Caso Junko Furuta

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Este artigo ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde novembro de 2011). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Ambox grammar.svg
Esta página ou secção precisa de correção ortográfico-gramatical.
Pode conter incorreções textuais, e ainda pode necessitar de melhoria em termos de vocabulário ou coesão, para atingir um nível de qualidade superior conforme o livro de estilo da Wikipédia. Se tem conhecimentos linguísticos, sinta-se à vontade para ajudar.
Under construction icon-yellow.svg
Este artigo carece de caixa informativa ou a usada não é a mais adequada.

O caso da colegial presa em concreto (女子高生コンクリート詰め殺人事件 'Joshikōsei konkurīto-zume satsujin-jiken'?) foi um assassinato ocorrido em 1988-89 no qual uma garota japonesa, Furuta Junko (古田順子), com 17 anos na época, foi raptada, mantida em cativeiro, estuprada, torturada e brutalmente assassinada. O caso teve grande repercussão no Japão.

Criminosos[editar | editar código-fonte]

  • Hiroshi Miyano (宮野裕史 'Miyano Hiroshi'?) (Principal culpado. Mudou seu nome para Yokoyama Hiroshi (横山裕史 'Yokoyama Hiroshi'?))
  • Jō Ogura (小倉譲 'Ogura Jō'?) (Mudou seu nome para Jō Kamisaku (神作譲 'Kamisaku Jō'?))
  • Shinji Minato (湊伸治 'Minato Shinji'?)
  • Yasushi Watanabe (渡邊恭史 'Watanabe Yasushi'?)
  • Tetsuo Nakamura (中村哲夫 'Nakamura Tetsuo'?)
  • Kōichi Ihara (伊原孝一 'Ihara Kōichi'?)

Crime[editar | editar código-fonte]

Em 25 de novembro de 1988, Miyano e seu amigo Nobuharu Minato perambulavam por Misato, com a intenção de roubar e estuprar mulheres locais. Às 20h30, eles viram Furuta pedalando para casa depois que ela terminou seu trabalho de meio período. Sob as ordens de Miyano, Minato chutou Furuta de sua bicicleta e imediatamente fugiu do local. Miyano, fingindo ser um espectador inocente, se aproximou de Furuta e se ofereceu para levá-la para casa em segurança.Furuta não sabia que Miyano a levava a um armazém próximo, onde ele revelou suas conexões com a yakuza. Miyano ameaçou matá-la enquanto ele a estuprava no armazém e mais uma vez em um hotel próximo. Do hotel, Miyano ligou para Minato e seus outros amigos, Jō Ogura e Yasushi Watanabe, e se gabou sobre o estupro. Ogura supostamente pediu a Miyano para mantê-la, para que todos pudessem ter uma chance. O grupo tinha uma história de estupro coletivo e recentemente sequestrou e estuprou outra garota, embora ela tenha sido libertada depois,[1] e outros quatro rapazes raptaram Junko, uma jovem do terceiro ano do colegial de Misato, na prefeitura de Saitama, e a mantiveram em cativeiro por 44 dias em uma casa de propriedade dos pais de Kamisaku, localizada em Ayase, no distrito de Adachi, Tóquio.[2][3]

Por volta das 3:00 da manhã, Miyano levou Furuta para um parque próximo, onde Minato, Ogura e Watanabe estavam esperando. Eles disseram a ela que eles sabiam onde ela morava (de um caderno em sua mochila) e que a yakuza mataria sua família se ela tentasse escapar. Ela foi facilmente dominada pelos quatro garotos e levada para uma casa no distrito de Ayase em Adachi , onde foi estuprada em grupo.A casa, que pertencia aos pais de Minato, logo se tornou seu ponto de encontro regular de gangues.

Para evitar as buscas pela garota, um deles forçou Junko a ligar para os seus pais e dizer a eles que ela havia fugido de casa, mas que estava com "um amigo" e que não estava em perigo. Kamisaku a obrigou, ainda, a fingir ser a namorada de um dos garotos enquanto seus pais estavam por perto. Junko tentou escapar diversas vezes, implorando para que os pais do jovem a ajudassem, mas eles nada fizeram, aparentemente por medo de retaliações de Yokoyama, que era era um líder de nível baixo da Yakuza à época e ameaçou usar seus contatos na organização para matar qualquer um que interferisse.


De acordo com os seus depoimentos, os quatro rapazes a estupraram, bateram nela com varas de metal e tacos de golfe, introduziram objetos estranhos (incluindo uma lâmpada de vidro e uma tesoura) em sua vagina, a fizeram comer baratas e beber a própria urina, inseriram fogos de artifício no seu ânus e os acenderam, obrigaram-na a masturbá-los, cortaram seus mamilos com alicates, deixaram cair halteres sobre o seu estômago e a queimaram com cigarros e fluido de isqueiro. Uma das queimaduras foi uma punição por tentar ligar para a polícia. Algum tempo após os primeiros atos de tortura, Junko teria ficado até mesmo incapaz de beber água, vomitando o líquido todas as vezes que tentava. Em certo ponto, suas feridas eram tão graves que, de acordo com um dos rapazes, Junko levava mais de uma hora para rastejar escada abaixo para usar o banheiro. Eles declararam que "possivelmente mais de cem pessoas" sabiam que Junko estava aprisionada lá, mas não ficou claro se elas apenas visitaram a casa enquanto ela estava mantida prisioneira ou se também abusaram dela. Em certo momento após o martírio, ela passou a implorar em diversas ocasiões que a matassem e "terminassem com tudo aquilo".

Em 4 de janeiro de 1989, após perderem uma partida de Mahjong Solitaire, os quatro bateram em Junko com halteres, colocaram fluido de isqueiro em suas pernas, braços, rosto e estômago e puseram fogo nela. Mais tarde naquele dia, ela morreu pelo choque. Os quatro garotos alegaram que não faziam ideia do quão grave era o estado de Junko e que acreditavam que ela "estava fingindo". No dia seguinte, esconderam seu corpo em um tambor de 55 galões preenchido com concreto e puseram o barril num terreno baldio.[4]. O tanque foi recuperado em 29 de março.

Prisão e julgamento[editar | editar código-fonte]

Os quatro criminosos foram presos e julgados como adultos. A corte manteve os nomes deles em segredo em razão da menoridade (conforme previsto na legislação japonesa); entretanto, a revista semanal Shūkan Bunshun divulgou amplamente os seus verdadeiros nomes, justificando que "direitos humanos são desnecessários para os brutos".[5] Em face da grande repercussão do crime, o verdadeiro nome de Junko, sua história e detalhes sobre a sua vida pessoal foram divulgados exaustivamente na mídia à época.

Os quatro garotos alegaram ser culpados de "agressão física seguida de morte", mas não do crime de homicídio. Por sua participação no crime, Kamisaku foi julgado como um sub-líder e passou oito anos em uma prisão juvenil antes de ser liberado em agosto de 1999. Em julho de 2004, ele foi preso por agredir um conhecido, que ele acreditava estar tentando "roubar" sua namorada e que estaria supostamente usando o fato de ele ter participado do assassinato para isso.[1] Kamisaku foi sentenciado a sete anos de prisão por espancamento em razão desse fato.

Em julho de 1990, o líder do crime foi sentenciado em primeira instância a 17 anos de prisão. A corte sentenciou um dos cúmplices a seis anos de prisão, outro a quatro anos, e outro a dez anos. O líder e os dois primeiros dos três cúmplices recorreram da sentença para atenuar a pena, mas a instância seguinte agravou a pena de todos. Segundo o juiz dirigente da côrte, Ryūji Yanase, a corte o fez pela natureza do crime, pelo efeito na família da vítima e pelo efeito do crime na sociedade. O líder recebeu uma sentença de 20 anos, a pena mais alta possível abaixo de prisão perpétua, e os dois cúmplices que apelaram tiveram suas penas aumentadas para nove e sete anos de prisão.

A família de um dos garotos vendeu a casa onde morava por aproximadamente 50 milhões de ienes e pagaram essa quantia como compensação de danos à família de Junko.

Mídia[editar | editar código-fonte]

O caso despertou atenção internacional para o sentenciamento e reabilitação de jovens criminosos, especialmente pelo fato dos rapazes terem sido punidos como adultos, e se tornou uma sensação em massa.

Pelo menos dois livros em japonês já foram escritos sobre o caso.

Um mangá escrito por Fujii Seiji e ilustrado por Kamata Youji foi lançado em 2004, contando em forma de crônicas os acontecimentos do crime.

Um filme explorador, Joshikōsei konkurīto-zume satsujin-jiken (女子高生コンクリート詰め殺人事件 'Concrete-Encased High School Girl Murder Case'?), sobre o incidente foi rodado pelo diretor Katsuya Matsumura em 1995. Yujin Kitagawa (membro da banda Yuzu) atuou no papel do principal culpado no filme.[6][7] Outro filme, (Concrete コンクリート?) AKA Schoolgirl in Cement, dirigido por Hiromu Nakamura, foi feito em 2004, baseado em um dos livros sobre o caso.

Em 2006, a banda japonesa Visual Kei/rock band the Gazette lançou uma música no seu álbum NIL chamada "Taion" (temperatura corporal); a música é um tributo a Junko.

"As Verdadeiras Histórias Modernas do Bizarro" de Waita Uziga incluem: "Estudante Dentro do Concreto", baseado no caso do assassinato de Junko Furuta.

Referências

  1. a b Wijers-Hasegawa, Yumi, "Man who killed as child back in court", The Japan Times, 29 de julho, 2004.
  2. Schoolgirl Murder, [1] (in Japanese), Consultado em: 3 de julho, 2009.
  3. Utting, Gerald. "Sales tax creates tempest in a Tokyo teapot." Toronto Star. 3 de abril, 1989. A15. Consultado em 29 de setembro, 2009.
  4. "Rapist, Murderer Given 20-Year Sentence." The Daily Yomiuri. Sunday 13 de julho, 1991. Page 2. Consultado em from LexisNexis. Consultado em 29 de setembro, 2009.
  5. Masahiro Sasaki. «私のおすすめ 佐々木 正洋» (em japonês). Zassi.net. Consultado em 9 de março de 2008 
  6. Joshikôsei konkuriito-dume satsujin-jiken (em inglês) no Internet Movie Database
  7. «Filme mit Beteiligung von Yujin Kitagawa» (em alemão). Consultado em 9 de março de 2008 
  • «Torture and Murder in Tokyo». The Japan Times Weekly Overseas Edition. 19 de agosto de 1989 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre um crime ou atividade criminosa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.