Caso Paulo Bilynskyj e Priscila de Bairros

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O caso Paulo Bilynskyj e Priscila de Bairros, ocorrido em São Bernardo do Campo, São Paulo, refere-se a briga do casal de namorados, no dia 20 de maio de 2020, Paulo Bilynskyj e Priscila Delgado de Bairros, que consumou com a morte dela provido de suicídio, enquanto ele acabou gravemente ferido devido a seis tiros disparados por ela. [1]

O caso, que continua sendo investigado, em junho de 2020 estava em "segredo de justiça".[2]

O assunto repercutiu em todo o Brasil, uma vez que recebeu cobertura do Fantástico. Diversos outros veículos de imprensa, como o G1, UOL e a revista IstoÉ também noticiaram o assunto.

Envolvidos[editar | editar código-fonte]

Paulo Bilynskyj: delegado, 33 anos, morador de São Bernardo do Campo e colecionador de armas. Tinha como um dos hobbies a prática de tiro ao alvo;[3][4]

Priscila Bairros: 27 anos, era natural de Campo Bom, mas por muitos anos havia morado em Parobé, onde havia vencido o concurso Rainha do 13º Festejando Parobé. Ela havia se mudado para o apartamento de Paulo um mês antes de morrer e, como ele, acabou se interessando por armas, tendo feito aulas de tiro.[5][3][4]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Priscila estava morando em Curitiba, onde trabalhava com um primo. Ela e Paulo se conheceram através de uma rede social e resolveram morar juntos em meados de abril. Eles estavam de casamento marcado para o dia 5 de julho.[6]

No dia 19 de maio, segundo Paulo, o casal teve uma briga quando ela descobriu uma troca de mensagens do noivo com uma ex-namorada, Juliana Trovão. Nesta troca de mensagens, Paulo disse para Juliana que eles haviam acabado de terminar o namoro e que tinha medo do que Priscila seria capaz de fazer. Segundo o UOL em 29 de maio: "Na manhã do crime, ele teria voltado à conversa com novos desdobramentos: Priscila de Bairros estava grávida. Ele teria perguntado: "O que eu faço?" Trovão teria recomendado que ele saísse de casa, mas o delegado não chegou a ler a mensagem, porque já havia sido baleado. A conversa confirmaria a versão apresentada por Bilynskyj, de que a modelo disparou os seis tiros contra ele depois de ver uma mensagem que a desagradou no celular dele. Depois, Priscila de Bairros teria tirado a própria vida com um tiro".[7]

A família, no entanto, não reconheceu que Priscila estivesse grávida.[2]

O caso[editar | editar código-fonte]

Na manhã do dia 20 de maio, Paulo pediu ajuda por ter sido baleado. Quando os socorristas e policiais chegaram ao apartamento, o encontraram ferido com seis tiros. Depois localizaram Priscila, que tinha levado um tiro na altura do peito e morreu depois de ser levada ao hospital.[3]

Segundo o G1 em 21 de maio: "Um vizinho de Paulo que aparece no B.O. contou que foi acordado com barulho de disparos de arma de fogo vindo do apartamento do delegado. Falou ainda ter ouvido cinco tiros e Paulo dizendo 'não! não!'. Depois, disse ter escutado uma sequência de disparos, em seguida uma pausa, depois mais disparos até cessarem. Após isso, o vizinho falou que ligou para o telefone 190 da PM para comunicar o que estava ocorrendo no imóvel ao lado. Pouco tempo depois, relatou que o delegado bateu 'desesperadamente' na sua porta e 'pedia socorro', mas não abriu porque 'ficou amedrontado'. (...) Os três agentes da Polícia Militar (PM) que foram até o prédio checar o chamado do vizinho sobre os tiros contaram no B.O. que encontraram Paulo caído no elevador do hall de entrada pedindo socorro após ter sido baleado. Segundo os PMs (um tenente e dois cabos), o delegado estava consciente, falando que sua namorada tentou matá-lo dentro do apartamento. E que ela estava armada com uma pistola, mas havia outras armas dentro do imóvel."[8]

Paulo foi levado ao hospital, onde passou por diversas cirurgias e ficou cerca de duas semanas internado, até o início de junho. Ele voltou a ser internado novamente em meados de junho para fazer uma cirurgia num dos dedos, atingido por dois disparos.[6][9]

A investigação[editar | editar código-fonte]

Investigações iniciais[editar | editar código-fonte]

A polícia começou a investigar o caso como tentativa de homicídio seguida de suicídio, a partir do depoimento do próprio Paulo, no entanto, não descartava crime de feminicídio.[8][3]

Depoimento de Paulo[editar | editar código-fonte]

Segundo a Record, que teve acesso ao depoimento, Paulo disse que "depois da briga, os dois foram dormir e que a última vez que viu Priscila foi no dia seguinte e ela estava sentada no sofá tomando café da manhã. Disse que foi tomar banho e que quando abriu a porta do banheiro ela já estava parada atirando. Paulo disse que não teve qualquer diálogo com a namorada e que o primeiro disparo atingiu o peito dele. Segundo o que o delegado Paulo disse em depoimento, a pistola estava carregada com 22 balas. Ele disse que achou que Priscila fosse disparar até acabar a munição porque ela atirava muito rápido e não tinha controle da arma. Paulo contou também que durante todo tempo a modelo segurou a arma com apenas uma das mãos. Ainda no depoimento, Paulo disse que em nenhum momento teve contato físico com Priscila e que viu quando ela virou arma para o próprio peito e disparou. Ele achou que o tiro tivesse sido de raspão. Paulo declara que não chegou perto de Priscila depois do disparo fatal porque 'que queria sair de perto dela'." Ele também revelou que "descarregou a arma depois que a modelo caiu no chão, mas que não se recorda como tirou o carregador da arma porque estava com medo de que ela acordasse e continuasse a fazer alguma coisa". [1]

Referências

  1. a b «SP: Delegado diz que descarregou arma de Priscila depois que ela caiu». R7.com. 3 de julho de 2020. Consultado em 16 de julho de 2020 
  2. a b «Polícia de SP pede sigilo de caso da modelo morta e delegado baleado». R7.com. 26 de maio de 2020. Consultado em 17 de junho de 2020 
  3. a b c d «O que se busca esclarecer sobre caso Paulo Bilynskyj e Priscila de Bairros». noticias.uol.com.br. Consultado em 17 de junho de 2020 
  4. a b «Delegado baleado em briga com namorada é armamentista e bolsonarista». noticias.uol.com.br. Consultado em 17 de junho de 2020 
  5. Linden, Vinicius. «Priscila Delgado de Bairros | Jornal Panorama». Consultado em 17 de junho de 2020 
  6. a b «Delegado baleado em briga com modelo tem dificuldade para andar, diz defesa». noticias.uol.com.br. Consultado em 17 de junho de 2020 
  7. «Em conversa com ex antes de ser baleado, delegado disse ter medo da noiva». noticias.uol.com.br. Consultado em 17 de junho de 2020 
  8. a b «Polícia investiga caso de delegado baleado e modelo morta em prédio no ABC como tentativa de assassinato e suicídio». G1. Consultado em 17 de junho de 2020 
  9. «Delegado Bilynskyj passa por nova cirurgia para tentar recuperar dedo». Metrópoles. 16 de junho de 2020. Consultado em 17 de junho de 2020