Caso BPN

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O caso BPN refere-se a um conjunto de casos interrelacionados que exibem indícios de vários tipos de crime como corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influências, que levaram à nacionalização do banco BPN que envolve figuras de estado como o anterior Presidente da República de Portugal, Cavaco Silva, bem como ex-membros do núcleo duro do seu X Governo Constitucional de Portugal como Dias Loureiro, José Oliveira e Costa, Duarte Lima e Miguel Cadilhe. Entre as organizações envolvidas encontram-se, além do BPN, a Sociedade Lusa de Negócios e o Banco Insular.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 2011-03-17 - o Banco de Cabo Verde instaurou um processo a ex-administradores do Banco Insular e do Banco Fiduciário Internacional por alegada violação das regras financeiras.[1]
  • Em 2011-03-17 o inspector tributário Paulo Jorge Silva declarou que Luiz Felipe Scolari e Luís Figo foram pagos pela SLN, respectivamente, quase 800 mil euros e cerca de 390 mil euros, através da offshore Jared Finance, que servia de "saco azul" para fazer "pagamentos por fora"[2].
  • Em 2011-04-01 uma testemunha declarou durante o julgamento que o grupo Sociedade Lusa de Negócios movimentou 9,7 mil milhões de euros, entre 2003 e 2008, através de contas da Solrac Finance, um off-shore do grupo SLN com conta no balcão virtual do Banco Insular.[3]

Em Maio de 2010, foi votada e aprovada em Assembleia Geral da SLN a mudança de nome da sociedade para Grupo Galilei, com 89,17% de votos favoráveis, numa AG que teve 65,13% do capital representado. [4] NOTA: actualmente, no sítio do Grupo Galilei na Internet, a página "História" indica que o grupo foi fundado em 1999, mas não faz referência directa ao nome original, embora o mesmo se torne implícito. [5]

Em Janeiro de 2011, é tornado público que o actual Presidente da República adquiriu as suas acções da então SLN a um preço especial (cerca de 40% a 60% abaixo do valor de mercado), o qual estava reservado apenas para um conjunto seleccionado de accionistas, e do qual Cavaco Silva não fazia parte. [6]

No final de 2012, o total parcial de prejuízos causados, a serem pagos pelo Estado Português, ascendiam a 7 mil milhões de euros.[7]

Referências

  1. «BPN: aberto processo a ex-administradores do Insular». Expresso. 17 de março de 2011. Consultado em 3 de fevereiro de 2013 
  2. Públicio: Figo e Scolari pagos através de offshore que funcionava como “saco azul” do grupo SLN
  3. «BPN: SLN movimentou 9,7 mil milhões de euros através do balcão virtual do Banco Insular - testemunha». Lusa. 1 de abril de 2011. Consultado em 1 de abril de 2011 
  4. «SLN passa a chamar-se Galilei». Económico. 31 de maio de 2010. Consultado em 27 de abril de 2013 
  5. «Galilei - História». Consultado em 27 de abril de 2013 
  6. «Cavaco adquiriu acções a preço especial». TSF. 8 de janeiro de 2011. Consultado em 27 de abril de 2013 
  7. «Buraco do BPN pode chegar aos 7 mil milhões de euros». SIC Notícias. 22 de dezembro de 2012. Consultado em 27 de abril de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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