PS (10; 1), a CDU (3; 0), o Bloco de Esquerda (2; 0) e o PAN (2; 0). O Presidente da Assembleia Municipal é Pedro Mota Soares, do CDS-PP.

Eleições de 2017
Órgão Viva Cascais (PPD/PSD.CDS-PP) PS CDU B.E PAN
Câmara Municipal 6 4 1 0 0
Assembleia Municipal 19 11 3 2 2
dos quais: eleitos directamente 16 10 3 2 2

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs é uma iniciativa do Núcleo das Relações Internacionais, que busca a integração entre a cidade e demais municípios nacionais e estrangeiros. A integração entre os municípios é firmada por meio de convênios de cooperação, que têm o objetivo de assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada na fraternidade, felicidade, amizade e respeito recíproco entre as nações. Oficialmente, possui as seguintes cidades-irmãs:[30]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Património edificado[editar | editar código-fonte]

O centro de Cascais com a estátua do rei D. Pedro I de Portugal
O palácio-museu dos Condes de Castro Guimarães em Cascais
Vista do Farol e Casa de Santa Maria
A rua junto à Praia dos Pescadores

Situada junto à costa, muito do seu património monumental relaciona-se com a defesa e a navegação. Como tal, em termos de arquitectura destacam-se os muitos fortes, situadas entre a praia do Abano e São Julião da Barra (já em Oeiras) e que foram, até ao século XIX, de extrema importância para a defesa de Lisboa. Além destes, destacam-se as muitas ruínas romanas e visigóticas (vilas e necrópoles), igrejas e capelas, bem como casas senhoriais da antiga nobreza portuguesa que, a partir dos finais do século XIX, começou a utilizar esta costa como área de veraneio.

De entre vários, destacam-se os seguintes:

Museus[editar | editar código-fonte]

Desporto[editar | editar código-fonte]

Vista aérea da vila de Cascais
A Marina e a Costa do Estoril
Restaurantes na Marina de Cascais e Farol de Santa Marta

Clubes[editar | editar código-fonte]

  • Cascais Water Polo Club
  • Grupo Dramático e Sportivo de Cascais
  • Grupo Desportivo Estoril Praia
  • G.D.R. Fontainhas de Cascais
  • Clube Naval de Cascais
  • Grupo Recreativo de Mato-Cheirinhos
  • União Recreativa e Desportiva de Tires
  • Grupo Musical e Desportivo 9 de abril Trajouce
  • Grupo Sportivo de Carcavelos
  • Clube de Futebol de Sassoeiros
  • Grupo de Instrução Musical e Desportivo da Abóboda
  • Associação Torre
  • Malveira da Serra
  • Grupo de Solidariedade Musical e Desportiva de Talaíde (Futebol)

Escalada[editar | editar código-fonte]

Cascais tem vários pontos de Escalada Desportiva e Bouldering, sendo um dos pontos mais conhecidos junto ao Farol da Guia com uma vista privilegiada para o mar.

Blocos na Baía do Mexilhoeiro[editar | editar código-fonte]

A Baía do Mexilhoeiro é um local para a prática de Bouldering e conta com mais de 44 vias espalhadas por vários blocos.[32]

Arribas do Farol da Guia[editar | editar código-fonte]

As Arribas do Farol da Guia é um local de Escalada Desportiva que se destaca pela rocha Calcária e localização, a poucos metros do Oceano Atlântico. A grande maioria das vias montadas está virada para o mar e tem os seus pontos fixos no topo da arriba, acessível pelo caminho junto ao farol.[33] Este local conta com mais de 98 vias em 10 sectores cujo grau vai de 3 a 8a+ (segundo a cotação francesa). As vias montadas na Guia encontram-se todas indicadas com o nome da via e cotação proposta diretamente pintados na rocha.

Resumo dos sectores montados na Guia.
Nome do setor Número de Vias Grau Mínimo Grau Máximo
Ocidente 16 IV 6c
Tubo 7 IV 7b+
Escadas 11 III 7c+
Bloco Escadas 14 3 7c
Bloco 5 3 7a+
Alcatifa 12 4 6c
Farol 10 5+ 7a+
Corta Unhas 6 5 6b+
Cantinho dos Teimosos 13 5 8a+
Guia Nova 7 6a 7c

nota: atualizado em 26 de Janeiro de 2015.[33][34]

Espaços públicos[editar | editar código-fonte]

Moradores notáveis[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «População residente: total e por grandes grupos etários». Pordata. Consultado em 26 de janeiro de 2017 
  2. em grafia antiga, Cascaes
  3. Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013» (XLS-ZIP). Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28 de novembro de 2013 
  4. INE (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Alentejo (PDF). Lisboa: Instituto Nacional de Estatística. p. 95. ISBN 978-989-25-0182-6. ISSN 0872-6493. Consultado em 27 de julho de 2013 
  5. INE (2012). «Quadros de apuramento por freguesia» (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_ALENTEJO". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 27 de julho de 2013 
  6. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  7. a b Henriques, João Miguel (2014). Cascais: 650 anos de história (PDF). Cascais: Câmara Municipal de Cascais. ISBN 978-972-637-258-5 
  8. a b 500 anos do Foral Manuelino de Cascais. Col: Coleção Memórias Digitais de Cascais. Cascais: Câmara Municipal de Cascais. 2014. ISBN 978-972-637-267-7 
  9. Taxa turística de um euro cobrada em Cascais a partir de hoje in Diário de Notícias, 01-02-2017.
  10. a b «GeoCascais». geocascais.cascais.pt. Consultado em 11 de dezembro de 2017 
  11. «Água - Abastecimento, qualidade, ribeiras e praias | Cascais Ambiente». www.cascaisambiente.pt. Consultado em 11 de dezembro de 2017 
  12. «Praia do Tamariz | Cascais Ambiente». www.cascaisambiente.pt. Consultado em 11 de dezembro de 2017 
  13. «Alterações da linha de costa suspendem uso balnear na Bafureira e Abano | Câmara Municipal de Cascais». www.cm-cascais.pt. Consultado em 11 de dezembro de 2017 
  14. SNIRH. «SNIRH > Dados Sintetizados». snirh.apambiente.pt. Consultado em 12 de dezembro de 2017 
  15. «Praia grande do Guincho | Cascais Ambiente». www.cascaisambiente.pt. Consultado em 11 de dezembro de 2017 
  16. «Praia da Parede | Cascais Ambiente». www.cascaisambiente.pt. Consultado em 11 de dezembro de 2017 
  17. a b do Paço, Afonso (1964). Cascais há quatro mil anos (PDF). Cascais: Câmara Municipal de Cascais 
  18. «Património Arqueológico | Grutas de São Pedro do Estoril | Câmara Municipal de Cascais». www.cascais.pt. Consultado em 7 de dezembro de 2017 
  19. a b «Património Arqueológico | Villa romana de Casais Velhos | Câmara Municipal de Cascais». www.cascais.pt. Consultado em 12 de dezembro de 2017 
  20. «Património Arqueológico | Cetárias romanas (Cascais) | Câmara Municipal de Cascais». www.cascais.pt. Consultado em 12 de dezembro de 2017 
  21. a b Correia, J. Diogo (1964). Toponímia do Concelho de Cascais (PDF). Cascais: Câmara Municipal de Cascais 
  22. «História | Câmara Municipal de Cascais». Consultado em 12 de dezembro de 2017 
  23. «Cemitério visigótico de Alcoitão». www.patrimoniocultural.gov.pt. Consultado em 12 de dezembro de 2017 
  24. Cardoso, J.L.; Cardoso, G.; Guerra, M. F. (1995). «A necrópole tardo-romana e medieval de Talaíde (Cascais). Caracterização e integração cultural. Análises não destrutivas do espólio metálico.» (PDF). Câmara Municipal de Oeiras. Estudos Arqueológicos de Oeiras. 5 
  25. a b Encarnação, José d' (1979). História e geografia de Cascais (PDF). Cascais: Publigráfica 
  26. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Concelho de Cascais". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2 de setembro de 2015 
  27. a b «O que sabe sobre a história do Poder Local em Cascais? | Câmara Municipal de Cascais». www.cm-cascais.pt. Consultado em 21 de outubro de 2017 
  28. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  29. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros
  30. http://www.anmp.pt/anmp/pro/mun1/gem101l0.php?cod_ent=M2750
  31. «Campinas assina acordo de cidade-irmã com Cascais em Portugal]». Julho de 2012. Consultado em 9 de julho de 2012 
  32. «GUIA DE BLOCO DE SINTRA E CASCAIS». Boulder Sintra. 25 de Agosto de 2007. Consultado em 26 de Janeiro de 2015 
  33. a b «Farol da Guia». Grupo de Montanhismo e Escalada de Sintra. Consultado em 26 de Janeiro de 2015 
  34. «Guia, Cascais». 27Crags.com. Consultado em 26 de Janeiro de 2015 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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