Castelo (Espírito Santo)

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Castelo
  Município do Brasil  
Vista panorâmica do município
Vista panorâmica do município
Símbolos
Bandeira de Castelo
Bandeira
Brasão de armas de Castelo
Brasão de armas
Hino
Gentílico castelense
Localização
Localização de Castelo no Espírito Santo
Localização de Castelo no Espírito Santo
Castelo está localizado em: Brasil
Castelo
Localização de Castelo no Brasil
Mapa de Castelo
Coordenadas 20° 36' 14" S 41° 11' 06" O
País Brasil
Unidade federativa Espírito Santo
Municípios limítrofes Cachoeiro de Itapemirim, Conceição do Castelo, Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins, Vargem Alta, Muniz Freire e Alegre
Distância até a capital 144 km
História
Fundação 25 de dezembro de 1928 (93 anos)
Administração
Distritos
Prefeito(a) João Paulo Silva Nali (PTB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 668,971 km²
População total (Censo IBGE/2010[2]) 37 956 hab.
Densidade 56,7 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 100 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,726 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 308 789,720 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 9 301,74
Sítio www.castelo.es.gov.br (Prefeitura)

Castelo é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Localiza-se a uma latitude 20º36'13" sul e a uma longitude 41º11'05" oeste, estando a uma altitude de 100 metros. Segundo estimativas do IBGE em 2021, a população do município é de 37.956 habitantes.

Localizada ao sul, é uma provinciana cidade do Espírito Santo. Sua população descende predominantemente de italianos das províncias do nordeste da Itália. Seu índice de desenvolvimento humano (IDH) é 0,762 (médio alto), estando na 16ª posição entre os 78 municípios do estado.

O município tem seu relevo bastante acidentado, com temperatura média de 22 °C.

História[editar | editar código-fonte]

Castelo foi inicialmente, como a maioria do território brasileiro, povoado por índios, estes, da etnia Botocudos e Puris que habitavam as montanhas e vales da região.

Os registros iniciais da colonização, no início do século XVIII, surge das viagens às minas gerais e da procura de ouro pelos mineradores em busca deste metal nobre. Porém a vida dos destemidos desbravadores não era nada fácil, devido aos embates com os nativos que viam suas terras serem invadidas por estranhos.

A colonização se originou especificamente na Serra do Castelo, que mais tarde daria nome à cidade, assim chamada devido a formação dos montes e vales que lembravam os castelos medievais europeus. Neste local foram encontrado os primeiros vestígios do mineral, sendo pioneiro nesta atividade extrativista o minerador Pedro Bueno Cacunda, que viria posteriormente a viver no seu Arraial de Santana.[5] Os conflitos entre os índios e mineradores não findariam por ai. Após 1770 a crise entre os nativos e os invasores se acirraram de tal maneira que os primeiros se refugiaram na gruta do Limoeiro e logo ofereceram resistência aos desbravadores, expulsando-os para as regiões vizinhas em direção à vila de Itapemirim, acompanhando o curso do rio Caxixe, aproximadamente nas imediações da Fazenda do Centro, que viria a receber esse nome posteriormente.

Por volta de 1845 os primeiros fazendeiros da região, iniciando a exploração agrícola nas margens do rio Castelo e do Caxixe, já utilizando nesse período a mão de obra escrava, impulsionaram sobremaneira o desenvolvimento da localidade.

A partir de então, a Fazenda do Centro passou de arraial de mineração à qualidade de povoado servido de capela, senzala, engenho, paióis de café. Ressalte-se que essa propriedade foi posteriormente palco daquela que seria a primeira reforma agrária no Brasil com a aquisição da Fazenda pelos padres agostinianos que, tempos depois, a repassariam, em pequenas propriedades, a imigrantes italianos. A fazenda do Centro encontra-se exposta à visitações onde podemos ver e estar em um grande ícone do passado, história, "escravatura".

O distrito de Castelo foi criado em 31 de julho de 1881, pertencendo assim ao município de Cachoeiro de Itapemirim, vindo a conseguir sua autonomia administrativa em 25 de dezembro de 1928.

No ano de 1887, quando Castelo ainda era um distrito, a estatal Cia. Lloyd Brasileiro construiu um ramal ferroviário que o ligava à sede do município de Cachoeiro de Itapemirim, para o escoamento da produção cafeeira da região (que vivia em seu auge) além do transporte de passageiros, sobretudo, os imigrantes italianos recém-chegados. Em 1903, o ramal foi repassado para a Estrada de Ferro Leopoldina, que acompanhou toda a transição local de distrito para município e o manteve ativo até o dia 6 de dezembro de 1963. Por exigência de um decreto federal, o então Ramal de Castelo foi erradicado do município em 1968, fato que gerou muita controvérsia e mal-estar entre os seus moradores, pois além deste não possuir na época uma estrada pavimentada, acabou por isolá-lo dos grandes centros comerciais, afetando toda sua produção cafeeira. A estação de trens da cidade foi demolida no início dos anos 1970.[6]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Coberto pelo relevo de rochas cristalinas, com terreno acidentado pelas derivações da Serra da Mantiqueira, a cidade exibe diversas belezas naturais: Forno Grande, Serra da Povoação, da Estrela do Norte, da Prata, do Pontão e Sete Voltas.O ponto culminante é o Pico do Forno Grande, um afloramento rochoso com cerca de 2,039 mts de altitude situado no Parque Estadual do Forno Grande. Do cume avista-se o Pico da Bandeira de um lado e o mar e as cidades litorâneas do outro.

No município há também o Parque Estadual de Mata das Flores, com remanescentes da Mata Atlântica. Assim como o Parque Estadual do Forno Grande, também é administrado pelo IEMA.

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. Pedro Bueno Cacunda, recordando as explorações que fez pelos sertões das minas, em carta dirigida a el-rei e datada do “Arraial de Santa Anna, oito de setembro de 1735”, Cacunda informou que descobriu “bastante ribeiros” e povoou “huma Serra a que hoje chamão Castello”, mas não prosseguiu “com estas conquistas” por ter recebido ordens de Dom Lourenço de Almada para interrompê-las - História do Estado do Espírito Santo, por José Teixeira de Oliveira, vol. 8, Vitória, 2008, pág. 192
  6. «Castelo -- Estações Ferroviárias do Estado do Espírito Santo». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 15 de setembro de 2020