Castelo de Alinja
| Castelo de Alinja | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Início da construção | século I |
| Restauro | século V |
| Função inicial | Defesa |
| Geografia | |
| País | Azerbaijão |
| Localização | Monte Alinja |
| Coordenadas | 39° 11′ 40″ N, 45° 41′ 49″ L |
| Localização da castelo de Alinja no Azerbaijão | |
O castelo de Alinja (Əlincə qalası), a antiga fortaleza de Ernejaque (em armênio: Երնջակ բերդ; romaniz.: Ernǰak berd), é um antigo castelo construído na margem direita do curso médio do rio Aras, sobre um rochedo escarpado homônimo que se eleva quase em planície, no monte Alinja, no distrito de Julfa, em Naquichevão, no Azerbaijão.
História
[editar | editar código]Alinja localiza-se na margem direita do curso médio do rio Aras, sobre um rochedo escarpado homônimo que se eleva quase em planície, no monte Alinja, no distrito de Julfa, em Naquichevão, no Azerbaijão. Foi fundada no século I e reconstruída no V, sob patrocínio dos príncipes de Siúnia. Fazia parte do grupo das “fortalezas inexpugnáveis” de Siúnia e provável parte do tesouro dos príncipes reinantes fosse guardada aqui. Em diferentes períodos, em momentos politicamente desfavoráveis, serviu de refúgio para a população local. Tornou-se especialmente célebre nos séculos X–XI, quando, nas encostas mais baixas da montanha, surgiu uma cidade homônima junto à fortaleza.[1]
Em 912, o emir sájida Iúçufe ibne Abi Açaje invadiu a Armênia, conquistando e devastando numerosos distritos e cidades. Em 913, ele sitiou a fortaleza, que resistiu por um longo período, apesar de suas tentativas para persuadir os defensores a entregá-la. Eventualmente, a fortaleza caiu e o emir massacrou parte dos seus ocupantes e levou outros cativos, entre eles as mulheres dos príncipes de Siúnia. Em seguida, entregou a fortaleza e seu distrito homônimo aos emires árabes de Coltena. Séculos depois, a fortaleza também resistiu por vários meses aos ataques de Tamerlão (r. 1370–1405). Após Tamerlão e seus sucessores imediatos, ela foi tomada por tribos turcomanas.[2]
Características
[editar | editar código]Alinja era uma das fortalezas mais notáveis da Armênia antiga. Pelo sul e norte era protegida por encostas abruptas, a oeste havia montanhas, e a leste corria o profundo e escarpado vale do rio Alinja. Possuía obras defensivas, cujos vestígios se conservam até hoje: tripla muralha, construções auxiliares e um reservatório artificial escavado na rocha, medindo cerca de 20 × 6 passos, onde se acumulava água da chuva e do degelo. Os habitantes locais frequentemente a chamavam Xatáquete (Šahtaxtı; "trono real"), em alusão ao fato de ter sido muitas vezes residência de governantes. Não muito longe das ruínas da fortaleza existem vastos cemitérios. Não se sabe ao certo quando a fortaleza foi abandonada e caiu em ruínas. As ruínas da cidade-povoado junto à fortaleza estão pior preservadas; ainda assim, subsistem cemitérios, ruínas de igrejas e vestígios de habitações.[2]
Referências
- ↑ Hakobyan, Melik-Baxšyan & Barsełyan 1988–2001, p. 246.
- ↑ a b Hakobyan, Melik-Baxšyan & Barsełyan 1988–2001, p. 247.
Bibliografia
[editar | editar código]- Hakobyan, Tadevos X.; Melik-Baxšyan, Stepan T.; Barsełyan, Hovhannes X. (1988–2001). «Ալենջիչայ». Hayastani ev harakitsʻ šrjanneri tełanunneri baṛaran [Հայաստանի և հարակից շրջանների տեղանունների բառարան] [Dicionário de Toponímia da Armênia e Territórios Adjacentes]. 3. Erevã: Yerevan State University Publishing House