Caso Ruhan Luiz Machado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Este artigo foi proposto para eliminação por consenso. Você é encorajado a melhorá-lo(a), mas não remova este aviso, o que seria considerado vandalismo.

Dê a sua opinião e caso ela seja transformada numa votação após uma semana, vote (se tiver direito a voto) na discussão.

Se aprovada, a eliminação ocorrerá a partir de 3 de setembro.

Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Caso Rhuan.
Caso Ruhan Luiz Machado
Local do crime Rua Malba Gama Escremim, no bairro Cajuru, em Curitiba, Paraná[1]
Data 22 de outubro de 2018[1]
Arma(s) Arma de fogo
Vítimas Ruhan Luiz Machado

O caso Ruhan Luiz Machado refere-se a morte do estudante Ruhan Luiz Machado em 2018, no bairro Cajuru, em Curitiba. A polícia defende a tese de morte após confronto, enquanto a família a de execução.[1] O caso foi listado pela Gazeta do Povo em "Investigação policial: 5 crimes que chocaram Curitiba e o litoral do PR em 2018".[2] Além do jornal Gazeta do Povo, o caso foi reportado no portal G1 (da Rede Globo, Paraná), na rádio Central Brasileira de Notícias (CBN, Curitiba), no jornal Tribuna do Paraná, na rádio BandNews FM Curitiba (da Rede Bandeirantes) e no canal de televisivo RIC TV.

História[editar | editar código-fonte]

Crime[editar | editar código-fonte]

Ruhan Luiz Machado não tinha passagens na polícia e trabalhava na pavimentação de ruas com o pai.[1] Segundo a família, que conseguiu observar o som dos tiros, este seria um caso de execução feita pela Polícia Militar.[3]

"Eles deram um tiro na perna do Ruhan e deixaram ele agonizando e depois deram mais cinco tiros na cabeça. Não chamaram socorro. Não permitiram que a família entrasse para socorrer. No primeiro tiro, o pai e a irmã que moram ali do lado, colados praticamente, ouviram os gritos do Ruhan. Ele disse ‘meu CPF é tal, meu RG é tal, a minha tia mora aqui do lado’ e a polícia o executou. Não houve abordagem. Não houve confronto.[3]"

Jucelene Zoara, tia de Ruhan Luiz Machado

Na BandNews FM Curitiba, consta que Ruhan Luiz Machado ao perceber que levaria mais tiros teria gritado por socorro.[4] Segundo a versão defendida pela PM, ele revidou com uma arma ao ser abordado.[5] Foi registrado no boletim de ocorrência, que policiais do 20º Batalhão foram acionados para averiguar um corpo encontrado em um matagal, quando chegaram no local, encontraram os jovens e foi iniciada a troca de tiros.[1]

Protestos[editar | editar código-fonte]

Em entrevista ao jornal Tribuna do Paraná, a mãe de Ruhan Luiz Machado, Suzete Machado disse que a "arma apresentada estava tão cheia de impressões digitais dos próprios policiais que não pôde ser usada como prova."[6] Em outra entrevista, Suzete Machado questionou o motivo da polícia não ter apresentado as provas à imprensa e não ter permitido que a família entrasse no local para reconhecimento do corpo e observou que a cena do crime teria sido montada.[7]

Após dois protestos de moradores do bairro de Cajuru, a Polícia Civil instaurou um inquérito e a Polícia Militar afastou os agentes envolvidos, após avaliação psicológica.[8][5][7]

Investigação[editar | editar código-fonte]

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) iniciou as investigações no caso para apurar se houve manipulação da cena do crime.[9] Em entrevista a CBN (Curitiba), o chefe de Estado Maior da Polícia Militar, Coronel Antônio Zanatta, não explicou as marcas dos tiros no rosto de Ruhan Luiz Machado, o que derrubaria a tese da polícia.[1]

Referências

  1. a b c d e f William Bittar (26 de outubro de 2018). «Coronel da PM fala sobre morte de jovem no Cajuru e confirma afastamento de policiais envolvidos». CBN. Rede Globo. Consultado em 16 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 16 de agosto de 2019 
  2. «Investigação policial: 5 crimes que chocaram Curitiba e o litoral do PR em 2018». Gazeta do Povo. 27 de dezembro de 2018. Consultado em 15 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2019 
  3. a b «'Polícia forjou uma cena e o executou com cinco tiros na cabeça', diz familiar de jovem morto em Curitiba». Paraná Portal. 24 de outubro de 2018. Consultado em 16 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 6 de novembro de 2018 
  4. Alexandra Fernandes (26 de outubro de 2018). «Polícia Militar fala pela primeira vez sobre o caso do jovem Ruhan Machado». Band News Fm Curitiba. Rede Bandeirantes. Consultado em 16 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 16 de agosto de 2019 
  5. a b «Polícia Civil instaura inquérito para apurar morte de jovem em Curitiba; família diz que ele foi morto por engano pela PM». G1 Paraná. 24 de outubro de 2018. Consultado em 15 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 31 de julho de 2018 
  6. Maria Luiza Piccoli (25 de novembro de 2018). «Protesto lembra jovens mortos pela PM em Curitiba». Tribuna do Paraná. Consultado em 15 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2018 
  7. a b Fernando Garcel (26 de outubro de 2018). «PM confirma afastamento de policiais envolvidos na morte de Ruhan». Paraná Portal. Consultado em 16 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 16 de agosto de 2019 
  8. Cecília Tümler (24 de outubro de 2018). «Após morte de jovem, Polícia Civil instaura inquérito e PM afasta agentes envolvidos». Consultado em 15 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 23 de maio de 2019 
  9. Redação (26 de outubro de 2019). «Gaeco investiga se policiais alteraram cena da morte de Rhuan». Ric Mais. Consultado em 16 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 16 de agosto de 2019