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Castanheta-das-rochas

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Castanheta-das-rochas
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Blenniiformes
Família: Pomacentridae
Gênero: Abudefduf
Espécies:
A. saxatilis
Nome binomial
Abudefduf saxatilis
(Linnaeus, 1758)
Sinónimos
  • Chaetodon saxatilis Linnaeus, 1758
  • Glyphidodon saxatilis (Linnaeus, 1758)
  • Chaetodon marginatus Bloch, 1787
  • Abudefduf marginatus (Bloch, 1787)
  • Chaetodon mauritii Bloch, 1787
  • Glyphisodon moucharra Lacepède, 1802
  • Chaetodon sargoides Lacepède, 1802
  • Glyphisodon biniar Montrouzier, 1857
  • Apogon quinquevittatus Blyth, 1858
  • Abudefduf ascensionis Fowler, 1919

Abudefduf saxatilis[2], comummente conhecida como castanheta-das-rochas,[3] é um peixe da família dos Pomacentrídeos, nativos de todos os mares tropicais e subtropicais do mundo.

Nomes comuns

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Dá ainda pelos seguintes nomes comuns: castanheta[4] (não confundir a Abudefduf luridus , nem com a Chromis limbata, que com ela partilham este nome), píntano, sargento, sargentinho ou sargento-do-Atlântico.

Devem o seu nome "sargento" às barras que fazem lembrar a insígnia militar correspondente.

Descrição

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Tem um corpo ligeiramente ovalado e achatado, exornado com cinco barras pretas verticais, sobre um fundo colorido, cuja tonalidade alterna do amarelo-claro ao laranja, ao esverdeado ou mesmo ao azulado, sendo que o dorso costuma ser mais escuro.[5] Costumam medir entre 8 a 15 centímetros de comprimento, se bem que há registo de espécimes que ascenderam aos 20 centímetros.[6]

Comportamento

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É uma espécie gregária que vive em pequenos grupos de 5 a 30 indivíduos,[5] alimentando-se de vegetais e pequenos invertebrados, como larvas de moluscos, crustáceos, zooplâncton e algas. Os seus principais predadores pertencem às famílias dos Labridae e Serranidae.

Na época da reprodução, as fêmeas põem os óvulos (ou ovócitos) no fundo rochoso, escuro e escondido, longe da superfície, formando uma mancha de cerca de 30 centímetros de diâmetro que será fecundada pelo esperma do macho.[6] Os ovos são demersais e têm a particularidade de se fixarem às rochas por meio de filamentos semelhantes a cabelos.[7] As fêmeas abandonam os ovos, mas os machos ficam junto da prole, protegendo-a, limpando o local, comendo detritos e fazendo circular a água com as barbatanas, de modo a permitir a correcta oxigenação dos embriões, que nascem poucas horas depois, ostentando uma coloração amarelada.[6]

Têm-se tornado populares como peixes de aquário, ainda que se possam tornar agressivos, se não forem devidamente vigiados.

Sargentinho jovem (Abudefduf Saxatilis)

Distribuição

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Cardume de peixe sargentinho (Abudefduf saxatilis) em Ilhabela, SP.

Habita as zonas tropicais e subtropicais do oceano Atlântico, com particular destaque para o arquipélago de Cabo Verde, o arquipélago da Madeira e a costa brasileira,[2] privilegiando os ambientes de águas pouco profundas, com corais e rochas.

Sinonímia

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  • Abudefduf ascensionis[5]
  • A. sexatilis
  • Apogon quinquevittatus
  • Chaetodon marginatus
  • C. mauritii
  • C. sargoides
  • C. saxatilis
  • Glyphisodon moucharra

Referências

  1. Rocha, L.A.; Myers, R. (2015). «Abudefduf saxatilis». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2015: e.T188581A1896808. doi:10.2305/IUCN.UK.2015-4.RLTS.T188581A1896808.enAcessível livremente. Consultado em 11 de novembro de 2022 
  2. a b «Página de Espécie • Naturdata - Biodiversidade em Portugal». Naturdata - Biodiversidade em Portugal. Consultado em 3 de novembro de 2021 
  3. Infopédia. «castanheta-das-rochas | Definição ou significado de castanheta-das-rochas no Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Infopédia - Dicionários Porto Editora. Consultado em 3 de novembro de 2021 
  4. Infopédia. «castanheta | Definição ou significado de castanheta no Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Infopédia - Dicionários Porto Editora. Consultado em 3 de novembro de 2021 
  5. a b c «Abudefduf saxatilis». Museu Virtual Biodiversidade. Consultado em 3 de novembro de 2021 
  6. a b c «Abudefduf saxatilis summary page». FishBase. Consultado em 3 de novembro de 2021 
  7. Breder, C.M. (1966). Modes of reproduction in fishes. Neptune City, New Jersey, USA: T.F.H. Publications. p. 941 
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